segunda-feira, 30 de março de 2015

31 anos - dia 31

E o post dos 31 anos, não teria como ter sido escrito sem toda a emoção vivida ao longo do fim de semana.
Comecei comemorando em um bar que tocava rock na companhia da Amiga K. M, que foi muito fofa me acompanhando na virada da noite, pois encuquei que não queria começar meu dia sozinha em casa. Depois de 3 cervejas e muito Mettalica depois fui para casa muito feliz.
No sábado trabalhei em um evento para noivas e foi muito especial passar um dia leve, descontraído e cheio de sorrisos ao lado da equipe da Eficace Cerimonial. Tive um pequeno stress, uma pequena chateação, mas de uma maneira geral foi maravilhoso. Depois passei na minha mãe, tomamos uma cerveja e eu capotei cedo.
E aí chegou domingo e eu pude finalmente comemorar com os meninos do orfanato. E vou confessar à vocês, que isso eu já deveria ter feito há muito tempo. Não só pela questão da comemoração, mas pelo apoio que recebi, pelo carinho que veio de todos os lados e de lados que eu nunca imaginei. Foi uma tarde muito leve, onde eu pude perceber o quanto sou feliz, o quanto a vida foi justa e perfeita comigo. O sorriso daquela crianças, que nos receberam de forma tão tranquila, me deu mais força em ajudar ao próximo e aprendi que não é preciso muito, o pouco com o coração já é o suficiente. E eu só posso agradecer imensamente quem me ajudou para que o domingo no orfanato fosse muito especial. Muita gente doou: roupa, brinquedo, itens de higiene e limpeza, comida. E para a festinha também: bolo, docinho, gelatina, refrigerante, cachorro-quente, suco, e quase teve pipoca, mas a minha amiga confundiu os dias. Teve balão, lembrancinha, bombom, e eles comeram numa simplicidade. 
O que mais me impressionou nesses dias em preparação ao meu niver é que ajudar ao próximo sempre dá uma certa dor de cabeça. E não estou reclamando. Mas até o momento do evento, pessoas se perderam, ficaram doentes, uma brigou com a outra. Nossa! Mas aprendi em tempos de Igreja, que ajudar ao próximo e servir a Deus nunca acontece de forma leve, tem que ter emoção, meio que faz parte da provação.
Terminei o domingo visitando o Pacotinho de Amor e família Ratattoulie e aí sim, fechei com chave de ouro.
E aí que cheguei aos 31 anos. Cheguei em paz. Cheguei sendo desafiada, sendo questionada, contestada, humilhada (porque um episódio de sábado me fez sentir isso), mas consegui me levantar hoje muito grata por mais um aniversário. Grata por todo amor, por todo esforço que muita gente fez para passar o dia de ontem comigo no orfanato. Meus pais muito especiais, foram lá mesmo cansados e eu errando o caminho, fazendo meu pai gastar gasolina. Agradeço imensamente a cada doação, seja em dinheiro ou físico. À cada pessoa que doou itens para a festinha e claro, que estiveram presentes. Ganhei presentes também, mas o maior deles foi o sorriso de cada um daqueles pequenos, que eu espero em Deus conseguir continuar ajudando, porque eu não posso deixar que esse momento fique só no domingo. Ajudar ao próximo não precisa ser um ato televisionado. Tem que ser um ato diário e de coração.
E espero em Deus que a vida me dê ainda mais motivos para sorrir. Para festejar. Para ajudar e aprender. O caminho para a maturidade é longo, mas me sinto muito privilegiada e sou muito grata pela minha história e agradeço à cada um que me ama, que me quer ao lado dela e sinceramente, agradeço até mesmo quem não gosta de mim. Porque assim, nunca desistirei de ser quem sou. 
Um beijo e até o próximo ano. 



sexta-feira, 27 de março de 2015

31 anos - dia 30

E amanhã é meu aniversário!! ah eu estou nervosa sabe? Sei lá, esse lance de ser adulta me incomoda muito. Queria ser criança de novo. Não criança pequena, mas acho que os meus 11, 12 anos foram bem legais. Sei lá! 
Enfim.
Estava pensando aqui no que eu quero com essa nova era. Sinceramente: não sei. Quero tanta coisa. Sinto que caminhei muito até aqui, mas que não alcancei muitos objetivos. Ao mesmo tempo, sinto que sou vitoriosa, que consegui coisas que não me passaram pela cabeça nem em um milhão de anos. A começar pelo meu próprio nascimento, considerado para quem conhece minha história, um milagre. Eu ter sobrevivido ao estilo de vida de minha mãe biológica, dizem que devo agradecer de joelhos por ter saúde hoje em dia.  E por aí vai. Graças a Deus não tive uma infância pobre, triste, sofredora. Meus maiores traumas foram ter presenciado o falecimento da minha primeira sobrinha, depois o e ter conhecido meu avô, que eu achava que era meu tio e não ter tido tempo de conviver com ele e ele ter morrido sem que eu pudesse cuidar dele e amá-lo como avô. Acho que esses são traumas que me moldaram muito. Não gosto da morte e brigo toda vez que alguém se vai, embora, claro, entenda que essa é a vida, todo fim é o mesmo.
Chego aos 31 anos com uma certa vontade de mais liberdade. Liberdade que já alcancei, mas sendo mulher, sempre fica faltando algo. Quero um amor, mas como diz minha mãe, eu nunca sei o que quero nessa parte né? Mas a verdade é que amor não se cria, se sente, do nada e eu não tenho me conectado com ninguém e estou cansada da vida carnal que ando levando. Não que eu queira um amor para casar, mas tem dias que eu só quero ter com quem conversar. As Meninas não falam, tadinhas, dá um aperto de vez em quando. E sinto falta de um braço forte para trocar lâmpadas, toda vez tenho que chamar o Marido de Aluguel! E ele é bem carinho.
Queria mais respeito profissional. Cansada do descaso da empresa que me contrata. Cansada deles não pagarem meu INSS, FGTS e ainda de quebra terem me colocado em dívida com o Leão. Cansada deles me cobrarem o uso do uniforme mas me pagarem o vale alimentação 11 dias depois do previsto.Cansada da cobrança de passar em um concurso público enquanto exigem que eu seja um super mega Secretária. E principalmente, cansada do desrespeito entre a própria classe, que é desunida, não paga o sindicato e quer tudo na hora. Sempre escuto que quero aparecer, não gente, eu só quero exercer minha profissão em paz, da mesma forma que todos tem esse direito. Eu sei que nenhum trabalho é perfeito, mas olha, eu sei que mereço mais. Principalmente, dignidade para pagar minhas contas e sonhar um pouco mais alto na vida.
E por falar em sonhar, ah como eu tenho sonhos!. Sonho principalmente em viver mais uns 31 anos, ou mais. Quem sabe né? Sonho com a valorização do ser humano, sonho com o respeito ao próximo e até com o fim da fome. Sonho com crianças na escola, com adultos felizes. Peço à Deus que eu não presencie a falta de água, luz e vida.  Que sobrevivamos à escassez de tudo, porque eu sei que a minha geração não se preparou para o fim do mundo. Confio na volta do bem, do muito obrigada e com o dia que ser gay, negro ou albino não sejam motivos de morte. 
Sonho em voltar à Moscou, à Londres, à Buenos Aires. Sonho em conhecer a China, a Mongólia e o Camboja. Sonho em andar nas ruas da minha cidade sem torcer o pé caindo no buraco, sem ser assaltada ou com medo. Sonho com civilidade, com o respeito às classes, com respeito aos mais velhos, aos mais novos, aos menos favorecidos. 
Quero ser cada dia melhor. Melhor aluna, secretária, filha, irmã, tia, sobrinha, madrinha, amiga, cerimonialista, professora e palestrante. Sonho com mais paciência, cordialidade, sinceridade, coragem. Sonho em respirar mais, comer melhor, dormir mais, sorrir mais. Sonho em ser eu, cada vez mais eu, ainda que com meus defeitos. Que eu não desista de meus sonhos, objetivos, metas, planos. E que a cada conquista eu agradeça, suspire de amor, de felicidade e que dentro do bem ou do mal, eu mantenha a humildade.
Até aqui eu não cheguei sozinha. Então meu Deus! Que eu continue com as melhores pessoas ao meu lado. E que se porventura me desejarem o mal, que o Senhor devolva em amor e paz. E que eu não vire jamais as costas, a cara, nem dê tapas na cara. Que eu silencie, não responda, não seja mal criada e que minha fé não se perca, nem nas quedas, nem nas vitórias. E que eu reze. A cada momento. E que independente de qualquer coisa, eu seja a Karla Karina que sempre quis ser. 


quinta-feira, 26 de março de 2015

31 anos - dia 29

Ai gente, está acabando né? Adorei escrever aqui um pouco mais sobre mim. Alguns compartilhei, outros não. Não tenho a pretensão de fazer dos meus textos um filme ou best-seller. Escrevo porque me solto, me permito, me liberto de minhas próprias indecisões. Lavo a alma mesmo.
E daqui a pouco chega o meu dia. Irei trabalhar, ótimo. Adoro quando não tenho tempo para pensar em nada. Trabalhar me dá essa energia. Me enche de paz.
Há uns dias eu tive, infelizmente, que cancelar um de minhas aulas. Optei pela de inglês com as meninas. Decidi continuar com uma amiga minha perto do trabalho e com a de russo. E olha, foi difícil chegar e decidir isso, mas eu precisava. Sou ariana e enjoo muito rápido das coisas, mas se tem algo que não enjoo é trabalhar, mas quando eu percebo o meu desgaste, eu paro. Ainda mais as aulas que são muito mais para mim um hobby. É a maneira que encontrei de continuar falando inglês e a maneira de ajudar também. Mas eu estava cansada, muito cansada. E decidi que irei me dedicar às aulas duas vezes na semana e nos outros dias vou estudar, ler, coçar, rezar, amar, por que não?
Engraçado que quando eu era mais nova, bem mais nova eu era ultra-mega preguiçosa. Era desorganizada, não lia, não pretendia nada além de "quando crescer quero casar e ter filhos". Ter morado em Moscou me deu um senso de trabalho absurdo e eu passei a trilhar lentamente o caminho que hoje persigo. Dou palestras sobre isso. Sobre como ser feliz no trabalho e fora dele, trabalhando. Sobre administrar o tempo, sobre como abrir mão de um coisa pode te ajudar a chegar em alguns outros pontos.
A verdade é que eu amo trabalhar. Não sou fã de acordar cedo, mas ah, prefiro isso a não trabalhar. E optar pelo fim das aulas doeu um pouco, mas eu aprendi com o fim do meu casamento, que infelizmente trabalhar não é tudo. Poderia ser né? Mas não é.
E o meu desafio agora é conciliar mais o meu lado pessoal com o meu espirito guerreiro. Prestar mais atenção ao meu corpo, largar uns vícios irritantes, como por exemplo a preguiça de estudar para concurso. Quero focar mais em melhorar a minha intelectualidade. Ando almejando um relacionamento com um homem mais culto sabe? Cansada de pagodear. 
E assim vou levando essa vida, que entre tapas e beijos, é sonho e é loucura. 
Queria deixar meu registro às meninas do inglês que não foi nada pessoal. Até foi, mas pessoal com a minha alma. Ainda não me adaptei, mas preciso me adaptar à novos ares. Amo vocês e muito obrigada.
E em 2 dias, comemoro meus 31 anos. E que Deus me guie. 

quarta-feira, 25 de março de 2015

31 anos - dia 28

Eu sei que escrevo muitas mensagens fofas, que meus textos tentam passar, e eu sei que passam, uma mensagem bem positiva. E essa sou eu. Mas a verdade é que não sou o tempo toda fofa não sabe? Muita coisa me irrita e as vezes eu solto uma faísca, mas a grande maioria das vezes engulo os sapos bem calada.
Daí o texto de hoje é para isso. Destilar um pouco de raiva, dizer mais ou menos o que não gosto muito, porque a verdade é que não sou perfeita e nunca serei. Eu arroto, peido, xingo, e xingo muito, mantendo sempre uma certa dignidade.
Uma coisa que me irrita muito são as opiniões. Mais ou menos essas:
Ah você precisa ter um carro. Sério? Me dá um. 
Mas você não dirige? Não. Tem que dirigir!. Ok, me dá uma carteira. 
Você mora de aluguel? Mas porque não tenta um financiamento? Não, não quero um financiamento. Aliás acho que você deveria me dar uma casa.
Para que tanta tatuagem? Como diz uma frase no facebook: o tatuador tinha horário e eu o dinheiro. É por isso que tenho tatuagem e farei as minhas 10. Se me der vontade de fazer mais, farei. Já passo um tempão escolhendo locais para que não apareçam no meu trabalho.
Ah você tem que ter filho! Nossa essa me irrita profundamente. Nada contra gente, olha, vocês sabem disso. Mas eu não tenho que ter um filho. Se acontecer, ok. Mas não me obriguem a pensar na possibilidade. Porque eu sou da seguinte teoria: ter filho casada já é uma coisa complicada, imagina solta na pista que nem eu.
Você precisa de um homem! Não gente. Não preciso. Obrigada!
Mas você namora muito! Sim, namoro escondido. hahaha Não por causa dos meus pais, mas é bom não ter que ficar circulando por aí com um namorado. Prefiro vários. Obrigada! (essa é uma das questões que mais pesam, incomodo sendo solteira, incomodo namorando! Gente decidam)
Ah mas você não é concursada? Não. E olhem as minhas rugas de preocupação. Tá, eu me preocupo, mas hoje não me frustro. Não sou tão inteligente quanto o esperado e confesso: sou preguiçosa para estudar. Pronto, desabafei.
Mas por que você não trabalha na Embaixada da Rússia? Então, até parece que eu nunca tentei né? Não consegui e ponto. Não morro porque não sou rica às custas do russo.
Mas você precisa malhar! Preciso, Mas não malho. Próxima.
Você bebe muito! bebo! Bebo todo dia! haha SQN. Gente, trabalho par ser feliz, dá licença. Não sou alcoólatra não viu?
Você xinga muito! Pois é. Preciso mudar. Mas geralmente só faço isso quando me sinto livre. 
Mas você precisa comer carne! Não gosto do gosto. Como quando dá, mas não gosto. Assim como não gosto de jiló, laranja, banana, barra de cereal, caqui e McDonalds! Não me ofereçam. 
Mas você não leu 50 tons de Cinza? Não, não li. Tentei. Parei na página 12. Assim como não assisti ao Senhor dos Anéis, nem Matrix, nem nada do gênero. Poxa, já sou apaixonada por Machado de Assis, não é intelectual o suficiente não?
Para quê tanto sapato e bolsa? Pois é. Sou centopeia. Acho até que tenho menos do que gostaria de ter. Já foi bem pior. Mas ando em uma fase de economizar, de não gastar e contribuir para o equilíbrio do mundo. Vivo me privando com a água, a luz e faço tudo à pé. Não está bom isso não?
E por aí vai. Sei que eu tenho a mania, quando me dão a liberdade, de opinar na vida dos outros. Mas sempre me arrependo. Sempre! Porque depois eu penso que o que eu não quero para mim, não posso querer para os outros né?
Essa é uma meta que espero alcançar nessa nova era aí dos 31 anos. Nem tão novinha, mas nem tão velhinha. Esse equilíbrio preciso restaurar em minha vida, porque eu já fui bem mais equilibrada e costumo dizer, certinha. Eu era toda cheia de não me toque, mas ao me separar comecei a repensar algumas coisas. Nem sempre respondo dessa forma às coisas que sou criticada, mas na grande maioria da vezes o silêncio me faz mal. Mas fui criada para não responder, principalmente aos mais velhos, então, aproveitei o blog para estabelecer de uma vez por todas um respeito pela minha pessoa. Não sou 100%, mas tento que os meus 50% sejam de uma pessoa do bem. Vamos todos morrer mesmo né?






terça-feira, 24 de março de 2015

31 anos - dia 27

Sábado passado o irmão do meu cunhado morreu. E lembrei que eu escrevi um texto falando do medo que eu tenho de perder meus pais para a morte não é? E daí fiquei pensando com este fato, que eu tenho medo também de perder meus irmãos. E senti a dor do meu cunhado vendo aquele que cresceu com ele, com idade muito próxima, perder para várias paradas cardíacas. 
Nunca parei para pensar em como seria se eu perdesse um irmão. Tê-los é algo tão natural que eu não fico pensando, logicamente, em não tê-los. 
Sei que nunca fui a melhor irmã do mundo. Sendo caçula e com diferenças largas de idade, entre 14 e 20 anos de diferença, sei que em muitos momentos eles já quiseram me matar. E não neste sentido literal não, mas sempre fui a irmã mais chata, hahaha. Digo isso sem rancor algum. Imagina. Eu tenho muito amor pelos meus irmãos, muito orgulho de cada um deles. Encho a boca por exemplo, quando conto que tenho dois irmãos aposentados da Polícia Militar. Nunca usei isso para nada pessoal, muito pelo contrário, sempre cuidei da minha vida para que nunca envergonhasse um irmão meu, ligando e pedindo ajuda. E sempre tive muito carinho pelo trabalho deles, não aceito que falem mal da PM, porque sei da honestidade dos meus irmãos.
Tenho um irmão que eu admiro pela facilidade de aprendizado dele. Esperto para caramba! Queria ter o dom artístico que ele tem para desenhar e pintar. Tanto que um de meus maiores sonhos é tatuar nas costas uma de suas pinturas, que pasmem vi quando tinha 5 anos e desde então planejo isso. Ele é de fato uma das criaturas mais incríveis que já conheci na vida.
E tem a minha irmã, que eu tenho uma gratidão sobre humana por tudo que ela fez por mim na vida. Quando eu era pequena e minha sobrinha nasceu, ela sempre me manteve por perto. Quando comprava roupa para a Sobrinha Ratattoulie, sempre comprava algo para mim. Quando moramos fora, ela era nossa ponte com o Brasil, mandava cartinhas, videos, revistas e amor. Ela cuidou de nossa casa por 4 anos, enquanto nos esperava. A admiro, porque como convivi muito mais com ela, a vi superar muitas coisas negativas e hoje é uma avó espetacular. Um ser humano respeitável e caridoso. 
Todos os meus irmãos, cada um à sua maneira, são exemplos para mim. Com um aprendi a amar meus pais acima de tudo. Com outro a não ter preguiça. E por aí vai. Sempre olhei para as coisas positivas deles e tentei imitar. São todos casados, pais de família, com suas esposas e esposo há anos, com filhos muito bem criados, e agora netos também. Sempre me espelhei neles quando mais nova, e muitas vezes chorei quando percebi que eu não sou metade do que eles são. Quando me separei me senti envergonhada em contar para eles, porque imagina, tem irmão meu que fará 30 anos de casamento!. Eu mal aguentei 3. Senti um fracasso enorme, mas graças a Deus, eles me apoiaram e me respeitaram. 
E quando recebi a notícia da morte do irmão do meu cunhado, eu fiz uma prece por cada um dos meus irmãos. Pedi que eles tenham muita saúde, que realizem todos os seus sonhos, que sejam muito felizes ao lado de suas famílias e que eles fiquem comigo por muitos e muitos anos. 
Sempre fui muito grata a Deus pelo dia em que entrei para a família Lopes de Souza. Sempre tive para mim que eu era obrigada a ser como eles. Mas com a maturidade eu percebi que de fato não sou como eles, mas sendo quem sou, sou muito amada e sei que eles entendem isso de ser diferente deles. Somos irmão e não somos obrigados a sermos iguais. Nos complementamos e isso para mim é motivo de alegria diária.
Gostaria muito que cada um deles pudesse ler este texto e sentir este amor e esta gratidão que eu tenho. Sei que não demonstro, porque ando muito fria sabe? Mas quero que eles sintam minhas orações e que ao perceberem que eu cresci e amadureci, possamos nos aproximar mais. 
Amo muito. Amo para sempre. Obrigada meu Deus pelos meus irmãos. Cuida deles tá? Amém!





segunda-feira, 23 de março de 2015

31 anos - dia 26

Em maio completo 6 anos na Assessoria Internacional da ANTAQ. E me lembro exatamente da minha ansiedade no primeiro dia. Não imaginava que ficaria tanto tempo no mesmo lugar. Nesses anos cheguei a fazer algumas entrevistas. Geralmente quando faço uma nem sempre é para sair daqui. Gosto de fazer meu currículo circular, de acompanhar o desenvolvimento do mercado do Secretariado Executivo e principalmente, gosto de me testar. 
Muitas pessoas me dizem que eu tenho potencial para mais. Também acho. Mas sou acomodada e medrosa e eu não trocaria jamais o certo pelo duvidoso. Tenho um medo gigante do desemprego. Sei que aqui é o máximo que irei conseguir, mas gosto do que alcancei nesses últimos anos. Estou me aperfeiçoando para dar o meu melhor aqui dentro. Mas não sou hipócrita ao ponto de recusar algo que me pague mais, mas enquanto isso não acontece, não reclamo.
Tem dias e dias. Em alguns dias me sinto super útil. Em outros não. Estou tentando terminar um MBA pela segunda vez na área. Meu objetivo na verdade é dar aula em faculdade e palestras para os profissionais de Secretariado. Amo a minha profissão e espero de fato me aposentar nela. E isso é de coração.
Tenho muito reconhecimento pelo meu currículo e pela profissional que sou. Acho que sou dedicada, entregue, pontual, disciplinada e tenho uma paixão por cada ação que realizo ao longo do dia. Essa sensação de utilidade me enche de paz.  
Mas também além de me cobrar, sou muito cobrada. A profissão sugere que estejamos sempre impecáveis, sorridentes e desenvolvidas. Não há muito espaço para falhas, pelo dinamismo que é o nosso dia a dia. 
Tem muita gente que me admira e diz isso e muita gente que não e diz isso também. As vezes não na minha cara. Semana passada por exemplo ao transferir uma ligação escutei uma pessoa dizendo que me detestava. Ela devia estar comentando com alguém. Não sei se ela percebeu que eu acabei ouvindo sem querer o comentário. E infelizmente não posso afirmar que não era para mim. Fica a dúvida. 
A verdade é que este episodio na hora me encheu o coração de medo, insegurança e não nego, arrependimento. Fui dormir questionando que tipo de Secretária Executiva eu sou e o que eu quero para o meu futuro. E olha, eu agradeci muito ter ouvido isso, porque no fundo é um impulso para que eu me policie mais, que eu estude mais e que eu acredite mais em mim. Não sou presunçosa achando que as pessoas tem inveja de mim. Isso não entra na minha cabeça. Não há motivo para ter inveja de mim, principalmente porque eu sou ainda muito crua no ramo e sei que tenho que desenvolver ainda mais habilidades e melhorar meu relacionamento com o próximo. E espero que além de eu me manter no emprego, ainda mais agora em tempos de crise, que eu não deixe de querer aprender e ajudar. Não me tornei Secretária por mim. Não acordo cedo para trabalhar querendo fazer tudo errado. Muito pelo contrário, tenho úlcera mental cada vez que sinto que fiz algo errado ou que o que eu fiz não foi válido. 
E assim vou vivendo profissionalmente. Tento aprender ao máximo com os meus superiores. Observo cada documento recebido para sempre fazer o próximo com mais atenção. Leio muito e me anteno às novidades do mercado. Vejo jornal, leio jornal, livro. Dentro da minha área eu me dedico à ser cada vez mais entregue. 
Só tenho a agradecer estes quase 6 anos. Agradeço à cada Gestão vivida aqui dentro, cada mudança de perfil, de atividades. Cada reunião, cada telefonema ou e-mail, seja em inglês ou em espanhol. 
Amo ser Secretária. Amo a ASI e espero que quem comigo trabalha sinta que eu não me sinto melhor que ninguém. Só não aceito ser humilhada, embora sendo de minha característica interna não bater boca. Chega a ser o verdadeiro: falem mal, mas falem de mim.
O mundo dá voltas e temos que sempre nos aprimorar. E não perder tempo metendo pedra no outro.

domingo, 22 de março de 2015

31 anos - dia 25

Faltando bem pouco para terminar a minha saga de 31 textos. Sei que nem todos eles fazem sentido, outros emocionaram, ou emocionarão. A verdade é que estou escrevendo neste momento muito mais por mim. Acho que eu gosto dessa nostalgia e gosto principalmente de agradecer ao dom da minha vida fazendo algo que me completa, que é o ato de escrever sem parar. 
Daí vim aqui meditar sobre os meus medos. E olha, tenho vários. Mesmo com toda fé que eu tenho em Deus, eu tenho um outro medo que me faz conversar com Ele mais intensamente.
Um dos meus maiores medos é perder meus pais. Apesar de sabermos que é algo natural e que uma hora isso acontecerá, não tem jeito: tenho medo. E converso muito com o meu coração para que eu pare com isso. Não posso pensar nesse tipo de assunto. Peço muito que eu tenha equilíbrio para lidar com isso na hora certa. Tenho muita gratidão pelos meus pais e não sei como será o meu mundo sem eles. Agradeço demais por tê-los em minha vida e sinto que graças a Deus e na fé eles viverão muitos e muitos anos.
Outro medo constante é o desemprego. Meu Deus! E não é pela questão do material em si, do dinheiro em si. É muito mais amplo do que isso. Vivemos além de uma crise bizarra, em um mundo que é altamente competitivo, cobra mais do que muitas vezes podemos oferecer e tem sob nós um poder absurdo de destruição. Se você não estuda e acompanha o desenvolvimento do mercado, oh! Fora. E eu tenho medo. Acho que se eu não o tiver, me acomodo. E não gosto. Estou no mesmo local há quase 6 anos e sempre terei esse medo diário. Sei que as vezes é necessário, mas na minha atual situação todos os dias peço a Deus que me guie, para que eu nunca desanime na hora do desespero.
E destaco aqui um livro que estou lendo aos poucos: Como vencer o medo de fracassar, do Hans Morschitzky que tem me ajudado a respirar mais profundamente e a ter a certeza de que o meu maior inimigo é o meu pensamento negativo que me desestimula a querer o melhor e mais. Essa briga da vontade com o medo será eterna, certamente, mas ela não pode ser um bicho papão.
Agora que farei mais um ano de vida e cada vez mais ficando velha, eu aprenda e me acalmar enquanto o mundo gira e me leva ou para frente ou para trás. Antes de tudo: não desistir de na queda, limpar os joelhos, olhar para o céu a agradecer cada libertação. 


sábado, 21 de março de 2015

31 anos - dia 24

Nunca achei que aos 31 anos pudesse me sentir bem comigo mesma. E não digo fisicamente. Eu sou inquieta e sei que tenho muito mais defeitos que qualidades e de fato isso me incomoda muito, muito mesmo. 
Um defeito que pessoalmente me irrita é a minha mania de achar que sei de tudo e que tenho a solução de todos os problemas dos outros. O que me faz falar demais, as vezes no momento errado e da forma errada. Dou altas mancadas. 
Algumas até surtiram um efeito positivo na pessoa, outros geraram ódio. Lidar com isso me emagrece mais ainda porque eu fico muito aflita quando o resultado é negativo.
Um exemplo positivo foi um dia qualquer de aula, chamei uma amiga do nada e perguntei porque ela estava desleixada com ela. Disse que a vinha observando e ela estava mais deprimida e mais gorda. Na hora me arrependi amargamente, mas hoje, muitos anos depois me lembro que depois dessa conversa ela mudou de emprego, se estabilizou com o namorado e ficou uma das mulheres mais lindas que eu conheci na vida. Tem dois filhos, super bem casada. Não sei se foi essa conversa em si, mas sinto que eu tive algo a ver com essa mudança de postura. 
Mas casos como este são raros. Muito raros. O último comentário negativo foi sobre o lance de não visitar a Sobrinha Ratattoulie na maternidade, que gerou um post com mais de 55 comentários. Entre eles fui acusada de não ter amor à família. Chorei litros e tive que me desculpar formalmente com todas as pessoas que se sentiram ofendidas. E não foram poucas. Talvez eu não tivesse que ter dito nada, muito menos no facebook né? Pois é, mas essa sou eu.
Segunda eu tive a capacidade de perguntar para minha chefe se era eu quem tinha arrumado os cartões dela, porque eu não me lembrava. E disse que se tivesse sido eu estava muito mal feito. A verdade é que a ela tinha arrumado os cartões, ou seja, abri minha boca para ofender. De graça. 
Estou aprendendo dia a dia a me manter com a boca mais fechada. Ainda mais em tempos de facebook e os donos da verdade, não quero me tornar a Rainha do Sabe Tudo. A verdade é que nada sei e dependendo do tema sou uma completa abestalhada para opinar. Não é fácil, porque acho que sou assim porque desde pequena eu juro que sou uma jornalista, o que me faz falar com tanta convicção sobre algumas coisas que até eu acredito. Mas a verdade é que sim, eu preciso me observar mais, observar o ambiente, a hora, para emitir alguma opinião mais concreta. Assim, evito não só de magoar as pessoas, mas de magoar à mim e aos que amo com verdade. Espero aliás que esse tipo de mudança não aconteça só a partir do dia 28. Não é dieta que eu começo na próxima segunda. O silêncio é algo pelo qual eu devo doar a minha vida para o meu crescimento interno. E principalmente para que eu seja respeitada. 


sexta-feira, 20 de março de 2015

31 anos - dia 23

Eu adoro fofoca de famosos. Desde pequena eu leio sobre isso. Sou bem julgada por isso, mas já me adaptei. Só que uma coisa tem me incomodado muito: a exposição de dietas e malhação na internet, principalmente pela parte dessa turma que querendo ou não influencia muita gente.
E aí entro na questão mais profunda que sempre me incomodou também: por que eu preciso ser magra e feliz como na revista Caras?
Quando me interesso por um ator ou atriz é muito mais pelo seu trabalho e não pelo seu corpo. Não pelo que ele faz para manter o bumbum na nuca, como dizem atualmente. Não ligo se fulano come salada ou carne, se beltrano malha 60 horas. Isso não me interessa. Nem no famoso nem na pessoa comum. 
E finalmente chego neste ponto, que no fundo nem tem nada a ver com o inicio do texto. Vamos viver mais livres do que a mídia diz. Paremos com isso de loucamente procurar o corpo ideal, a maquiagem ideal, a roupa ideal. Acho que tudo tem um limite e eu como já passei pelo exagero sei que precisamos nos amar um pouco mais como somos, seja sendo gordo ou magro, com olhos verdes ou amarelados. 
Falta amor próprio. Falta um pouco mais de conversa com a própria alma. Eu detesto seguir tendência e foi justamente isso que me ajudou a mudar algumas questões internas. Sei que está na moda ser vegetariano, mas a minha escolha de não comer carne não teve nada a ver com o modismo. Eu simplesmente não suporto o gosto da carne e isso tem mais ou menos uns 2 anos que vem sendo pensado e repensado por mim. A decisão não foi baseada no que a revista de dieta X me disse, mas é fruto de muito estudo e claro conversa com a minha médica. Juntas decidimos que seria bom para mim. Eu não escutei os xiitas da comida. 
Eu não malho, e sou extremamente criticada por isso, mas não me critico porque eu tenho plena consciência do que me faz bem, me agrada e me inspira. Não critico quem cuida da saúde, malha e se priva, mas por favor, viva mais e morra menos diariamente se privando de algumas pequenas loucuras.
O importante é ter saúde né? Não seguir a palavra do momento: tendência. A tendência é ser feliz. Se você é feliz, pronto, o corpo e a mente se encaixam. Foi assim comigo que era a louca da dieta, por que não pode ser assim com todos?


quinta-feira, 19 de março de 2015

31 anos - dia 22

Está quase acabando, mas ainda faltam alguns textos né? Então vamos que vamos.
Hoje eu queria falar sobre um assunto um pouco pesado, mas necessário, porque quero acabar de uma vez por todas com essa questão da minha fé e da minha escolha religiosa para a vida. 
Mas acho que preciso meio que parar de me cobrar, principalmente. Demorei muito para assumir para mim que eu não era mais católica e aprender a lidar com o fato de que no fundo de todas as questões eu não tenho nenhuma religião. Assumir isso me libertou. 
Deixar de ser católica foi uma decisão muito dolorosa e auto-crítica. Depois de viver toda uma vida entre missas, encontros de jovens e equipe e por aí vai, eu falei que não queria mais àquilo para mim. E não tinha nada a ver com a falta do sentimento do amor de Deus. Muito pelo contrário. Só que eu não queria mais isso para mim, nem missa, nem grupo jovem, nem velho. 
Aí me casei e tentei seguir a religião do meu ex. Tentei. Porque também acabei não me identificando. E agora estou nessa fase onde eu leio sobre o espiritismo, converso com algumas pessoas, mas ainda não me posicionei sobre seguir ou não.
Daí que optei pela fé e pela caridade. Ações que eu julgo de fato as mais importantes dentro de qualquer religião. Eu prego a paz e o amor, e não tem nada a ver com uso de entorpecentes. Sou à favor da tolerância de todas as formas e o respeito à individualidade. Não vivo em uma oração, vivo as orações em agradecimento à tudo que ganho de Deus diariamente. Não ir à um templo não me difere de quem vai. Gosto de toda noite sentar e rezar, mas um rezar diferente do que me foi ensinado em tempos católicos. Tento conversar com Deus pedindo menos que agradecendo. Acho que eu só posso agradecer. Acredito muito que Deus nos guia na caminhada e ter essa certeza me dá mais vontade de conversar com Ele. O sinto presente nas atitudes de bondade e dialogo constante com o próximo. Quando deixei de me sentir o centro do universo e passei a deixar Deus me guiar, as coisas fluíram e eu sei que não preciso disso em nenhum outro lugar, preciso disso em meu coração.
Não julgo nenhuma religião, até porque trabalho com casamento e e essa é a primeira questão a ser respeitada. Trabalho em todo tipo de cerimônia com a mesma vivacidade. Sou à favor da celebração do amor e confio que Deus também.
E agradeço de coração puro à quem me respeita. Pode me julgar, faz parte do ser humano. Agradeço também. Acho que cada um precisa ter sua escolha pessoal clara primeiramente para si. Eu optei por viver no caminho de ajudar ao próximo, seja apenas com uma palavra ou com dinheiro. Acho que isso é pregado em todas as religiões, então sei que Deus me acolhe como eu sou e se orgulha de mim. De nós. Sempre. 




quarta-feira, 18 de março de 2015

31 anos - dia 21

Uma das maiores ironias que aconteceram em minha vida nos últimos 31 anos, foi o fato de eu ter há 2 anos, começado a trabalhar como Cerimonialista de Casamentos. Quem me conhece sabe que é para mim um desafio. Um desafio gostoso, digo bem claramente. 
Não só porque me separei. Mas porque, mão de vaca que sou, sempre achei que gastar com festa de casamento é um desperdício. Ideia essa que mudou completamente quando trabalhei em meu primeiro casamento. Não lembro qual foi e nem como foi, por milagre, mas sinto até hoje, que é uma realização, mesmo não sendo uma realização pessoal. 
Para mim não há neste mundo nada mais gratificante do que finalizar um casamento com os noivos te abraçando e agradecendo. Não há nada mais lindo do que as daminhas entrando felizes na Igreja. A alegria dos pais vendo seus filhos casar. A alegria dos convidados, e até mesmo a bebedeira, poque mesmo sabendo que a grande maioria sairá falando mal, a outra parte se diverte e e agradece na pista de dança bombando, ao convite tão especial dos noivos.
Sou contra ostentação, mas sou à favor da celebração. Independente de como ela seja, de qual gênero seja, de dia ou de noite, na igreja ou não. A celebração do amor é o que me inspira diariamente, e quando trabalho em casamento, eu sempre me emociono. 
Tento melhorar a cada evento. E aprendo muito cada vez. É desgastante, é cansativo, estressante, mas o resultado é perfeito. Cada sorriso que vejo e até lágrimas emocionadas me inspiram a ser mais entregue e mais carinhosa com o evento. Porque é um investimento alto, mesmo que seja só um bolo com champanhe. É a realização de um sonho, muitas vezes de infância e eu não desdenho disso jamais. 
O que sempre aconselho quando coordeno um casamento, é que os noivos vivam isso como de fato um momento especial, mas não pirem. Evitem que as brigas aumente, porque não tem jeito, algo nos preparativos vai dar merda. Mas é preciso equilíbrio. Também digo que é preciso realizar o que pode ser pago sem morte. Se os noivos só podem algo simples, façam algo simples. Não ficar pensando nos outros de fato. Há uma preocupação para que os convidados se divirtam, comam bem, bebam e dancem, mas isso não pode ser o foco do casamento. 
A lista de conselhos que eu dou é imensa. Depende do casal. Mas hoje eu me sinto mais preparada para isso. Confesso inclusive que cada dia que passa eu pretendo mais trabalhar para outras empresas que montar a minha de cerimonial. Gosto de não ter que sofrer, porque as vezes nos envolvemos tanto que seguramos muitas ondas para evitar fadiga.
Eu particularmente cada dia que passa quero menos casar. Nem na Igreja, nem em outro lugar. Mas isso é de mim. É da minha personalidade apenas morar juntos. Me arrependi muito de ter me casado no civil com meu ex. Não por ele em si, mas a percepção de que mesmo tendo sido uma noite linda, foi em vão me dá vontade de chorar.
Quero casar de novo? Não, mas também não peguei raiva e se acontecer que eu me casa novamente, farei algo muito legal e diferente e divertido. 
Porque para mim não é o amém do Padre ou outro que vale. O que vale para mim é a celebração do amor de duas pessoas em troca de uma vida à dois muito especial. 
E Deus gosta disso.