terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A entrevista

Eu não sou rica, nem famosa, nem me tornei Jornalista, grande sonho de infância. Mas morei na Rússia e 15 anos depois do retorno, isso mexe comigo de uma forma muito intensa e profunda.
Hoje tive a sorte imensa de falar um pouco sobre a minha vida e este relato irá para o site da repartição. Claro que primeiramente quase morri de emoção com a notícia e desde já agradeço imensamente à pessoa que me indicou. Essa indicação veio pelo fato de eu fazer muitas coisas ao mesmo tempo e eu tive também a oportunidade de dividir um pouco sobre a Rússia e os bons tempos que lá vivi. Parece um tema batido, mas quanto mais eu falo, mais eu quero falar. A maturidade me fez observar tudo de uma outra forma, com os olhos de gratidão. 
Ontem em algum momento do meu dia eu acabei ouvindo algumas coisas que me fizeram ir para a cama bem mais cedo. E quando isso acontece é porque eu fui refletir. Alguém me disse que eu era egoísta e que não queria precisar das pessoas e na verdade nem é isso. Acho que eu passei muito tempo dependendo das pessoas de certo modo e hoje eu tento evitar isso, porque fui crescendo e entendendo que o mundo não gira ao meu redor e que os meus problemas são meus e que as pessoas passam por situações que podem sim ser muito mais pesadas que as minhas, ainda que não. Sabe como é isso? Não gosto de sentir que estou pesando a vida da pessoa, quando ela já atravessa algum determinado ponto pesado na vida. Quando decidi me separar foi muito por isso: eu já não era luz, eu era um estorvo e isso não é algo que eu queira ser para ninguém. E ouvi que muitos recorrem a mim, ainda que sabendo dos meus problemas, mas a verdade é que eu não enxergo os meus problemas como problemas de fato. Confuso né?
Pois é. No fim das contas o que vale é o orgulho danado que eu sinto de ver que cheguei a onde cheguei de forma muito serena, passando por tudo sem passar por cima de ninguém. E pode ser mesmo que eu seja egoísta, mas a verdade é que eu sou grata até mesmo pelas minhas lágrimas e o que eu peço a Deus todos os dias é que não só a minha família seja feliz, mas todos àqueles que me fizeram ser quem eu sou, na Argentina, na Rússia e no Brasil. Sou quem sou porque uma galera enorme acreditou em mim e isso não tem preço e eu só posso retribuir trabalhando, sendo independente, cuidando de mim e dos meus, estudando, sendo verdadeira com as minhas convicções, com as minhas orações e com as minhas longas horas de trabalho.

Amém. 
Wânia - obrigada pelo carinho. 

Aguardando a entrevista ser publicada para autógrafos. 

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