quinta-feira, 26 de novembro de 2020

A minha segunda live como convidada.




Participei ontem de uma live de muita importância para mim, como pessoa e profissional. 

Conversei com a minha grande amiga, Ângela Scorsin, e respondi um pouco sobre minha trajetória de sucesso. 

Sucesso, porque assim como todas as pessoas do mundo, eu batalho diariamente não somente para pagar as contas, mas para mudar o mundo e torná-lo acessível e bom, principalmente para quem é bom. 


1 – Você escolheu ser Secretária ou ingressou por acaso na profissão? Conte-nos como tudo começou?

Fiz vestibular para Comunicação Social na UNB 4 vezes e não passei. Era meu sonho. Na época, como vendedora, um amigo me convidou para tentar uma faculdade particular e o curso era Secretariado Executivo. Resolvi arriscar, mesmo não fazendo ideia de como iria pagar. Pensei que como meu primeiro o emprego havia sido como Recepcionista em uma empresa de consignação, que seria fácil. Não foi nada fácil. Mas terminei o curso com louvor, com apenas 4 faltas em 3 anos e meio e me apaixonei pela profissão quando fui trabalhar no Instituto Cervantes de Brasília. Ali eu tive certeza de que nasci para Secretariar. 

2- Você já comentou comigo que morou fora do país. Fale um pouco sobre essa experiência. Teve lado bom e teve lado ruim?

O lado ruim com certeza foi o frio, mas o lado bom foi fazer parte da história, tendo em vista que fui morar em Moscou na transição de comunismo para o capitalismo. Aprendi sobre pontualidade e coerência e me preparei para ser uma adulta mais focada e menos preguiçosa. 

3- Você é mega comunicativa e adora conversar. Como surgiu o blog Bolshaia? De onde vem tanta inspiração de conteúdo?

O blog nasceu na aula de português da professora Elenita. Ela sempre me incentivou a escrever e sugeriu a criação de um. O nome não poderia ser outro, Bolshaia, que significa grande em russo.
Já mudei bastante meu estilo de escrever ao longo dos 14 anos de blog, mas eu sempre amei escrever, então me dá vontade, eu escrevo. Claro que relendo alguns de muito tempo atrás, me dá um pouco de agonia, mas eu não apago, pois todos os meus textos refletem quem sou e o que penso. 

4- Todos sabemos da importância do idioma em nossa profissão. Porque escolheu esses 4 idiomas para aprender? Claro que saber mais de um idioma é culturalmente agregador, mas em sua opinião, qual idioma seria ideal para um profissional de secretariado aprender prontamente? 

Inglês, com certeza absoluta. Espanhol, com certeza absoluta. O terceiro ou quarto idioma, sempre sugiro que seja um diferente e um de seu sonho. No meu caso, o russo eu fui obrigada a aprender e o francês, apesar de não ter formado, sempre foi um que eu acho lindo. Na época pensava em ser diplomata e essa é a língua oficial da diplomacia. 

5- Eu já fui sua aluna, e digo com propriedade que sua didática é fantástica. Como você vê esse processo nas escolas de línguas e agora pelo EAD? 

Cansativo, mas necessário. A principal vantagem é poder estudar no conforto do lar e evitar a insegurança de uma sala cheia de outras pessoas.
Particularmente eu sinto falta da sala de aula, mas me adaptei bem e acredito que sendo o ideal para você, faça. 

6- Você é uma profissional de multi facetas: filha, já foi esposa, irmã, tia dedicada, amiga fiel e amorosa, secretária nota 10, docente, já teve um brechó, dá cursos de etiqueta, é empresária no ramo de eventos (Bolshoi Cerimonial), e agora, jornalista do Jornal Capital em Foco. Trazendo isso para o contexto secretarial, o que você acha das novas competências do Profissional de Secretariado para o futuro?

Organização, gestão de tempo, gestão de recursos e atualização. São essas competências que neste momento são necessários como competências básicas e que as pessoas, independente do caminho escolhido, precisam ter o tempo todo. 

As novas competências estão interligadas às mudanças que o Covid está trazendo, ainda, e não planejar muita coisa à longo prazo, viva mais o agora, concentrando energia em resolver as questões, positivas ou negativas, com mais confiança.

7- Mensagem final para os secretários que estão no início da carreira, e precisam de uma motivação.

Estude algo todos os dias. Leia notícias. Se atualize. Não viva em uma bolha. Não seja uma pessoa de um hobby. Não tenha preguiça o tempo todo. Não viva o medo e a insegurança. Cuidado com o preconceito e esteja aberto o tempo todo para o novo, para o diferente e para as mudanças que acontecem ao longo da vida, o tempo todo. 

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Nasce uma Estrela - Contem spoiler!

Alguns filmes eu demoro a assistir e geralmente isso acontece algum tempo depois de todo sucesso. 

Isso aconteceu com o filme, Nasce uma Estrela. Não sei efetivamente porquê demorei a assistir. Tá, eu já até sei: ontem eu desidratei ao assisti-lo e imagino que isso vá acontecer novamente, caso eu o assista em um futuro próximo. Ele definitivamente entrou para meu Top Five de filmes preferidos (dos que eu lembro o nome, claro!).

E destaco várias partes que me emocionaram, mas acredito que a trilha sonora efetivamente é o ponto alto, e o Bradley Cooper sempre maravilhoso. 

Mas alguns pontos eu fiquei matutando em minha cabeça, nos intervalos em que eu não estava soluçando. Porque eu gosto de refletir quando estou desabando em lágrimas, ainda mais diante dos meus últimos dias em crise.

1) O alcoolismo é realmente uma barreira entre as relações. Um cara super talentoso, e com tudo que poderia e merecia adquirir, com o sucesso, não segurou a onda.

2) Só amor não sustenta relação, e sim, é necessário ter o mínimo de afinidades mesmo. Eles provaram isso. Imagina se ela fosse só uma fã qualquer? 

3) Achei muito importante quando ele disse: não peça desculpas por ser quem é. Essa é a frase que eu mais falo na vida inteira. Foi impactante. 

4) E por fim, eu consegui chorar a morte da Fatima. Foi um misto de emoção pelo filme, mas se eu tirei uma lição dele e do meu encontro com ela, é que todos nós somos estrelas. Dentro de cada um de nós. As vezes, elas simplesmente não brilham. Ou acabam por brilhar em outra estação de trem lunar. Acho que foi bem isso que aconteceu com ela. Espero que ela fique bem por lá. Sempre em oração. 


 



segunda-feira, 23 de novembro de 2020

O elo partido

Existi como Monalisa Uisliene até os 3 anos de idade. 

Essa existência antes de ser Karla, era de meu total interesse e em 2018, como planejado, fui conhecer o que faltava das peças que eu vinha montando do quebra-cabeça de minha caminhada.

Entendi tanta coisa. Percebi da onde vinha tanta intensidade, tanta coragem, tanta história. 

Fatima era intensa, corajosa e tinha muita história. Me contou algumas em nosso encontro. Foi sincera, me mostrou o porquê de suas decisões, tão questionadas quando foram tomadas. Rimos muito, ela me respondeu à todos os meus questionamentos e me fez ter absoluta certeza de que nada foi em vão. 

Nosso encontro naquele domingo nos mudou. Provavelmente ela ficou mais aliviada, percebendo que ter me dado para a adoção foi uma decisão acertadíssima. E me mudou porque percebi que ela ter me dado para a adoção foi um presente. 

Ela se foi. Ainda que eu não queira, ela está em mim nos pequenos gestos, no jeito de segurar o copo de cerveja, na gargalhada e no meu jeito de sentar. Provavelmente em muitas outras coisas que ficaram lá onde deveriam ficar. 

Em orações para que ela descanse. A vida não é fácil e com ela não foi diferente. Espero que ela sinta de onde estiver, que eu agradeço para sempre a decisão tomada.

Tudo vai ficar bem. 

Meu elo com o meu mundo até os 3 anos se partiu. 

E eu ficarei bem. 



terça-feira, 17 de novembro de 2020

26 de agosto de 2008

 


Mais um dia daqueles em que me pergunto qual é o meu propósito nesta vida.

Se não sou uma boa pessoa, nem uma boa profissional, nem uma boa amiga, uma boa namorada, uma boa cerimonialista... no quê eu sou realmente boa, afinal?

Resolvi olhar uns textos antigos deste humilde blog que se prepara para seus 15 anos, e encontrei vários textos bizarros. Alguns muito importantes, que me são muito reais ainda na mente. Consigo lembrar do momento em que escrevi muitas destas linhas.

O texto aqui colado é do dia em que colei grau. Sem dúvida, um dos dias mais importantes de minha vida. 

Não hoje. Aliás, tem algum tempo que eu me pergunto que tipo de profissional me tornei.  E me pergunto que tipo de profissional sou no dia a dia. Será que sou do tipo que as pessoas são forçadas a conviver?

Acredito ser de bom tom realizar semanalmente, pelo menos, uma análise interna do tipo de gente que nos tornamos ao longo dos dias. E repensar, que tipo de gente queremos nos tornar nos próximos dias, quando as coisas já terão mudado seus sentidos e suas cores.

Pessoalmente, cansada como estou, prefiro pensar que o ano está acabando. E que no meio de uma pandemia, até que me comportei melhor do que sei me comportar. E claramente, em dias como o de hoje, onde eu mando e-mail errado e tenho caras viradas, penso que é só mais um dia estranho.

Amanhã me sentirei tão feliz quanto me senti no dia 26 de agosto de 2008. 



O que te acalma quando se sente sem rumo?

 


Hoje eu estou bem destruída.  Queria de fato sumir por aí sem lenço, nem documento, em um sol de quase dezembro, que é mesmo não é? Quase dezembro deste 2020 mais sem ótica normal que já pudemos viver.  

Mas olha que coisa boa: terei férias, em dezembro e poderei sair sem lenço, sem documento em um sol de quase dezembro.  

Não, pera: nem dá para contar tanta vantagem ainda, afinal, existe a possibilidade da segunda onda desse vírus sem vergonha de uma figa.

Vou me mantendo confiante de que sim, poderei descansar, entre aspas gigantes, porque se tem algo que eu não aguento mais é essa rotina sem pé, nem cabeça, nem cerveja que dê conta de acalmar o coração. 

Aliás, conta aqui para a tia Karla: o que te segura quando você se sente destruído (a)?




segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Já parou para analisar que você provavelmente já foi o date ruim de alguém?

Fiz essa pergunta no instagram e além de várias curtidas, recebi o comentário de uma pessoa que disse que era impossível ela ter sido o date ruim de alguém.

Date para quem não sabe, é aquele encontro com alguém com o objetivo de de repente passar para uma ficada e quem sabe em seguida, um namoro ou algo mais. 

Tudo tem que começar por um ponto, e o date é esse pontapé para uma relação futura. 

E obviamente estou avaliando a pergunta e me analisando, ainda mais por estar com 36 anos e tirando o meu casamento, estou em uma vida de dates desde 2003, oficialmente. 

E eu sei que eu já fui o date ruim de várias pessoas por motivo de: ansiedade. De tagarelice. De não escolher o assunto certo. De soltar coisas altamente desnecessárias. E com certeza, por ser muito sincera. 

Por isso mesmo que minha vida amorosa é um total desastre. Me sinto, apesar de ajudar em tantos casamentos, uma pessoa altamente incapaz de manter um relacionamento e na maioria das vezes estrago tudo já no primeiro encontro, que é para garantir que não exista um segundo encontro, com a real possibilidade de estragar tudo de segunda. 

Não sei me comportar adequadamente, porque eu sou muito eu, e meu eu é estabanado, fumante, língua solta, sem limite e com piadas bem ruins. 

Depois de muito tempo levando foras e sem convites para um segundo encontro, percebi, com uma certa tristeza e até um certo alívio, que sim, eu já fui o date ruim várias e várias vezes. 

Confesso que é até bom fazer essa auto análise porque assim eu percebo quando eu tenho que ir ou não, quando eu tenho que tentar um date ou não. Na maioria das vezes, sempre prefiro não arriscar. 

Já tenho um currículo de fracassos amorosos muito amplo. 


terça-feira, 10 de novembro de 2020

Leve o tempo que for.

 


Quando li isso lembrei de um rapaz que disse que nunca me apoiaria em minha empresa porque eu sou gananciosa. 

Mas não tem 4 horas que uma de minhas assistentes do Bolshoi comentou que mesmo eu tendo um bom emprego,  falando o caralhado de línguas, ela me acha humilde.

Fiquei assim, perdida, porque para mim o maior elogio que posso receber é esse. 

Tenho um monte de coisas para aprender. Tenho um monte de escolhas a fazer ainda. Preciso melhorar muito em vários aspectos. Mas para que as coisas deem minimamente certo, em minha opinião é preciso ter coragem de fazer acontecer e ser humilde, principalmente quando o trajeto, a escolha e o aprendizado dependem de outras pessoas. Isso acontece o tempo todo, exceto quando vamos estudar para algo, e escolhe fazer isso de fato sozinho. Mas até o livro ou o material que está sendo estudado foi elaborado por alguém. Vejam bem com a situação é muito ampla. 

Leve o tempo que for. Mude o que mudar. Custe o que custar, seja sempre humilde, generoso e corajoso. Siga sendo acima de tudo, o que quiser. Se por acaso precisar mudar algo, não perca no meio do caminho, a sua base. 

Aliás, em 2021 isso fará total sentido. 

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

O mundo é cruel com corações fofos.

Devo ter algum tipo de problema. 

Vi a foto no insta de uma colega de trabalho grávida. E chorei. 

Minha amiga falou que é porque meu coração é fofo. 

Acho mesmo que tenho sérios problemas. 

Mas a verdade é que este ano me tornou uma pessoa ainda mais sensível, embora tente demonstrar uma força inabalável. Não é fácil. Mas até o fim do ano, espero mudar isso. 

O mundo é cruel com corações fofos. 


quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Mariana Ferrer

Ficamos todos extremamente chocados com o que aconteceu com a influenciadora Mariana Ferrer, que foi estuprada, virgem, enquanto trabalhava em uma boate em Florianópolis. 

Mas o que me choca é que provavelmente muitas mulheres devem achar que ela é culpada, e digo isso, porque eu já fui uma dessas mulheres, não neste caso em específico, que já comentou que a culpa é da mulher. E acho importante sermos sinceras e admitirmos que nem sempre estamos ao lado de quem realmente precisa de ajuda. A mudança veio, graças a Deus. Eu realmente, hoje, sou neste aspecto, uma pessoa melhor. 

Mariana foi massacrada no julgamento, por homens, não tinha ali nenhuma mulher que a entendesse. O advogado do Diabo tratou essa moça como se ela fosse lixo. As cenas são de chorar.

Eu chorei. Por vergonha de um dia ter sido tão machista. Por sentir uma dor por essa menina e por tantas mulheres que atravessam o calvário por serem mulheres. Só por isso. 

E me choca muito que ainda exista uma grande parcela da população que acha que a mulher tem que se manter vestida dos pés à cabeça, que não pode beber, que não pode sair com o cara na primeira noite, porque isso é dar motivo para que o cara a estupre, por ela ser "fácil". Oi?

O caso de Mariana foi tido pelo Juiz do caso como Estupro Culposo, o que sugere que ele não teve a intenção de estuprá-la. Oi? De novo.

Até quando ficaremos caladas? Até quando aceitaremos que nos humilhem? Até quando criaremos humanos que se acham melhores do que o outro? Até quando manteremos o discurso do azul é para meninos e rosa é para meninas e por conta disso, meninos fazem o que querem e meninas se calam por medo? 

Ontem eu me senti muito frágil. Como mulher. Lembrei de todas as vezes que sofri algum tipo de assédio e me calei, por medo, por achar que mereci, por não saber o que fazer. Só quem passa por isso sabe. 

Graças a Deus, há muito tempo eu aprendi a respeitar ao próximo e a entender mais à fundo a importância do feminismo como aspecto revolucionário, como parte da necessidade de atitude de amor com tantas meninas e mulheres que vivem à margem de uma sociedade que idolatra homens que são na verdade vagabundos em potencial máximo. 

Ao dormir, rezei por Mariana e por tantas Marianas deste mundo. 

Rezei por nosso Brasil. País que está dando vergonha alheia em tantos aspectos, ainda mais em um ano tão confuso. Já não sei o que esperar. Acho que chegamos ao fundo do poço.

Temos alguma chance de mudança? Se cada um for a mudança. Provavelmente. Se não, infelizmente, só Deus mesmo.