segunda-feira, 10 de abril de 2017

Faltam 3 dias...

E mais uma semana começa. A última semana antes da pausa do blog. E que já começou chata. Porque além de todas as preocupações que eu tenho na vida, eu acabei magoando uma amiga. E sim, nunca me acostumo com isso. E também nunca aprendo né?
Pois é. Fico aqui matutando como é possível que um ser humano que tem 33 anos seja tão imaturo. Tanto é que ouvi a seguinte frase: vou te dar uns conselhos para a vida.
É, devo estar merecendo. Como respondi. Faço tudo errado. 
Doi admitir isso. Doi ter vergonha de quem sou. Mas como é possível não ter? Sério, é muito natural o tanto de coisas erradas que eu faço. Parece tão simples.
Mas aqui estou eu, mais um dia, fazendo uma reflexão e tomando decisões que me coloquem em uma caixa, que me isolem de me relacionar além do necessário. 
Por isso que darei um tempo no blog, assim como dei um tempo no facebook. E o objetivo agora, como comprometimento com o que eu sei que tenho de bom, vou dar um tempo de vida social. Acho necessário focar em coisas que nem me deixem como eu estou hoje, nem interfira na vida de pessoas normais e maduras que eu espero ainda não percam a paciência comigo. 
Graças a Deus eu mesma percebo meu erro. Antes era necessário que alguém perdesse a paciência comigo. Agora eu mesma perco. E assim vou me afastando, me mantendo mais na minha, mais calada, mais serena eu diria. Porque é mais fácil mesmo não ter muitos contatos, faço menos besteira. 
Gostaria de dizer à minha amiga, se é que ainda é minha amiga né?, que eu me envergonho das minhas atitudes e entendo o quanto ela deve estar com vergonha alheia da pessoa que eu sou. Peço perdão infinitamente e prometo me afastar para não contaminar a vida dela, nem das pessoas que eu conheci por intermédio dela. 
E peço a Deus que acalme meu coração. Eu sei que não sou de tudo ruim não, sinto que é possível uma mudança. Preciso acreditar nisso. Porque eu não aguento mais que as pessoas me achem retardada. Não aguento mais risadas e críticas fofas. Eu sei que preciso evoluir. E tenho fé de que isso acontecerá. 

Desejo à todos uma semana abençoada. Cheia de encantos. Sorrisos e vitórias. 

Beijos e beijos! 

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Sobre o ser mulher e toda dificuldade

Esta semana tem sido muito intensa com relação ao assunto Mulher. José Mayer, um dos galãs mais cobiçados (não sei por quem. Acho ele super normal) foi acusado de assédio sexual por uma Figurinista da Rede Globo e afastado por tempo indeterminado das novelas. Victor Chaves, da dupla Victor & Léo, foi indiciado por bater na esposa grávida, embora ele diga que não quis machucar. O José escreveu uma carta pedindo desculpas e admitindo o erro, mas isso não anda sendo mais o suficiente. 
Estamos muito perdidos. Todos. Passamos a julgar uns aos outros ao menor sinal de diferença. Passamos a usar as redes sociais para destilar os venenos que guardamos por uma vida inteira. E sim, o machismo anda, na minha opinião extremamente forte, tipo um monstro, em pleno século 21. 
Daí eu fiz uma reflexão em minha vida e cheguei a conclusão de que eu fui assediada para caramba ao longo da vida.  Lembro que quando eu tinha uns 16 anos e pesava 62 quilos e amava dançar eu ouvi: nossa você dança bem em? Deve ser um espetáculo na cama... Oi? 16 anos eu era uma adolescente gorda e me detestava, como que eu iria ser boa de cama mesmo? E sempre ouvi elogios velados de assédio, seja pelo meu jeito espontâneo, seja por que eu falo tudo que penso. Não sei, só sei que muitos homens se acham no direito de definir como conduzir as reações sobre mim. E eu hoje cansei disso.
Não sou hipócrita. Já dormi com caras na primeira noite e não peguei o contato. Mas isso não dá o direito do outro me julgar. Até porque me conhecendo fiz poucas vezes. Eu sempre me sentia um lixo no outro dia. Mesmo sabendo que eu sou dona do meu querer então não tinha que me sentir mal. 
Mas a gente se sente né? Porque tudo é errado hoje em dia. Os julgamentos, o desrespeito, eles vem de toda parte. Homens e mulheres ficam ali julgando, condenando, criticando, falando mal... Meu Deus como vivem estes seres humanos? Eles tem paz no coração?
E a situação é bem assim: se você é gorda, falam mal; se você é magra, é doente; se você se cuida muito, é fútil; se não se arruma, desleixada; se você gosta de sair muito, tipo todo fim de semana, é puta; se não sai, encalhada; se namora muito, é puta; se não namora; tem problema; se sai com homens, é puta; se sai com mulheres, sapatão; se tem muitos filhos, não assiste TV; se não tem nenhum, mau amada... As situações são deste nível. Eu que o diga quantas vezes já fui destroçada quando disse que não quero, e não quero mesmo, ter filhos. É uma sucessão de perguntas tão idiotas que eu tenho vontade de montar um livro com elas. Ninguém respeita. Ninguém estende a mão. Nada. 
A questão toda é: as coisas precisam mudar. Da parte das mulheres é importante que a gente se una sabe? Vamos parar de falar mal do cabelo da colega, das roupas dela, do namorado dela, a não ser claro que ele bata nela. Chega de criticar se ela optou por ser mãe no lugar de priorizar a carreira. Para te torrar o saco nas questões sexuais. Deixa ela ser lésbica, bissexual, trans.. sério, deixemos de disputa. Ninguém aqui é melhor do que ninguém não. Todas nós mulheres já passamos por alguma dificuldade por sermos mulheres. Então vamos nos unir cara. Juliana Paes deu uma entrevista em que ela pede respeito também por não ser feminista de carteirinha. Sério, vamos respeitar se a colega não quer deixar os pelos das axilas grandes. Se ela se sente bem com maquiagem, silicone e megahair. E nós que temos este comportamento digamos comum, também devemos respeitar as mulheres que optam por serem feministas. A questão inteira é o equilíbrio. Eu te respeito pelas suas escolhas e você me respeita pela minhas? 
E vocês homens do meu mundo lindo: vamos baixar a bola tá? Não tem isso de forçar sexo, beijo e etc, não é não. Simples. Tá louco para comer a mina e ela não quer, vai para casa, toma um banho gelado e vai ler Playboy. Vamos respeitar aí a moça que resolve beber todas, sair de sainha, usar bikine... Isso não te dá o direito de machucá-la pelo seu prazer. Não. Se ela não quiser, respeite. Se ela não achar graça, respeite. 
E é bem radical assim mesmo. Estou mudando muito. Eu tinha um lance de dizer que antigamente isso não acontecia e vivíamos bem, mesmo com todas as piadas e ironias. Mas eu preciso mudar. Por mim, pelas minhas sobrinhas, pelas filhas de minhas amiga e pelo filhos também, ou a vamos esquecer o tanto que rola de maldade com os negros, índios, macumbeiros, a galera LGBT, a galera que é diferente? 
No fim das contas é o respeito que deve prevalecer. Sendo mulher então, por favor, respeitem. Mulheres se respeitem. Vamos nos unir na luta contra todo tipo de atitude machista. Todo tipo de atitude que vá ferir, humilhar, magoar e destruir a vida de uma mulher, de um ser humano. 

terça-feira, 4 de abril de 2017

O que é uma vida extraordinária para você?

Esta pergunta foi feita no face de uma amiga, que eu não respondi lá porque não posso. 
É uma pergunta um tanto quanto pesada e que responder dá medo. Esse medo se deve muito por conta das críticas que surgem, que nem sempre são positivas. O ser humano não é muito avesso a respeitar a opinião do outro né?
E como o blog tem pouco tempo de vida até o próximo dia 13, achei o tema muito interessante para ficar de lembrança. Espero poder ler em alguns anos e verificar se o que hoje é uma vida extraordinária para mim, ainda será no futuro. 
Minha vida hoje não é de longe o que eu sonhei por um bom tempo. Não sou formada em Jornalismo, nem tenho meu imóvel próprio, mal consigo dirigir uma bicicleta e obviamente em termos amorosos eu sou uma completa fracassada. Quando eu tinha 15 anos eu só pensava nisso. Pensava em como entraria na UNB, encontraria um grande amor, formaria uma família feliz e teria obviamente uma carreira bem estruturada. 
Muitos anos depois nada do que sonhei eu tenho. Tenho uma formação do qual me orgulho, tenho um emprego que eu amo mas que todos os dias me deixa angustiada, estou divorciada e efetivamente solteira. Além é claro de me achar uma pessoa que tem 33 anos, mas imaturidade de sobra, talvez o que realmente me aflige neste momento de minha vida. 
Me julgo uma pessoa humilde, embora não seja bom para mim falar isso porque sim, as pessoas me condenariam à fogueira. Mas sim, eu me sinto humilde porque uma vida extraordinária para mim é àquela onde se tem saúde e coragem para correr atrás das condições necessárias para a construção pessoal de uma vida onde se é possível pagar as contas nos dias certos, com um desconto por pagamento antecipado; onde há um planejamento financeiro que nos permita uma viagem ou duas por ano; coragem para enfrentar os grandes ou médios problemas, porque para mim não existe isso de problema pequeno. Para mim eu me sinto extraordinária quando consigo ajudar alguém, seja financeiramente, seja psicologicamente. Para mim a vida que me enche os olhos é àquela onde eu não tenha inimigos, onde eu possa circular em todos os ambientes da mesma maneira, sem precisar me envergonhar de quem eu sou. E para fechar, a vida extraordinária para mim consiste em ter ao meu lado uma pessoa com o qual, independente de tudo negativo, a gente possa caminhar de forma harmônica e amorosa. 
Nunca tive uma ambição material fora dos meus termos de criação. Nunca tive alma de milionária, embora não seja hipócrita, seria muito bom ser milionária no ponto de vista de não precisar sofrer tanto por causa de dinheiro. Mas minhas ambições efetivas sempre foram ter uma vida sossegada, coerente e entregue ao que é gostoso, divertido e agregador. 
E não, eu não tenho esta vida que eu almejo. A vida extraordinária talvez nunca vá acontecer completamente, até porque nada é 100% em nossas vidas. Sempre haverá um novo querer, um novo sonho, um novo projeto. E nesta caminhada de lutas, quedas, sofrimento e lágrimas o ideal e extraordinário é nunca perder a fé. 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Os homens são de marte... e é pra lá que eu vou!

Sinopse: 
Fernanda é uma mulher bonita, solteira e charmosa, que trabalha como organizadora de casamentos. Com 39 anos, ela é solteira e continua em busca do par perfeito. Nessa procura, ela lida com as mais hilárias situações, sempre contando com a ajuda do seu sócio Anibal e a amiga Nathalie.

Tirando o fato de que ela é mais velha, mais alta e mais bonita do que eu, a história do filme resume muito bem o drama que ambas passamos. Super me identifiquei com toda a questão do filme que envolve principalmente esta busca pelo amor ideal, se é que ele realmente existe.
Assim como eu, Fernanda trabalha com casamentos e isso significa que durante vários finais de semanas o amor entra em nossas vidas. Eu particularmente raramente me emociono trabalhando, acho que mais pela adrenalina que rola em dias de evento. Mas eu trabalho com isso principalmente por acreditar de fato no amor. Porque se não, como faz gente?
E assim como a personagem eu acredito sempre que eu irei encontrar o meu par semi-perfeito. Que eu viverei um amor semi-puro, super-sincero e que terei dias de paz ao lado de alguém que meio que me complete. Eu sempre acredito que mereço.
E nisso de acreditar que mereço, me jogo, me envolvo, não temo e acabo sozinha. Sempre. Acho que falta um certo filtro na hora de me relacionar. Acabo, infelizmente, por ser mega empolgada e gente boa, me envolvendo com pessoas que nada tem a ver comigo, só porque eu acredito no outro até que ele me dê o fora ou cometa algum erro que eu julgue fatal. 
Só que eu não desisto. Sei que preciso mudar algumas pequenas questões, tais como minha empolgação, mas eu sou empolgada mesmo, haha e sempre me dou mal. Preciso ter mais calma, mais paciência, esperar mais que o outro tome certas atitudes e preciso parar de me envolver com pessoas que não tem o mínimo a ver comigo. Nessas até com vegano já me relacionei, só porque eu sou vegetariana e óbvio que isso deu pala no fim das contas. Preciso parar de achar que os opostos se atraem. Não minha gente, isso no dia a dia não dá certo nunca.
E claro, preciso esperar para me apaixonar sabe? Pra sentir uma coisa boa. As vezes estou com alguém só para não me sentir sozinha no fim de semana. E nisso rola muito do cara estar super a fim e eu ali meio perdida, porque obviamente não estou sentindo nem cócegas no pé. Logo eu que tenho uma frase que diz: que amando já está difícil, imagina sem amar? Acabo usando-a para as amigas, nunca para mim. 
E eu sempre fui assim. Na adolescência eu namorei todo tipo de garoto, até um skatista. Já namorei um que o apelido era Kiko do KLB. E por aí vai. Bastava ser gentil e eu já me apaixonava (frase usada por Fernanda no filme, inclusive). Só que o tempo foi passando e fazendo uma análise bem profunda, a situação toda está bem ridícula, eu diria. Eu realmente preciso passar desta fase de namorar com todo tipo de rapazes, alimentando meu mini-ego, achando que assim eu estou suprindo alguma carência que não existe e me machucando. E sempre machucando alguém, porque acaba que eu não gosto da pessoa, mas ela gosta e me é muito simples dar um fora. Gente, preciso parar com isso logo. 
Se eu espero ter uma pessoa para o resto da vida? Sim e não. Acho que eu preciso esperar em Deus. Acalmar meu coração e meu fogo, esperar mesmo que apareça uma pessoa realmente bacana, no qual eu tenha um relacionamento bacana, divertido e fora dos padrões sociais. Diferente de Fernanda, eu não quero me casar, nem rotular a relação. Eu não espero por pedidos de casamento e muito menos com todos os preparativos de casamento com o qual eu trabalho, mas eu espero uma relação leve, que tenha a ver com ambos, sem que precisemos tentar mudar um ao outro para um encaixe perfeito, que nunca existirá. 
Eu no momento estou feliz sozinha. Mas tenho pedido também alguém. Não custa nada pedir né? hahaha 

Beijos e beijos!


sexta-feira, 31 de março de 2017

E vem chegando abril

Março está em seus últimos suspiros. Graças a Deus! fiz aniversário e aí para mim o ano começou agora. hahaha, todo mês tem algo que me diz que o ano só está começando. Porque o sentimento de que estamos em 2016 ainda me incomoda bastante.
Mas agradeço muito por mais este mês, onde além do racionamento de água chatonildo, mas necessário né? Tem a rotina com mamys poderosa operada. E tem toda a questão de que agora eu fiz 33 e preciso amadurecer. Aff, estou tentando isso desde 1977 haha 
As coisas à grosso modo estão boas, estão calmas, serenas e claro, me esmagando internamente, porque eu sou destas. Fico remoendo tudo durante horas, até ficar com falta de ar. E vou vivendo, fazendo meu trabalho, com medo, sempre, só que estou numa onda de que vai com erro mesmo, não sou máquina. Estou cansada de viver á sombra de minhas próprias críticas. 
E abril vem com a novidade do "descanso" do blog, porque eu me comprometi e vou cumprir. E parece que tem amor novo chegando na área e eu me sinto além de tudo bem inspirada. 
Então vem abril. Traga coisas legais, divertidas, soluções para alguns problemas, serenidade para caso a gente não resolva nem metade deles e saúde.
Aproveito para agradecer imensamente às pessoas que me deram parabéns. Sério, foram muitas pessoas lindas que me desejaram um mundão de coisas legais. Me senti muito amada, especial e até gostosa. Minha irmã me escreveu tão lindo. Meu irmão mais velho me mandou um áudio que sério, engasguei e juro, engasgo até agora. Foi muito bom completar aniversário. As comemorações foram bem discretas e eu gostei de todas elas. Amei cada pedaço do meu dia. E a surpresa que eu ganhei no trabalho? Olha, nunca nesta vida imaginei que eu fosse ganhar algo do tipo. Achei tão lindo que me emocionei de verdade. Dia 28/03/17 será inesquecível para mim. Senti muito amor. E agradeço até à quem lembrou e não pode falar nada ou não quis. Estou confiante de que até a chegada dos 34 anos as coisas irão melhorar muito. 
E agradeço a Deus por usa infinita bondade para comigo, minha família, amigos e colegas. Obrigada por não desistir de mim ainda que eu queira desistir de mim mesmo. Mas não, não desistirei. Vamos à luta e tudo vai dar certo em abril e em todos os outros meses do ano. 


terça-feira, 28 de março de 2017

33 anos.

E chegamos ao grande dia. 33 anos. Estou cansada. Mas grata, porque se estou cansada é porque estou trabalhando e estou tendo oportunidades. Agradeço a Deus por cada dia que vivi até aqui e peço que ele me ilumine, me guie e me guarde nos próximos anos de vida. Que Deus abençoe também a todos que estão comigo hoje e estiveram comigo ao longo de uma história vitoriosa. 
Segue abaixo 33 perguntas que li em dois blogs e que achei muito legal. Gosto destas "besteiras". Como o blog ficará de lado por um tempo, acredito que será uma maneira de saber mais sobre mim quando eu decidir voltar. E claro, chushes que se interessarem é só falar comigo, estou aceitando currículos. 
Em caso de dúvida, fale comigo, é sempre bom o olho no olho não é?  



1. Como você chamaria seu filho? - Fernando ou Társila;

2. Você sente falta de alguém? - Todos os dias sinto falta de alguém. E aí neste momento rezo. Peço a Deus para que esta pessoa esteja bem;

3. O que você sente quando dizem que você é bonita? - Ah tá!;

4. Já disse alguma vez: "não é você, sou eu'? - Várias vezes. Aliás, quem nunca né?;

5. Você está ansiosa para alguma coisa na semana que vem? - talvez por não precisar trabalhar no sábado;

6. Você saiu ou ficou em casa noite passada? - Fiquei em casa, especificamente embaixo do bloco conversando com uns amigos e esperando o aniversário (ganhei até uma cerveja);

7. Até que horas ficou acordada noite passada? - 01h30 ;

8. Seja franca, viu alguém em roupas íntimas nos últimos 3 meses? ,
- Vi sim e foi massa!;

9. O que você estava fazendo ao meio-dia? - cadastrando agenda no outlook;

10. Já disse para alguém eu te amo sendo mentira? - Não. Eu realmente preciso dizer esta frase com verdade, porque eu sofro quando ela é dita em vão;

11. É difícil para você esquecer alguém? - Muito. Tanto pelo lado bom quanto pelo lado ruim. Ainda sou bem rancorosa;

12. Já beijou 3 ou mais em uma noite? - Já, no meu primeiro bloco de carnaval em 2016, aos 32 anos;

13. Tem alguma coisa que você quer agora? - hahah não posso falar. Brincadeira! queria almoçar com mamãe e papai;

14. Já se arrependeu de ter beijado alguém? - Nossa, muitas e infinitas vezes. Ainda mais quando o cara tem bafo;

15. Você sente falta de como as coisas eram 6 meses atrás? - Não. Isso de ficar pensando em passado não dá. Só serve para aprendizado, fora isso, fica lá;

16. Você prefere dormir com alguém ou dormir sozinha? - Sozinha;

17. O que você está vestindo? - Uma blusa amarela, uma calça preta, sapato e anel vermelho e brinco bapho com as pontas também vermelhas;

18. Já teve uma terrível separação? - Sim, meu ex-marido que o diga;

19. Tem tatuagens? - 8 e segue o link explicando cada uma delas Tatoos. Sonhos. Futuro.

20. Programa favorito? - Gosto de escrever, de ler, de dançar, de sair com as amigas, tomar cerveja e assistir televisão. Em termos de Programa de TV e afins, sou fã de The Big Bang Theory;

21. Bandas preferidas? - System of a Down;

22. Música favorita? - No momento uma do Luan Santana que não lembro o nome, mas é algo de acordar o prédio, fazer inveja no povo, enquanto eles estão indo trabalhar a gente faz amor gostoso de novo (meu sonho) hahaha;

23. Qualidade que você procura em um parceiro? - Acho que não existe isso de parceiro ideal, mas o ideal seria uma pessoa tranquila, generosa e leal;

24. Frase favorita? - Seja gentil, trabalhe duro e dê graças;

25. Ator e atriz favoritos? - Tom Cruise e Lea Seydoux;

26. Cor favorita? - Amarelo;

27. Onde você vai quando está triste? - Gostaria de sempre poder ir ao Centro, mas aí acabo deitada no sofá de casa mesmo;

28. O que você gosta em uma pessoa? - Gosto de pessoas que tenham equilíbrio, humildade e lealdade e que assim sentem com ricos e com pobres no mesmo nível de educação e respeito ao próximo;

29. Medos? - Medos eu tenho infinitos, mas o maior é o de ficar desempregada e é uma questão que vai além do dinheiro;

30. Significado por trás do nome do seu blog? - Meu blog refere-se ao adjetivo Grande que vem do nome do Teatro Bolshoi. Bolshaia porque me sinto de fato grande e internamente linda, como é este lugar que é meu preferido até o momento, de tudo que já vi ao longo de minha vida;

31. Que livro está lendo atualmente? - A volta para casa (li 5 páginas) de Bernhard Schlink, autor do O Leitor;

32. Último show que você assistiu? - Preta Gil na ressaca de Carnaval no Parque da Cidade e eu adorei!;

33. Frase mais engraçada que já ouviu de alguém para dar em cima de você? - Não foi frase, mas uma atitude bizarra. Eu fazia inglês e tinha 16 anos. Saindo da aula, um rapaz passa por mim e me empurra. Parti para cima muito indignada e ele louco me disse tempos depois que fez àquilo para chamar minha atenção. 

segunda-feira, 27 de março de 2017

Sobre a nova idade que chegará amanhã

Segunda, véspera do meu aniversário. Graças a Deus! Gente que alívio, finalmente chegou o aniversário. ok, é só amanhã, mas já tá rolando aqui um sentimento muito fofo de arco-iris e lágrimas de emoção. Eu amo fazer aniversário. Todos os dias eu tento fingir que não gosto, mas a verdade é essa, amo aniversariar. Não gosto de comemorar, gosto de celebrar, rezando, agradecendo a Deus em orações e antecipadamente agradeço à todos que irão me parabenizar. 
Mas aí ao longo do mês eu venho fazendo reflexões bem profundas sobre a vida que eu tenho hoje. Sou feliz? Estou satisfeita com as minhas conquistas? 
Sinceramente? Não. Mas isso vem acontecendo depois que eu mudei de emprego. Ou seja, estou há quase 2 anos me questionando sobre o porquê de eu ser Secretária e não Jornalista. Me questiono se seria capaz de mudar. Se eu seria capaz de crescer mias dentro da minha área. E percebi que o que sempre me empurrou foi o meu lado profissional. Definitivamente é o que eu coloco em primeiro lugar. E eu não estou tão satisfeita. E não pelo local que eu trabalho ou as pessoas, mas é muito pelo atual cenário político e toda a insegurança que isso gera. E eu vivo esta angústia e fico até mau humorada. 
Mas sei que tudo são momentos importantes para um crescimento efetivo. E que é com paciência que eu irei alcançar meus sonhos.
E quais seriam meus sonhos, agora que passei dos 30 e pelo que eu mesma entendi não tenho a vida que almejei lá no passado? Acho que o principal neste momento é continuar no meu emprego ou na pior das hipóteses conseguir outro, caso a empresa não me queira. E desta forma meu objetivo primordial é voltar a estudar inglês e dar sequência ao objetivo de conseguir o DELE e retomar os estudos do francês. Não aguento mais ter que ficar provando que falo tal idioma. Mas entendo que é necessário ter o bendito papel. 
E sonho em me tornar uma pessoa de hábitos saudáveis. Mas ainda é um sonho, porque apesar de ter tirado a carne, ainda fumo, bebo coca e não pratico exercícios. Claro que lá no fundo não quero ter que ter uma experiência de quase morte para passar a cuidar de mim. Estou há algum tempo tomando pequenas atitudes com relação à isso e aos poucos eu irei mudar e será muito bom, tenho absoluta certeza. 
E claro, sigo sonhando com mais calma em meu coração. Que eu me torne um ser humano mais descansado, sem medo, sem esse desespero que eu tenho em minhas atitudes. Estou tão cansada de dar murro em ponta de faca sabe? Por isso peço a Deus a sabedoria de quem realmente tem 33 anos para seguir na vida sem ser chacota e receber tantas críticas. Chega uma hora que não dá mais para suportar.
Mas acho que acima de tudo, quero uma vida mais sendo eu mesma, tentando apenas fazer o que for correto, sem decepcionar, humilhar ao próximo. Sempre pronta para ajudar ao próximo e sempre, grata. 
Que eu nunca perca isso: a gratidão. O resto, está nas mãos de Deus, pois ele sempre soube o que é melhor. Por isso estou onde estou não é?

Beijos de luz. 

terça-feira, 21 de março de 2017

Uma semana

Em uma semana eu completo 33 anos. E confesso que estou bem. Apesar de tudo, estou bem. Até porque depois de 33 anos de vida não dá para choramingar porque estou ficando velha. É a ordem natural então vamos que vamos.
Tem sido um pré-aniversário um tanto quanto confuso. Ou seja, normal. Porque esta sou eu. Ariana, arretada, sem meio termo, sem preguiça, com coragem, com humor, com teimosia, com irritação e bico quando algo não dá certo. Hoje eu amo, amanhã tenho vontade de socar. Por isso mesmo ando vivendo algumas paixões meia boca eu diria,  porque enquanto eu não me sentir desafiada a amar de verdade, não me peça para ser namorada de ninguém. Porque eu sou de fato muito ansiosa, então eu quero ser rica, magra e ter o cabelo bom para ontem. Amo ler, escrever, dançar, tomar minha cerveja, conversar até altas horas, trabalhar em casamentos, ser Secretária Executiva. Mas também se um dia eu acordar e resolver virar hippie, ok, não me impeça. Porque se  tem algo que eu, Karla Karina gosto é de quebrar a cara. Tá, gostar gostar, nem tanto, mas tem outro jeito de viver esta vida maledita? 
Você conhece alguém perfeito? Com uma vida perfeita? Ah tem. Mas digo pessoas reais, de classe média baixa, que rala feito cão de sol à sol? Não temos minha gente e eu não me encaixo em nada perfeito, fofinho e encantador. Tenho um encanto ou outro, mas no geral eu sou um pé no saco, reclamo mesmo quando não estou feliz, sou curiosa, sou atentada, sou desafiadora, sou charmosa e gosto muito de um boteco e rede num domingo. Eu sou um ser humano mega feliz de estar chegando aos 33 anos, apesar dos pesares, quedas, insatisfações, medos, pés na bunda e foras. Sim, porque eu amo dar uns foras e não necessariamente no lado amoroso. 
Mas eu amo minha vida. Amo mesmo sabe? Ok, não sou feliz todos os dias e acho isso um porre, mas se é para chegar ao fim da vida com alguma maturidade, vai com lama, lágrimas, socos, ponta pés, quedas no abismo, inimigos, desaforos, cuspes na cara, três murrões nas costas, castigo... Recomeço.
E aí eu vejo que com 33 anos eu sou isso: recomeço. E gratidão, inclusive lá vou eu tatuar esta palavra no peito. Pense numa pessoa grata, meu Deus!! Tanta coisa massa, que os 10 anos de blog não demonstraram o suficiente. Nenhuma palavra que eu escrevo definem o que eu sinto pela minha vida, pela minha família, pelos milhares de amigos ao longo da vida, pela lista infinita de amores que vivi, pelas pessoas que me ajudaram, me estenderam a mão na hora da dor, do desespero, da vontade de me matar. Ou você acha que eu nunca quis morrer? Já e te digo que aconteceu umas 5 vezes, mas o que eu tenho de gratidão pela minha vida me impediu de ir para o outro lado, se é que ele realmente existe. Por estar viva hoje, com uma certa sanidade mental, bem pequena eu diria, que dia 28 de março eu terei um dia muito lindo, porque eu não quero pensar em nada de ruim, eu quero comemorar. 
Todos os dias. 

sexta-feira, 17 de março de 2017

Amor & Sexo - o programa que faz refletir

Ontem assisti Amor & Sexo e chorei. Ando bem sensível e cansada de algumas coisas. E para tornar tudo um pouco mais dramático, era aniversário do meu ex-marido e o programa terminou com a música que era do nosso casamento: Oração - Banda Mais Bonita da Cidade. 
Mas Karla: você ainda ama seu ex-marido? E a resposta é simples: não. Não o amo como amei enquanto estivemos juntos, mas sinto que se eu tivesse uma chance de voltar no passado eu teria feito tudo diferente.
Eu sou ansiosa, nada romântica e é justamente aí que eu erro muito. Porque eu tento modificar o outro e foi aí que eu errei não somente com meu ex-marido. Com meu ex-namorado eu achei que tinha mudado, afinal depois de 2 anos e meio sem namorar, ah eu mudei né? Nada.
Continuo mandona, fazendo planilhas, sonhando com o que o outro pode ser. Relaxo muito pouco e exijo de mim e do meu relacionamento o tempo inteiro. Exijo felicidade diária e esqueço que a realidade da vida é puxada e tem que ter muita vontade de dar certo para não desesperar e desistir.
Eu desisto muito fácil. Não tenho muita paciência e fico o tempo todo com medo do que pensam de mim. E é por isso que ultimamente não tenho conseguido sair do casulo. E eu ainda acredito, embora não sendo tão romântica, que é importante que para um relacionamento começar tem que ter o mínimo de atração e borboletas na barriga. E não, eu não tenho sentido nada disso por nenhum dos rapazes que ficam me dizendo que querem me conhecer e tudo mais. Um diz que eu não quero ser feliz. Mas gente, o que adianta em uma relação um ser feliz e o outro não? E não sou tão retardada para não querer ser feliz né?  E eu apesar de grossa, tenho tentado explicar mas sem ofender, obviamente: olha eu gosto de você, mas não quero nada contigo que não seja amizade. 
E vou seguindo né? Sozinha, não tão feliz, porque em tempos de crise pessoal e profissional é preciso ser muito teletubbie para sair dizendo que está tudo 100 %. Mas estou confiante de que eu logo terei um pouco de sossego em meu coração e quando eu menos esperar Deus irá colocar em meu caminho uma pessoa bacana, divertida, animada, confiante, que goste de dançar, tomar uma cerveja e viajar. Alguém que não me prenda, que tenha valores e objetivos. Que seja leve e que assim, apenas queira ser feliz comigo, sem pressão, amarras e aliança. E sendo bem grosseira: que não queira apenas me comer (desculpem o palavreado). 

E o ano de 2017 segue! Já já inclusive é meu niver né? Estou animada (sqn).

Beijos de luz. 

segunda-feira, 13 de março de 2017

Falta um mês

Daqui há um mês o blog fará uma pausa. Não calculei quanto tempo irei ficar sem escrever por aqui, mas cheguei à conclusão em dezembro que era hora de dar um tempo. Por vários motivos, mas o maior deles é que sei que ninguém, ou quase ninguém, para não ser injusta, lê. Agradeço obviamente quem leu algum dos meus textos nos últimos quase 10 anos.
Resolvi hoje, fazer um balanço da Karla que eu era aos 23 anos com a Karla de hoje, com quase 33. Claro que é meio dramático isso, porque 10 anos voaram. Voaram e me fizeram de gato e sapato. 
Nestes anos todos eu me formei, casei, me divorciei e já tive muito que chorar, brigar, xingar, odiar até. Em todos estes anos pouca coisa mudou, se formos analisar friamente: eu continuo reclamona, preguiçosa e sigo com todos os meus medos de sempre. 
Mas tem coisas boas também. Eu amadureci sim, embora algumas pessoa que convivam comigo sempre achem o contrário. Sigo com a pele limpa o que faz com que nunca me deem a idade que realmente tenho.
Fui feliz demais escrevendo aqui. Algumas coisas muito boas, algumas coisas muito, mas muito ruins também. Algumas viagens, alguns romances, algumas alfinetadas, algumas crônicas e opiniões. Recebi muito amor de algumas pessoas que acreditaram que as coisas que eu escrevi fizeram sentido na vida delas e este é o maior presente que eu podeira receber. 
Quando decidi escrever, nunca imaginei que fosse durar tanto. Poucas coisas em minha vida duram, e o meu casamento é a maior prova disso, mas o blog teve seu tempo de vida útil sendo pelo menos para mim, muito útil. Gosto de ler algumas coisas que escrevi e delas tiro o que é bom para seguir. 
Temos um mês ainda, irei escolher alguns textos legais para compartilhar no face e aí sim, em 13 de abril de 2017 o Bolshaia vai dar uma parada. Mas estarei sempre dando uma passada para ler os meus blogs favoritos e para respirar quando eu achar que nada mais vale a pena, porque se tem algo que este blog me ensinou nos últimos anos é que quase tudo nesta vida vale muito a pena.

Beijos e beijos!

quarta-feira, 8 de março de 2017

08 de março hipocrita

E mais um dia 08 de março. Dentro da minha cabeça eu nem estou comemorando. Nada. Até tenho sido cordial desejando um lindo dia às mulheres, afinal o fato de eu achar a data hipócrita não me dá o direito de ser amarga. 
E leio todas as mensagens que me enviam e não me comovo. Porque não adianta me desejar um feliz dia das mulheres hoje e me julgar pelo que sou, como mulher principalmente. Me dizer que me acha um monte de coisas fofas e por trás julgar minhas escolhas. Me julgar pelos meus hábitos, pela minha religião, pela minha escolha profissional. Me julgam por eu ser divorciada. Por eu morar de aluguel. Por eu não ter filhos e não querer ter filhos nunca. Por não ser católica. Por não ser fitness. Por ter o cabelo curto. Por eu ter o cabelo grande. Por eu postar fotos no facebook. Por escrever em um blog. Por nunca dar certo com ninguém. Por não ser concursada. Por gostar de BBB. Por não gostar de Game of Thrones. Por gostar de beber cerveja. Por não comer carne. 
E eu digo mais: eu também sou hipócrita. Eu também julgo a mulher ao meu lado. E te peço perdão. De verdade. Tenho vergonha. Não deveria fazer parte desta turma. Porque eu cresci observando que é muito fácil atirar pedras e mudar esse pensamento é algo que eu me comprometi a fazer. Me comprometi principalmente a entender que sim, cada um faz o que quer de sua vida. E que ou eu ajudo, ou me calo. Não posso, não devo e não quero mais ser a causadora da discórdia. E essa mudança ela precisa ser global. 
A gente precisa se unir mulherada. E parar de achar que a outra é competição. Parar de criticar a cor do cabelo, o corpo, as escolhas amorosas. A gente condena até se a mulher é feliz. Se é infeliz então, é culpa dela. Paremos. Está feio. Sejamos a mudança que queremos. Sejamos entre nós a mudança para um lado muito mais positivo. Não sejamos disputa o tempo inteiro e veneno a cada segundo.
Sobre os homens nem vamos nos aprofundar né? Espero que eles percebam quem realmente somos. O que realmente queremos. E que nos respeitem, em todas as esferas da vida cotidiana, principalmente, a meu ver, se ela estiver de sainha andando às 23h00 na rua. Deixa eu te falar: ela não quer ser estuprada não tá bom?
Beijos!

terça-feira, 7 de março de 2017

Meu primeiro amor

Lendo o blog http://www.myotherbagischanel.com.br, me deparei com um texto fofo sobre primeiro amor. E não tive como não lembrar do meu primeiro amor, forte, lindo e inocente.
Eu tinha uns 8 anos provavelmente. Sim, 08 anos, quando ganhei minha primeira e única bike da vida. Uma Caloi vermelha fofa que eu usei tanto que acho que não serviu nem para dar. Mas calma, não foi a Caloi o meu primeiro amor não, se bem que eu acho que foi, porque lembro ainda da sensação gostosa quando abri aquela caixa que estava atrás da árvore de natal há muito mais de um mês e que eu achava que era um armário (a louca!).
Hugo. Esse é o nome do meu primeiro amor da vida, que me resgatou depois que eu bati com minha caloi no meio fio. Eu estava aprendendo a andar e resolvi arriscar na rua. Caí pouco antes da casa dele, ele brincava na frente de sua casa, quando me viu chorando, me pegou no colo. Não sei efetivamente quantos anos ele tinha, mas ele me carregou no colo e isso foi o suficiente para eu me apaixonar por ele. 
Loiro, magro, um pouco alto para mim. E eu passei 3 anos de minha vida pensando nele todos os dias. Quando passava ao seu lado, sempre olhava. Eu já era atrevida. Eu fazia tudo para chamar sua atenção. Até andar de bike num sol escaldante de meio-dia. Se ele estivesse na rua, eu dava meu jeitinho.
Isso de paixonite de criança sempre foi um tabu em minha família. Como vários outros temas, normal, acontece e não julgo. Então que eu escondia fortemente isso. Mas eu tinha uma prima cão (que Deus me perdoe), que quando eu aprontava algo ou acontecia algo que me tirasse do eixo por causa do Hugo, ela ameaçava contar para meus pais. E eu morria de medo de descobrirem. Hoje, acredito que eles até soubessem, mas não deram atenção não.
Já cheguei a brigar feio com essa prima, não por causa dele, mas porque eu achava tão injustas as ameaças. E já briguei com uma colega de patins só porque ela disse que ele gostava era dela. Não. Ele gostava de mim. 
Claro que não. Nesta época eu já me achava feia e já entendi que de alguma forma que eu seria péssima nisso do coração. Não imaginei que seria tão doloroso, mas eu sentia que não era uma pessoa muito sortuda no amor.
Fui pra Rússia e 4 anos depois, ainda gostava do infeliz! Mesmo namorando. Quando o vi, já mais maduro e ainda mais lindo, eu queria correr e pular no colo dele. 
Agora, 24 anos depois, lembro daquele sorriso de canto que ele tinha. Será que ainda vive a criatura? Já procurei no falecido orkut e no face, mas não lembro o sobrenome. 
Tomara que sim.