Academia CBN - Mario Sergio Cortella
quarta-feira, 19 de agosto de 2020
Mudanças necessárias, não assustadoras.
Eu não tenho COVID
Este texto é para agradecer a Deus por não me permitir atravessar uma treva. Apesar de ainda me sentir um pouco gripada, e não como uma gripe normal, e minha médica afirmar que eu tenho COVID, apesar do exame ter dado negativo, este momento é de agradecimento profundo.
Sei que muita gente rezou por mim, me enviou pensamentos positivos e cuidou de mim. E isso para mim sempre será especial e motivo de muita gratidão. Nunca irei esquecer.
Mas teve gente que achou que eu estava maluca, que só poderia ser coisa da minha cabeça e que provavelmente, eu estava inventando.
E eu me abalei profundamente com isso, chorei bastante. E acabou que fui duramente criticada por não estar demonstrando felicidade por não estar doente. Meu Senhorrrrrrrrrrr! Sério? Como não ficar feliz? Caracas, eu pareço maluca e debiloide, mas não sou uma pessoa ruim.
Então, que este texto é para meu futuro. Quando eu resolver destrinchar meu passado, quero lembrar deste momento que foi e ainda está sendo tão pesado, com gratidão sincera.
Mamãe diz que tudo de ruim quando vem é para melhorar.
Além de pedir a Deus por mim, peço por você, pela sua família e pessoas próximas, para que elas sequer tenham um espirro, que no meio de uma pandemia é quase uma sensação de morte.
terça-feira, 18 de agosto de 2020
Ela só tem 10 anos.
2020 só piora e não acaba. Já não bastasse tudo que estamos vivendo, uma garota de 10 anos engravida do tio, depois de 4 anos sendo abusada. Foi uma comoção, com direito à fanatismo religioso contra a interrupção da gravidez, por motivos muito claros. Por sorte, ela conseguiu passar pelo procedimento de retirada do bebê e o tio-monstro foi preso.
Não gosto de abordar temas polêmicos por aqui, mas este assunto não tem como não ser falado. O que aconteceu com esta criança, acontece o tempo todo e muitas delas, infelizmente, prosseguem com a gravidez e em sua maioria, sendo abusadas.
O que eu tenho para mim é que de nada adianta falar sobre aborto se não falarmos sobre educação sexual e planejamento familiar. Inclusive, tenho uma teoria que bato bastante na tecla, de que a solução para todos os nosso problemas coletivos está na abordagem destes 2 pontos. Quanto mais crianças nascerem, maior a demanda de educação, saúde e segurança.
Não estou falando que sou contra ou à favor do aborto. Na verdade eu sou apenas consciente do meu papel, porque desde cedo tive a orientação, nem sempre correta, do valor monetário que é a constituição de uma família, principalmente quando nela nascem crianças. Ter um filho não é só mágico, é um trabalho a mais, é gasto a mais, aliás, gasto infinito.
Então que eu sempre penso que muita coisa poderia ser diferente se nossas crianças e adolescentes tivessem uma educação de qualidade e acesso aos métodos contraceptivos. O dialogo em família sobre o que pode acontecer de fato quando se engravida, e principalmente, quando esta gravidez é precoce e sem estrutura básica.
Transar todo mundo quer, pode e deve, mas é preciso que criemos uma consciência social do que pode acontecer além do prazer obtido.
Quanto à esta menina que teve sua infância roubada, espero que ela consiga ter um futuro digno. Seu psicológico com certeza foi para sempre desestruturado, mas espero em Deus que ela seja respeitada e tenha uma vida como mulher, minimamente feliz e de conquistas.
Não tocaria jamais neste tema do ponto de vista religioso. Isso para mim é expressamente individual. Respeito quem acha que o aborto era desnecessário. Mas meu aplauso a quem cuidou para que esta garota não tivesse o fim de muitas espalhadas por este mundo. E que o tio dela, tenha seu castigo merecido.
sexta-feira, 14 de agosto de 2020
Eu combino máscara com a roupa.
https://introspectors.blogspot.com/2020/08/se-eu-fosse-fy.html
Uma grande amiga, escritora, escreveu em seu blog sobre seu estilo e seus óculos de sol apaixonantes. Sugiro uma leitura, vale cada palavra.
Obviamente, o texto me colocou para realizar uma auto reflexão e cheguei a conclusão de que eu não me preocupo muito com isso de estilo, justamente porque eu não tenho um estilo. E concordo com ela quando ela diz que essa questão de que andamos muito parecidos uns com os outros. Também não gosto muito disso não.
Costumo dizer que eu sou Secretária, então provavelmente eu só tenho looks sóbrios. E aí veio a pandemia e o uso obrigatório das máscaras e eu decidi comprar várias e com cores sem estampa e acabou que eu percebi que era possível combinar as máscaras com alguma peça do dia. Tudo bem que um dia desses dei uma exagerada: até a bolsa combinava.
Claro que ouço comentários sobre essa excentricidade e tem dias que recebo bem a informação e em outros me sinto meio retardada.
Mas lá no fundo, não me importo de fato. Porque no frigir do ovos, eu sou uma pessoa bem comum, que evita, ou tem aprendido a evitar nestes tempos, a comprar roupas que eu de fato não vá usar. Não uso estampa, justamente porque é super difícil de combinar e porque nunca fui muito fã mesmo. Não sigo uma tendência e adoro comprar roupas em brechó, justamente para fugir das lojas de departamentos.
Claro que entendo que isso é um reflexo de uma sociedade que tenta se igualar e essa questão acaba caindo para nosso colo quando precisamos nos destacar ou nos entendermos como cidadãos. Mas temos que ser realmente muito corajosos para fugir disso sem levar o nome de loucos.
Aos 36 anos, a gente já começa a adquirir certos hábitos e um deles é não me concentrar tanto no que pensam de mim. Até porque não tem muito o que pensar, tendo em vista que não sou famosa e nem realizo grandes feitos político-sociais, então, sou mais uma pessoa no mundo tentando sobreviver.
Finalizo dizendo para a minha amiga, que eu adoro os óculos dela, que eu adoro a Fernanda Young e admiro ambas por não serem mulheres comuns, mas com um jeito muito singular de viver suas vidas. E isso para mim é mais do que importante e inspirador.
E seguirei combinando as máscaras com o look do dia. Não tenho nada mesmo para fazer além de rezar para atravessar estes tempos com saúde e empregada.
quinta-feira, 13 de agosto de 2020
Minha primeira matéria gravada
https://www.capitalemfoco.com/post/foco-especial-reviver-social
Bem, quem me conhece e me acompanha neste blog e pela vida, sabe que eu sou uma pessoas metida à jornalista. Não sou uma frustrada por não ter estudado para tal, ou por não estar trabalhando na área.
Mas apesar de não estar trabalhando na área, como formada em tal profissão, quem está comigo de verdade, sabe também, que sou colaboradora do Jornal Capital em Foco.
Sábado passado, fomos convidados para uma noite dentro do "novo normal" no Noah Garden Bar e pudemos verificar bem de pertinho como está sendo para os bares e restaurantes o funcionamento dentro de todas as regras estabelecidas.
E eu embora soubesse que era um trabalho, fui pega de surpresa quando me disseram que eu faria 2 entrevistas. Na verdade era somente uma, e 2 cervejas depois, viraram 2.
Brincadeiras à parte, confesso à vocês que fazia muito tempo que, internamente, eu não sorria tanto. Que eu não me olhava, internamente, e não tinha tanto orgulho de mim.
Eu me senti muito grata por estar viva, em meio a esta pandemia pesada, realizando um sonho, ao lado de pessoas especiais, que me apoiam e me deram esta oportunidade.
A matéria ficou muito legal, eu falei lindamente, apesar da máscara que torna tudo muito caótico. E senti que aos poucos, chegarei em um nível bom, dentro daquilo que julgo capaz de fazer, com honestidade e muita verdade.
Jornal Capital em Foco - Conectando pessoas, histórias e profissões.
quarta-feira, 12 de agosto de 2020
Seriam 9 anos.

Há 9 anos, desci estas escadas com uma emoção enorme, com uma alegria que não cabia em meu peito.
Ali para mim parecia que todos os problemas tinham acabado e que nada de ruim nos aconteceria. Que era para sempre. Eterno.
Mas a vida cuidou de cada um e decidiu que não era eterno e que viveríamos anos difíceis, apesar de todo amor existente.
E aqui seguimos. Eu sigo descendo escadas, mas subindo também, um dia por vez, degraus importantes.
O quê aprendi em todos estes anos? O amor é único. E tem que ser vivido.
Se eu me casarei novamente?
Só o tempo dirá.
terça-feira, 11 de agosto de 2020
11 de agosto - Dia do Estudante.
Faz muitos anos que saí da escola. Fato. Lá se vão quase 20 anos da primeira fase de estudos e 12 da segunda, que foi a faculdade.
E depois de tanto tempo, fico repensando aqui que tipo de estudante fui. Tudo bem que seguimos, porque a vida é uma escola daquelas não é?
Mas bem. Eu sempre fui uma estudante mediana. A verdade é que eu amava ir para a escola, mas estudar nunca foi meu forte. Sempre fui a líder, que amava jogar queimada, bete, apresentar os trabalhos e escrever. Mas até por volta dos 12 anos eu achava chato ler. Então que eu sempre tinha dificuldade de interpretar as coisas que eu lia.
Aí minha gente, fui morar em Moscou. E se existia a possibilidade de eu reprovar, devido à vários motivos, o medo de ser expulsa da escola me fez até, pasmem, começar a amar ler livros e revistas.
Foi lá que eu entendi a necessidade de uma leitura, de uma pesquisa bem elaborada e metodologia. Aprendi que estudar das 08h30 às 16h ainda é muito pouco e apesar de ainda hoje, ter uma mania péssima de ter sono assim que abro um livro que não seja de literatura para ler, foi ali, em terras geladas e com um idioma esquisito, que eu me apaixonei ainda mais pela arte de escrever.
Mas, sempre fui uma estudante mediana, que passava na força do ódio ou pela compaixão dos professores. Não entendo muito como cheguei até aqui, mas acredito que deva-se ao fato de apesar de, ser pontual, disciplinada e amar apresentar os trabalhos que a maioria detestava.
Então que hoje, desejo que esta pandemia acabe para que os estudantes tenham seu retorno às aulas, ao cotidiano necessário para que, tecnicamente, tenhamos um mundo melhor.
sexta-feira, 7 de agosto de 2020
Não acreditem no horóscopo do dia.
Meu horóscopo no dia 07 de agosto de 2020 disse que um amor do passado retornaria. E eu levei isso à sério. E deu tudo errado.
Entender que era para ter sido. Entender que pode ter havido aquela falta de dialógo, paciência e... vontade.
Perceber que a pessoa está vivendo muito bem o que talvez pudesse ter sido vivido com você.
Colocar em palavras que sim, você era a fim da pessoa, mas não soube lidar com àquilo tudo.
Foi direto. Cruel. Me gerou duas cervejas e uma raiva profunda. Eu realmente acreditei em meu horóscopo e não deu muito certo.
Nada deu certo. Palavras não puderam expressar o sentimento. Sentimento? Ele realmente existiu? O que teria sido feito se ele existisse hoje?
Não existe mais. Nada existe para ser revirado, resgatado. Nenhuma intenção. Nem vontade.
Mas sigamos. Não há nada a ser feito.
E dica: leiam o horóscopo apenas quando o dia acabar.
terça-feira, 4 de agosto de 2020
Como conseguir um marido - Parte 2
Sobre matar um leão por dia.
sexta-feira, 31 de julho de 2020
A liberdade necessária em uma relação
