terça-feira, 16 de março de 2010

Eu tive um amigo padre, muito parecido com o Michel. O estilo, o jeito de falar. Até a cor do cabelo. Ele era uma pessoa iluminada. Abandonou o luxo da família e entregou-se aos cuidados de crianças maltratadas pelo acidente nuclear em Shernobyl. Era o amigo de todas as horas, independente de ser padre. Gostava de uma cervejinha e até ensaiava passos de forró com mamãe linda. Em um país como a Rússia, frio e frio, ter um amigo como o Luis Carlos era um presente caloroso.
Lembro de todas as minhas confissões com ele, e em todas as vezes que ele me dizia que eu superaria qualquer obtáculo.
Ele me dizia com tanta simplicidade, que eu acreditei e hoje estou aqui.
Nunca me esquecerei de seus sorriso, de suas missas, sempre tão verdadeiras. A onde quer que esteja, eu o amo, como amigo e como ser abençõado.

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