quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Mudanças necessárias, não assustadoras.

 Academia CBN - Mario Sergio Cortella

Nossa identidade pode ser mutante

Mário Sergio Cortella fala sobre percepção alterada. Ele destaca que a nossa vida passa e nós também. Mantemos apenas o que chamamos de identidade. Marquês de Maricá uma vez escreveu: "Temos o mesmo nome nas diversas idades da vida. E, contudo, somos bem diferentes de nós mesmos em todas elas". Ou seja, nossa identidade também sofre alteração.

Lembro que no Natal de 2003 comentei que em 2004 eu seria uma pessoa diferente. E hoje, tantos anos depois, percebo o quanto eu realmente sou diferente daquela época. 

Neste ano que estamos vivendo, cada um ao seu modo, no modo sobreviver, fico pensando no quanto mudaremos e não seremos os mesmos no próximo ano. 

E aprendi ao longo desse meu tempo neste mundo, que é normal isso, de não sermos os mesmos o tempo inteiro. E que está tudo bem mudar de gosto, de estilo, de religião e partido político. Só não é aceitável virar bandido e assassino, todo o resto, devemos estar abertos às mudanças que com o tempo não são apenas físicas. 

Algumas coisas não mudam e existem várias pessoas que tendem a ser as mesmas ao longo da vida e nem por isso estão erradas. O que precisamos manter igual que ontem é o respeito pelo próximo e o auto amor. 

Quando acordo já não sou a mesma Karla de ontem, e nos últimos anos, depois de tantas relações amorosas ruins, me transformei realmente em uma pessoa muito diferente de 10 anos atrás, por exemplo, que não sofria por amor, que terminava um relacionamento super de boas e não escutava desaforo sem resolver. A Karla de hoje, é mais reclusa, mais quieta, acredito, mais sábia e generosa. Sou muito menos egoísta do que era quando adolescente e me permito assumir algumas coisas com mais verdade do que quando eu era casada. 

O melhor de tudo é estar sempre preparado para as mudanças constantes e reais em nossas vidas. Tenho para mim que a pessoa dançarina, festeira e carente de afeto amoroso ficou para trás no dia que começou a pandemia. 

E você: está reparando quais mudanças em você mesmo ao longo destes tempos? 

Eu não tenho COVID

Este texto é para agradecer a Deus por não me permitir atravessar uma treva. Apesar de ainda me sentir um pouco gripada, e não como uma gripe normal, e minha médica afirmar que eu tenho COVID, apesar do exame ter dado negativo, este momento é de agradecimento profundo.

Sei que muita gente rezou por mim, me enviou pensamentos positivos e cuidou de mim. E isso para mim sempre será especial e motivo de muita gratidão. Nunca irei esquecer. 

Mas teve gente que achou que eu estava maluca, que só poderia ser coisa da minha cabeça e que provavelmente, eu estava inventando. 

E eu me abalei profundamente com isso, chorei bastante. E acabou que fui duramente criticada por não estar demonstrando felicidade por não estar doente. Meu Senhorrrrrrrrrrr! Sério? Como não ficar feliz? Caracas, eu pareço maluca e debiloide, mas não sou uma pessoa ruim. 

Então, que este texto é para meu futuro. Quando eu resolver destrinchar meu passado, quero lembrar deste momento que foi e ainda está sendo tão pesado, com gratidão sincera.

Mamãe diz que tudo de ruim quando vem é para melhorar. 

Além de pedir a Deus por mim, peço por você, pela sua família e pessoas próximas, para que elas sequer tenham um espirro, que no meio de uma pandemia é quase uma sensação de morte. 


terça-feira, 18 de agosto de 2020

Ela só tem 10 anos.

 2020 só piora e não acaba. Já não bastasse tudo que estamos vivendo, uma garota de 10 anos engravida do tio, depois de 4 anos sendo abusada. Foi uma comoção, com direito à fanatismo religioso contra a interrupção da gravidez, por motivos muito claros. Por sorte, ela conseguiu passar pelo procedimento de retirada do bebê e o tio-monstro foi preso. 

Não gosto de abordar temas polêmicos por aqui, mas este assunto não tem como não ser falado. O que aconteceu com esta criança, acontece o tempo todo e muitas delas, infelizmente, prosseguem com a gravidez e em sua maioria, sendo abusadas. 

O que eu tenho para mim é que de nada adianta falar sobre aborto se não falarmos sobre educação sexual e planejamento familiar. Inclusive, tenho uma teoria que bato bastante na tecla, de que a solução para todos os nosso problemas coletivos está na abordagem destes 2 pontos. Quanto mais crianças nascerem, maior a demanda de educação, saúde e segurança. 

Não estou falando que sou contra ou à favor do aborto. Na verdade eu sou apenas consciente do meu papel, porque desde cedo tive a orientação, nem sempre correta, do valor monetário que é a constituição de uma família, principalmente quando nela nascem crianças. Ter um filho não é só mágico, é um trabalho a mais, é gasto a mais, aliás, gasto infinito. 

Então que eu sempre penso que muita coisa poderia ser diferente se nossas crianças e adolescentes tivessem uma educação de qualidade e acesso aos métodos contraceptivos. O dialogo em família sobre o que pode acontecer de fato quando se engravida, e principalmente, quando esta gravidez é precoce e sem estrutura básica. 

Transar todo mundo quer, pode e deve, mas é preciso que criemos uma consciência social do que pode acontecer além do prazer obtido. 

Quanto à esta menina que teve sua infância roubada, espero que ela consiga ter um futuro digno. Seu psicológico com certeza foi para sempre desestruturado, mas espero em Deus que ela seja respeitada e tenha uma vida como mulher, minimamente feliz e de conquistas. 

Não tocaria jamais neste tema do ponto de vista religioso. Isso para mim é expressamente individual. Respeito quem acha que o aborto era desnecessário. Mas meu aplauso a quem cuidou para que esta garota não tivesse o fim de muitas espalhadas por este mundo. E que o tio dela, tenha seu castigo merecido. 


sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Eu combino máscara com a roupa.

 https://introspectors.blogspot.com/2020/08/se-eu-fosse-fy.html

Uma grande amiga, escritora, escreveu em seu blog sobre seu estilo e seus óculos de sol apaixonantes. Sugiro uma leitura, vale cada palavra. 

Obviamente, o texto me colocou para realizar uma auto reflexão e cheguei a conclusão de que eu não me preocupo muito com isso de estilo, justamente porque eu não tenho um estilo. E concordo com ela quando ela diz que essa questão de que andamos muito parecidos uns com os outros. Também não gosto muito disso não. 

Costumo dizer que eu sou Secretária, então provavelmente eu só tenho looks sóbrios. E aí veio a pandemia e o uso obrigatório das máscaras e eu decidi comprar várias e com cores sem estampa e acabou que eu percebi que era possível combinar as máscaras com alguma peça do dia. Tudo bem que um dia desses dei uma exagerada: até a bolsa combinava. 

Claro que ouço comentários sobre essa excentricidade e tem dias que recebo bem a informação e em outros me sinto meio retardada. 

Mas lá no fundo, não me importo de fato. Porque no frigir do ovos, eu sou uma pessoa bem comum, que evita, ou tem aprendido a evitar nestes tempos, a comprar roupas que eu de fato não vá usar. Não uso estampa, justamente porque é super difícil de combinar e porque nunca fui muito fã mesmo. Não sigo uma tendência e adoro comprar roupas em brechó, justamente para fugir das lojas de departamentos. 

Claro que entendo que isso é um reflexo de uma sociedade que tenta se igualar e essa questão acaba caindo para nosso colo quando precisamos nos destacar ou nos entendermos como cidadãos. Mas temos que ser realmente muito corajosos para fugir disso sem levar o nome de loucos. 

Aos 36 anos, a gente já começa a adquirir certos hábitos e um deles é não me concentrar tanto no que pensam de mim. Até porque não tem muito o que pensar, tendo em vista que não sou famosa e nem realizo grandes feitos político-sociais, então, sou mais uma pessoa no mundo tentando sobreviver.

Finalizo dizendo para a minha amiga, que eu adoro os óculos dela, que eu adoro a Fernanda Young e admiro ambas por não serem mulheres comuns, mas com um jeito muito singular de viver suas vidas. E isso para mim é mais do que importante e inspirador. 

E seguirei combinando as máscaras com o look do dia. Não tenho nada mesmo para fazer além de rezar para atravessar estes tempos com saúde e empregada. 

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Minha primeira matéria gravada

 https://www.capitalemfoco.com/post/foco-especial-reviver-social


Bem, quem me conhece e me acompanha neste blog e pela vida, sabe que eu sou uma pessoas metida à jornalista. Não sou uma frustrada por não ter estudado para tal, ou por não estar trabalhando na área.

Mas apesar de não estar trabalhando na área, como formada em tal profissão, quem está comigo de verdade, sabe também, que sou colaboradora do Jornal Capital em Foco. 

Sábado passado, fomos convidados para uma noite dentro do "novo normal" no Noah Garden Bar e pudemos verificar bem de pertinho como está sendo para os bares e restaurantes o funcionamento dentro de todas as regras estabelecidas. 

E eu embora soubesse que era um trabalho, fui pega de surpresa quando me disseram que eu faria 2 entrevistas. Na verdade era somente uma, e 2 cervejas depois, viraram 2. 

Brincadeiras à parte, confesso à vocês que fazia muito tempo que, internamente, eu não sorria tanto. Que eu não me olhava, internamente, e não tinha tanto orgulho de mim. 

Eu me senti muito grata por estar viva, em meio a esta pandemia pesada, realizando um sonho, ao lado de pessoas especiais, que me apoiam e me deram esta oportunidade. 

A matéria ficou muito legal, eu falei lindamente, apesar da máscara que torna tudo muito caótico. E senti que aos poucos, chegarei em um nível bom, dentro daquilo que julgo capaz de fazer, com honestidade e muita verdade. 


Jornal Capital em Foco - Conectando pessoas, histórias e profissões. 


quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Seriam 9 anos.

 

Há 9 anos, desci estas escadas com uma emoção enorme, com uma alegria que não cabia em meu peito. 

Ali para mim parecia que todos os problemas tinham acabado e que nada de ruim nos aconteceria. Que era para sempre. Eterno. 

Mas a vida cuidou de cada um e decidiu que não era eterno e que viveríamos anos difíceis, apesar de todo amor existente. 

E aqui seguimos. Eu sigo descendo escadas, mas subindo também, um dia por vez, degraus importantes.

O quê aprendi em todos estes anos? O amor é único. E tem que ser vivido. 

Se eu me casarei novamente? 

Só o tempo dirá. 



terça-feira, 11 de agosto de 2020

11 de agosto - Dia do Estudante.

 Faz muitos anos que saí da escola. Fato. Lá se vão quase 20 anos da primeira fase de estudos e 12 da segunda, que foi a faculdade. 

E depois de tanto tempo, fico repensando aqui que tipo de estudante fui. Tudo bem que seguimos, porque a vida é uma escola daquelas não é? 

Mas bem. Eu sempre fui uma estudante mediana. A verdade é que eu amava ir para a escola, mas estudar nunca foi meu forte. Sempre fui a líder, que amava jogar queimada, bete, apresentar os trabalhos e escrever. Mas até por volta dos 12 anos eu achava chato ler. Então que eu sempre tinha dificuldade de interpretar as coisas que eu lia. 

Aí minha gente, fui morar em Moscou. E se existia a possibilidade de eu reprovar, devido à vários motivos, o medo de ser expulsa da escola me fez até, pasmem, começar a amar ler livros e revistas. 

Foi lá que eu entendi a necessidade de uma leitura, de uma pesquisa bem elaborada e metodologia. Aprendi que estudar das 08h30 às 16h ainda é muito pouco e apesar de ainda hoje, ter uma mania péssima de ter sono assim que abro um livro que não seja de literatura para ler, foi ali, em terras geladas e com um idioma esquisito, que eu me apaixonei ainda mais pela arte de escrever. 

Mas, sempre fui uma estudante mediana, que passava na força do ódio ou pela compaixão dos professores. Não entendo muito como cheguei até aqui, mas acredito que deva-se ao fato de apesar de, ser pontual, disciplinada e amar apresentar os trabalhos que a maioria detestava. 

Então que hoje, desejo que esta pandemia acabe para que os estudantes tenham seu retorno às aulas, ao cotidiano necessário para que, tecnicamente, tenhamos um mundo melhor.  

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Não acreditem no horóscopo do dia.

Meu horóscopo no dia 07 de agosto de 2020 disse que um amor do passado retornaria. E eu levei isso à sério. E deu tudo errado. 

Entender que era para ter sido. Entender que pode ter havido aquela falta de dialógo, paciência e... vontade. 

Perceber que a pessoa está vivendo muito bem o que talvez pudesse ter sido vivido com você. 

Colocar em palavras que sim, você era a fim da pessoa, mas não soube lidar com àquilo tudo.

Foi direto. Cruel. Me gerou duas cervejas e uma raiva profunda.  Eu realmente acreditei em meu horóscopo e não deu muito certo. 

Nada deu certo. Palavras não puderam expressar o sentimento. Sentimento? Ele realmente existiu? O que teria sido feito se ele existisse hoje?

Não existe mais. Nada existe para ser revirado, resgatado. Nenhuma intenção. Nem vontade. 

Mas sigamos. Não há nada a ser feito. 

E dica: leiam o horóscopo apenas quando o dia acabar. 

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Como conseguir um marido - Parte 2

https://bolshaia.blogspot.com/2011/08/diva-da-kukla-conseguir-um-marido.html

Há 9 anos escrevi este texto. Na época me preparava para casar e tudo estava muito perfeito. Meu relacionamento era estável, gostoso e estava vivendo, de longe, a melhor fase de minha vida. 

Hoje, não estou de longe, vivendo a melhor fase de minha vida. Pandemia, insegurança profissional, cabeça que não para, medo, choro e solidão. 

Quem poderia imaginar que uma relação tão incrível, terminaria em silêncio, como se nunca tivesse existido?

Mas, está tudo bem. De verdade. De lá para cá, a vida foi sendo vivida, construída. Obviamente não sou mais a Karla daquela época. Eu tinha 27 anos, estava perdidamente apaixonada e achava do fundo do meu coração que meu casamento era para sempre. 

E vamos seguindo. Efetivamente um dia por vez. Sem necessidade real de achar um segundo marido. Até tenho me fincado na teoria de que talvez não seja uma boa ideia morrer sozinha. Acho que o corona me fez refletir que casar novamente não seja lá de tudo ruim 

Só não achei a pessoa. E no ritmo que as coisas andam, vai demorar a rolar. Graças a Deus, todo esse tempo depois, eu ainda acredito no amor. Mesmo que eu tenha vivido, depois da separação, os piores relacionamentos que uma pessoa como eu, poderia viver. 

Eu ainda acredito no amor. De verdade. 

Sobre matar um leão por dia.

Agosto é um mês especial para mim. Nele me casei, é um acontecimento, que mesmo não tendo sido um sucesso, me marcou bastante, e foi no dia 26 de agosto que colei grau. Então, celebro este mês de forma muito consciente de quem sou. 

E 2020 é ainda mais especial, apesar de não estarmos vivendo nosso melhor ano, por ser o que marca 15 anos de Secretariado Executivo. Profissão que me acolheu quando eu não sabia mais o quê fazer da vida. 

Lembro muito bem de meu primeiro dia de aula. 14 de fevereiro de 2005. Já naquele ano, em meu segundo semestre, eu passei a atuar como Secretária, embora, claro, como Estagiária. 

E fui construindo minha história. Com humildade, com muita luta, com muita fome, com muita vontade de desistir, várias vezes. Nossa, quantas vezes me questionei se estava tomando as melhores decisões sobre a profissão que me levaria pela vida. 

O fato é que ainda me questiono. Principalmente quando cometo algum erro, ou quando o que eu fiz não parece ser algo normal. E a verdade é que isso vem acontecendo demais nos últimos 5 anos. São 5 anos trabalhando no mesmo lugar e ainda parecendo ser o primeiro dia. 

Tem dias que eu choro. De soluçar. Porque são coisas aparentemente bobas, mas que ou mostram que eu não sou uma boa Secretária, ou que provavelmente demonstram que eu realmente não tomei a melhor decisão no dia que fiz o vestibular para Secretariado Executivo. 

Mas eu tento. Muitas pessoas me ajudaram ao longo destes 15 anos. E muitas me ajudam ainda. Pessoas que me inspiram, me guiam e me dão a mão. As vezes, em forma de crítica e bronca, mas, ainda assim, me sinto ajudada. Eu que prefiro ficar calada. Não sei mais se sou exemplo, se inspiro, se estou no caminho certo. 

Não trabalho somente pelo dinheiro. Eu realmente amo a área de secretariado e espero, de verdade, poder me aposentar, se é que este dia chegará, como Secretária. E estou sempre matando um leão por dia, graças a Deus, não de forma tão sofrida. Mas sim, todos os dias eu repenso, eu me recolho em pensamentos sinceros de que amanhã será um novo dia, e talvez, eu não erre. 

sexta-feira, 31 de julho de 2020

A liberdade necessária em uma relação

A imagem pode conter: texto que diz "chorona namore alguém que diga "se divirta, tenha cuidado e me liga ou manda mensagem se precisar de alguma coisa" e não alguém que fica bravo com você por sair pra algum lugar sem a pessoa"

Na teoria isso é fácil. Na prática a gente bem sabe que isso é muito complicado. 

Eu que trabalho com casamentos, vejo isso sempre. Mas respeito, obviamente, que alguns casais não consigam este tipo de relacionamento. 

A questão é que o outro pode não me respeitar e levar isso ao pé da letra, digamos que, ao sair sozinho, sinta que pode ser desleal comigo. 

Mas eu, dentro do que já vivi em um casamento, tento que o outro se sinta livre para ir e vir. Entendi, principalmente depois de um relacionamento onde eu cercava o cara de todas as formas, que não adianta. Se a pessoa quiser te trair, ela vai te trair saindo com você. Eu vivi isso durante 3 meses no meu pseudo namoro. A pessoa não respeitava sequer a minha presença. Quero nem imaginar o que ele fez em minha ausência. 

Por isso hoje, já mais calejada, eu realmente acredito no espaço que o outro precisa para viver o que acha melhor. Porque eu não vou mais aceitar não poder viver minha liberdade e meus interesses. Já tive um relacionamento onde o cara não gostava de sertanejo e quase teve um treco quando fui a um show do Jorge e Matheus com uma amiga. Na cabeça dele não fazia sentido, mas na minha não fazia sentido gastar dinheiro com algo que ele não gostava só para me vigiar. E eu fui ao show com a minha amiga e voltei sã e salva, feliz e alegre por ter vivido a minha experiência. 

Então se eu puder dar um conselho, e ele vai para mim também: queridos casais, vivam suas experiências juntos, mas se permitam bons momentos sozinhos, ou acompanhados da família, de amigos, de um amigo. Nem toda experiência será feita em casal. As vezes um gosta de queijo e o outro de goiabada, mas não dos dois juntos. E aí? Vão emburrar um com o outro? Ou irão respeitar a escolha do outro não ser a mesma? 

Claro, é algo que não pode ser feito na empolgação. Tudo tem que ser dialogado. Mas acredito muito, atualmente, que a liberdade de cada um pode ser vivida com respeito. Por mim e pelo outro. 

Acho até que esse é um assunto muito globalizado. Acaba que pais precisam respeitar a individualidade dos filhos, principalmente quando eles se tornam adultos. Filhos precisam respeitar as escolhas individuais de seus pais, afinal, eles são mais velhos e teoricamente sabem o que fazem. Amigos precisam respeitar a liberdade uns dos outros. Profissionalmente também. 

E é àquela verdade: se o outro quiser ir ele vai. Se ele quiser voltar, ele voltará. 

terça-feira, 21 de julho de 2020

Resiliência

Hoje eu participei de 2 lives com o mesmo tema: Resiliência. Acho que o Universo está me enviando sinais.

E eu finalmente entendi o que significa isso e consigo visualizar em minha vida essa total resiliência diante de meu destino. 

Conforme foi explicado, se resiliente é cair, porque isso é inevitável, e encontrar dentro de nós, a forma como nos levantaremos. Inclusive, foi usado o exemplo da mola, que foi a forma como a ciência explicou esse tema: a mola, mesmo apertada, ela volta para o seu normal. 

E assim somos emocionalmente. Somos apertados de todos os lados, mas precisamos voltar ao normal. E tirar dessa volta ao normal, as melhores lições. 

Quando eu observo o meu caminho, percebo o quanto eu tenho sido resiliente. As vezes, um pouco mais resignada, que não é o objetivo de ser resiliente. Mas tenho conseguido superar, no meio de tantos problemas, que nunca vão embora, de forma muito mais equilibrada do que imaginei.

Tem sido, claro, um dia por vez. Tem dias que eu estou mais para baixo, mas quando eu sinto isso, eu respiro mais profundamente e aceito que preciso reiniciar a informação que me incomoda, e levantar. Acredito que sou uma resiliente que fala demais, que precisa aprender a se calar um pouco mais, a julgar menos o caminho do outro. A questão tem que ser o meu caminho e a forma como eu lido com o caminho do outro. 

Acredito que todos nós temos momentos muito difíceis, e nestes últimos meses, com a pandemia, eles ficaram mais evidentes. Agora, é importante, que a gente trabalhe diariamente a autoestima, o autocontrole, o lado espiritual, porque com mau humor e com um nível elevado de depressão, infelizmente, nada será resolvido. 

Ao colocar isso de forma pessoal, eu sinto que apesar de tudo, estou colhendo deste momento, caminhos mais leves. Achei, sinceramente, que eu estaria muito mais pirada com essa pandemia. Talvez o que ainda me atrapalhe, é o medo do desemprego. E diante deste medo, estou sempre alerta, recomeçando, achando novas formas de me sentir mais segura para poder ter ao longo desta vida, do qual quero viver cada segundo, um coração mais puro, sincero e de absoluto respeito por mim, pelo meu caminho e pelo próximo. Ok, nem sempre dá muito certo, ontem mesmo eu consegui me estressar com meu notebook e bati na gata. Poderia só ter respirado e aceitado que o sistema não estava funcionando. Mas preferi perder o controle. Ou seja, tenho um longo caminho pela frente. 

Ser resiliente não é aceitar tudo, não é se deixar levar pelo que o outro acha e deixar como está. Você, e eu, precisamos olhar para nós mesmos, com mais carinho, mesmo que tenhamos mil defeitos e mil momentos de desespero. E em momentos de muito desespero, medo, insegurança e vontade de sumir, encontrar a maneira ideal e segura de retomar o caminho. Resolver uma coisa por vez. Não agir por impulso. Não perder aquela luz. Não perder a solução do problema. 

Sejamos o equilíbrio: nem bobos demais, nem sonhadores demais, nem perseverantes demais, confiantes demais, duros demais, tristes demais, resignados demais, reclamões demais... Tudo demais, já dizem, é veneno. Aceitemos o problema, a dor, o desespero, a perda, a queda... Mas aceitemos também a nossa capacidade de voltarmos ao nosso estados mais leve, mais normal, como a mola. 

Desejo que você consiga se descobrir resiliente. E aproveitar a caminhada para construir seu caminho de uma forma mais leve, divertida e criativa. 

Vai dar tudo certo. 

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Solicitude

Fiz uma dessas brincadeiras de instagram perguntando o quê as pessoas achavam ao meu respeito. Obviamente que tive crises de ansiedade muito mais pelo medo de ninguém responder. 

Graças a Deus meus punhados de amigos especiais responderam várias coisas fofas e emocionantes, e dentre elas, que sou solicita. 

E claramente eu entrei em absoluto pânico, porque de fato ser solicita, assim como intensa, são características que não me ajudam muito em determinados momentos. 

O intensa todos sabemos que é bem chato, porque as pessoas me acham muito mais louca e acabo colocando os pés pelas mãos. E o solicita também. E o resultado são críticas veladas de elogios e afastamento. 

Estou tentando aproveitar a quarentena para cortar estes 2 vícios. Acalmar minha ansiedade tem dado certo. Surtei poucas vezes e não transferi nem para a comida, nem para a bebida e nem para o sexo. E tem sido bom porque não estou colocando minha carência em artifícios passageiros e que podem me deixar doente com o Covid. 

Quanto à solicitude, ainda é um processo. Assim como a intensidade, eu preciso me concentrar em mim primeiro. E estou conseguindo dizer mais não do que sim, porque não tem nem como eu dizer sim para tudo e todos, justamente neste momento. O que sugere que eu sossegue em casa, fale menos e vigie mais. 

Tenho fé que sairei desta pandemia muito mais centrada, silenciosa, sem chamar a atenção para mim, somente para minha empresa. E meu compromisso se estende aos meus anos futuros, até porque estou cada dia mais próxima dos 40 e realmente não dá mais para agir por impulso e seguir com fama de uma maluca do pedaço.