segunda-feira, 29 de novembro de 2021

E o fim de ano se aproxima e o novo ano também!

 


Estamos terminando mais um mês e logo é dezembro (aquele mês que me irrita bastante do começo ao fim) e a gente percebe que nada mudou.

A gente segue sendo humanos, a maioria sobrevivendo, sem um prêmio Nobel da matemática ou a invenção de alguma máquina importante. 

Seguimos medíocres, e a grande maioria sobrevive com pequenos salários ou com esmolas. Uma grande parte faz tratamento psiquiátrico para lidar com gente que faz questão de, com o perdão da palavra, foder a nossa rotina, que já é uma rotina de engorda, ou de fome, de stress, dívida e nome sujo no Serasa. 

Uma outra parte vive em relacionamentos chatos, sem sal, sem graça e principalmente, sem sexo, porque sem amor, ok, é normal. 

Crianças tentando aprender algo na escola, adolescentes que fingem estudar para o vestibular, mas que estão é fumando um e descobrindo a sexualidade, que muito provavelmente será mais uma furada na vida. 

Ah mas tem coisas boas? Sim, e é isso que faz esse tipo de gente mencionada por mim, que hoje acordei com dor de ouvido, pessoas de luta, de batalha e de fé, porque mesmo o caos no qual nos encontramos, é isso que ainda nos mantem de pé, no ônibus, na bike, no carro sem gasolina, na mesa com alimentação reduzida e no trabalho, que graças a Deus quem tem, segura. E em relacionamentos que, se o seu for bom, abençoa senhor. 

Nos preparamos, todos, sem exceção, para um próximo ano. E como já percebemos há 2 anos, estamos todos no mesmo mar. O barco no qual cada um estamos, aí é uma questão de Deus e o nosso merecimento... ou nosso destino? 

terça-feira, 16 de novembro de 2021

O fim do ano se aproxima

Estamos na metade do mês de novembro e sinto o cheirinho do novo ano.

E comecei internamente a repensar algumas atitudes, porque não quero ter que acumular isso para dezembro, na esperança de que o próximo ano mude tudo. 

Já posso garantir que 2021 também foi um péssimo ano, com momento bons. Poucos momentos bons.

Foi claro, um ano com covid, com adiamentos de casamentos, muita depressão, insônia, medo, insegurança e solidão. 

2021 foi o ano em que mais me senti sozinha. Em vários sentidos. Apesar de ter conhecido muita gente legal, ter viajado e ter fortalecido algumas amizades, neste ano eu me senti extremamente sozinha, até mais do que no ano passado, no auge da pandemia. 

Tudo bem, que algumas pessoas me fizeram um grande favor se afastando de mim. Obrigada. Mas sofri um pouco com alguns afastamentos, alguns sim que viraram não e muitos sim que foram sim, mas que a pessoa não queria de jeito algum a minha presença na vida dela. 

Mas sigo firme. Confiante, em partes, de que o próximo ano possa ser melhor do que este. Mais uma vez não farei planejamento algum, porque comprovei que está tudo bem não fazer planos, mas continuar cumprindo as tarefas, em silêncio e com fé. 

Me conta aí: como está sendo o seu 2021? Já tem planos para 2022? 

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Marília Mendonça

 


Passado o choque inicial da morte da Marília, ainda com tristeza, relembro essa cantora que embalou minhas muitas noites de dor pelo que é minha vida amorosa: um total desastre.

A cada fim de relacionamento, ela vinha com um soco e um sopro. 

Desconheço, pelo menos em minha vida, quem tenha tido um papel tão importante, sem saber de minha existência. 

Acompanho a carreira dela, desde quando ela estourou nas rádios. Em 2016, fui ao Festeja com uma amiga, em Goiânia, e o show dela foi de arrepiar. Digno desses shows gringos, mas com uma personalidade única, e claro, ingressos mais baratos. 

A lembrança que tenho deste show é que ela bebeu o tempo todo, e não era água, e fez uma linda homenagem ao Cristiano Araújo, que tinha morrido não há muito tempo. Teve flores jogadas de um helicóptero e foi muito chororó, de mais de 50 mil pessoas. 

Cada música, me representa de alguma forma e representa você, mulher que é real. Que sofre, trai, paga as contas, vai pro boteco, pro jogo de futebol, para igreja... Amante, oficial, traída, traidora, corajosa, descente, indecente... Para Marília nós podemos ser o que quisermos. Que haverá sim sofrimento quando der alguma merda, porque sempre dá, mas que é preciso ter coragem para seguir em frente. 

Aprendemos, observando ela se tornar cada vez melhor (principalmente uma mulher poderosa e mais linda), que a gente só precisa se valorizar, não ter vergonha de errar, de cair, de tomar um porre ou outro, de ter alguma recaída, de não entender nada e meter os pés pelas mãos.

O que importa é ser humano. Porque é isso. Mulher é um ser humano e independente de onde ela esteja, ela seguirá sempre querendo o melhor, da melhor maneira, sem perder a coragem.

Obrigada Marília. Você para mim, foi e será sempre, uma cantora incrível, com uma personalidade admirável, uma inspiração pela doçura e força, misturado em um profissionalismo sem igual. Sua morte é um daqueles baques do qual nunca nos recuperaremos, principalmente para pessoas como eu, que amam sertanejo e amam uma mulher cantando sertanejo. 

Mas nada é por acaso. Que Deus cuide do Léo, sua semente neste mundo, assim como seu legado musical. Que ele se torne um homem do bem, assim coo você, foi uma mulher do bem. 

Canta muito aí no céu, porque quando eu chegar aí, quero continuar te ouvindo cantar.