Ter grana e status realmente facilita muita coisa.
Mudaram as regras de solicitação e liberação de vistos a todo e qualquer estrangeiro que deseje visitar o Peru (à trabalho). Seja ele pobre ou rico.
Então. Esqueci de explicar isso para a secretária de um/uma diretor/a de um organismo internacional X. A secretária quase teve um colapso. Ela perguntou como ela explicaria ao/à cheficho/a que ele/ela teria que vir até a humilde embaixada tirar um foto?. Ora, pensei, explicando.
Mas eu que sou secretária, sei que não é uma tarefa simples, explicar a um chefitcho/a, que ele/a terá que arrumar na agenda, uma vaga para ir de carro a um determinado local tirar um fotchênha.........
Fiquei com medo de ver quem era a pessoa. Me deparei com uma pessoa comum, no aspecto físico da situação. Mas sei, olhando para a postura que ela é alguém de postura elevadíssima e claro, tremi nas bases. Não por me achar inferior, mas por saber que ela por ordem e mérito está em mil posições além da minha.
Por isso e por outros fatores básicos, que nós pobres mortais temos a possibilidade de ter vontade de ficar na mesma, comendo restos e chorando a falta de grana, ou então podemos ter uma vida de andar de motorista e se estressar por ter que tirar uma foto no fim da tarde para um mera viagem ao Peru. Na véspera de Carnaval.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Ainda sobre o diploma
Hoe eu liguei para meus irmãos para dizer que recebi meu diploma. Achei mais que justo fazer isso. Afinal, eles, são para mim exemplo, cada um à sua maneira.
Também falei com a minha mãe. Chorei. Sim, pois ela, na humildade, na oração, intercedeu diante de Deus, para que eu chegasse a onde cheguei e sei que continua acreditando em mim, torcendo por mim, e sei também, que ela me perdoa, e me ama exatamente como eu sou, apenas briga comigo, para que eu melhore.
Mandei mensagens para algumas colegas da faculdade e para alguns mestres.
Sei, que para alguns isso parece uma bobagem. Até poderia ser, se eu não fosse uma garota que gosta de demonstrar gratidão. Não estou neste mundo passeando, gratuitamente. Tenho a minha missão, que vai muito além da caridade, ou do doar sangue. E faço à minha maneira, ainda que em certos momentos de maneira estabanada.
E sei que estou a onde estou, porque me apoiei em várias pessoas. Tem uma em especial, que com o fim da faculdade, acabou se afastando de mim. Ou eu me afastando dela.
Mas a vida continua, a luta continua e eu continuo grata, por ter ao meu lado quem realmente acredita em meu potencial humano e errante.
Flores, sol, lágrimas. O meu diploma, a mudança de vida, a paz!
Também falei com a minha mãe. Chorei. Sim, pois ela, na humildade, na oração, intercedeu diante de Deus, para que eu chegasse a onde cheguei e sei que continua acreditando em mim, torcendo por mim, e sei também, que ela me perdoa, e me ama exatamente como eu sou, apenas briga comigo, para que eu melhore.
Mandei mensagens para algumas colegas da faculdade e para alguns mestres.
Sei, que para alguns isso parece uma bobagem. Até poderia ser, se eu não fosse uma garota que gosta de demonstrar gratidão. Não estou neste mundo passeando, gratuitamente. Tenho a minha missão, que vai muito além da caridade, ou do doar sangue. E faço à minha maneira, ainda que em certos momentos de maneira estabanada.
E sei que estou a onde estou, porque me apoiei em várias pessoas. Tem uma em especial, que com o fim da faculdade, acabou se afastando de mim. Ou eu me afastando dela.
Mas a vida continua, a luta continua e eu continuo grata, por ter ao meu lado quem realmente acredita em meu potencial humano e errante.
Flores, sol, lágrimas. O meu diploma, a mudança de vida, a paz!
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
O diploma
Acabo de pisar em casa.
Eu estou tão emocionada que vim num pulo, para dividir o que estou sentindo.
Recebi em definitivo o meu diploma. Nunca pensei que um simples papel pudesse revolucionar meu coração. Assinei o documento e estava tão nervosa, que a letra pareceu a de uma criança.
Assim me senti. Uma criança que acreditando em papai noel acorda na madrugada à espera dos presentes.
Sim, recebi meu presente, o maior presente que eu poderia receber. O melhor.
Enquanto vinha para casa, escutava Ivete, dizendo: "Minha pequena Eva, o nosso amor na última astronave, além do infinito eu vou voar, sozinho com você, e voando bem alto."
Eu sou uma Secretária Executiva, bilingue, bacharel. Tenho um diploma. Olho para trás e vejo que valeu a pena, ainda que não seja o curso dos meus sonhos, eu lutei, eu sofri, eu estudei, me formei com minhas mãos, minha mente, meu cansaço, meu suor.
Lembrei de tudo que passei e de todos que participaram de 3 anos e meio, de esperanças.
Dedico este diploma à minha família, aos meus sobrinhos, em especial aos que também como eu estão no sonho da formação acadêmica. À minha mãe, pelo carinho; ao meu pai pelas palavras na hora certa; à minha irmã o afago nas horas mais difíceis; às colegas de turma, aos mestres, à coordenação, aos colegas de intervalos calorosos, ao que não acreditaram em mim, aos novos amigos que fiz e faço ao longo da jornada, à Beth, pela amizade nesta nova etapa; ao Carlin, por me ouvir, ao Anexo, pelas cervejas na hora do ócio. E ao maior de todos os apoios: Deus, que me deu graça, alegria, saúde e paz, que me mostrou a minha capacidade intelectual de conquista e realização dos desejos mais intensos.
A felicidade qu sinto exatamente neste momento, precisava ser colocada para fora, extravazada, vivida, pois amanhã, em mais um dia, me entrego aliviada, pedindo mais força para vencer, brilhar e sonhar cada vez com mais maturidade.
Muito obrigada por tudo Pai.
Amém!
Eu estou tão emocionada que vim num pulo, para dividir o que estou sentindo.
Recebi em definitivo o meu diploma. Nunca pensei que um simples papel pudesse revolucionar meu coração. Assinei o documento e estava tão nervosa, que a letra pareceu a de uma criança.
Assim me senti. Uma criança que acreditando em papai noel acorda na madrugada à espera dos presentes.
Sim, recebi meu presente, o maior presente que eu poderia receber. O melhor.
Enquanto vinha para casa, escutava Ivete, dizendo: "Minha pequena Eva, o nosso amor na última astronave, além do infinito eu vou voar, sozinho com você, e voando bem alto."
Eu sou uma Secretária Executiva, bilingue, bacharel. Tenho um diploma. Olho para trás e vejo que valeu a pena, ainda que não seja o curso dos meus sonhos, eu lutei, eu sofri, eu estudei, me formei com minhas mãos, minha mente, meu cansaço, meu suor.
Lembrei de tudo que passei e de todos que participaram de 3 anos e meio, de esperanças.
Dedico este diploma à minha família, aos meus sobrinhos, em especial aos que também como eu estão no sonho da formação acadêmica. À minha mãe, pelo carinho; ao meu pai pelas palavras na hora certa; à minha irmã o afago nas horas mais difíceis; às colegas de turma, aos mestres, à coordenação, aos colegas de intervalos calorosos, ao que não acreditaram em mim, aos novos amigos que fiz e faço ao longo da jornada, à Beth, pela amizade nesta nova etapa; ao Carlin, por me ouvir, ao Anexo, pelas cervejas na hora do ócio. E ao maior de todos os apoios: Deus, que me deu graça, alegria, saúde e paz, que me mostrou a minha capacidade intelectual de conquista e realização dos desejos mais intensos.
A felicidade qu sinto exatamente neste momento, precisava ser colocada para fora, extravazada, vivida, pois amanhã, em mais um dia, me entrego aliviada, pedindo mais força para vencer, brilhar e sonhar cada vez com mais maturidade.
Muito obrigada por tudo Pai.
Amém!
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Chego em casa, minha amiga limpando a casa, unhas vermelhas me dão um momento estrela.
Ao fundo Engenheiros do Havaii, Piano Bar.
Para ser sincera, o mundo é a minha ilha. Ilha que me faz querer ser gigante.
Sonho com diamantes, brilhos e refrigerante.
Subo e desco. Vou do céu ao inferno, volto, crio minha própria história, ainda sem fim, sem o moçinho, sem o bandido.
O cheiro de incenso, me leva ao paraíso de sonhos, que nada me dão de fato.
O dia, intenso, me faz querer que tudo passe em um instante. Nem conversas, nem lágrimas. Conselhos que eu deveria escutar, mas que dou sem cobrar absolutamente nada.
Para mim todos são tão especiais, tão perfeitamente especiais. E eu para quem sou de fato especial?.
Será que durante a noite poderei voltar à mim e ao meu passado tão lindo e passageiro veloz.
Nada me desanima, eu tenho o poder de ser e isso me é tão criativo e monotóno.
Ave!
Vou lá. Viver!
Ao fundo Engenheiros do Havaii, Piano Bar.
Para ser sincera, o mundo é a minha ilha. Ilha que me faz querer ser gigante.
Sonho com diamantes, brilhos e refrigerante.
Subo e desco. Vou do céu ao inferno, volto, crio minha própria história, ainda sem fim, sem o moçinho, sem o bandido.
O cheiro de incenso, me leva ao paraíso de sonhos, que nada me dão de fato.
O dia, intenso, me faz querer que tudo passe em um instante. Nem conversas, nem lágrimas. Conselhos que eu deveria escutar, mas que dou sem cobrar absolutamente nada.
Para mim todos são tão especiais, tão perfeitamente especiais. E eu para quem sou de fato especial?.
Será que durante a noite poderei voltar à mim e ao meu passado tão lindo e passageiro veloz.
Nada me desanima, eu tenho o poder de ser e isso me é tão criativo e monotóno.
Ave!
Vou lá. Viver!
Caramba, mudei o layout do blog, depois de quase 2 anos de blog.
Gostei da cor e do formato, ficou mais leve, ao mesmo tempo um pouco mais maduro. As fotos novas, o tipo de letra.
A frase continua a mesma. Há coisas na vida que mudam mesmo com o tempo, e o meu sentimento em relação à casamento eu espero que demore muito a mudar.
Estou tentando mudar certas coisas em minha vida também, mas tá difícil, complicado tomar uma titude, correr atrás das coisas, lutar, berrar.
A minha garganta está coçando para gritar as coisas que ando pensando, que ando sentindo.
Achei que mudando de endereço tudo poderia normalizar aqui dentro, mas o máximo que consigo é me tumultuar ainda mais.
E tão intenso tudo que está aqui no peito. Amores que vão em vão, um novo amor no pedaço. Ainda confuso tudo. Estou na fase do conhecer o terreno, de sentir o cheiro, de encontrar agrados multíplos. Não estava adaptada mais a essas coisas de romance cheirando à leite. há tempos que o amor carnal, sem sentimentos fazia parte de minha rotina. Ainda nem sei se me acostumo às flores do amor.
Queria realmente um companheiro, para as caladas da noite, para as confusões da madrugada, para sentir comigo a manhã chegando lentamente janela, com seus pássaros e suas cores vibrantes.
Claro que somente o tal do dia-a-dia, poderá me dizer quando finalmente à minha alma gêmea carnal ou não chegará, aterrisará neste coração duro e seco, como uma rocha.
Quem sabe eu não aprenda a ser mais humana e gritar não seja uma necessidade de sobrevivência sobrenatural.
Gostei da cor e do formato, ficou mais leve, ao mesmo tempo um pouco mais maduro. As fotos novas, o tipo de letra.
A frase continua a mesma. Há coisas na vida que mudam mesmo com o tempo, e o meu sentimento em relação à casamento eu espero que demore muito a mudar.
Estou tentando mudar certas coisas em minha vida também, mas tá difícil, complicado tomar uma titude, correr atrás das coisas, lutar, berrar.
A minha garganta está coçando para gritar as coisas que ando pensando, que ando sentindo.
Achei que mudando de endereço tudo poderia normalizar aqui dentro, mas o máximo que consigo é me tumultuar ainda mais.
E tão intenso tudo que está aqui no peito. Amores que vão em vão, um novo amor no pedaço. Ainda confuso tudo. Estou na fase do conhecer o terreno, de sentir o cheiro, de encontrar agrados multíplos. Não estava adaptada mais a essas coisas de romance cheirando à leite. há tempos que o amor carnal, sem sentimentos fazia parte de minha rotina. Ainda nem sei se me acostumo às flores do amor.
Queria realmente um companheiro, para as caladas da noite, para as confusões da madrugada, para sentir comigo a manhã chegando lentamente janela, com seus pássaros e suas cores vibrantes.
Claro que somente o tal do dia-a-dia, poderá me dizer quando finalmente à minha alma gêmea carnal ou não chegará, aterrisará neste coração duro e seco, como uma rocha.
Quem sabe eu não aprenda a ser mais humana e gritar não seja uma necessidade de sobrevivência sobrenatural.
eu comprei um computador. Usado, antigo, mas em estado de uso e com a ajuda do namorado de minha amiga, ele ficará bem útil para mim e conseguirei sobreviver.
Contei isso à uma pessoa, e não sei se sou idiota, ou se sou retardada, mas o fato é que esperei ouvir:"nossa que bom", ou algo do nível e o máximo que escuto o comentário de que se eu for compartilhar a internet, preciso comprar tal coisa.
Apelei. Feio.
Eu devo ser realmente uma pessoa chata, reclamona e devo viver fora da realidade. Pelo visto, ser grossa é a maneira de ser respeitada e adorada. Se for assim, ficarei só.
Agora o que eu realmente preciso aprender é não esperar nada dos outros. Nem de bom, nem de ruim. O ser humano está fora de cogitação de entendimento.
Ai meu Deus, ficar sem dormir está me deixando louca!
Um lindo ida!
Contei isso à uma pessoa, e não sei se sou idiota, ou se sou retardada, mas o fato é que esperei ouvir:"nossa que bom", ou algo do nível e o máximo que escuto o comentário de que se eu for compartilhar a internet, preciso comprar tal coisa.
Apelei. Feio.
Eu devo ser realmente uma pessoa chata, reclamona e devo viver fora da realidade. Pelo visto, ser grossa é a maneira de ser respeitada e adorada. Se for assim, ficarei só.
Agora o que eu realmente preciso aprender é não esperar nada dos outros. Nem de bom, nem de ruim. O ser humano está fora de cogitação de entendimento.
Ai meu Deus, ficar sem dormir está me deixando louca!
Um lindo ida!
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Escrevo e escrevo.
Não há tristeza no ato de escreveer.
Há nostalgia, insegurança, medo, mistério.
Sento sozinha, escuto aquelas mesmas notícias da semana passada, do século passado.
Para mim coisas e pessoas permanecem vivas. O mundo gira, o mundo evolui sim, eu sei, mas falta, falta muito.
Dormi. Me escondi entre minha coberta e meu monte de travesseiros. Acordei com a sensação do vazio. A alma cansada, a cabeça confusa. Como sempre, perdida.
Compro, como, sento e repenso. Ah o que posso fazer para amenizar tanta nostalgia?.
Leio. E releio fatos passados. Crueldade da vida, me fazer de tonta com fatos tão atrasados!.
Amigos que me dizem que sou linda, legal. Ah crueldade minha acreditar o contrário.
O carnaval que se aproxima. Não quero saber.
Sumirei de mim, do nada. A metade que poderá ressurgir das cinzas de quarta-feira, punirá a outra metade.
Pule você, cante e dance. Esqueça de mim e de minhas teorias. Guarde meu sorriso, afinal, esse é o meu marfim.
Não há tristeza no ato de escreveer.
Há nostalgia, insegurança, medo, mistério.
Sento sozinha, escuto aquelas mesmas notícias da semana passada, do século passado.
Para mim coisas e pessoas permanecem vivas. O mundo gira, o mundo evolui sim, eu sei, mas falta, falta muito.
Dormi. Me escondi entre minha coberta e meu monte de travesseiros. Acordei com a sensação do vazio. A alma cansada, a cabeça confusa. Como sempre, perdida.
Compro, como, sento e repenso. Ah o que posso fazer para amenizar tanta nostalgia?.
Leio. E releio fatos passados. Crueldade da vida, me fazer de tonta com fatos tão atrasados!.
Amigos que me dizem que sou linda, legal. Ah crueldade minha acreditar o contrário.
O carnaval que se aproxima. Não quero saber.
Sumirei de mim, do nada. A metade que poderá ressurgir das cinzas de quarta-feira, punirá a outra metade.
Pule você, cante e dance. Esqueça de mim e de minhas teorias. Guarde meu sorriso, afinal, esse é o meu marfim.
(...) O problema para descrever é esse: apenas entrevejo.
Apenas entrevendo, continuo a entrever.
Não há mais ninguém nessa estação. Ou por algum motivo não entrevejo os outros que talvez estejam também lá, apenas você, num zoom seletivo que exclui os demais. E por se tratar de uma estação, deve haver um trem que não chega, não passa nem parte. O que passa é apenas o tempo. Sei que passa não porque a luz se modifique ou aconteça alguma coisa, mas pelos seus pequenos movimentos, um passo, um braço, que revelam ansiedade e espera. O que se pode fazer numa situação como essa — mesmo para mim, que deveria ser o dono dela, mas me recuso — a não ser esperar? Esperamos, todos. O que está lá, o que conta sobre isso e os que lêem sobre isso. Esperamos então. Horas, dias, meses, anos e anos. Ninguém sabe o quanto. Podemos nos distrair enquanto esperamos, ligar o rádio, olhar pela janela, abrir a geladeira, mastigar alguma coisa, beber mais água neste dia seco, até mesmo ligar a TV para entrar noutras histórias, falsas ou verdadeiras, mas onde aconteçam coisas, em vez de ficarmos parados nesta onde nada acontece desde as primeiras palavras. E voltar a ela como quem volta a chamar um número de telefone eternamente ocupado, só para constatar que continua ocupado e apenas para ter a sensação de não desistir. Desistir não é nobre. E arduamente, não desistimos.
Então acontece. É tão surpreendente que aconteça que pouco importa seja a única coisa que poderia acontecer. O trem chega e pára. Na plataforma você começa a tentar colocar as bagagens dentro dele. Mas elas não saem do chão. O trem apita, o trem vai partir. Você percebe que não pode levar nada além de você mesmo. E entra no trem. Mas isso que você tenta fazer entrar no trem, e que é o seu corpo, também não pode entrar.
Então você o deixa, deixa o vulto que entrevejo jogado na estação junto com as bagagens. O trem então parte levando de você algo que nem você nem eu sequer conseguimos entrever. Outra coisa, talvez nada, porque nada podemos garantir ter visto partir dentro do trem.
Você não grita nem acorda. Não há terror, mesmo sendo aterrorizante: é assim que é. E pior ainda, não se trata de um sonho. Começa a amanhecer. Ou a anoitecer. Ninguém sabe quando passa o trem. Nem para onde vai. E não se leva nada. Isso é tudo que sabemos........
Minha cara e linda Elenita: sou sua fã. Você sabe!
Beijos
Apenas entrevendo, continuo a entrever.
Não há mais ninguém nessa estação. Ou por algum motivo não entrevejo os outros que talvez estejam também lá, apenas você, num zoom seletivo que exclui os demais. E por se tratar de uma estação, deve haver um trem que não chega, não passa nem parte. O que passa é apenas o tempo. Sei que passa não porque a luz se modifique ou aconteça alguma coisa, mas pelos seus pequenos movimentos, um passo, um braço, que revelam ansiedade e espera. O que se pode fazer numa situação como essa — mesmo para mim, que deveria ser o dono dela, mas me recuso — a não ser esperar? Esperamos, todos. O que está lá, o que conta sobre isso e os que lêem sobre isso. Esperamos então. Horas, dias, meses, anos e anos. Ninguém sabe o quanto. Podemos nos distrair enquanto esperamos, ligar o rádio, olhar pela janela, abrir a geladeira, mastigar alguma coisa, beber mais água neste dia seco, até mesmo ligar a TV para entrar noutras histórias, falsas ou verdadeiras, mas onde aconteçam coisas, em vez de ficarmos parados nesta onde nada acontece desde as primeiras palavras. E voltar a ela como quem volta a chamar um número de telefone eternamente ocupado, só para constatar que continua ocupado e apenas para ter a sensação de não desistir. Desistir não é nobre. E arduamente, não desistimos.
Então acontece. É tão surpreendente que aconteça que pouco importa seja a única coisa que poderia acontecer. O trem chega e pára. Na plataforma você começa a tentar colocar as bagagens dentro dele. Mas elas não saem do chão. O trem apita, o trem vai partir. Você percebe que não pode levar nada além de você mesmo. E entra no trem. Mas isso que você tenta fazer entrar no trem, e que é o seu corpo, também não pode entrar.
Então você o deixa, deixa o vulto que entrevejo jogado na estação junto com as bagagens. O trem então parte levando de você algo que nem você nem eu sequer conseguimos entrever. Outra coisa, talvez nada, porque nada podemos garantir ter visto partir dentro do trem.
Você não grita nem acorda. Não há terror, mesmo sendo aterrorizante: é assim que é. E pior ainda, não se trata de um sonho. Começa a amanhecer. Ou a anoitecer. Ninguém sabe quando passa o trem. Nem para onde vai. E não se leva nada. Isso é tudo que sabemos........
Minha cara e linda Elenita: sou sua fã. Você sabe!
Beijos
Entrei na fase dos 900 textos. Em breve 1000 textos.
Domingo, gravando música, ao mesmo tempo em que ajudo meu amigo a fazer uma inscrição, também escutando as besteiras inimagináveis do Fantástico, como por exemplo o cso da brasileira que segundo dizem se autoflagelu na Suiça.
Não entendo como ela conseguiria fazer isso, mas é um absurdo as dúvidas e a falta de capacidade da polícia suiça de resolver um problema desses. Confusões à parte, o mundo continua de olho no carnaval.Ah o carnava
Domingo, gravando música, ao mesmo tempo em que ajudo meu amigo a fazer uma inscrição, também escutando as besteiras inimagináveis do Fantástico, como por exemplo o cso da brasileira que segundo dizem se autoflagelu na Suiça.
Não entendo como ela conseguiria fazer isso, mas é um absurdo as dúvidas e a falta de capacidade da polícia suiça de resolver um problema desses. Confusões à parte, o mundo continua de olho no carnaval.Ah o carnava
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Fuçando meu e-mail, encontrei algumas fotos do ano passado, que eu enviei para alguns amigos que moram fora e para os que não puderam participar de minha comemoração.
Foi tão bacana a noite. Tirando o aborrecimento com o estouro de um cano, que rolou embaixo da mesa de minha família e que deixou o ambiente com um cheiro horroroso, a dança, a alegria, o entusiasmo dos convidados, tudo foi perfeito.
Meu pai não gostou do lugar, mas entendo perfeitamente porquê.
Mas lembro de cada detalhe. Classifico o momento como uma noite que nunca esquecerei. Foi um aniversário que eu comemorei bem ao meu estilo (o sorriso não nega!).
Este ano completo meus 25 anos. E fico lembrando do dia passado, não pelos sofrimentos de tudo, ou pelos momentos tristes que existiram fatalmente, mas por saber que eu estou vencendo de alguma forma. Perdi algumas coisas pelo caminho: amigos, amores, carinhos, companheiros de momento importantes, empregos, tempo, dinheiro, envelheci, emagreci (e muito!), já tenho até cabelos brancos (que mico!).
Mas se eu párar para pensar (a nova regra ainda não me entra na cabeça!), eu vivo e isso é de fato o que me motiva a seguir em frente.
Estou nostálgica. A Rússia, a Argentina e todo um passado, me vieram à cabeça ontem,enquanto eu procurava o sonho perdido na calada da noite. Nenhum som, nada. A cama de solteiro, estava gigante, mas eu permaneci firme, agradeçendo e louvando todas as minhas capacidades mentais e físicas de enfrentar toda e qualquer ventania.
Alegria, alegria, carnaval na avenida (tudo passa!).

Se eu fosse uma pessoa mau amada e infeliz e não estivesse bem resolvida, jamais postaria uma foto como esta, fazendo uma careta dessas em meu último dia de aula.
Ainda me lembro bem quando me preparei para a pose. E quando vi o resultado quase morri de rir.
Um dia lindo, uma noite maravilhosa. O alívio, a felicidade de realizar uma das etapas mais importantes pelo qual eu passei e sobrevivi.
Sinto que a minha formatura, foi mais um daqueles marcadores de página que nós colocamos enquanto escrevemos nossa história.
A evolução de um espírito conturbado, mas que não teme em realizar todo e qualquer objetivo.
Com caretas ou não, que venha a vida. Eu quero viver!
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