terça-feira, 17 de novembro de 2020

26 de agosto de 2008

 


Mais um dia daqueles em que me pergunto qual é o meu propósito nesta vida.

Se não sou uma boa pessoa, nem uma boa profissional, nem uma boa amiga, uma boa namorada, uma boa cerimonialista... no quê eu sou realmente boa, afinal?

Resolvi olhar uns textos antigos deste humilde blog que se prepara para seus 15 anos, e encontrei vários textos bizarros. Alguns muito importantes, que me são muito reais ainda na mente. Consigo lembrar do momento em que escrevi muitas destas linhas.

O texto aqui colado é do dia em que colei grau. Sem dúvida, um dos dias mais importantes de minha vida. 

Não hoje. Aliás, tem algum tempo que eu me pergunto que tipo de profissional me tornei.  E me pergunto que tipo de profissional sou no dia a dia. Será que sou do tipo que as pessoas são forçadas a conviver?

Acredito ser de bom tom realizar semanalmente, pelo menos, uma análise interna do tipo de gente que nos tornamos ao longo dos dias. E repensar, que tipo de gente queremos nos tornar nos próximos dias, quando as coisas já terão mudado seus sentidos e suas cores.

Pessoalmente, cansada como estou, prefiro pensar que o ano está acabando. E que no meio de uma pandemia, até que me comportei melhor do que sei me comportar. E claramente, em dias como o de hoje, onde eu mando e-mail errado e tenho caras viradas, penso que é só mais um dia estranho.

Amanhã me sentirei tão feliz quanto me senti no dia 26 de agosto de 2008. 



O que te acalma quando se sente sem rumo?

 


Hoje eu estou bem destruída.  Queria de fato sumir por aí sem lenço, nem documento, em um sol de quase dezembro, que é mesmo não é? Quase dezembro deste 2020 mais sem ótica normal que já pudemos viver.  

Mas olha que coisa boa: terei férias, em dezembro e poderei sair sem lenço, sem documento em um sol de quase dezembro.  

Não, pera: nem dá para contar tanta vantagem ainda, afinal, existe a possibilidade da segunda onda desse vírus sem vergonha de uma figa.

Vou me mantendo confiante de que sim, poderei descansar, entre aspas gigantes, porque se tem algo que eu não aguento mais é essa rotina sem pé, nem cabeça, nem cerveja que dê conta de acalmar o coração. 

Aliás, conta aqui para a tia Karla: o que te segura quando você se sente destruído (a)?