domingo, 14 de agosto de 2011

Parte da nossa história - o sim do papai


Enquanto esperava o grande dia, me pegava relembrando àqueles detalhes do começo da relação. E não escrevo aqui para que as pessoas achem que eu sou metida porque me casei. E nem quero que quem me conhece me julgue. Por que sim, eu já me relacionei com outros rapazes e gostei deles e fiz planos que não deram em nada. E não vou me condenar por neste momento não querer me lembrar disso. Só quero viver este amor em sua condição mais plena. Para mim, este é e sempre será o meu primeiro amor.
Aí nestes momentos de reflexão, eu me deparei com uma cena muito linda. Houve um churrasco na casa da Amiga Biriteira. Aí levei noivorido para conhecê-la. Meus pais estavam lá e já haviam tido algum contato com ele. Na volta eu passei na casa dos meus pais e a conversa chegou no meu novo namorado.
Meu pai nunca falou muito sobre meus relacionamento não. Eu sempre fui muito namoradeira, então volta e meia eu aparecia com um novo namoradinho. Quando fixava, acaba por algum motivo terminando e no máximo rolava um coments do tipo: “ah ! eu não gostava muito dele mesmo”. Mas nunca houve uma conversa profunda sobre isso. Sei que ele sentia quando eu estava triste e ficava feliz quando me via feliz, sim ele é meu pai e me ama e quer meu bem né?.
E neste dia, pela primeira vez ele expressou seu sentimento sobre noivorido. Disse que havia gostado dele e que ele sempre rezava para que eu encontrasse um amor de verdade e que ele havia sentido que finalmente esse era o rapaz enviado por Deus. Eu sinto calafrios só de relembrar, porque foi algo tão forte, tão lindo, que eu acabei ficando nervosa e apenas falando que sim, nós fazíamos planos de casamento (ele não sabia que os planos começaram no 10º dia de namoro!).
Essa cena me marcou muito. Primeiro porque eu e papai nunca fomos amigos profundos. Mas naquele dia eu percebi que sim, ele é meu amigo. Amigos não só brigam com a gente, ou falam verdades. Amigos ficam felizes pela gente. E eu vi ali uma felicidade não só porque eu estava desencalhando, mas uma felicidade de pai, ao ver sua filha sendo conduzida para um novo tipo de vida.
E me preparando para meu casamento, mesmo que meu pai não tenha me conduza ao altar, como é o que se espera de um casamento; ele me conduziu em pensamentos positivos. Torcerá por mim e sei que posso contar com ele como pai, como amigo, como o ser humano especial que ele é. E serei para sempre grata por tudo, porque eu sei que ainda não cumpri meu papel de filha e ele diariamente com carinho, cumpre seu papel de pai de uma forma linda e eu só tenho motivos para sorrir.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário. Me ajude a ser melhor!

10 anos. A pausa.

sexta-feira, 13 de abril de 2007 Novo blog...............aff Sério..........essas formalidades da informática me irritam. havia...