sexta-feira, 29 de maio de 2009

10 anos depois

Fico lembrando de cada momento, desde que aterrizei no Brasil, há 10 anos. Depois de uns dias em Londres, finalmente senti o cheiro do meu país, e a saudade era tanta, que simplesmente comecei a chorar. Ao mesmo tempo, em que me lembrava com saudades do que eu havia deixado para trás.
Para mim, tudo era tão novo. Apesar de saber, que ficaria somente 4 anos e que teria mesmo que voltar, eu não esperava sentir o quesenti com a notícia do regresso. Achava que gostaria de voltar e que seria realmente a decidão correta. Fuiz de tudo para ficar em Moscou. Cheguei a cogitar a idéia de me casar com um russo, idéia descartada, imagina!. eu com 15 anos, sem emprego, casada com um russo.
Quando recebi as passagens e o roteiro do retorno, foi sem dúvida um dia lindo, e fazia sol, e eu estava feliz.
Mas a despedida, pelo menos para mim, foi um dia de muito sofrimento e tristeza e de lágrimas. Meus amigos com uma faixa enorme, me pedindo para ficar. Meu namoradinho da época, chorando, e eu simplesmente indo embora. A cena dele me pedindo para esperá-lo, me marcou bastante.
E assim 10 anos depois, eu fico sonhando com o dia em que poderei retornar ao lugar que preencheu grande parte dos momentos intensos. Anos que moldaram a pessoa que sou, e que me deu a oportunidade de crescimento. Só quem vai para Moscou, pode entender de saudade, de gratidão, de amizade verdadeira.
Os melhores anos de minha vida, guardados na memória e revividos a cada aula que dou. Meus alunos me dão a oportunidade de reviver, de relembrar, de matar a saudade guardada e recriada a cada novo dia!
Moscou para sempre..............Meu coração bate pela vontade da realização de um sonho: o de ser diplomata e regressar para anos lá. E conseguirei.Cada coisa em seu devido momento!.

A magreza.....

Estou em um momento bem delicado de minha vida.
Quem acompanhou os últimos episódios, eu tive uma infecção urinária em abril e isso acabou me alertando para um problema que era para ter sido sanado há algum tempo: a anorexia.
Quando estive no médico, ele me alertou de quem eu peso estava abaixo do esperado e que a anemia estava bem forte para os padrões.
Coisa do destino ou não, o médico que me tratou e que eu abandonei há quase um ano, me ligou e pediu que eu o visitasse, assim meio como não querendo nada.
E há um mês retomei o tratamento, chato, mas urgentemente necessário.
Eu não desejo a ninguém. Eu sempre tive dificuldades com a comida. Quando não era comendo demais, era comendo de menos. Nunca foi o certo.
Agora, por bem ou por mal, a minha alimentação está sendo rigorosamente calculada, balanceada, vigiada. Estou sendo pesada a cada 15 dias e meus kilos são contados e calculados de novo e estica de um lado, pesa de outro, analisa e analisa.
A terapia foi retomada, mesmo achando que eu estava abafando.
A falsa magra, na verdade já tinha perdido 4 kilos sem perceber.
Os fantasmas do passado adoram ressurgir.
Não é fácil. Assumir a doença sem dúvida é o primeiro passo e eu demorei quase dois anos para entender, que comer nem sempre é tudo. Comer bem, é o caminho.

O salão, a surpresa, a diferença!

Não gosto de salão de beleza. Não sou vaidosa como gostaria de ser. Me preocupo somente com duas coisas básicas: a cor de meu cabelo e as unhas. Com isso eu gasto uma nota preta, primeiro porque não sei pintar nem nada, segundo, porque são os dois aspectos que eu utilizo como ferramenta física de conquista.
Ok. Não sei se ter um cabelo laranja é realmente uma forma séria de conquistar homens sérios, mas as minhas unhas da mão sim, elas são maravilhosas.

Mas além de adorar ler as revistas que vem no salão, geralmente eu faço amizade com as manicures. Não gosto das que ficam falando da vida alheia, mas das que eu posso trocar figurinhas sobre um monte de outros aspectos interessantes da vida em si.

E hoje não foi diferente. Fui a um salão aqui perto do serviço. E lá estava ela sentada, à espera de uma cliente desesperada como eu, que já havia detonado metade da unha, já que acabou o acetona em casa.

E ficamos lá de papo. Ela me contou o sufoco que foi para que ela pudesse ter seu único filho, hoje um rapaz bonito e alto (segundo a teoria dela, eu não conheço), e que só traz alegria e orgulho.

Diante do que ela me contou, eu voltei pensando, no quanto eu também sou amada e sei que minha mãe tem tanto orgulho quanto, apesar de que eu sou sem dúvida a filha que deu muito trabalho.

E aprendi que em todo lugar, seja qual for a profissão, mãe que é mãe, sempre ama seu filho e dedica boa parte de sua vida para que este possa ser feliz. E apesar de tudo, é uma relação que vale muito a pena (talvez uma das únicas que valem realmente a pena).

E voltar para o trabalho foi um momento feliz. Me sentir realmente amada, faz muita diferença.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Além do sono.Coragem que nunca vem

Eu até acordo mais cedo para tentar me organizar mais, só que o sono é tão chato e insano que eu acabo enrolando e fazendo nada.
Faz tempo que não me dedidco à casa, organizo o básico, mas ando desanimada para faxinas exageeradas e minuciosas.
A vida vai ganhando sentidos opostos, embora eu com essa gripe toda, não vejo muitos caminhos à frente.
A cidade tá fria. Desde cedo até a madrugada. O sol até "alumeia", mas pelo menos para mim, não esquenta nada.

Quando falei do forró ontem, foi pelas cantadas que recebi, e que caros leitores: ou eu sou muito feia, e só resta a mim de opção; ou realmente os caras andam sem criatividade. Ouvi cada uma, tipo:"só vou ao forró se ficares comigo", ou:"dança comigo pois não peguei ninguém e você até que é bonitinha"..........

Eu mereço não?.......Depois me perguntam porquê a falta de paciência.


Escrevo e desabado horrores, não aqui. Meu caderninho anda cheio de observações de uma mente brilhante e absorvida em sonhos imáginados desde o sonho real da noite passada!


Beijos e beijos!


P.S: Finalmente a Ivone vai dar o golpe no Alexandre Borges. Dá pena, mas o carinha é burrão viu?. Exemplo de quanto amar pode ser trágico!............

terça-feira, 26 de maio de 2009

Vitalidade voltando, o fora, o dentro!

Tipo:
Roubaram a senha do meu orkut, caso você a encontre, me devolva para modificações. Quem estiver com ela, por favor, cuidado: tenho coisas valiosas lá.


Tipo 2:

Meu novo trabalho bloqueou o blog então por isso, uma semana sem escrever. Não que eu tenha tantas novidades, mas sinto falta de escrever todos os dias, conforme o adorado.

Meu novo trabalho é engraçado, meu novo chefe é uma figura e eu estou ôtema..........

Tipo 3:

Escutei a seguinte frase:
" Não estou preparado"

E eu disse a seguinte frase:
"não posso te dar o que você quer me dar........."

A vida anda tão confusa quanto antes.


Hoje completo 10 anos de minha vinda para o Brasil...........Sim, muito tempo longe de minha querida e amada Rússia!

Saudades da vida que se foi e do que vem, do que poderá acontecer já me deixa nostálgica.

Uma gripe e muitos beijos em vão, insanos e desconectados da realidade absurda.

O forró......Ah, sexta o forró!. Não aguento mais os homens de Brasília, altas cantadas toscas e sem nexo algum. Bebida e nada de útil. Noite não só perdida, pois claro, tenho amigos lindos que me alegram o coração.
Tá frio! Socorro, casaco, bota e luva.

O sol me aqueça por favor!
Beijos e boa noite

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Modernidade minha gente.......Assusta também!

Tá vendo?. Eu não amargurada coisa nenhuma. O lance de casamentos em casas separadas dá muito certo sim.
Conheci uma pessoa que vive um casamento assim há 32 anos!!!!!!!!!!!!.
Sim, meu caros leitores, 32 anos onde eles passam fins de semana juntos, onde celebram o Natal e Reveillon juntos, comemoram o aniversários dos filhos juntos, as vezes também viajam juntos. Mas onde, cada um tem seu quarto, sua sala, decorada em seu estilo, com as músicas que gosta, um fumante o outro não.
Claro que eu perguntei se essa pessoa era feliz e ela me disse que sim. Não é uma fuga da realidade, ela me diz, apenas uma forma de manter o respeito e a tolerância sempre vivos.
E eles juntos são felizes, respeitam o espaço do outro, a privacidade do outro, os amigos e costumes do outro. E aprendem também.
Perguntei se rolava stress e briga. Sim, como qualquer outro casal, temos nossos momentos tensos e a sorte é que cada um tem sua casinha para pensar melhor e no outro dia relaxar e curtir.
No começo, conta, todo mundo achava o maior desastre. Ambos universitários, pobres de marré, cada um com seu aluguel de uma kiti, resolveram casar no civil e manter o quê?. As casas separadas. Cada um queria estudar, tinha uma mania. Resolveram testar. Um ano depois, um deles teve que viajar para apresentar uma tese e ficou 8 meses fora. Cartinhas de amor para um lado, mimos para o outro. E sobreviveram.
Eu achei incrível, moderno, achei o máximo.
E afirmativamente para essa pessoa o casamento convencional para ele não funcionaria nunca. E por isso, nem se deram o trabalho de tentar.
E na velhice?.
Gatos e chimarrão no fim da tarde. No começo da noite, lareira para cada um.

Fofo né?...........


Tá, eu não sei se viveria um casamento assim, mas que eu achei interessante, sim, eu achei!.

Quando não dá para esquecer que ter amigos é tudo de bom!

Sabe, conhecer pessoas novas na fase em que estou vivendo é sempre muito especial.
Através de um amigo conheci uma garota de Salvador, criada em Natal, que morou em Manaus e veio parar na Capital, além é claro de conhecer vários lugares do mundo.
Ontem foi aniversário dela e eu simplesmente fui muito feliz.
Ela é uma das pessoas mais claras e práticas e alegres que já conheci. Sempre de bem com a vida, sabe como se divertir e é linda por dentro e por fora.
Assim, vou construindo uma rede de relacionamento baseado na verdade e na amizade pura, sem exagero, sem preconceito, sem frescura, propriamente dizendo.
E sou grata, por ter sempre novos rumos, novos amigos, antigos amigos que fortalecem e saúde, para rir e poder apoiar a cada um na hora da necessidade.
Um beijo carinhoso à minha mais nova maiga aniversariante, aos amigos alunos de espanhol e de russo, as amigas da faculdade, as amigas dentro de casa, e tantas outras pessoas que com um sorriso ou um afago, fazem de meus dias intensos e brilhantes.
Meu chefe fala, mas não há nada melhor. Pois o que eu tenho aprendido em uma semana!!!.

Alicia- ventre em pedaços incalculados

Pedaços de uma noite insana espalhados pelo chão da sala.
Tudo escuro, amanhece devagar na capital e ela vagueia inundada em prazer falso e abstrato.
Alicia, perdida entre o ter alguém, o ter ninguém. A televisão ligada no canal onde pessoas choram, o mundo parece demais para ela.
Levanta-se forçadamente. Tem que trabalhar. Olha-se no espelho, rugas, a idade que chega em seus lindos 22 anos.
Pensa no que vestir, saia preta, sapato Scarpin vermelho, bolsa.Pulseiras e brincos espalhafatosos, ela precisa brilhar, esconder as lágrimas do amor acabado.
Ir ao trabalho requer amor. Ela tem de sobra, mas não pode dividir. Toma seu café lentamente, faz a maquiagem. Borroca cores azuladas, ops, nada de exagero. Ela é vulgar, não deprimente.
E segue para seu lugar de origem, seu ventre perpelxo por utilidades escandalosas.
Púrpura e sangue, exaltados nervos melosos. O homem que a fere, na foto , no mural, presentes e aromas, velas e pedaços de carícias que nunca mais voltarão.
Alicia, perdida em ansiedade, em saltos para um futuro em pedras e cristais.
Alicia em seu paraíso tropical e em cinzas. Ardente!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O sapato e a menina chique benhê!

Sim, eu hoje me dei um sapato de presente. Um sapato caro, de uma loja de grife, mas elegante e que provavelmente (espero eu), não irá criar bolhas e calos em meu mácio e lindo pé, já calejado e maltratado pelas caminhadas forçadas.
Alguém me disse que para eu ser mais linda, faltava um bom e bonito salto. Acabei acreditando e passei a observar que de repente essa pessoa tenha razão.
Provei 8 sandálias altas e lindas e só não me entupi de sapatos novos, por ter noção do gasto que seria.
Mas decidi que a partir de agora, eu serei uma baixinha metida à gente grande, com saltos que estejam de acordo com meu tamanhinho e tamanho real (R$) e serei elegante e chique como uma pessoa normal de cabelos laranjados.
Eu mereço, pois, me sentir bonita e desejada de verdade e além de tudo mereço me admirar em frente ao espelho a cada manhã.
Afinal: sou ou não sou uma mega-power-ultra-linda mulher, concebida sobre holofotes e petálas de rosas vermelhas, ao som de um romantismo inagualável?.
Tá, a parte da minha concepção foi fantasiosa, mas poxa, eu sou chique sim. Preciso só acreidtar em meu potencial.............Deixar de ser menininha né?.

Singela explicação sobre o post anterior

Mas antes que alguém diga, que eu não tenho namorado, porque sou chata e mau amada, explico que não querer casar, não significa que estou na pista para negócios clandestinos e insuficientes.
Não quero me casar, mas isso não me impede de acreditar no elemento fogo da paixão com algumas doses de amores criados.
Eu sou à favor da felicidade que uma relação normal traz, não acredito que a única felicidade à dois esteja realmente no casamento.
Não sou fria, nem infeliz, só temo o casamento e suas consequências.
Espero ter explicado algo!

A opção bem raciocinada!

Tem alguém falando mal de casamento aqui na seção ao lado.
Segundo consta no assunto, o homem está dizendo que não é feliz no casamento e que não há nada pior que dividir a cama com outra pessoa.
Uma outra pessoa, tenta acalmá-lo, dizendo que é sim interessante, que como em toda relação é complicada, mas que há sim vantagens em ser casado.
Passei duas semanas pensando que eu agora iria me dedicar a acreditar no lado positivo do casamento.
Mas não rolou. Continuo com um medo enorme de ter uma pessoa comigo dividindo escovas e tudo mais dentro de um quadrado.
As vezes me sinto mal por esse pensamento bizarro. Sou muito diferente do modelo que tive dentro de minha casa. Mas não consigo acreditar que eu consiga fazer parte daquilo tudo que existe dentro de uma relção à dois.
Hoje acordei desencanda. Ah, quer saber?. Não quero me casar não. Não quero esperar que isso me traga felicidade. Sou feliz como sou; tenho amigos lindos, pessoas maravilhosas que me respeitam, que me admiram. Tenho ombro e café nas horas do desespero; tenho melância e pipoca nas horas da alegria. Tenho pernas e um pouco de dinheiro que me oferecem vantagens mesmo na hora da solidão. Tenho uma mãe e um pai que me amam e uma família com sobrinhos maravilhosos. Tenho um monte de projetos que não podem ser subdividios com fraldas, sofá novo, prestação de carro e brigas noturnas por conta de ciúme e falta de carinho.
Não me basto e não sou auto-suficiente, mas tenho exatamente ao meu lado e ao meu favor elementos suficientes que me fazem ser muito feliz e grata à vida de solteira.

P.S: solteira, não piriquetizinha!

Desalinhamento mental!

Um pouco de mim chora. Recomeça, termina e começa tudo de novo e termina de novo.
De um lado ao outro, observo, choro, rio e peço perdão.
Não há amor, não há jogo de sedução, não há mais esperanças.
As cores vibram, eu como pão. Tomo coca, vejo o Faustão.
A depressão da solidão, recriada em minhas linhas de dores calculadas, mediante o infinito de desejos recriados em pensamentos desalinhados pela noite de domingo.
Entro no ônibus e escuto minha música preferida.
Afinal, não há mesmo mais nada a fazer. Somente esperar.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Rebelião em São Paulo.
Motivo: a prisão de um traficante.
A democracia e suas bizarrices.

Furando fila!

Resolvi comprar umas verduras para a minha nova alimentação balançeada. Depois da peregrinação, passo no caixa, pois precisava pagar né?.
Estou lá na fila, feliz pelo dia feliz, quando começo a observar um rapaz colocando o carrinho em minha frente.
Demorei a captar que ele estava furando fila, na maior cara dura.
Pensei em escandalizar, mas resolvi deixar ver até onde ele poderia ir.
E ele foi bem longe, passando em minha frente, colocando as compras no caixa.
Depois com uma cara bem lavada, me pergunta se eu já estava lá antes dele.
Conseguem imaginar qual foi a minha cara de pessoa sociável ao responder que eu sempre estive ali e que ele havia furado a fila?.
Mas eu tenho uma alma caridosa, deixei para lá. Eu não perderia a oportunidade de aproveitar um dia realmente prdutivo por conta de uma pessoa sem senso de humor.
Só consigo dizer que a educação não chegou para todos, eu como recebi uma ótima educação, não vou me estressar mais do que devo.

O preço das novas espectativas

Por enquanto tudo indo nos conformes.
Mas hoje cedo eu parecia que tinha pisado na lama, porque tive um percurso bem intenso de casa para o trabalho.
1) De cara o ônibus que deveria passar em um horário, nem passou, nem deu sinal de vida. Saio correndo como uma desesperada em busca de conseguir entrar em algum vagão do trem.
O vagão, como em todos os dias, lotado de pessoas lindas, cheirosas e hiper animadas e felizes.
2) Uma guria que estava em pé ao meu lado, lia, uma apostila genérica, a cada volta na folha, ela batia em meu rostinho com pele de baby. Sim, a folha batia e eu olhava com essa carinha leve e meiga que eu tenho quando sou contrariada.
3) Alguém no vagão, cheirava a bebidas destiladas. Bebidas, isso mesmo, pois consegui sentir todos os cheiros possíveis. Não consegui entender ou descobrir quem era.TEntava mesmo entender, sim pois era sete da manhã e eu me perguntava com alguém poderia beber logo cedo. Ou talvez já estivesse indo da farra direto para o trabalho. Hum, ainda bem que o pensamento parou por aí.
4) Faltando poucos segundos para a saída do vagão, sinto uma mão em meu rosto. Depois alguém pendurado em mim. Era um rapaz que estava quase desmaiando. E eu lá pedindo socorro e ninguém ajudava. Até que um bombeiro, ajudou o guri a se levantar. Logo, percebi que ele teoricamente não estava desmaindo. Ou estava.
O fato é que tive um ínicio de manhã extremo e cativante.
Agora, tenho sono. A noite como sempre, deixa a desejar. Mas me adapto facilmente à novas rotinas, tipo madrugar para cozinhar.
Tudo na vida tem seu bom preço!

Observações no meio do dia!

Não estou podendo escrever no blog no serviço. Criei meu mecanismo de escrita e pela noite transcrevo ao meu querido e rosado blog.
O clima aqui no novo trabalho é bem repartição pública. Só as secretárias que ainda não podem e nem devem agir como tal.
Rola uma pressão, rola um certo trabalho, mas a grande maioria, obviamente, tem um clima mais zen.
Eu pela primeira vez não fiquei tão nervosa, mas fiquei com um certo medinho. Eu fiquei com uma imensa espectativa e ainda sinto as pernas tropeçarem em minha ansiedade.
Meu novo chefe, é um senhor aposentado da reserva da Marinha. Não pude ainda verificar de fato quem ele é ou será. Sei que penarei, pois com toda experiência e sabedoria, eu terei que provar minha capacidade mesmo em cada novo ato ou atitude. Percebi que ele é bem observador, logo, heheh estou fritíssima.
A ex-secretária que está me auxiliando, é bem legal e bem parecida comigo. Ela sairá por conta de um problema interdisciplinar e falta de comunicação, só que irá para outro setor na Antaq.. Mas ela está contente mesmo assim.
Cada coisa realmente em seu devido momento. E sei que posso e poderei e farei o possível para merecer confiança e merecer ainda mais respeito e gratidão.
Continuo muito grata à pessoa que me indicou, assim como sou grata à todas as pessoas que em algum momento de minha vida, me auxiliaram no campo profissional. Saudades e beijos em cada coração!
Bem, vou lá tentar acessar um certo site. Aqui a net é bem devagar.

terça-feira, 12 de maio de 2009

O novo. Pecados e de cabeça para baixo!

Cansada.
O primeiro dia de trabalho no novo trabalho.
Intenso o dia, novas pessoas, novas siglas, novo chefe. Tudo em minha cabeça está em movimentos constante e insistente.
Tenho medo. Estou insegura. Todos apostam em mim, devo apostar em minha capacidade. Mas tenho medo.
Estou emtregue aos meus anseios e ansiedades noturnas, que segue entre a vontade de engordar e de ser amada.
Quero hoje ser musa insiradora de canções, livros e quadros. Quero virar a cabeça e o mundo de baixo sem volta para cima.
De novo em casa, na companhia de meus fantasmas recriados em fitas e fotos antigas, em poemas nunca recitados e em costumes instalados em minhas pernas, qe em dados momentos me impedem de seguir fugindo da trilha escura e pecaminosa.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O inverno caloroso se aproxima!

Pronto.
A noite chegou. Tudo escuro. Estrelas no céu, e a lua?. Meu Deus que lua!.
Idealizo meu romance, minhas histórias, meus desvaneios de um coração maravilhado.
Passo o tempo às custas de um bom beijo, de um bom vinho e de um bom livro.
Amizades brutas, travesseiros coloridos no frio do vento que cai e alimenta a noite imutável.
Unhas vermelho Ivete. Boto a blusa laranja e o lenço russo. Tudo combinando com meu cabelo e meus mistérios.
Sou mistério. Sou camaleão, fortuna no riso, na imaginação fertilizada pelos amores do passado e por todo amor que tenho para oferecer, ainda mais no inverno que tão calorosamente se aproxima.

Desejar um fim de semana sem gripe A (Suína, H alguma coisa), enfim. Que nenhum medo se instale em vossos corações!
Eu os amo fofos! Demais!
Alguém me diz:"antes só que mal acompanhado".
Outro me diz:" não quero namorar, seja minha amiga, estamos indo rápido demais".
E outro me diz:"deixa eu te fazer feliz, cuidar de você".
Com qual eu fico afinal?
Será que tenho que ter dúvidas?.
Há coisas que não entendo. Não entendo porque recebo tanto amor e tanto carinho.
Me sinto sim, amada, desejada, carinhosamente cuidada.
E entrego ao destino o meu futuro. Inconcientemente, faço minha prece, e espero ser atendida. Quem não espera?.
Entrego minha esperança de mulher, e faço questão de retribuir entre um sorriso e outro tudo que recebo diariamente.

A mãe que Deus me deu!

Dia das mães chegando e bate aquele sentimento. É hora de comprar o presente, escrever declarações para a mãe.
Eu não fujo à regra. Estou naquela de não saber o que comprar e nem sei o que escrever.
Mas não é difícil falar de minha mãe.
Uma mãe de cabelos vermelhos, castanhos e loiros. Uma mulher forte, que ocupa todo espaço em qualquer ambiente com uma conversa simples, verdadeira e com uma gargalhada profunda. Ela sabe fazer o melhor arroz doce do mundo e a melhor feijoada. Traços fortes, mãos calejadas pelo trabalho na roça; alma limpa pela criação de seus 5 filhos. Carente de amor, nós proporciona o melhor amor do mundo e ainda divide tudo o que tem entre noras, genro, netos e amigos. Cria a própria vida sentada, enquanto costura, ou enquanto lê algum livro. Sim, minha mãe é culta, inteligente, trabalha incansavelmente. Dança e cuida de sua fazenda e recria seu destino ao lado do homem que escolheu pelos últimos 45 anos e com quem vive um casamento cada dia mais forte.
Eu me orgulho de minha mãe. Pelas qualidades, pelos defeitos, pela alegria, pelos conselhos e broncas. Tudo com ela é de coração, é apaixonante e verdadeiro. Tudo com ela é vida.
Minha mãe...............Quero tê-la para mim para sempre. O presente que ganhei, brilho e cor. O amor em sua plenitude.

A amizade que nunca passa!

Reencontrar uma amiga da época de escola, casada e mãe de duas filhas, foi uma coisa maravilhosa.
Juro, que cheguei a me emocionar. 7 anos se passaram, e tudo está ainda tão vivo em nossas mentes.
Quantas farras, quantos momentos mágicos, de uma aolescência desprentesiosa e farta de sorrisos. Os delírios eram tão insanos, mas também tão puros. Éramos inocentes, sonhavámos com empregos e dinheiros e um glamour, que a própria vida tratou de traçar.
Um caminho para cada uma de nós. Talvez não era o que realmente queríamos, mas é obra de Deus.
Foi lindo ver, que nem distância, nem maturidade, nada foi capaz de abalar tamanho carinho verdadeiro. Tantos segredos e vidas compartilhadas, amizade que permance intacta e linda.
Suspiros de felicidade, ter e dar amor é algo que poucos realmente sabem fazer.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Preguiça. Calor. Cabeça pesada, ainda pela dor de ontem. Pernas também doem, pelo tanto que caminhaei e esperei buses.
Mas tranquila está a vida. Pelo menos por enquanto.
O sol, escaldando lá fora, e eu aqui, vendo o dia passar, enquanto crio coragem para organizar a vida e a casa.
Nesse ponto tudo me parece tão chato. Mas não dá para viver na bagunça, nem na sujeira.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O que me cansa de verdade é andar de transporte público nessa cidade. Horas na parada, pessoas mau educadas, durmo de um lado, escuto música de outro.
Apesar de ter resolvido tudo, eu fiquei com a sensação de ter perdido metade do dia sentada à espera de um bus que me levasse aos destinos esperados.
Estou tão cansadinha, e com um dor de barriga.
O melhor do dia, para variar, foi a minha aula de espanhol, com alfajores e cartaz e cores e muitas risadinhas. Como eles falam e são agitados!, mas continuam fofos.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A despedida inevitável

Hoje recomeço enfim a nova etapa. Mais uma, em que eu preciso de concentração e muito otimismo.
A despedida da Embaixada doeu. E ainda doi. O pessoal que eu deixo lá, são pessoas lindas, que entre tapas e beijos, me apoiaram e me ajudaram a querer superar.
Entre lágrimas e promessas de amizade contínua, eu me lembrava do ínicio de tudo e o peito apertava.
Eu, que nunca havia trabalhado em Consulado, ou com diplomatas, saí com a sensação de dever bem feito. Todos agradeceram e foram muito fofos comigo. Tive direito à almoço com vinho e sorvete.
O Embaixador, disse que eu tenho muito futuro, e que sentirá falta de meu sorriso constante. Outros sentirão falta de meus momentos tensos e as vezes grosseiro de tentar resolver aqueles problemas naturais em qualquer serviço.
Já sinto uma enorme saudade, de momentos especiais e de muito crescimento.
O que virá?. Mistérios que preenchem as lacunas de minha mente. A fumaça do desconhecido caminho, que Deus, desde que eu era girininho, já o estava trilhando, escrevendo e montando.
Com a saúde e a alma revigorada, o mundo me pertence. E superarei e aprenderei e farei um ótimo trabalho!
Obrigada à todos pelo carinho. Pela atenção especial da pessoa que me indicou ao novo trabalho e à todos que torçem por mim e pela minha felicidade, que virá, em meu dia de agora!

domingo, 3 de maio de 2009

Semana 01 de 2018 - Insegurança

E chegamos finalmente em 2018. Meu réveillon foi muito bom. Tive uma crise interna quando cheguei na festa, meio que me achei feia (sim, é ...