sexta-feira, 20 de março de 2009

Hum, hoje pela primeira vez, eu utilizei o carimbo de meu novo chefe em documentos. Ele comentou que é um momento histórico.Ele assina e comanda o Consulado definitivamente(por alguns aninhos).
Ele está em sua primeira missão, recém casado com uma garota da Letônia (?),jovem, mas muito inteligente e calmo.
Me sinto bem, trabalhar com ele é um aprendizado duplo, por mim e por ele, que também, tadinho, tá se deslumbrando com o novo cargo, se deliciando com alguns poderes básicos dados à diplomatas.
Espero que dê tudo certo, para mim, para ele. Que nossa parceria no trabalho seja de muito sucesso. Acho que ambos somos capacitados e cheios de vontade de fazer o melhor pela comunidade peruana.
Ai ai, dizendo assim, até pareço nascida lá.

Duvida. Alguém me ajuda?

Sentada em minha linda recepção, leio um folder sobre o Peru. Um folder até interessante, dinâmico.
Chega um funcionário e me pergunta o que faço. Eu digo que estou tirando dúvidas sobre o Peru.
Ouço: " Como você trabalha na Embaixada do Peru e tem dúvidas sobre o Peru?".
Eu respondo:
"Sou brasileira e tenho dúvidas sobre o Brasil".
Será que estou errada?. Ou devo ter a pretensão de saber tudo à respeito de tudo?.
Me sinto tão idiota!.
Eu pedi um táxi por volta de 13h00. Fui almoçar e deixei um rapaz esperando o bendito.
Estou lá comendo um comida hiper-mega apimentada, com suco de limão e Doritos. Lavo meu prato, calmamente. Ando devagar para o meu cantinho de descanso e me deparo com o rapaz esperando o táxi. Já fazia 20 minutos.
Liguei mais 4 vezes, e nada. A resposta era semrpe:"estamos enviando". E nada.
Volto as 14h00, bato o ponto, sento na cadeira e o táxi chega.
O rapaz, além de estar utilizando um terno horroroso em um calor infernal, com fome e ainda esperando um mísero táxi para ir para o Hotel.
E olha que ele me perguntou a onde ficava a parada mais próxima. Em Brasília?. Rodoviária.
Nada como receber, neste momento de minha vida, a ligação de uma pessoinha especialíssima para mim. Minha antiga chefe do STJ, que foi uma mulher que me passou muito do que sei hoje, em termos profissionais e pessoais também, pois ela é sem dúvida educadíssima, simpática e jovial.
heheh
Tirando a babação, sim, realmente foi um ano maravilhoso. Lá no STJ, eu vivi muitas emoções, e evoluí em termos técnicos e na faculdade me ajudou muito na prática da profissão. Era um ambiente bom de trabalhar e eu sinto muita falta , até hoje, quase dois anos depois de ter saído de lá.
Assim é a vida. A gente muda, recomeça, caí, levanta. Encontra novos parceiros, aprende novas técnicas, novos meios, reeduca o já aprendido, revoluciona. Mas o principal, é colocar emoção no que se faz.
No meu caso, meu chefe diz, que eu trato os peruanos melhor do que eles próprios tratam. Acho que eles não têm muita paciência de fato, e eu aqui tento mostrar que eles podem se sentir acolhidos em sua Embaixada. E tem dado certo. Não é fácil pois lidar com o público, mesmo sendo clichê, é realmente complicado. Mas eu gosto de aprender com o próximo. Adquirir conhecimentos que me ajude a melhorar como pessoa. E tem dado certo também.
Sou grata, como sempre afirmo, às pessoas que me ajudam a fazer meu dia-a-dia, a fazer minha carreira, a fazer minha vida em um contexto geral.

Um lindo dia! Ops, faltando 8 dias para meus 25 anos! Alegria!. Alegria!.
O bom de estar com o dedo machucado é poder vir sentadinha na condução. Educadamente uma moça simpática (?), me oefereceu o lugar. hehe Adorei, mas espero que seja por pouco tempo. O lance de parecer doente é chato.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Não tenho a pretensão absoluta da Acadêmia Brasileira de Letras; nem imagino que meus textos virem best-sellers. Mas ontem, recebi elogio (sincero), de uma pessoa, que julgo eu, uma das pessoas mais inteligentes com quem já convivi na vida.
Gosto de permanecer ao lado de pessoas assim, inteligentes, sinceras, que possuam uma visão mais ampla e diferenciada do mundo atual, passado e futuro.
E o elogio de ontem, me fez observar a minha singela evolução no que escrevo.
Passei a colocar mais emoção, mais veracidade à fatos que eu crio, em qualquer momento que minha mente queira pensar de fato.
As vezes, saem coisas boas, que me empolgam, que me enchem de esperança e que me faz acreditar que poderei lançar meus tão sonhados livros. As vezes, choro, de raiva de tamanha imbecilidade na letra, no texto, no sentido. Não há escritor perfeito, seja na língua, seja no que se deseja transmitir.
Escrevo por amor, por compaixão às minhas conturbações. Alucino nas linhas, nas folhas eternas. A escrita marca minha personalidade mais dinâmica. Com o que escrevo, me solto, viajo em situações super maravilhosas. Volto ao passado, me torno real.
Agradeço ao elogio de ontem. Agradeço às pessoas que são minha inspiração. Leio milhares de blogs, livros, textos aleatórios, com o objetivo de ser uma escritora que bate à porta da diversidade cultural.
Assim seja.
Silêncio.
Apago as luzes. Coloco uma música. Escolho a vida. A noite, o sono absoluto.
Declaro meu amor, minha carícia mais perfeita. Estalo os dedos. O café.
O dia, caminha em velocidade número 01. Não há pressa. Não há vontade de permanecer em mistérios. Me declaro, me empenho em ser linda, inteligente. Assim, o sou. Assim o serei.
No ônibus, escuto duas meninas e suas amenidades. Saudades de minha infância perfeita. Dos papos jogados ao vento. As brincadeiras inocentes e inofencivas. Correr pela rua, jogar bete, comer algodão doce. Mimos de mãe, mimar sobrinhos, escrever minhas histórias sem pretensão de vida futura.
A Adolescência?. Ah, que linda foi. Tudo era tão maravilhoso e eterno. Rock, poesias, coca-cola, paqueras fundamentadas em sorrisinhos e bilhetes apaixonados. Rumos tomados. Destinos traçados pelo vento divino. Cada um tomou seu táxi e foi. Foi para sua tentativa de viver com cada sonho seu. Idealizações de uma criança linda, de sorrisos, cabelos negros, sem receio de se jogar, de se tumultuar e desafazer os nós.
A vida, nem o contrário dela, serão capazes de matar em mim, a vontade e a sede de brilhar, na medida de minha humildade, de minha carência, de minha mais perfeita afetividade.
Na volta ao trabalho a lágrima. A lágrima da solidão, mas ao mesmo tempo da alegria. Você sentir que é importante para alguém faz o coração tremer de alegria interna. Solto fogos e agradeço aos amigos pelo apoio incondicional, pela preocupação específica, pelo Capuccino as 07 da manhã, pela preocupação pela minha saúde. Agradeço também à pessoa que me atendeu, e que me deu força. Obrigada à amiga que teve cuidado e paciência de me acompanhar até o local onde fui tranquilamente atendida e medicada. 3 dias em casa e o coração sentia saudade das pessoas especiais do meu trabalho. E a volta me fez entender que eu sou capaz. I can do it!. Sempre.

Aproveitei para ler e para conversar com meus amigos que moram distante. Principalmente o meu lindo que tá na Rússia, segundo afirma, magro e triste. E eu imagino como deve estar sendo difícil, o frio, a saudade, a falta da família, do convívio com os amigos, com a rotina. Eu entendo como é a vida de quem larga tudo por aqui e vai tentar a sorte em outro lugar. Mas fico aqui, enviando pensamentos positivos, para que essa pessoa querida, possa suportar essa fase e alcançar seus objetivos mais profundos. Pois cada um merece receber em dobro pela sua dedicação e esforço na sobrevivência.

Estou um pouco nostálgica. Dengosa. Receber carinho dois dias seguidos me mau acostumou. Sou frágil, afinal, sou humana, sou mulher. Não faço disso minha teoria de vida, apenas gosto de ser paparicada. E quem não gosta?.

Desejo mil paparicos aos meus queridos.
E um lindo dia!

terça-feira, 17 de março de 2009

Eu costumo refletir em alguns aspects da vida, e para muito parece pessimismo, ou falta de coragem.
Eu aceito algumas coisas da vida sendo decisão dos céus. Eu já não tenho uma religiosidade aflorada, como nos velhos tempos, mas eu sempre acredito no que Deus quer para mim.
E não digo somente as coisas boas. Coisas ruins, servem também para um momento stop em algum aspecto da vida. É como se não conseguir algo que muito eu quero, me leve a pensar no que eu já consegui e preciso cuidar. Porque nem sempre é preciso ganhar, mas as vezes, dar atenção, dedicação, valor ao já conquistado.
No meu caso, preciso observar a minha falta de humildade aparente. Silenciar. Me isolar do mundo por um lado tem me ajudado a entender certas decisões de ontem. E certas decisões de ontem, hoje, parecem ainda absurdas, mas eu sei que em dado momento, será o certo, será o que deveria ter acontecido, mas que com uma certa dose de sabedoria exagerada, eu julgava ser aquele momento o ideal.
Talvez hoje não seja a hora, o local, a pessoa, o emprego, a faculdade, a viagem. Birrar, chorar, xingar é absolutamente natural. A sorte, é que Deus cuida de tudo, para a bendita hora.
Não tenho opção, tenho que esperar.
Sou certinha demais sabe?. E mesmo assim, sempre acho que estou fazendo algo errado.
Mas eu falo demais. Semana passada eu percebi, que para mim é tão complicado segurar a língua. Por isso, em vários momentos de minha vida, eu acabo dando alguns foras, magoando algumas pessoas, ou até me magoando. Não é fácil ser espontânea, feliz (pelo menos na espectativa atual).
Sim, na espectativa atual, eu ando feliz. Nem mesmo uma pancada daquelas no dedo, pancada capaz de destruir a minha unha recém pintadinha de Renda, nem mesmo meu joelho inchado. Ando feliz, por ter momentos descontraídos, com pessoas que eu admiro.
Admirar. Minha característica mais perceptível. Eu admiro as pessoas com quem convivo; as coisas que adquiro; as coisas que passam por mim. Eu admiro a vida e o que ela me proporciona.
Entre as dúvidas, incertezas, lágrimas na calada da noite e sorrisos inventados; vou circulando por mundos incertos; por sonhos concretamente perdidos e por arco-íris.
Eu amo o arco-íris e suas cores. Eu amo a chuva que acaba de molhar a minha cidade. Eu amo principalmente a mim, exatamente assim.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Desobedecendo o silêncio solicitado!

Acordei triplamente burra.
Desorientada. Uma noite conturbada. Acordava de hora em hora, com medo de perder a hora da longa jornada.
Um vinho aqui, um coca acolá, e pensamentos desalinhados em uma dor de cabeça irritante. A cama do quarto frio, a coberta macia, o aconchêgo de braços inseguros, que me transmite uma paz confusa, mas que acalma. Me aninho em pensamentos que me enriquecem. Não consigo entender porque nasci assim, porque sou assim.
Terei eu tempo para modificar tantas falcatruas instaladas como um chip, diante de olhos famintos pela valorização de meus pecados, que penetram nas entranhas alheias desfalcando o time que ganha?.
É, dizem que em time que ganha, não se mexe. Mas e se o jogador for imaturo?. Se o jagador não souber jogar, mas consiga fingir que é o melhor, com máscaras de gelo e alecrim?
Pego o ônibus, não consigo tirar de mim o pensamento do infortúnio de palavras mal elaboradas, com o objetivo sincero e imbécil de alegrar a noite. Palavras proferidas na tentativa literalmente frustrada de mudar a meláncolia de anos de minha alma infantil.
Por pouco não afundo na água que desce pelo ralo do banheiro. Eu tão frágil, pensando no que poderá acontecer se a água que cai sobre meu corpo, de tão quente derreter meus ossos já lástimados pelo choro camuflado em cantorias de ninar.
Me perdoa pela minha niñez eterna. Do lado de cá dos olhos castanhos, há uma mulher, que em pele de cordeiro no corpo de lobo, vai abrindo o caminho para uma felicidade infinitamente criativa e delicada.

Nota

Qaundo me referi ao tema: Tá na moda, foi justamente, dizendo que tá na moda divulgar e continua mais ainda na moda não resolver os casos, ou seja, deixar passar e tornar isso uma contínua corrente de pessoas mentalmente atrasadas.

Desculpem se não demonstrei de fato o que queria dizer.

quinta-feira, 12 de março de 2009

A rotina do casamento alheio

Escuto na ida para casa a lemantação de uma pessoa que pelo que entendi tem pouco tempo de casada.
Ela contava que em um dia, também confuso como ontem ela chega em casa, cansada, mas como o mundo pede mulheres saradas, ela foi para a academia que fica bem pertinho da casa dela. O marido em questão, sabia de tudo e até apoiou a decisão da noite.
Depois de duas horas, corre, anda, pedala e sei lá mais o quê, ela volta feliz, suada e saltitante.
Mal põe os pés dentro de casa, começam os berros. Segundo o bruto, ela não dava mais a atenção devida aos afazeres domésticos.
Não dei muita atenção ao comentário, até que tomando meu café lindo, pretinho, da manhã no serviço eu penso:"isso é casar?".
E fico com medo. É. Medo de ter uma vida igual às outras. Um casamento morno, natural para o ser humano.
Alguns me dizem: você tá muito nova para casar. Outros afirmam que casar é tudo de bom.
Cada dia que passa fico com mais dúvidas internas. Fico com medo daquelas cobranças de data, hora, presentes. As crises desgastantes de relacionamento, as conversas intermináveis sobre ter ou não filhos, sobre ir ou não à casa da mamãe. Conviver com as cuecas, com as toalhas molhadas sobre a cama, os gostos diferentes, o domingo de futebol e cerveja.
Uma vez ouvi que eu não queria me responsabilizar com nada, por isso não me caso.
E as minhas responsabilidades atuais?. Elas não são suficientes?. Terei que buscar a criação de uma família para ser vista e observada e respeitada como uma mulher de verdade?.
Cada dia, sinto mais medo de mim e do meu futuro!