quarta-feira, 12 de agosto de 2015

E a vida continua.

Há 4 anos, eu me casava. E me lembro de cada detalhe. Parece martírio, mas gosto de relembrar. Lembro da sensação gostosa de estar com as pessoas mais especiais me casando por amor. 
E me casei convicta de que seria para sempre. Ninguém casa querendo separar. Pelo menos depois de 3 anos trabalhando com casamentos, essa percepção é natural. Mas Deus quis por algum motivo, que não fosse para sempre.
Tem sido muito difícil para mim lidar com tudo. Não tenho conseguido me conectar com ninguém, como me conectei com o meu ex. Tenho tentado. Já tentei dar uma oportunidade ou mais ao meu coração de recomeçar. Mas não tem dado muito certo. Não tenho tido mais a vontade de ter uma pessoa todos os dias. Amar então! Ah aí é outra história.
Eu nunca me arrependi de fato de ter me separado. Bate uma nostalgia vez ou outra, mas nada que me faça sentir pena de mim. Acredito muito que eu tive uma missão na vida do meu ex. E tenho certeza da missão dele na minha vida.
Hoje eu não me envolvo profundamente. Por medo, mas muito mais por saber o quão complicado é a vida à dois. A vida de batalhar juntos, de sustentar sentimentos, a paixão, o fogo. Fora os afazeres domésticos e as contas. E isso eu não quero de fato mais. Pode ser que eu encontre tudo isso de novo? Pode. Mas não quero. 
Quero algo leve, sem amarras, sem o dia a dia exaustivo. Amo chegar em casa, ver minhas Meninas e ter a minha liberdade de ir e vir. De acordar na hora que eu quiser, descabelada, com bafo, sem medo. Não  ter que lavar, passar, cozinhar. De não ter que planejar por dois, sorrir por dois. E principalmente, não quero ter que comemorar várias datas. Já tenho uma família numerosa e muitos compromissos para cuidar. E não quero neste momento que ninguém se encaixe no meu padrão de vida, nem quero ter que me adaptar ao estilo de vida do outro. 
Espero encontrar alguém bacana. Mas que este alguém não me perturbe, não me canse a beleza. Que não exija muito de mim, mas que deseje apenas ser feliz, de uma forma diferente do comum. 
Talvez eu queira de mais ou ainda não saiba o que quero. Não tem problema, apesar dos pesares, tenho realmente me sentido bem como estou. E de fato o que mais me importa é ter saúde e me divertir. Já batalho demais nesta vida. 

Um comentário:

  1. Gostei da forma sincera que você escreveu ao relatar suas experiências. Haha, sem máscaras!

    http://jemimaursino.blogspot.com.br/?m=1

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