sábado, 20 de outubro de 2012

HPV: o inimigo silencioso

O condiloma acuminado, conhecido também como verruga genital, crista de galo, figueira ou cavalo de crista, é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pelo Papilomavírus humano (HPV). Atualmente, existem mais de 100 tipos de HPV - alguns deles podendo causar câncer, principalmente no colo do útero e do ânus. Entretanto, a infecção pelo HPV é muito comum e nem sempre resulta em câncer. O exame de prevenção do câncer ginecológico, o Papanicolau, pode detectar alterações precoces no colo do útero e deve ser feito rotineiramente por todas as mulheres.
O principal meio de transmissão do HPV é através de contato sexual com pessoas infectadas. Entretanto, a possibilidade de contaminação através de objetos como toalhas, roupas íntimas, vasos sanitários ou banheiras não pode ser descartada.
De forma geral, o organismo pode reagir de três maneiras:

1 - A maioria dos indivíduos (90%) consegue eliminar o vírus naturalmente em cerca de 18 meses, sem que ocorra nenhuma manisfetação clínica.

2 - Em um pequeno número de casos, o vírus pode se multiplicar e então provocar o aparecimento de lesões, como as verrugas genitais (visíveis a olho nu) ou "lesões microscópicas" que só são visíveis através de aparelhos com lente de aumento. Tecnicamente, a lesão "microscópica" é chamada de lesão subclínica.
Sabe-se que a verruga genital é altamente contagiosa e que a infecção subclínica tem menor poder de transmissão, porém esta particularidade ainda continua sendo muito estudada.

3 - O vírus pode permanecer "adormecido" (latente) dentro da célula por vários anos, sem causar nenhuma manisfetação clínica e/ou subclínica. A diminuição da resistência do organismo pode desencadear a multiplicação do HPV e, consequentemente, provocar o aparecimento de lesões clínicas e/ou subclínicas.
A incubação, ou seja, o período necessário para surgirem as primeiras manifestações da infecção pelo HPV é de aproximadamente 2 a 8 meses, mas pode demorar até 20 anos. Assim, devido a esta ampla variabilidade para que apareça uma lesão, torna-se praticamente impossível determinar em que época e de que forma um indivíduo foi infectado pelo HPV.
Os tipos de HPV relacionados ao câncer do colo do útero normalmente não são os tipos que causam as verrugas genitais; estas últimas costumam ser causadas por tipos de "baixo risco".
Um pequeno número de tipos de HPV chamados de "alto risco" estão relacionados ao desenvolvimento de câncer do colo do útero, vagina, vulva, pênis e ânus. Todos estes cânceres possuem tratamento e podem ser detectados precocemente através de exames simples e periódicos, ou seja, em consulta médica de rotina.


Tanto o homem como a mulher que estão infectados pelo HPV e que não possuem verrugas visíveis, na maioria das vezes desconhecem que são portadores do HPV, e que podem transmitir o vírus aos seus parceiros sexuais.
No entanto, a evolução, a manifestação e o tratamento são diferentes no homem e na mulher. Isto se deve, principalmente, às diferenças anatômicas e hormonais existentes entre os sexos. Na mulher existe um ambiente mais favorável para o desenvimento e multiplicação do HPV, podendo ocorrer complicações mais sérias, como lesões, que se não tratadas podem evoluir para câncer.
O câncer do colo do útero está altamente relacionado ao HPV. No entanto, apenas a infecção pelo HPV não é capaz de provocar este câncer. Esta possibilidade está na dependência de alguns fatores como tipo de HPV, resistência do organismo e genética da pessoa. Menos de 1% das mulheres infectadas pelo HPV desenvolverão câncer do colo do útero. Deve-se ter em mente que este tipo de câncer ou lesões que o antecedem (pré-câncer) podem ser detectados em praticamente 100% dos casos, através de exames preventivos muito simples e aos quais todas podem ter acesso: o Papanicolaou e a Colposcopia (aparelho com lentes de aumento para ver lesões muito pequenas).
Em condições normais, o tempo de evolução entre o contato com o HPV e o desenvolvimento do câncer do colo do útero dura em média 10 anos. Assim, a probabilidade de uma mulher que realiza exame ginecológico preventivo regularmente ter câncer do colo do útero é extremamente pequena. O tratamento das lesões que antecedem o câncer é simples e efetivo, e o mais importante é que ele impede o desenvolvimento para câncer. Na maioria das vezes é realizado com pequena cirurgia que conserva o corpo do útero, permitindo futuras gestações.

Existem várias formas de tratar. A maioria delas destruirá o tecido doente e isso pode ser feito por:

Criocirurgia
Tratamento feito com um instrumento que congela e destrói o tecido anormal.

Laser
Utilizado em alguns tipos de cirurgia para cortar ou destruir o tecido em queestão as lesões.

CAF – Cirurgia de alta frequência
Feito com um instrumento elétrico, remove e cauteriza a lesão.

ATA – Ácido Tricloro Acético
É um ácido aplicado pelo médico diretamente nas lesões.

Conização
Um pedaço de tecido em forma de cone é retirado com o auxílio do bisturi, do laser ou do CAF.

Medicamentos
Em algumas situações pode-se utilizar medicamentos que melhoram o sistema de defesa do organismo
Estou falando de HPV aqui no blog, porque há anos que eu adquiri esta doença, e graças a Deus, hoje estou bem. Foi chocante, pois apesar de toda informação, eu jamais imaginei que pudesse acontecer isso comigo. Nunca imaginamos e foi um período bem complicado para mim. Ainda mais porque enfrentei isso sozinha, pois ainda é muitas vezes um assunto que não comentamos por vergonha e medo da discriminação.
Por isso, por me sentir com um dever também de informar, eu sugiro que você não deixe de ir ao Ginecologista, ou de levar sua filha ainda na ínicio da puberdade para que ela possa ser orientada. O HPV é uma DST e pode matar. Não se envergonhe de cuidar do seu corpo, da sua saúde sexual e da sua vida de uma maneira super profunda.
E lembre-se sempre de usar camisinha.
Beijos e beijos!





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