domingo, 7 de março de 2010

Fagner - Canteiros

Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa
Menos a felicidade

Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento

Pode ser até manhã
Sendo claro, feito o dia
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria

(Refrão 2X)
Eu só queria ter do mato
Um gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza
E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza ...
E deixemos de coisa, cuidemos da vida
Senão chega a morte
Ou coisa parecida
E nos arrasta moço
Sem ter visto a vida

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
São as águas de março fechando o verão
É promessa de vida em nosso coração.



Composição: Fagner / sobre poema de Cecília Meireles

Lembrando um pouco da infância na Argentina, quando mamãe colocava Fagner para ser ainda mais feliz. Ou quando ela recebia seus amigos, ali em nosso apartamento de um quarto, para jogar buraco e beber cerveja. Ainda lembro destes momentos com muito carinho, momentos em que eu era plenamente feliz, tempos que não voltam, mas que marcaram uma vida inteira.

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