terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Tanto faz.

 


Em 2020 me senti assim, já no finalzinho dele e no começo do ano de 2021, já levei a primeira rasteira. 

Não sei como lidar muito bem com isso não. Sei que passa. Até a próxima pessoa que fará questão de deixar isso bem claro. 

Acredito que é por isso que eu rezo tanto. Porque quando eu rezo, eu esqueço o que me fizeram de ruim. 

Eu sei que não é possível agradar à todos, mas é fato que, quando esse sentimento é relacionado à quem se ama muito, independente do tipo de relação, machuca demais. 

A sorte é que mesmo me sentindo um nada, várias vezes ao dia, eu consigo de certo modo imaginar que eu fiz sim algo de bom. 

O segredo é não esperar nada em troca. O que vier, está bom demais. 


sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Tem que ter algo em comum

Há muitos anos que eu venho tentando, em vão, encontrar minha alma gêmea, a tampa da panela, o sapato velho para meu pé cansado. 

Confesso que é um tanto quanto chato começar relacionamento e é sempre muito doloroso, embora eu já tenha me acostumado, terminar relacionamento.

O que me cansa é toda aquela contação de história, de manias, de medos, de vontades, que compartilhamos quando conhecemos alguém. Deve ter sido por isso que me empolguei tanto quando me relacionei com um amigo de longa data, pois na minha cabeça, como ele tecnicamente já me conhecia, seria muito fácil. 

Mas não foi. Ao contrário do que eu imaginei, ele não me conhecia o suficiente, e ao descobrir que existia uma diferença absurda entre a Karla amiga e a Karla namorada, a decisão mais óbvia para ele foi terminar a relação. 

Justo. Ninguém é obrigado a se relacionar comigo, muito menos se quem eu sou não agrada. 

E volto a pedir a Deus uma pessoa que tenha algo minimamente em comum comigo. Que além de um sentimento verdadeiro, não se choque, e nem queira me mudar. 

Uma coisa que me deixa bem triste, é que eu sempre tento me adaptar ao estilo do outro, o que me leva no geral a me relacionar com pessoas bem diferentes mesmo. Nunca vi problema. Mas os caras não. Eles não fazem a mínima questão em entender o meu mundo.

E o quê tem de diferente no meu mundo? 

Talvez o fato de eu fumar e beber, já deixe a história toda cabulosamente complicada. Tanto é que conheci uma pessoa que comentou que seria difícil se adaptar, mas que tentaria. No primeiro encontro acabou deixando bem claro, que eu teria que inclusive, esconder da família dele, caso viesse a conhecer. 

Decidi depois de dizer gentilmente que meu sentimento por ele não era verdadeiro o suficiente para abandonar os hábitos nocivos, voltei ao que eu sempre mantenho vivo em meu coração: só vou me relacionar com quem estiver efetivamente me amando, ao ponto de esperar um pouco de tempo de relacionamento para tentar me mudar. Ou de preferência que espere que eu mesma faça isso, sem sofrimento.

Sou tão, digamos azarada, que conto nos dedos de uma mão, caras com quem me relacionei que gostem de dançar, que gostem de trabalhar, que gostem de futebol, bar, cerveja e que não me condenem pelo meu vício. 

Não estou dizendo que ah fumar é legal e tudo mais, mas eu não escondo isso, e sei que vou parar, mas agora, eu não quero parar. Assim como não quero parar de dançar, de trabalhar muito, de ir em barzinho e amar futebol.

Então, que no fim desta primeira semana de 2021, agradeço a Deus por ter me livrado do último relacionamento, porque eu imagino que com o tempo eu poderia surtar, aceitando tanta coisa contrária ao meu estilo de pensar e viver e principalmente, por não ter tido um segundo encontro com a pessoa que muito provavelmente, em um futuro não muito distante, acabaria por me irritar, querendo me mudar completamente.

Então que reforço aqui que eu não gosto de homens que usem drogas, mas aceito quem bebe e fuma cigarro normalmente, nada de sair caindo por aí. Gosto de homens que dancem, ou que se não dancem, não me torrem a porcaria da paciência porque eu gosto de dançar. E por favor, preciso de alguém que entenda o valor do meu trabalho, da minha energia que não acaba nunca, que respeite o fato de que eu sou louca por futebol e não entendo nada de coisas nerds. 

Seria pedir muito? 

Provavelmente sim. Mas estou jogando ao universo isso, para ver se desta vez eu não me meto com quem não tenha nada a ver comigo. 

O poder do perdão

Sei que sou uma pessoa mediana para conviver. Nem é tão ruim, nem é tão bom. Antes, isso me incomodava demais, hoje, aprendi que eu sou humana, e infelizmente, não acertarei tanto quanto gostaria.

Mas eu tenho uma característica muito forte, que é o perdão. E o perdão consiste em esquecer o quê nos fez mal. 

Confesso que não é algo simples. Demoro a perdoar, mas também, quando isso acontece, o caminho fica muito mais leve.

E eu te perdoo. Você que há pouco me fez muito mal. E perdoo você que há muito tempo me fez mal. Afinal, são quase 37 anos de vida, então que nem todo mundo foi fofo comigo. 

O perdão à quem me fez mal há pouco tempo, obviamente ainda está sendo trabalhado. Porque eu ainda estou me recuperando da falta de lealdade. 

Costumo lidar muito bem com chifre, mas não sei lidar muito bem com quem me é desleal. E você, em específico, me foi desleal em um nível absurdamente alto. 

Quando esta pessoa ler este texto, espero que ela se identifique. Porque ela era a pessoa em quem eu mais confiava e acreditava ser diferente. Achava que seria impossível que ela fosse capaz de me decepcionar, me magoar, me derrubar no chão e pisar em meu lindo rosto. Mas aconteceu desta pessoa simplesmente ignorar o meu sentimento e me decepcionar, me magoar, me derrubar no chão e pisar em meu lindo rosto.

Quando penso nisso, relembro o quanto eu pisei em ovos, justamente porque, conhecendo a história de vida, eu não queria magoar, não queria decepcionar e tenho certeza que eu jamais derrubaria esta pessoa no chão e pisaria em seu lindo rosto. 

Mas nem tudo nesta vida é vivido com reciprocidade, e, nem sempre, o bem que fazemos nos é devolvido. E está tudo bem.

Vou perdoar esta pessoa, por todo mal que ela me fez. Por todo sentimento ruim que, muito provavelmente, ela não faça ideia que ela fez ressurgir em meu coração. Irei perdoar, porque não sou eu quem faz a vida girar, embora, do fundo do meu coração, eu não seja vingativa e quando falo que não desejo que aconteça com ela o que ela fez comigo, eu falo de coração. 

E como diz minha sobrinha: vamos focar no Bolshoi Cerimonial, que eu tenho absoluta certeza que não me decepcionará, não me magoará e nem me derrubará no chão e pisará em meu lindo rosto. 


sábado, 2 de janeiro de 2021

O problema sou eu, não você.

Quem me acompanha pela vida, sabe que levei um fora em um relacionamento de 2 meses, no dia 24 de dezembro. Logo eu que já tenho um ranço com essa data, provavelmente seguirei firme nisso através desta lembrança. 

Mas o que me surpreende não é a pessoa ter terminado comigo, porque eu estou muito acostumada com levar fora, aliás, com uma vasta experiência. 

O que me gerou uma revolta é que o discurso do término é exatamente o mesmo dos meus últimos 155 relacionamentos e eu realmente não sei com qual coach esses caras aprendem isso, porque é exatamente a mesma coisa.

Como que uma pessoa se diz apaixonada por você e termina com você porque você é maravilhosa e fez tudo certo? 

Não entendo. Acho muito chato isso de o problema sou eu, não você. Gente, parem, isso é feio. Como vou saber o que corrigir para um talvez quem sabe futuro relacionamento? 

Me consola saber que todos que terminaram comigo, em seguida ou começam a namorar o presente de Deus ou se casam com o presente que já existia enquanto eu fazia o papel de trouxa. 

Então que Deus conceda aos meus próximos relacionamentos o seu presente, sabendo que ao se relacionar comigo, servirá apenas para ter certeza que sou a ponte para a felicidade, nunca, a felicidade. 

Começo 2021, apesar de ter tido uma virada com beijo na boca, com o coração machucado, confuso e ansioso, porque eu pedi a Deus mais solidão. Será que consigo cumprir meu compromisso pessoal de 21 de abril de 2019 e só me relacionar quando for reciproco? 

Mas, quando saber que é recíproco né? 

Melhor ficar sozinha mesmo. 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Despedida de 2020



Todos, hoje, nos sentimos um pouco aliviados com o fim deste ano. 

Sabemos que amanhã, sexta, 01 de janeiro de 2021, as coisas não mudarão em um passe de mágica.

Mas sempre acreditamos que o novo ano será melhor que o ano velho. 

Novamente, não farei planos muito desalinhados com o momento. Além de tomar a vacina, quero realizar os eventos adiados e fechados durante a pandemia, com saúde e paixão. Isso, espero não mudar nada.

Estou confiante em Deus que não ficarei desempregada, ou que se me mandarem embora na mudança da empresa, eu arranje algo bem rápido e ligeiro. Quero estudar mais. Quero aprender mais. Quero contribuir mais. Quero mudar o que me for permitido, sendo exatamente essa pessoa que sou. 

Que Deus me permita, também com saúde, me manter afastada de tudo que me distraia e me ofereça preguiça de brinde. Gostaria de poder ter toda energia acumulada ao longo de 2020, para trabalhar muito, o tempo todo, com intervalos para manter a casa em ordem e o sono minimamente em dia. 

Aprendi este ano que não quero mais frequentar baladas, shows e qualquer outro tipo de festa, que não seja de fato importante, tipo Ivete Sangalo, ou o aniversário de alguém muito especial. Mas com o objetivo de economizar e me manter sóbria, optarei por não andar onde não me cabe. Inclusive, quero parar de achar que sou sexy e sei dançar. 

Para o próximo ano eu tenho alguns compromissos pessoais, já que não gosto da palavra promessa, que eu não cumpri em 2020, e que com muita força e fé, espero cumprir em todos os mínimos detalhes. 

Por fim, peço a Deus que eu não me envolva com ninguém que não faça sentido, que não esteja realmente disponível, que queira se relacionar e não apenas brincar de me sugar porque eu sou boba. Não desejo nem para minha inimiga o que meu coração tem passado nos últimos 4 anos. 

Desejo à todos um bom ano. 

Com saúde, vacina, cura, estabilidade emocional, financeira e amorosa. Talvez não dê para termos tudo, então, seja o que Deus quiser. 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

2020 - o ano das lives

No dia de meu retorno das férias, faço minha retrospectiva profissional. 

Graças a Deus eu tenho um emprego fixo, porque quando me lembro do começo da pandemia, e tudo que foi fechado e cancelado, me arrepia imaginar que, se eu vivesse somente de eventos, estaria muito mal. Muitos colegas e fornecedores passaram por momentos difíceis, principalmente tendo que administrar orçamento e os eventos que precisaram ser adiados. 

Demorei a entrar no mundo das lives, e quem me incentivou foi a minha sobrinha, e eu agradeço muito, porque foram 4 temporadas de muito sucesso e que me agregaram muito como pessoa, pois passei a entender ainda mais sobre o coração de quem trabalha com sonhos. 

Foi um ano onde escrevi demais para o Jornal Capital em Foco, onde entrei em fevereiro. Muito feliz por sentir que melhorei bastante minha forma de escrever, me tornando mais técnica e absorvendo todo ensinamento possível com a turma que me acolheu tão deliciosamente. 

Em 2020, e com o trabalho remoto, no nosso caso, semi-remoto, porque trabalhamos em esquema de revezamento, eu aproveitei para retomar o estudo do inglês, do francês e do russo. Também fiz um curso de libras e participei de muitas lives. O inglês, espero eu, poder terminar ano que vem e desta forma, permanecer em meu emprego, feliz. 

Foi, como para uma grande maioria, um ano difícil, cheio de altos e baixos. Agradeço a Deus especialmente por ter nos presenteado com um chefe incrível, que tem nos ajudado a superarmos a crise existencial de 2019 com a nossa ex-chefe. 

Agradeço também à cada um que me apoiou, seja lendo meus textos no jornal, seja acompanhando as lives. 

Agradeço aos 2 casais de 2020: Kenya e Roberto - 14 de março e Elaine e Willian - 11 de dezembro. 

Agradeço à Marcela Brito por me permitir realizar seu evento de fim de ano para 8 pessoas e contar com o apoio do Bolshoi Cerimonial, bem como nos presentear com uma Mentoria e uma sessão de fotos.

Agradeço à minha Equipe do Bolshoi Cerimonial, por terem participado do treinamento no dia 15 de fevereiro, e terem permanecido ao meu lado nessa travessia. Em especial, agradeço ao meu afilhado, que sempre me apoia nas loucuras digitais, à Cris, pelas inúmeras caronas, à Aline pelas inúmeras caronas e à Anne por me ouvir e me incentivar. 

Espero muito que o próximo ano seja bom, em vários aspectos, principalmente com a vacina, uma retomada nos eventos, nos eventos do Jornal, muitos casamentos, 15 anos... E saúde para conseguir finalizar o inglês e assim, permanecer aqui em meu lugar, que tanto amo trabalhar. 

E que tudo se resolva. Que ninguém que eu amo fique desempregado ou doente. 

Que tudo fique bem. 

E sem covid! 

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

2020 - A foto beijando na frente dos fogos fica para a próxima reencarnação

Com esta frase eu defino minha vida amorosa de um ano piorado, difícil e cheio de desafios que nem sei se venci. 

Nada havia planejado para 2020, apenas sobreviver e me manter empregada. Não imaginava que viria a pandemia e tornaria o que já era caótico, em algo impossível. 

Comecei o ano beijando um rapaz no Carnaval, na frente do meu ex que não era ex namorado, mas o demônio. Aquele que me sacaneou no Carnaval de 2018. Foi ótimo, divertido e lavei a minha alma. 

A pandemia já estava à solta, então que este beijo não se prolongou e depois de uma série de DR´s por whatsapp, dei um ponto final ao que nunca existiu. Nos bloqueamos. Fim.

No meio do caminho, resolvi dar uma chance à uma antiga paixão, que já durava algo em torno de 4 anos. Depois de muitos desencontros, e uma última saída no dia 13 de março, nos vimos no dia dos namorados. Foi um pouco constrangedor e desde então não nos falamos. Não faço ideia o quê deu errado, mas está tudo bem, a pandemia seguiu e eu foquei nas lives. 

E fiquei sozinha até o dia 04 de outubro, quando resolvi investir forte em uma outra antiga paixão. Dei em cima cabulosamente e de repente, estávamos namorando, o que por si só já foi um desastre. 

Como a grande maioria dos caras com quem namoro, ele terminou comigo, alegando não estar 100% para se relacionar. Como em todos os meus relacionamentos que terminam, eu me culpei por ser muito entregue, por ter me envolvido de cabeça, de coração e de alma. Chorei por ter sido intensa, verdadeira e eu mesma, o tempo todo. 

E este foi o resumo amoroso desta pessoa que acredita no amor, mas só quebra a cara. Que sempre acha que encontrou a pessoa certa, mas no geral, só encontra caras que não tem nada a ver, que até me amam, mas não me amam como acho que devo ser amada. 

Talvez a pandemia tenha sido boa no sentido de que chorei bem menos e por menos pessoas. Me mantive em casa, economizei e não perdi tanto tempo em rolês aleatórios. 

E aprendi mais uma vez que relacionamento é algo que só pode e deve existir se for com amor, porque, garanto à vocês, ainda assim, será difícil demais.

Já chorei tudo que deveria chorar. Fiquei com ódio, principalmente do último, porque éramos amigos há anos e infelizmente, acabamos estragando a amizade. 

Para 2021, seguirei completando minhas tarefas e cuidando dos planejamentos dos meus casamentos. Pessoalmente, quero me manter bem e esperar em Deus o quê ele achar melhor para mim. Sozinha ou não, quero ser minimamente feliz. 


segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

2020 - o ano ruim

Olá queridos! Como foram de Natal? Preparados para o reveião?

Faz um tempo que não venho aqui e já estava com saudade. Não poderia também, terminar o ano sem a minha retrospectiva. Ainda que tenha sido o pior ano da vida da grande maioria das pessoas, ainda assim, ele deve ser lembrado. 

Vou responder algumas perguntas, destas enquetes malucas que a gente vê pelo instagram, que eu acho que servem para pegar nossos dados, mas que eu amo responder. 

1) Uma palavra que define 2020: Medo. 

Foi o ano onde eu mais senti medo: da doença, do desemprego, de perder alguém que eu amo, de perder minhas felinas, já que uma tem estado mais caidinha, de ver meus pais sofrerem...

Já sou uma pessoa naturalmente medrosa, mas desde o dia 16 de março que eu passei a ter medo, inclusive, de dormir e não acordar. 

2) O que faria diferente no ano que vem:

A minha ideia anual e que eu nunca consigo concretizar, infelizmente, é ser uma pessoa mais comedida: nas ações, nas palavras, nos meus relacionamentos fracassados e amorosos, nas minhas amizades, em meu trabalho e no Cerimonial. 

Me acho extremamente bocuda, linguaruda, exagerada, insistente, presencial em demasia, interesseira demais. E digo isso não interesseira de querer o dinheiro dos outros, mas eu sempre acho que tenho a solução do problema de todos, mas quando vejo, estou é incomodando. 

Então para 2021, irei novamente me dedicar a silenciar mais e estar disponível mas sem meter meu bedelho onde não for chamada e principalmente, não dar mais em cima de ninguém, meu desejo agora é de fato, ser conquistada. Minha última experiência foi a pior de todas. 

3) Qual a sua palavra de 2021: Manutenção. 

Quero, como disse antes, ser muito mais comedida e elegante, discreta e essencial. Desta forma, prestar atenção ao que importa e estar sempre leal o que acredito. A intenção é realizar periodicamente a manutenção das minhas relações afetivas, amorosas (prevejo um ano de 2021 piorado) e principalmente, as profissionais, a fim de que exista em meu círculo somente quem acredite no que eu acredito. Claro que existem aquelas que pensarão diferente, e provavelmente irão expor isso, só preciso manter a minha alma em equilíbrio para não sofrer tanto como sofri este ano. 

Seguiremos com a retrospectiva até quinta. Tenho muito a colocar aqui para me acalmar e tentar encontrar forçar para 2021. 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Desastres amorosos

Depois que li o livro: Tinha tudo para dar certo se não fosse eu - Histórias reais de uma vida amorosa de merda - de Rodrigo Fernandes, estou em uma reflexão profunda sobre meus próprios relacionamentos fracassados. 

Pensei muito e escolhi uma história para destacar o quanto eu realmente não levo o menor jeito na arte da conquista. 

Obviamente que a lista de erros nessa arte é gigantesca, mas acho que esta em específico será o suficiente. 

Eis que um dia em um dos forrós que eu frequentava e jurava que sabia dançar, conheci um cara, alto e bonito até, que depois de dois para lá e dois para cá, começou a criticar minhas tatuagens, que na época eram bem menos do que as que tenho atualmente. 

Era um chá de casa nova da minha sobrinha e ela avisou ao rapaz que achava melhor ele não fazer isso porque eu não gostava. Ele seguiu falando e os sinais estavam ali em minha cara, mas decidi ignorar. 

No outro dia, entre uma conversa e outra pelo whats, ele comentou que amava pés (descobri depois que isso é bem comum), e eu logo avisei que os meus pés são muito feios. Sou sincera e eles são mesmo, muito feios de verdade.

Ele insistiu em vê-los, mas antes de enviar a foto, combinei que se ele os achasse feios, que ficasse calado e se fossem razoáveis, de repente comentasse com algo mais simples. A não ser que eles fossem em acordo com o gosto dele, aí obviamente eu iria querer elogios. Ele concordou, tudo certo. 

Depois de tentar o melhor ângulo para evitar stress, eu mando a foto e em menos de 2 segundos, ele solta: Que pé feio!!! 

Sim, com todas essas exclamações. E eu só perguntei qual foi a parte do não comente se eles fossem feios por favor, que ele não entendeu.

Embuste bloqueado imediatamente.  

Vejam bem, essa é somente uma das muitas histórias onde não fazia sentido algum eu ter sequer continuado a conversa, mas eu tentei. E foram diversas vezes em que eu saí e voltei para casa com um misto de ou eu sou muito feia, ou eu sou muito chata, ou ambos. 

E não foi a idade que me fez mudar isso. Ainda na pandemia eu passei, virtualmente, por situações tão embaraçosas para uma pessoa com 36 anos, que eu mesma nem acredito que já tenho 36 anos, bem parecia que eram acontecimentos na vida de uma adolescente de 15 anos. Aliás, entre os meus 15 e 20 anos eu não paguei tanto mico não, por incrível que pareça, minha vida amorosa virou um caos depois que eu entrei para a faculdade. Eu não era tímida e tinha até uma atuo estima boa para a época: eu usava aparelho, óculos estranhos, tinha um cabelo enorme e estava com 25 quilos a mais. Mas eu fazia um relativo sucesso e estava sempre enrabichada com alguém. 

Hoje eu namoro, mas não pensem que estou imune de erros, de cometer alguma gafe, de chorar de vergonha ou raiva.

A vida é isso. Um eterno engole o choro e busca o balde. 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Eu nunca/Eu já

Adoro essas coisas de instagram e respondo todas. As vezes esqueço, escolho a opção e lembro que era contrária, mas aí já foi. 

Escolhi 5 opções de eu nunca/eu já para compartilhar com vocês e claro, assim ficam sabendo um pouco mais de minha história, de quem sou e o que penso sobre algumas coisas. 

1) Mandei mensagem e me arrependi:

Mas logicamente que fiz isso muitas vezes ao longo da vida, inclusive quando a comunicação era por carta. Sempre fui muito de falar as coisas escrevendo, mas nem sempre vale o stress. Fora que hoje em dia, esquecer de apagar a mensagem para todos no whatsapp pode dar um tremenda de uma dor de cabeça. 

2) Tive uma amizade colorida:

Tive algumas bem interessantes. Uma dessas amizades está até bem presente em minha vida e olhando para o passado, acredito que essa amizade me ajudou a não romantizar tantos os relacionamentos normais. 

3) Dei um fora e depois quis a pessoa:

Várias vezes, inclusive, confesso que no fim do meu casamento eu repensei muitas vezes se era o que eu queria. Depois de uns 3 meses eu entendi que era o melhor. 

4) Deixei alguém no vácuo no whatsapp:

Não gosto de fazer isso, porque fazem muito comigo e eu acho o ó do borogodó. Costumo responder, mas se for para deixar alguém no vácuo no whatsapp, é melhor bloquear, não? 

5) Fiquei com amigo do ex:

Já. Vários ex tiveram o amigo compartilhado comigo. 


Escolhi 5 esta semana e semana que vem tem mais. Espero que gostem. 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Tinha tudo para dar certo se não fosse eu.

Estou lendo 2 livros: um de quase 700 páginas, físico, e um de 300 e algo, on-line. No meio do caminho, encontrei este livro incrível: Tinha tudo para dar certo se não fosse eu - Histórias reais de uma vida amorosa de merda, do genial Rodrigo Fernandes. 

Uma leitura leve, rápida e muito divertida. Dei muita risada. 

Mas também, consegui entre uma gargalhada e outra, refletir sobre a minha vida amorosa e tive que concluir que ela também é uma merda. 

Fato é que no momento estou em um relacionamento, há quase 2 meses. Como os famosos fazem, estou mantendo a discrição da relação. Acho que finalmente amadureci e não preciso expor nada na rede, mesmo coçando a mão. Talvez neste momento, o mais importante seja não estragar nada, sendo quem sou.

Digo isso porque minha vida amorosa também é cheia de histórias muito complexas, de muitas cagadas, foras, lágrimas e recomeços. Já amei e desamei muitas vezes. Eu realmente aprendi que não se ama uma vez não, a gente sempre acha que aquela pessoa é finalmente, a pessoa. 

Logicamente que no meu caso, os amores e desamores se misturam e quem me acompanha ao longo da vida, aqui no blog e fora dele, percebe que eu não levo lá muito jeito para isso de namorar. Casar então, já demonstrei ser bem perdida no assunto, sendo bem sucedida, somente, quando realizo o casamento dos outros. 

Mas está tudo bem. Estou na oração firme de que este relacionamento atual seja bom e tranquilo, com uma duração gostosa de ser vivida sem muitos perrengues. 

Decidi escolher algumas histórias bizarras relacionadas aos meus relacionamentos, ou quase relacionamentos, que escreverei ao longo dos próximos dias e espero que consigam rir junto comigo. 

O que seria de nossas vidas se até os erros não nos jogasse logo na frente e mesmo rolando a gente não se colocasse em pé novamente?

Te espero logo mais com esses textos, porque eu vou precisar pensar bem quais histórias, entre milhares, merecem o selo de qualidade para serem eternizadas neste humilde blog. 

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

A minha segunda live como convidada.




Participei ontem de uma live de muita importância para mim, como pessoa e profissional. 

Conversei com a minha grande amiga, Ângela Scorsin, e respondi um pouco sobre minha trajetória de sucesso. 

Sucesso, porque assim como todas as pessoas do mundo, eu batalho diariamente não somente para pagar as contas, mas para mudar o mundo e torná-lo acessível e bom, principalmente para quem é bom. 


1 – Você escolheu ser Secretária ou ingressou por acaso na profissão? Conte-nos como tudo começou?

Fiz vestibular para Comunicação Social na UNB 4 vezes e não passei. Era meu sonho. Na época, como vendedora, um amigo me convidou para tentar uma faculdade particular e o curso era Secretariado Executivo. Resolvi arriscar, mesmo não fazendo ideia de como iria pagar. Pensei que como meu primeiro o emprego havia sido como Recepcionista em uma empresa de consignação, que seria fácil. Não foi nada fácil. Mas terminei o curso com louvor, com apenas 4 faltas em 3 anos e meio e me apaixonei pela profissão quando fui trabalhar no Instituto Cervantes de Brasília. Ali eu tive certeza de que nasci para Secretariar. 

2- Você já comentou comigo que morou fora do país. Fale um pouco sobre essa experiência. Teve lado bom e teve lado ruim?

O lado ruim com certeza foi o frio, mas o lado bom foi fazer parte da história, tendo em vista que fui morar em Moscou na transição de comunismo para o capitalismo. Aprendi sobre pontualidade e coerência e me preparei para ser uma adulta mais focada e menos preguiçosa. 

3- Você é mega comunicativa e adora conversar. Como surgiu o blog Bolshaia? De onde vem tanta inspiração de conteúdo?

O blog nasceu na aula de português da professora Elenita. Ela sempre me incentivou a escrever e sugeriu a criação de um. O nome não poderia ser outro, Bolshaia, que significa grande em russo.
Já mudei bastante meu estilo de escrever ao longo dos 14 anos de blog, mas eu sempre amei escrever, então me dá vontade, eu escrevo. Claro que relendo alguns de muito tempo atrás, me dá um pouco de agonia, mas eu não apago, pois todos os meus textos refletem quem sou e o que penso. 

4- Todos sabemos da importância do idioma em nossa profissão. Porque escolheu esses 4 idiomas para aprender? Claro que saber mais de um idioma é culturalmente agregador, mas em sua opinião, qual idioma seria ideal para um profissional de secretariado aprender prontamente? 

Inglês, com certeza absoluta. Espanhol, com certeza absoluta. O terceiro ou quarto idioma, sempre sugiro que seja um diferente e um de seu sonho. No meu caso, o russo eu fui obrigada a aprender e o francês, apesar de não ter formado, sempre foi um que eu acho lindo. Na época pensava em ser diplomata e essa é a língua oficial da diplomacia. 

5- Eu já fui sua aluna, e digo com propriedade que sua didática é fantástica. Como você vê esse processo nas escolas de línguas e agora pelo EAD? 

Cansativo, mas necessário. A principal vantagem é poder estudar no conforto do lar e evitar a insegurança de uma sala cheia de outras pessoas.
Particularmente eu sinto falta da sala de aula, mas me adaptei bem e acredito que sendo o ideal para você, faça. 

6- Você é uma profissional de multi facetas: filha, já foi esposa, irmã, tia dedicada, amiga fiel e amorosa, secretária nota 10, docente, já teve um brechó, dá cursos de etiqueta, é empresária no ramo de eventos (Bolshoi Cerimonial), e agora, jornalista do Jornal Capital em Foco. Trazendo isso para o contexto secretarial, o que você acha das novas competências do Profissional de Secretariado para o futuro?

Organização, gestão de tempo, gestão de recursos e atualização. São essas competências que neste momento são necessários como competências básicas e que as pessoas, independente do caminho escolhido, precisam ter o tempo todo. 

As novas competências estão interligadas às mudanças que o Covid está trazendo, ainda, e não planejar muita coisa à longo prazo, viva mais o agora, concentrando energia em resolver as questões, positivas ou negativas, com mais confiança.

7- Mensagem final para os secretários que estão no início da carreira, e precisam de uma motivação.

Estude algo todos os dias. Leia notícias. Se atualize. Não viva em uma bolha. Não seja uma pessoa de um hobby. Não tenha preguiça o tempo todo. Não viva o medo e a insegurança. Cuidado com o preconceito e esteja aberto o tempo todo para o novo, para o diferente e para as mudanças que acontecem ao longo da vida, o tempo todo. 

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Nasce uma Estrela - Contem spoiler!

Alguns filmes eu demoro a assistir e geralmente isso acontece algum tempo depois de todo sucesso. 

Isso aconteceu com o filme, Nasce uma Estrela. Não sei efetivamente porquê demorei a assistir. Tá, eu já até sei: ontem eu desidratei ao assisti-lo e imagino que isso vá acontecer novamente, caso eu o assista em um futuro próximo. Ele definitivamente entrou para meu Top Five de filmes preferidos (dos que eu lembro o nome, claro!).

E destaco várias partes que me emocionaram, mas acredito que a trilha sonora efetivamente é o ponto alto, e o Bradley Cooper sempre maravilhoso. 

Mas alguns pontos eu fiquei matutando em minha cabeça, nos intervalos em que eu não estava soluçando. Porque eu gosto de refletir quando estou desabando em lágrimas, ainda mais diante dos meus últimos dias em crise.

1) O alcoolismo é realmente uma barreira entre as relações. Um cara super talentoso, e com tudo que poderia e merecia adquirir, com o sucesso, não segurou a onda.

2) Só amor não sustenta relação, e sim, é necessário ter o mínimo de afinidades mesmo. Eles provaram isso. Imagina se ela fosse só uma fã qualquer? 

3) Achei muito importante quando ele disse: não peça desculpas por ser quem é. Essa é a frase que eu mais falo na vida inteira. Foi impactante. 

4) E por fim, eu consegui chorar a morte da Fatima. Foi um misto de emoção pelo filme, mas se eu tirei uma lição dele e do meu encontro com ela, é que todos nós somos estrelas. Dentro de cada um de nós. As vezes, elas simplesmente não brilham. Ou acabam por brilhar em outra estação de trem lunar. Acho que foi bem isso que aconteceu com ela. Espero que ela fique bem por lá. Sempre em oração.