segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Novo local de trabalho

Depois de pouco mais de um ano, do nada, sim, eu digo do nada, surgiu em minha vida uma oportunidade. Saí do Departamento de Migrações para a Secretaria Nacional de Justiça e Cidadania. Deus me fez subir um degrau e eu não poderia estar mais feliz com isso. Entrei no Ministério da Justiça e Cidadania com muito medo. E até chegar onde estou a caminhada foi extremamente insegura, cansativa, com muitos espinhos e medos diários. Como profissional me sentia sempre um passo atrás, nunca me sentia satisfeita com meu desempenho. 
Claro que onde eu estou neste momento, que é a Secretaria, meu papel é secundário, como era antes, mas sinto que será de aprendizado, como sempre é. Não será de repente, do nada um mar de rosas. A equipe já é sólida e eu vim com certeza para agregar e para que me agreguem questões que por preguiça eu não vinha mais prestando atenção. 
E gostaria neste momento de agradecer algumas pessoas que pelo cotidiano eu não agradeci devidamente. Primeiramente agradeço à Janaína, que me entrevistou em junho do ano passado e enxergou em mim potencial. Foi uma graça conviver com ela e aprender com ela. Meu Chefe, João Guilherme, que me proporcionou momentos de muito aprendizado. O acho um cara mais que inteligente e fonte de inspiração. Tem a Thaty, que desde o começo me incentivou a confiar em mim, principalmente no primeiro mês que foi sem dúvida um mês onde eu quase desisti de tudo. Gabi, linda e sempre ao meu lado, acreditando em minha capacidade. Bernardo, meu agora Chefe, um cara gentil, bem humorado e que preza o respeito e a confiança. Quando me disseram que era um pedido dele a minha vinda pra SNJ eu quase desmaio. Duca, um ser humano que desde que a conheci transmite leveza. Graças a ela, principalmente, estou aqui hoje. E temos toda a equipe que me recebeu carinhosamente, que vibrou com a oficialização da contratação e eu sei que não seria suficiente todo meu agradecimento.
Obviamente a lista de agradecimentos poderia levar um tempo para ser escrita, mas quem convive comigo sabe que eu não seria quem sou hoje se não fosse tanto amor, carinho, confiança e lealdade. 
O trabalho segue como sempre foi: de muita dedicação, de coração aberto para ouvir críticas, broncas, elogios e instruções. Que o dia a dia, independente de como seja, seja sempre guiado por Deus e sua mão misericordiosa.
À todos que estão comigo na caminhada, o meu sincero obrigada. À quem duvida de mim, o meu muito obrigada também. Obrigada por todos os sentimentos que me são transmitidos seja em oração, em palavras, em sorriso e em silêncio.
Que a semana seja abençoada. Que a semana seja plena. Paz. Beijos de luz.


quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Setembro de 2016

Depois de um agosto com 150 dias, setembro finalmente chegou e chegou estranho. Ontem, 31 de agosto de 2016, a então Presidente afastada Dilma Rousseff foi impeatchmada e agora estamos todos um pouco perdidos com o que vai acontecer. 
Independente da minha posição política eu estou com muito medo, mas ao mesmo tempo, tentando manter a confiança de que é uma fase. Fase dura, eu sei. A crise está acabando com muita gente, mas é preciso que tenhamos fé, coragem para seguir lutando e acreditando que um dia, espero estar viva para isso, as coisas se encaixem e se tornem mais leves. 
Agosto foi um mês, como todos os anos, difícil. Eu juro que tento não pensar desta forma, mas ele não colabora. Faz questão de se arrastar, de tornar nossos dias longos, cansativos e em alguns momentos ruins. Não que nos outros meses isso não aconteça vez ou outra, é a vida, mas agosto é um mês que merece um parabéns. O meu mês particularmente entrou pra história como um dos mais estranhos, cheio de pequenos problemas muito chatos de serem resolvidos. Tive que respirar fundo muitas vezes, rezar pra caramba, pedir muita paciência à Deus e ter muita coragem. 
Mas no fim deu quase tudo certo e setembro chegou. Pra mim já chegou estressante, afinal se tem algo que o povo não anda tendo é respeito e educação né? Imaginem que eu pego um trem lotado, onde a única coisa onde me segurar é um ferro que fica no meio dele. E acontece que um cara resolve encostar nele para ler enquanto as outras pessoas tentam encontrar uma brecha para conseguir se manter em pé. Eu fico injuriada com isso. Fiquei olhando e pensando como algumas pessoas não conseguem se colocar no lugar do outro. Como pessoas não percebem quando estão perdendo a mão. Geralmente eu reclamo pra pessoa, mas eu estou tão cansada de ficar batendo boca. Acho que cada um precisa se manter sábio e silencioso. O mundo já anda cheio de gente louca. Aí pra melhorar a vida, vou à Biblioteca e claro, o atendimento é daquele jeito bem treinado e caloroso... 
Pois bem. Setembro, obrigada por chegar e nos trazer um esperança de tranquilidade. Primavera se aproxima e eu peço a Deus por cada um. Para que tenhamos sossego, oportunidades em meio à crise e saúde para não precisar nem de hospital público, nem particular. A vida realmente não anda fácil. Para ninguém. Talvez no máximo para o que ainda se mantem milionários.
Um beijo queridos! Bom setembro. 2017 se aproxima lentamente.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

À dois

E a vida segue minha gente!! animada por um lado, esquisita por outro. O impeachment da Dilma rolando solto. O trabalho cansativo como sempre. A vida social bem obrigada. E o coração também.
O lance do coração é que ando aprendendo a viver á dois novamente. Diria que tem sido um gostoso desafio. Um desafio que eu adoro viver todos os dias. Independente do que chamamos de diferenças, que sim, existem, mas que no fundo apimentam a relação. Claro que essas diferenças não precisam ser tão radicais né? Na verdade, elas precisam se complementar.
O que eu tenho aprendido neste tempo novo de namorada é que vale a pena. Vale a pena cada segundinho juntos. Vale a pena cada conquista que você vivencia no outro. Cada plano feito juntos. Cada briga. Pois é, as brigas servem para dar mais motivo para querer ficar junto, porque a cada solução de problema, uma explosão de carinho e de reafirmação da vontade de seguir juntos. 
Claro que não é um mar de cores vibrantes todos os dias, mas tenho entendido que é muito bom ter alguém para amar e ser amada. Em tempos onde tudo parece descartável, ter um amor, um sentimento pelo outro, querer cuidar, se apegar e constituir o que quisermos como indivíduo e como casal é uma delícia sem fim.
Parto para o 4º mês namorando e entendo que nada nesta vida é por acaso. Que conhecer uma pessoa, gostar e querê-la todos os dias é um presente e entre as idas e vindas do cotidiano, é uma dádiva ter alguém que se preocupa, cuida, dá carinho, atenção e aconchego. 
E a Deus entrego minha vida. A nossa vida. A vida dos que me amam e nos amam. Desejo que todos possamos encontrar o amor, independente de que tipo de amor vá fazer bem de fato. Ouvi um dia desses que algumas pessoas são felizes apenas no lado profissional e que pra elas é o suficiente. O que vale, é passar por esta vida sentindo o que é o amor que transborda. Eu só posso agradecer por sentir amor em vários aspectos de minha vida e claro, ser amada como mulher é algo que me estimula em todos os outros aspectos e me dá acima de tudo, vontade de ser cada vez melhor.

P.S: Bruno, meu amor, obrigada! Sei que não é simples e uhuu todo dia me namorar. Mas saiba que o que tenho em meu coração por você é algo muito bom. Bom demais. Te amo! 


terça-feira, 12 de julho de 2016

Ânsia

E na ânsia de ser boa, acabo estragando boa parte do que sou e tenho. Me pergunto muitas vezes o porquê de eu ser tão certinha e ao mesmo tempo tão estabanada. É um tal de achar isso, achar àquilo. É um tal de tomar atitudes sem pensar, sem orar, sem entender, sem respirar.
Fico nesse de querer ajudar, sem saber se o outro quer ajuda. Ou de falar sem saber se o outro quer a minha opinião. É um tal de ser sem saber se o outro quer que eu seja.
Levo essas minhas atitudes para todos os meus campos de vida e nessa ânsia de ser, ter e fazer tudo, nada sou, tenho ou faço. E os nós não se desatam, a caminhada fica pesada e eu me perco. E me afogo em lágrimas, sufoco e desespero. E me despedaço.
Seria possível uma mudança? Seria possível depois de uma atitude sem critério (mais uma) eu me reinventar? Seria possível me perdoar e ser perdoada? Seria possível provar que entre idas e vindas dentro de mim eu sou uma pessoa boa?
Espero que sim. Cansada desse recomeço diário tão pesado, tão cheio de medos.