Sobrevivi a mais um dia dos namorados.
Anualmente, eu costumava escrever sobre esta data que eu considero incrivelmente desnecessária e não, não é porque estou encalhada há quase 5 anos.
Não é amargura, nem raiva, nem desprezo.
Apenas considero que não há de fato o que celebrar diante do que estamos vivenciando nos últimos anos.
Jamais critico quem celebra o amor, mas sempre penso e reflito o dia 12/06 inteiro sobre àquelas mulheres em quase sua total maioria, que no fim das contas sofrem na mão daqueles que se dizem o seu grande amor.
De quê adianta celebrar o dia dos namorados hoje e amanhã, trair com a amante porque não conseguiu celebrar com ela? Ou encher a mulher de porrada por conta do ciúme?
Sei lá, eu de fato não consigo encaixar no meu coração que esta data ainda seja celebrada.
Quando eu era casada, eu celebrava o dia de São Valentim. Ah mas só porque morou na Europa? Não, porque eu entendi que aqui no Brasil, esta data em junho é de fato uma data comercial em um mês que era muito ruim de vendas. Mas agora, em todo canto tem uma festa junina né?
São Valentim é de fato o Santo do amor, dos encontros duradouros e da vida à dois.
E só reforçando: Santo Antônio não é o santo casamenteiro... é São José.