terça-feira, 17 de abril de 2018

1ª Palestra de 2018.

Ontem 16 de abril foi um dia bem intenso e tenso. Mas aí chegou a noite e eu tive uma mudança de humor e pensamentos. Entrei emburrada e saí com uma vontade de gritar de felicidade. 
Participei da Jornada Acadêmica da UNIP e de presente assisti uma palestra incrível com a Claudia Schaffer, que é nada mais nada menos que Secretária da Presidência e Vice-Presidência da Rede TV (alô Luciana!!).
O tema: Assessoria de uma carreira constante a um sucesso brilhante. 
Mas para mim foi muito mais do que falar sobre a profissão de Secretariado Executivo. As palavras da Claudia me deram uma sacudida na alma. Percebi ali quão perdida eu estava em pensamentos negativos, preguiça, desmotivação e principalmente, me perdi por algo que eu sempre fui contra: coração. Não me alongando neste tema especificamente, mas perdi um bom tempo na tentativa de conquista de uma pessoa que no fim das contas me fez muito mal.
Mas voltando à palestra, simplesmente foi incrível. Eu já fui em palestras sobre este tema muitas vezes, mas tocada no coração eu fui ontem. Eu precisava estar ali. Eu precisava sentir e me entender, me resgatar.
E para fechar com chave de ouro fui reconhecida ao fim da palestra pela Aida Cruz, leitora antiga do blog e que agora me segue no insta. Mas ela me disse isso. Ela veio e me disse que me acompanha, que me segue, que lê o que eu escrevo. Caramba, pense numa pessoa que foi chorando emocionadíssima para a parada. 
E para me tornar uma pessoa mais grata, minha linda amiga Betânia, do Comitê de Secretariado,  me diz hoje pela manhã que eu fui o primeiro blog que ela leu quando chegou em Brasília.
Simples. Eu tenho tudo para dar certo. E Deus me coloca em situações muito pertinentes que me demonstram que eu não posso desistir. E eu não irei.
Agradeço ao Comitê de Secretariado Executivo do DF pela sempre paciente e carinhosa ajuda em alguns momentos mega tensos de minha vida. 
Agradeço à Claudia Schaffer pelas palavras sinceras e dicas que me caíram como uma luva. Espero que mais pessoas tenham sido tocadas pela força de sua história, de suas opiniões e presença na vida. Pessoas como ela com certeza merecem mais e mais bençãos.
E agradeço à você Aida, à você Betânia e à você que me acompanha na vida. Estou de volta, mais firme do que antes. Graças a Deus o que eu passei nos últimos 9 meses não me fará jamais me entregar. 




sexta-feira, 13 de abril de 2018

11 anos do Bolshaia!!!

Hoje, sexta-feira 13, comemoro 11 anos de blog. Meu primeiro texto, inclusive, para quem não sabe, foi escrito em uma Sexta-feira 13. 
Voltando no tempo: Eu tinha 23 anos, namorava o Saulo, fazia 2 estágios, faculdade, vendia roupa aos finais de semana e dava aula de russo. Estava no auge da anorexia, sem cabelo, sem unha e cinza. 
Gosto de olhar para trás. Não para remoer meus sofrimentos e decepções, mas para agradecer. Para me incentivar, me ajustar ao novo, acreditar.
São 11 anos onde realmente muita coisa mudou, não somente fisicamente, mas principalmente por dentro. Há 11 anos eu era muito mais segura de mim, mesmo com todo o balaio de gato no qual eu estava vivendo, confuso e depressivo. Eu tinha uma força inabalável e isso era com certeza o melhor de mim.
11 anos depois, me deparo com uma situação pessoal que me tirou as forças. Que me mostrou o quanto sou imatura, frágil e egoísta, o que sugere que eu preciso de muita porrada ainda para evoluir. Desde meu retorno do Carnaval que eu venho lentamente me recuperando do que eu tenho certeza que foi o meu maior golpe nas costas da vida, mas que naturalmente não me destruiu. Apenas me colocou num novo eixo, com novas observações sobre o que realmente importa. 
E o ano vai passando. Temos mais de 100 dias vividos e mais uns 200 para viver. E eu desejo que a confiança, a coragem, a vontade e a luta sejam base para que cada um de nós superemos seja lá o quê for.
Definindo em uma palavra o que são estes 11 anos do Bolshaia, eu diria exatamente isso: SUPERAÇÃO. Posso não ter superado nada grandioso, como uma doença grave, um acidente, mas eu tenho certeza que as pequenas vitórias também merecem ser valorizadas.

Obrigada a cada um que eventualmente lê um texto meu e até agradeço a quem não lê e ainda me critica. Agradeço a quem lê e acha um monte de baboseira, muro das lamentações... 
Eu escrevo. 
Por mim. 

Beijos de luz!

quinta-feira, 29 de março de 2018

3.4

Cheguei aos 34 anos. Graças a Deus de forma gostosa e cheia de sorrisos e muita cerveja. Ganhei muitos afagos, abraços, presentes e orações. 
Comemorei em 4 etapas e em cada uma delas pessoas muito queridas e até quem eu nunca imaginaria, foram me prestigiar. Pessoas que eu sinto que me amam de graça e não esperam nada em troca. Me senti acolhida, me senti especial.
Agradeço por cada mensagem de todos os tipos. Agradeço quem à distância me mandou felicitações. Agradeço inclusive a quem não me deu parabéns.
E agradeço a Deus por mais um ano de vida. Não tenho nada a pedir. Até tenho, mas sei que somente Ele sabe o quê é melhor para mim. Então eu quero confiar. Eu quero acreditar que efetivamente vai dar tudo certo. Se eu cheguei até aqui, eu posso ir longe. 
E quem quiser me acompanhar nessa loucura que é viver, conte comigo. Na alegria ou não, eu tenho certeza que vale a pena.

Um beijo carinhoso!

domingo, 18 de março de 2018

É preciso estar atento e forte.

Esta semana faleceu um amigo do meu pai. Não só mais um amigo que se foi, mas um amigo que em meus últimos meses em Moscou foi uma companhia constante e gostosa de meus pais. 
Foi uma semana muito pesada né? O mundo segue ruim, a vida anda uma droga. Marielle assassinada. Anderson assassinado. Maria também. E a Joana que espera há dias um atendimento médico. E o João que foi estuprado pelo padrasto. A Alice que levou um murro do namorado. E a outra moça ali da esquina que não chegou ao seu destino porque algum imundo resolveu que era hora de matar. E o Seu Zé que teve seu estabelecimento assaltado só este mês duas vezes. E o Marcos que procura um emprego, mas sabe como é, não tem como, tem que ter experiência. 
Vou fazer aniversário em 10 dias. Hoje se me perguntar meus motivos para comemorar eu diria que apenas o fato de estar viva. Está absolutamente impossível de se ter esperança em um mundo melhor. Simplesmente não dá. Sobrevivemos e isso me incomoda. Vivemos em nossas próprias bolhas. Somos destroçados por palavras, atos e omissões. Parecemos zumbies coloridos, consumindo e jogando fora. Jogando fora o amor, o respeito e perdendo a cada minuto um pouco da dignidade que nos é de direito, na lei humana e na lei divina.
Hoje vivi mais um dia normal, porque é preciso seguir nossas rotinas. As contas não esperam comoção. E é preciso ser firme. Eu fraquejo as vezes, sou egoísta, reconheço. Olho apenas para meu umbigo porque eu tenho uma esperança sincera de que se eu resolver minhas crises poderei ter forças par ajudar ao próximo.
E é isso que desejo à você querido leitor: controle seus nervos e não desista de si e do outro. É preciso estar atento e forte. Antes que você apenas seja parte de alguma estatística medíocre. 

terça-feira, 13 de março de 2018

Conselho amoroso

Oi gente!! Estou aqui contando os dias para completar meus 34 anos, com o coração partido em mil pedaços, mas firme e forte como deve ser né?
Você que acompanha a minha vida amorosa sabe que ela nunca foi lá muito normal né? Estou muito acostumada inclusive a levar mais foras do que dar foras. É claro que existe um roteiro muito comum que a gente usa nessas horas, e até as frases são as mesmas. 
Mas eu queria dar um conselho para você, homem ou mulher (sou péssima nisso, mas neste tema eu sou expert): se é para terminar, diga alguma coisa. Por mais clichê que seja, tipo: o problema sou eu não você... ou tem também: senti que você queria algo a mais... ou até mesmo a mais cruel de todas: eu amo outra pessoa.
Mas termine. Independente do tempo que durar a relação. Eu já tive um namoro de 3 dias que o cara veio e terminou comigo. Olhe só, ele nem precisava se dar esse trabalho, mas foi lá e me explicou que eu era louca. hahaha
Mas termine. Será uma conversa cheia de dor e lágrimas. Talvez não também né? Tem gente super madura que leva isso numa boa.
Mas termine. Diga o que sente, o que não sente. Dar um retorno para o outro sabe? Porque não tem nada pior na vida amorosa do que você sentir um vazio pela falta de diálogo, pela falta de uma palavra que te conforte naquele momento complexo.
Termine. Porque o outro merece saber porque não deu certo, porque ela precisa até certo ponto se sentir confiante, para o caso de encontrar outra pessoa, e quem sabe até, não cometer os mesmos erros.
Não desapareça. Não ignore. Não trate o outro como se ele não tivesse valor. Não finja que nunca esteve com ela. Não seja ingrato. Afinal, independente do tempo, este tempo deve ter sido bom em algum momento. Valorize os pontos positivos do outro. Não faça com o outro o que você não gostaria que fizessem com você. 
Este conselho é de uma mulher que já atravessou longos desertos amorosos. De uma mulher que sofre sempre pelo amor não correspondido. E acima de tudo, de uma mulher com experiências muito dolorosas de desprezo, desrespeito e ingratidão. É triste você investir em um relacionamento, mesmo sabendo que o outro nunca vai te assumir, namorar, casar, seja lá que merda toda que poderia ter sido. Mas é ainda mais triste quando todo o investimento é ignorado em um nível absurdo. Doi você receber a notícia: olha estou namorando, mas pera aí: você por acaso teve uma conversa descente comigo? Que tipo de ser humano acha que sou? Você recebeu de mim carinho, dedicação e tempo. Por que não mereço seu mísero tempo para me dizer que não me quer mais? Por que me tratar como se eu tivesse apenas sido louca, chata...? E o que eu fiz de bom? Ou não fiz?
Desejo que neste dia de hoje e em todos os outros, você que leu este texto seja feliz. Se estiver em algum tipo de relacionamento, que seja ainda mais feliz. Mas se um dia achar que não quer mais estar no relacionamento, por pior que seja a pessoa e a relação, seja honesto e dê um fim. Um ponto final. Um fora, seja lá como se diz isso, mas diga algo. Pense que o mundo é cruel demais para a gente tratar o outro como se ele não tivesse sentimento.

Um super beijo! 

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Fevereiro termina...

Domingo, 25 de fevereiro. 2018 começou extremamente agitado, exigente e causador de pequenas dores em minha alma. Dois meses que eu sinto que vivi uma vida inteira.
Fevereiro teve muita farra, teve carnaval, mas teve também uma pequena dose de drama, porque se não não é a minha vida.
Teve reflexão, teve pontapé na bunda, chega pra lá, chacoalhada, cuspe na cara, soco no estômago. Teve respira fundo e não pira, vai passar, é só uma fase.
Mas não passou. Este fevereiro ficará para sempre em minha memória como sendo o mês onde eu fui do céu ao inferno, onde o que parecia ser não era e o que não era, era.
Os planos que não fiz tiveram que ser iniciados e o amor que poderia brotar, ficou lá aos pés de Iemanjá, que em sua sabedoria me disse que vai ficar tudo bem.
E eu acredito que ficará tudo bem. Porque a minha vida, a sua, a nossa é um eterno AA, onde você espera ansiosamente pela moedinha de superação. 
Março virá trazendo o meu aniversário e uma fé inabalável de que eu sou o que sou e posso melhorar.
Você vem comigo?

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Ainda sobre o Carnaval - 10 observações pessoais sobre a folia mais legal do mundo!

Há uma semana eu viva a melhor semana da minha vida. Ainda sinto cada vibração, cada pedaço meu ainda se recompõe das caminhadas, do suor que insiste em cair naquele calor maravilhoso.
Que benção foi ter tido estes dias em minha vida. Ainda agradeço imensamente pela oportunidade. Resolvi fazer algumas observações sobre o que achei desta semana.

1) A cidade é um caos. Mas o metrô de Salvador dá de mil à zero no de Brasília. Me senti mega segura, tem um ar-condicionado potente e segurança circulando dentro do vagão o tempo inteiro. Peguei vazio porque era feriado e o povo vai pro Carnaval mais tarde e ainda era cedo, mas eu adorei. E super barato em relação ao nosso metrô que vai do nada para lugar nenhum. O de Salvador vai até ao Aeroporto.

2) Não comi muito lá, mas fui em dois restaurantes, que obviamente não lembro o nome. Mas no geral gostei do que comi. Se tem uma comida que é a minha cara no carnaval é Yakissoba. Como quase todos os dias no camarote e comi na rua também.

3) Achei a cidade suja e fiquei sabendo que é assim quase sempre. Uma pena que sejamos, sim me incluo nessa, porquinhos. Eu até que tentei não jogar nada na rua, mas como aqui lá não tem lixeira e o povo realmente faz sujeira.

4) Os camarotes no qual fui eu adorei. Tudo muito organizado, limpo, galera que sabe receber e cuidar. Torci meu pé no Camarote da Skol e fui muito bem atendida. No da Band, nem se fala. Galera mesmo trabalhando feito cão durante uma noite exaustiva não tirava o sorriso do rosto. 

5) Se você é uma mulher solteira e está achando que vai se dar bem em Salvador, no Carnaval e beijar na boca, um recado: o número de gays é muito, infinitamente maior do que de héteros. E não estou criticando aqui nada viu? Só uma observação pertinente. Definitivamente em Salvador não dá pata ter um amor de Carnaval. Recebi uma cantada oficial e uma meia boca porque o cara nem sabia onde estava. Então me senti super de boas, sem dramas e me senti muito respeitada.

6) Não achei os homens de Salvador muito bonitos não. Achei os Filhos de Gandhi bonitos. Tinha muito homem relativamente bonito, mas a maioria não era de Salvador não. As mulheres são práticas, acho que pelo calor, pela farra, são muito de boas, nada de maquiagem, elaboração não. A palavra em Salvador é não se estrague na folia, se acabe no conforto! hahah A maioria que usava salto por exemplo ou chegava direto pro Camarote ou pelo valor conseguia uma van pra acesso o mais próximo possível. De resto é tênis, sapatilha e o mais leve possível. 

7) Me diziam que o Aeroporto de Salvador era um caos, pois pasmem, achei ele muito melhor que o nosso. Foi uma surpresa enorme e deu até para comprar minha blusa da Bahia. Tento manter esta tradição em todas as cidades que visito e fui muito, mas muito bem atendida. Não senti este mesmo cuidado em Recife por exemplo.

8) Ganhei de presente na ida algumas horas na Sala Vip do Aeroporto de Brasília e gostei bastante. Se você tiver a oportunidade e nunca se atentou à isso te aconselho a tentar. Dá uma olhada aí no seu cartão de crédito e se der, se joga. Comi horrores e bebi pra caramba. Se tivesse dado tempo eu teria até tirado um cochilo.

9) Enquanto eu aguardava pra entrar na tão avassaladora pipoca do Nana, tomávamos cerveja de uma moça franzina. Perguntei se ela tinha filho e ela me contou que tinha levado a filha pra folia no dia anterior só pro Juizado levar a criança para um abrigo e assim ela poder trabalhar. Ela buscaria a criança na quarta de cinzas. Não me choquei não, achei inclusive muito esperto da parte dela, afinal ela precisava trabalhar não é? 

10) Caminhar em Salvador é para quem pode viu? Se você for e decidir correr na pipoca atrás do trio se prepare para mais ou menos 7 horas sendo amassado, exprimido, pisoteado, acotovelado. A dica é: Comprou Camarote, tente ir cedo, ande na avenida tranquilamente, chegue ao camarote com calma. Porque depois é muito doido. Não é para qualquer um. Eu particularmente andaria, mas como tínhamos camarote, achei por bem muito melhor aproveitar, até porque foi muito, muito caro tudo. Uber lá é uma fortuna. Por isso tente ficar o mais próximo do circuito possível e cuidado com os taxistas que infelizmente são extremamente olho grande. 

Eu adorei Salvador. De verdade. Tive a sorte logicamente de ter ido com pessoas que conheciam e que curtem Carnaval e de ter ficado na casa de um casal top, Felicia e Neto, que inclusive deveriam abrir uma pousada, porque estes sabem receber bem viu?  Quero voltar logo e absorver ainda mais toda a magia da cidade que ferve o ano inteiro. 

Beijos fofos! 




segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Alguém me disse

Alguém me disse uma vez que eu nunca mais encontraria ninguém na vida. Eu imatura questionei se era um homem como meu ex. Esta pessoa me respondeu: não, ninguém. Pessoas como você morrem sozinhas.
Imaginem como vivo minha vida diante desta afirmação tão profunda. Há anos eu tento. Tento ser uma mulher ideal. Sem saber ao certo o quê seria isso de mulher ideal.
E nesta busca eu me atropelo. Me atropelo principalmente por tentar ser algo que caiba no contexto do outro. E eu meio que levo isso para todos os sentimentos da minha vida. 
É fato que desde que me separei eu tive um namoro sério, que dentro do possível foi bom e não foi, e fora isso me relacionei com camaradinhas que queriam apenas uma diversão. E eu sinto que nem para me divertir eu consigo me desvencilhar da bendita frase citada.
E o tempo passa e eu vou me tornando o que eu menos queria: uma pessoa amargurada, inconstante e cheia de medos. E sempre que começo a acreditar que sou capaz, vou lá e estrago tudo.
É uma pena. No fundo eu ainda quero acreditar que sou uma pessoa legal, boa em alguns aspectos. Não sou bonita, tenho lá meus desvios, principalmente porque sou um tipo de pessoa que quando gosta quer abraçar o mundo com as pernas. Mas sou uma pessoa adaptável, que em alguns aspectos pode ser muito ruim, mas em outros pode ser legal. Não sou do tipo que fica escolhendo demais, o que provavelmente me leva na grande maioria das vezes a levar aquele bom e velho pé na bunda com a mesma naturalidade em que eu escova os dentes. 
Hoje eu acordei com uma enorme vontade de nem sair da cama. É duro encarar a realidade de que sim, em mais ou menos um mês eu completo 34 anos e ainda tenho mentalmente 19, onde eu achava que o mundo era belo e tudo podia ser resolvido.
A verdade é que quanto mais o tempo passa, mas eu temo morrer sozinha. 
E espero em Deus forças para reconquistar minha confiança, que eu perdi há anos, mas que por força da necessidade de sobrevivência, eu finjo ter. Mas eu creio. E é essa fé que me diz: vai dar tudo certo. 


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Meu primeiro carnaval de verdade

Quem me conhece e convive comigo sabe que um grande sonho meu era ir para Salvador no Carnaval. E conheci Fabrício, que generoso como é me propôs irmos juntos para lá. E eu fui gente! Fui com o coração em festa, animada, com vontade de ser feliz.
E eu fui. Ivete não estava lá, mas eu sabia que indo sem ela era meio que para testar se eu realmente iria gostar do evento. E eu gostei tanto, mas tanto que eu quero voltar pra lá o mais breve possível. Hoje, mesmo gripada, com as pernas doendo, eu quero voltar e viver tudo àquilo novamente.
A festa é contagiante. As pessoas se reúnem, mesmo no pior de suas vidas, para celebrar. Celebrar o que for preciso, afinal já temos, cada um à sua maneira, momentos muito difíceis.
Particularmente eu consegui esquecer 95% dos meus problemas. Cada trio que passava, cada artista que eu via e que eu só conseguia ver pela TV, me enchia a alma de uma gratidão por estar ali. Deus foi extremamente generoso comigo e eu nunca esquecerei das coisas que vivi, das músicas que vi ali em frente aos meus olhos, cada pulo, cada pisada, cada empurrão... Porque Carnaval é guerra também.
Peguei duas pipocas: a do Nana e a do Olodum, que por coincidência homenageavam Oxum, e sério, é surreal de contagiante. Consegui ver os Filhos de Ghandi e tomei muito banho de alfazema. Ganhei até um colar e sem beijo (você ganha um beijo para ganhar um colar, beijo na boca), mas o meu foi na camaradagem. 
Tem coisa negativa? Tem, claro. Tem muita sujeira, tem gente mal educada, que não respeita, que se mete no que não deve, que cria confusão, tipo um taxista que nos extorquiu 50 reais por vontade de arranjar briga. Mas se tem uma coisa que eu aprendi sobre mim neste carnaval é que eu sou muito sensata e pago para não ter confusão na minha cabeça. Teve dor, meio que torci meu pé justo no primeiro dia e no show da Claudinha. Mas no outro dia eu estava zerada. Pulei 4 dias, em camarote, ok, que é tecnicamente mais confortável, mas foi lindo amanhecer na cidade do melhor carnaval do mundo. 
Teve por do sol, teve amanhecer, teve conversa com Yemanjá, teve piscina, praia e teve companhias muito agradáveis e leves. Nos hospedamos na casa de um casal que eu adorei conhecer, que é muito cordial e que eu desejo toda felicidade do mundo. 
E teve é claro, Fabrício, que foi muito cuidadoso comigo, que conhecedor de Salvador como é me apresentou tudo o que podia. Me ajudou a olhar tudo direitinho os lugares, me ensinou a correr atrás do trio, a pular, a andar olhando pra frente porque se não você se perde no mar de gente surreal. 
Teve Geysa e Will, casal maravilhoso que nos levaram para o Camarote da Band, junto com a Ana e o Thiago. Nos divertimos muito e tirei muitas fotos.
Mas o melhor está aqui, no meu coração, na minha mente. Sempre serei grata à cada um que acompanhou esta fase de preparativos emocionantes, que aguentou todas as vezes que eu só falava disso e agradeço a quem esteve comigo estes dias, mesmo à distância.
A vida é para realizar sonhos. E eu realizei mais um. E eu espero em Deus que eu volte naquela terra do axé, da alfazema, da alegria e da esperança.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Semana 01 de 2018 - Insegurança

E chegamos finalmente em 2018. Meu réveillon foi muito bom. Tive uma crise interna quando cheguei na festa, meio que me achei feia (sim, é possível). Mas era mais um incomodo de sempre achar que está faltando algo. 
E assim a primeira semana do ano me parece ainda isso: está faltando algo e sendo assim, passei uma semana insegura.
Acho natural, normal, ainda mais na minha idade. E estou dia a dia nessa constante luta de me tornar o quê a sociedade exige: auto suficiente e alto astral, segura, independente.
As vezes tenho vontade de gritar que isso é tudo baboseira de livros e da TV. Mas olhe, não é fácil e mais um ano sinto que vou viver na corda bamba. E sabe mais? Acho que é normal e a gente tem que aprender mesmo é viver o que for. Se for pra chorar que a gente chore. Se for para sorrir, sorria. Não há obrigação alguma em ser feliz todo dia, bem como não é possível permitir tristezas diárias. Equilíbrio.
Mas tudo certo. Primeira semana de trabalho super tranquila, já li 2 livros em PDF, eu sou phoda. E agora estou em contagem regressiva e por favor Deus, já conversamos sobre isso, para meu primeiro carnaval na Baêa!! Olhe, tô arretada de ansiedade. 
E que venha. Vem logo aí o que for.

Beijos!  

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

O retorno - Pelo fim de 2017!

A promessa, ops, o compromisso de não escrever no blog seria até o fim do ano. Mas eu não vou aguentar esperar. hahaha Brincadeira. 
A verdade é que eu estou morrendo de saudade de escrever, desabafar e postar para todo mundo ler, criticar, não ler, cagar para a minha opinião e me ignorar. 
Mas tá tudo certo e eu vou escrever muito em 2018, goste você ou não e ainda vou fazer vídeos. Goste você ou não.
E este texto vai para você que me acompanhou em 2017. Seja positivamente, seja negativamente. Te agradeço por cada mensagem visualizada e não respondida. Por ter esquecido meu aniversário. Por ter marcado comigo e desmarcado. Para você que prometeu algo para mim e não cumpriu e para você que tem algo meu e não devolve. E para você que não gosta de mim. E para quem me ama independente de qualquer coisa.
Este texto é para você 2017, que mais uma vez me sacaneou bonito em muitos momentos. Que riu da minha cara enquanto eu me apaixonava. Que me derrubou no chão muitas vezes. Que me humilhou. Que me mostrou o quão frágil, boba e insistente eu sou. Para você que me mostrou também que mesmo na merda, ainda consigo rir, agradecer e pasme, sonhar.
Obrigada 2017 por ter me afastado de algumas pessoas, por ter me livrado de alguns problemas, por ter me dado alguns outros problemas. Por ter zombado de mim quando eu errava a rota da caminhada. Por ter me mostrado o quanto profissionalmente eu ainda tenho uma longa jornada para me estabilizar e o quanto eu ainda preciso de muito arroz com feijão para me sentir empoderada, bonita e inteligente.
Agradeço também pelo meu coração partido muitas vezes ao longo do ano. E não necessariamente na questão homem e mulher. Você partiu meu coração quando não me permitiu ser quem sou, quando me fez sentir uma pessoa abaixo da linha do Equador só porque não tenho carro, não tenho peito e não tenho bunda. E me fez sentir ainda pior quando nem por um milagre eu consegui um grande amor. 
Obrigada também por ter gripado apenas 2 vezes neste ano e foram gripes que eu aguentei firme. Mas foi um ano em que voltei a pesar 40 quilos, cabelo voltou a cair e as unhas estão novamente fracas. E eu te digo uma coisinha: posso até cair, mas a anorexia não vai me consumir não viu? Vade retro!

Enfim 2017. Valeu! por absolutamente tudo. Pelo bem, pelo mal, pela lágrima, pelo sorriso, pelas costelas quebradas em socos virtuais, por cada noite sem dormir pensando e pensando e pensando...

Vem logo 2018! Sem resoluções. Apenas. Viver. 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

10 anos. A pausa.

sexta-feira, 13 de abril de 2007


Novo blog...............aff

Sério..........essas formalidades da informática me irritam. havia criado um blog, mas ele vivia caindo.Agora vou transferiri para esse e escreverei muito também...Muito obrigada aos que costumam dar uma passdinha no meu humilde blog e em especial ao meu namorado e a minha amiga Tânia e ao meu fão anônimo JHSF.obrigada por acreditarem em mim, e por apoiarem meu pequeno sonho de ser escritora. Sei que terei que estudar muito, me aperfeiçoar, mas tenho esperanças de conseguir me sentir feliz com esse meu lado escritora........
Um ótimo fim de semana à todos e feliz sexta-feira 13!!




13 de abril de 2007. Sexta-feira. Era estagiária no STJ. Era feliz. Não muito. Mas era. Já com anorexia, já ansiosa, já me culpando pela existência e já dando os passos certeiros, pelo menos profissionalmente. 
10 anos voaram. E eu senti. Senti cada dor, cada decepção, cada patada, cada crítica. Chorei muito, sorri mais, amei infinito. Criei laços, desfiz nós, me fechei, me abri para o novo, me encurralei, me contradisse, me condenei. Tirei a carteira de motorista. Me formei. Me encantei. 
Casei. Divorciei. Amei muitos caras. Levei muitos foras. Ouvi muita humilhação. Já sofri abuso psicológico. Já quase apanhei. Já fugi de muita enrascada. Me meti em muitos relacionamentos abusivos. Namorei caras nada a ver. Beijei por beijar. Dormi com alguém pela solidão. Quis namorar. Quis ter uma família de novo.
10 anos onde eu fui adulta e criança; criança e adulta. Eu quebrei promessas. Tive brechó. Orkut. Criei conta no twitter. Usei o Tinder. Usei Badoo.
E desde 2007 que eu me entrego aqui neste blog. Dou a cara à tapa. Dou minha opinião. Dou meu depoimento. Abro minhas feridas. Caio no abismo dos meus defeitos. Me desdobro. Me recrio, linha após linha. Recomeço lá do fundo do poço. E desabo ladeira abaixo.
10 anos de muitos textos. Com este 4442.  Muitas fotos de looks. Muitas inspirações. Muitos textos motivacionais. Outros onde eu falo quem sou para quem quiser saber. 
Em 10 anos recebi 3 críticas muito pesadas por escrito. E chorei copiosamente. Não pela crítica, mas porque eu nunca escrevi, nenhum de meus textos, com o intuito de ofender. 
E agora? Agora é dar um tempo. Um tempo generoso. Um tempo onde eu tentarei crescer. Onde eu continuarei minhas linhas, mas sem o tom de agrado pessoal. Irei dar um tempo para me recriar. Me inspirar. E amadurecer. 
Não devo demorar 10 anos para voltar. Mas quero deixar que o tempo me diga para voltar. E seu voltar. Gosto de me desafiar e este será um dos meus maiores desafios: não colocar para fora do peito, sem medo, tudo o que me corta a alma diariamente aqui neste blog, que eu amo. 
Agradeço muito à quem desde o começo leu algum texto meu e me disse algo positivo sobre ele. Inclusive sábado passado eu ouvi isso de um rapaz. Mas eu volto. E espero voltar com menos desgosto interno pelo que sou. E com uma confiança brutal naquilo de bom que eu tenho.
Mais uma vez o meu muito obrigada por me acompanharem até aqui. 
13 de abril de 2017. 10 anos depois. O recomeço. Sempre. 

terça-feira, 11 de abril de 2017

Faltam 2 dias...

E faltando dois dias para a pausa do blog eu estou aqui ansiosa. Ontem eu estava né? Ah eu estou mesmo. Muita coisa acontecendo minha gente, muita coisa e eu não posso contar nem metade delas aqui no blog, porque não precisa.
Mandei àquele texto de ontem para um pessoa. E uma outra pessoa que leu me chamou de maluca. Já ouvi isso duas vezes esta semana e sério, não gostei. 
Não sou maluca. Talvez posso ter momentos em que tomo atitudes estranhas, mas geralmente são atitudes diferentes da que um ou outro tomaria. Mas maluca eu não sou. Posso precisar adquirir um pouco mais de inteligência, mas maluca eu não sou não.
Estou passando por um momento muito difícil. Pessoalmente e profissionalmente. Só eu sei o tanto que eu preciso agir como se nada estivesse acontecendo. Só Deus mesmo para me ajudar, porque nesta de me achar forte fico com vergonha de pedir ajuda. Porque como me disse um outro amigo, tem tanta gente com problema né? Ainda bem que eu guardo os meus e se alguém precisar de algo eu sempre estou por aqui. E reafirmo, não sou maluca não.
Posso não ser o que você, o que fulano ou beltrano desejam ter ao lado para a caminhada da vida. Mas se quiser minha presença em sua vida, independente do que pensa negativo sobre mim, terá. Digo isso em um contexto geral, não apontado dedo, nem citando ninguém. 
Eu só estou nesta vida para ajudar. Não para ouvir que sou maluca só porque uma vez ou outra eu estou um pouco confusa e com medo de que alguma atitude minhas tenha chateado alguém. Porque de todos os medos que mais me incomodam, este é o maior porque sim desde pequena eu não gosto de chatear ninguém. Não mesmo.
Então que diferente do texto de ontem eu não vou pedir desculpas. Só quero pedir para não me chamarem mais de maluca. 
Obrigada. De nada.