terça-feira, 10 de julho de 2007

Conversando com um amigo meu eu falei uma frase filosofica:
"ow vc é novo sim
ahahhaa
tem 18 anos
a vida inteirinha pela frente
relaxa
tem q ser paciente com a vida
eu fui muito afoita sempre
e sempre quebrei a cara
continuo quebrando
mas acredito no amanhã....... "

Na verdade eu estou com medo do ontem e do amanhã. Não tenho medo do que estou fazendo hoje, mas o que me doi é que sempre o passado me ronda e o futuro me incomoda.
O passado sempre me cobra um resgate mental de tudo que aconteceu, que me confunde, que me consome, que me entristece. Ás vezes eu estou feliz, fazendo planos, aí algo acontece e me relembra do tanto que eu fiz de coisas erradas e quantas pessoas já me magoaram, me feriram e eu nunca falei nada. Quantas vezes deixei de ser eu mesma, para evitar coisas piores. Mas aí de repente tudo volta e eu tenho que dar explicações de algo que está lá no meu passado, bem passado. E tenho que dar explicações de coisas que deixei de fazer, de coisas que falei ou não falei.
E o futuro?. O meu depende do meu passado e como irei enfrentá-lo. Cabe a mim decidir se quero continuar sendo castigada, sendo humilhada por algo que aconteceu há 5, 6 anos e tentar provar que eu cresci sim. Provar que nada do que eu fiz de errado ou certo significam agora, porque já estão lá no passado e devem ser deixados lá. Estou embaralhada, triste.
Fiz um balanço do meu passado e não consigo entender como posso ser culpada de tantos acontecimentos, como posso ser julgada por algo que eu fiz quando tinha 11 ou 15 anos. Eu fui adolescente, eu fui criança e pisei na bola várias vezes. Mas isso não foi o molde para o que sou hoje.
Eu passei anos querendo ser alguém que pudesse ser respeitada independente dos erros. E aqui estou tendo que me redimir por ser simplesmente uma humana.

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