sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Sobre o momento, o desafio, saúde e amor


Marido está há mais de um mês tentando viver em paz. Começou com uma gripe, que virou sinusite, que virou rinite, que virou faringite, que virou pneumonia e para melhorar, porque alegria de pobre é ficar doente e endividado, ele está com o vírus da Rubéola. Um saco!
Daí hoje, a esperança dele é que a Médica diga que ele pode voltar ao trabalho na próxima semana, porque é fato, 20 dias em casa não faz bem a ninguém se ela está doente e sozinha. Falei para ele que se ela o deixar de atestado de novo, melhor procurar outro emprego. Eu não teria cara de voltar. hahah
Mas divido isso com você, meio que para desabafar sobre a saúde pública/privada deste país. Porque além de todos os problemas que ele já tem, tudo isso poderia ter sido resolvido se o diagnóstico tivesse sido correto, mas não, ele não teria tido nada disso se os remédios fossem os certo. Mas não. Acabaram com a vida dele.
Eu o acompanhei em várias consultas à emergência e tirando o fato de um ou outro médico bonitão, todos eram muito jovens, imaturos e com completo descaso na alma. Nunca entendo porque fazem medicina afinal. Porque não facilitam a entrada de pessoas que realmente querem se tornar médicos. Daí surge o problema da educação, que para variar não adianta em nada ser discutido neste país.
E nessa brincadeirinha de tentar descobrir o que ele tinha, um remédio errado e quase mil reais em outros, que aconteceu o encontro com a Médica Curandeira (é assim que eu a chamo, porque ela é bizarra) e assim finalmente, Marido pode entender mais ou menos o que estava acontecendo com ele. Também teve um Médico na Emergência ( a última que resolvemos visitar, por indicação de uma grande amiga) que começou a clarear àquele momento fatídico que estavámos vivendo há cerca de um mês.
Eu particularmente aprendi muito nestes ultimos dias. Aprendi principalmente que um casamento que sobrevive à doença, ele será eterno. E agradeço porque no fim das contas, apesar da gravidade, não era grave. Sabemos que o que é preciso de fato, é uma mudança radical de hábitos. E constatei a fragilidade dos serviços que nos são prestados, neste caso nos Hospitais, particulares e públicos. Daí eu penso: se no particular é assim, imagina no público? Tá eu sei como é, eu não tinha Plano de Saúde antes, então eu enfrentava o hospital público indignada, mas calada, porque para quem devemos reclamar numa situação dessas, em que você só quer que descubram o que causa a dor, te mediquem e tem mandem deitar?
Rezei muito pela melhora do Marido. E ainda rezo. Porque a vida daqui para frente precisa ser diferente. E espero em Deus que essa mudança aconteça. Marido é novo, lindão, mega inteligente e eu quero vê-lo bem. Muito bem.
E desejo que cada um que precise de um hospital, seja qual for o nível, seja atendido com respeito. Com a dignidade que deve ser, quando você se sujeita a enfrentar todos àqueles procedimentos para recuperar a saúde. E que cada um tenha o apoio necessário, o carinho merecido e o amor para a superação ser ainda mais grandiosa.
E agora é rezar para que semana que vem, a rotina recomeçe com um pouco mais de saúde.
 
Beijos e beijos!

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