quinta-feira, 19 de março de 2015

31 anos - dia 22

Está quase acabando, mas ainda faltam alguns textos né? Então vamos que vamos.
Hoje eu queria falar sobre um assunto um pouco pesado, mas necessário, porque quero acabar de uma vez por todas com essa questão da minha fé e da minha escolha religiosa para a vida. 
Mas acho que preciso meio que parar de me cobrar, principalmente. Demorei muito para assumir para mim que eu não era mais católica e aprender a lidar com o fato de que no fundo de todas as questões eu não tenho nenhuma religião. Assumir isso me libertou. 
Deixar de ser católica foi uma decisão muito dolorosa e auto-crítica. Depois de viver toda uma vida entre missas, encontros de jovens e equipe e por aí vai, eu falei que não queria mais àquilo para mim. E não tinha nada a ver com a falta do sentimento do amor de Deus. Muito pelo contrário. Só que eu não queria mais isso para mim, nem missa, nem grupo jovem, nem velho. 
Aí me casei e tentei seguir a religião do meu ex. Tentei. Porque também acabei não me identificando. E agora estou nessa fase onde eu leio sobre o espiritismo, converso com algumas pessoas, mas ainda não me posicionei sobre seguir ou não.
Daí que optei pela fé e pela caridade. Ações que eu julgo de fato as mais importantes dentro de qualquer religião. Eu prego a paz e o amor, e não tem nada a ver com uso de entorpecentes. Sou à favor da tolerância de todas as formas e o respeito à individualidade. Não vivo em uma oração, vivo as orações em agradecimento à tudo que ganho de Deus diariamente. Não ir à um templo não me difere de quem vai. Gosto de toda noite sentar e rezar, mas um rezar diferente do que me foi ensinado em tempos católicos. Tento conversar com Deus pedindo menos que agradecendo. Acho que eu só posso agradecer. Acredito muito que Deus nos guia na caminhada e ter essa certeza me dá mais vontade de conversar com Ele. O sinto presente nas atitudes de bondade e dialogo constante com o próximo. Quando deixei de me sentir o centro do universo e passei a deixar Deus me guiar, as coisas fluíram e eu sei que não preciso disso em nenhum outro lugar, preciso disso em meu coração.
Não julgo nenhuma religião, até porque trabalho com casamento e e essa é a primeira questão a ser respeitada. Trabalho em todo tipo de cerimônia com a mesma vivacidade. Sou à favor da celebração do amor e confio que Deus também.
E agradeço de coração puro à quem me respeita. Pode me julgar, faz parte do ser humano. Agradeço também. Acho que cada um precisa ter sua escolha pessoal clara primeiramente para si. Eu optei por viver no caminho de ajudar ao próximo, seja apenas com uma palavra ou com dinheiro. Acho que isso é pregado em todas as religiões, então sei que Deus me acolhe como eu sou e se orgulha de mim. De nós. Sempre. 




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