Faz um calor infernal.
Eu estou enjoada, e tem em algum lugar da repartição um cheiro irritante de arruda(odeio!!)
Vou almoçar e mandar arrumar um vestido para o baile mara de minha sobrinha mara.
Beijos
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
domingo, 22 de novembro de 2009

Tudo tranquilo e sereno no encantado mundo da vampira indomada de cachos loiros e pontas duplas.
Sentada, escreve literatura barata e fuma cigarros baratos e bebe destilados guardados pelo medo da solidão.
Sentada, imagina um mundo com sangue colorido e mortes cibernéticas.
Camufla seus sentimentos em narrativas toscas. Cria personagens infelizes, em busca de uma felicidade que só existe em hospícios degenerativos.
A vida em preto e amarelo, em curvas espinhosas, onde pessoas usam e abusam da troca de sorte e beijos molhados pelo sabor do morango estragado.
Ela desaparece em meio ao seu próprio pensmento vago e perdido nas trilhas de novelas de quinta categoria.
Não se opoe, não sorri, apenas imagina.
sábado, 21 de novembro de 2009
Todo amor que houver nesta vida - Cazuza/Frejat
Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós, na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente nem vive
Transformar o tédio em melodia...
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno anti-monotonia...
E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio
O mel e a ferida
E o corpo inteiro feito um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente, não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria...
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E algum veneno anti-monotonia...
E algum
Com sabor de fruta mordida
Nós, na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente nem vive
Transformar o tédio em melodia...
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno anti-monotonia...
E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio
O mel e a ferida
E o corpo inteiro feito um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente, não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria...
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E algum veneno anti-monotonia...
E algum
Em casa.
Na solidão de um sábado. Cansada, bebendo, rimando minha criatividade em dedos de aço.
Carimbo minha história. Reflexo de dores entre lençois de madeira.
Caminho entre brasas. A música ao fundo: todas do Cazuza.
O poeta. A dor.
Teria eu tanta dor?
Teria eu imaginação?.
Venha e acalente minha inferioridade.
Não me permita ousar.
Se eu ousar, comerei minhas mãos e encaixarei a minha lágrima em um buraco infinito de uma fechadura magnética.
Silêncio absoluto no momento.
Perfeito enquanto já não posso respirar.
Na solidão de um sábado. Cansada, bebendo, rimando minha criatividade em dedos de aço.
Carimbo minha história. Reflexo de dores entre lençois de madeira.
Caminho entre brasas. A música ao fundo: todas do Cazuza.
O poeta. A dor.
Teria eu tanta dor?
Teria eu imaginação?.
Venha e acalente minha inferioridade.
Não me permita ousar.
Se eu ousar, comerei minhas mãos e encaixarei a minha lágrima em um buraco infinito de uma fechadura magnética.
Silêncio absoluto no momento.
Perfeito enquanto já não posso respirar.
Hola que tal!
Então.
Sábado de alegria. De sol. De vida.
Porque dar aula, ver minha rimã linda, saborear momentos em que ser eu é melhor coisa que pode acontecer.
Não saí ontem. Tinha uma daquelas noites regadas à bebida e paqueras inconscientes e imortais. Mas optei pelo sossêgo de minha cama, de minha televisão e de minha alma ainda infantil.
Decido coisas e reciclo minhas lágrimas, para que hoje tudo possa ser radiante.
Que tudo aconteça perfeitamente.
Bom fim de semana!
Sábado de alegria. De sol. De vida.
Porque dar aula, ver minha rimã linda, saborear momentos em que ser eu é melhor coisa que pode acontecer.
Não saí ontem. Tinha uma daquelas noites regadas à bebida e paqueras inconscientes e imortais. Mas optei pelo sossêgo de minha cama, de minha televisão e de minha alma ainda infantil.
Decido coisas e reciclo minhas lágrimas, para que hoje tudo possa ser radiante.
Que tudo aconteça perfeitamente.
Bom fim de semana!
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Na base do beijo

Quando eu te pegar você vai ver, você vai ver
Ai de ti, ai de ti.
Vai se amarrar só querer saber de mim
Você vai se dar bem e eu também
Você vai se dar bem e eu também
Comigo é na base do beijo
Comigo é na base do amor
Comigo não tem disse me disse
Não tem chove não molha desse jeito que sou
Quando amo é pra valer
Quando amo é pra valer
Dou carinho me entrego
Faço o amor acontecer
Quando amo é pra valer
Quando amo é pra valer
Dou carinho me entrego
Faço o amor acontecer
Vamos namorar
Beijar na boca
Ei que a semana que está terminando ensolarada, foi intensa e desencorajada por falsas amizades, mas ao mesmo tempo iluminada por carinhos sinceros de almas poderosamente voluntárias em me fazer feliz.
Caminhei entre dedos estalados e unhas encravadas.
Vi filmes e saboreei da profunda ligação de almas catastróficas.
Comi e não comi na mesma proporção.
E dormi menso do que o imaginado.
E perdi uma amizade, uma amiga, ganhei novos ares e novas esperanças.
Minhas angústias ganharam um tamanho proporcional ao meu medo e por pouco não desando minha terapia.
Minha roomate está em Aracajú. As aulas de espanhol estão fluíndo o de russo está em um ritmo racional e sincero.
Hoje tem dançinhas e destilados. Amanhã família e encantos. Domingo, camas floridas e fofinhas.
Porque perder e ganhar é uma questão de novas cobertas.
Caminhei entre dedos estalados e unhas encravadas.
Vi filmes e saboreei da profunda ligação de almas catastróficas.
Comi e não comi na mesma proporção.
E dormi menso do que o imaginado.
E perdi uma amizade, uma amiga, ganhei novos ares e novas esperanças.
Minhas angústias ganharam um tamanho proporcional ao meu medo e por pouco não desando minha terapia.
Minha roomate está em Aracajú. As aulas de espanhol estão fluíndo o de russo está em um ritmo racional e sincero.
Hoje tem dançinhas e destilados. Amanhã família e encantos. Domingo, camas floridas e fofinhas.
Porque perder e ganhar é uma questão de novas cobertas.

"Como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada" Freud
Recebi esta mensagem, no fim da tarde de um amigo muito querido. Daí, com o atraso do ônibus, acabei indo para outro lugar. Quando cheguei por lá me encontrei com algumas colegas de trabalho. Elas tomando o bom e velho chopp e eu entornando todas as cocas possíveis, já que a onde estavámos não tinha vodega.
E lá pelas tantas, depois de eu quase me engasgar de tanto rir, uma delas comentou:"você é a pessoa sem beber, mais divertida que eu conheci".
Adorei o elogio. Adorei a mensagem. Adoro meus amigos especiais, amo ser paparicada e paparicar quem gosta.
Claro que em alguns momentos eu me retiro da vida delas, por pura e simplesmente necessidade de renovação. As vezes o destino se encarrega de nos apresentar novas oportunidades.
Ciclos que se renovam, amores que se fortalecem. Sorrisos que se fortificam.
A vida é o mistéio mais gostoso do dia. A chuva que cai e molha rostos perdidos e encontrados em valas coloridas.
Agradeço tanto. Os amigos mais especiais, sempre caem em minhas pequenas mãos. Eu guardo a todos. E cuido para que sintam seguros.
Blues da Piedade- Cazuza e Frejat

Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
"Porque para ser poeta, a alma tem que estar bem longe do corpo.
E para ser eterno, basta o sorriso desta mesma alma". Karla
1501
Nem percebi que ontem cheguei no post 1500. Adoro!!!.Parabéns para mim e minha "capacidade" intelectual de escrever.
Muito obrigada aos que leem e aos que acreditam em mim.
Adoro escrever, amo meu blog e faço tudo com muito carinho. E sou metida, quero que leiam e comentem povo!
Um beijo bem carinhoso e que mais posts apareçam........
Muito obrigada aos que leem e aos que acreditam em mim.
Adoro escrever, amo meu blog e faço tudo com muito carinho. E sou metida, quero que leiam e comentem povo!
Um beijo bem carinhoso e que mais posts apareçam........
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Livro que eu recomendo: Entreaspas -diálogos contemporâneos de Fernando Eichenberg

Se a entrevista é o lugar em que escritores e artistas se convertem em personagens, 'Entre aspas - diálogos contemporâneos' pode ser descrito como um grande romance jornalístico. Suas personagens são ficcionistas, compositores, filósofos, diretores de cinema, atores. Seu cenário principal, a cidade de Paris, onde o jornalista gaúcho Fernando Eichenberg mora desde 1997 - e de onde vem escrevendo esses capítulos saborosos, protagonizados por personalidades como Wim Wenders, Julia Kristeva, Fanny Ardant, Antonio Tabucchi e Pierre Boulez. As entrevistas de Eichenberg não obedecem ao 'timing' ou à pauta convencionais do jornalismo cultural. Ou seja, vão muito além do depoimento fugaz, concedido por ocasião de ganchos como o lançamento de um livro ou a estréia de um filme. Seus encontros são precedidos por um longo período de maturação, de leitura e estudo do conjunto da obra do entrevistado - que, por sua vez, nunca é uma figura efêmera da sociedade do espetáculo. Resultam daí longos depoimentos, que têm o peso da permanência, sempre precedidos de um perfil intelectual que vale, por si só, como uma aula de acuidade crítica e sensibilidade. O livro reúne 27 entrevistas, três para cada ano que Eichenberg viveu em Paris - cidade de onde continua enviando suas colaborações para diferentes órgãos de imprensa brasileiros. Não há unidade de tom e forma entre elas, pois cada uma deve transpor para a página o estado de espírito do entrevistado - além, é claro, de se adaptar ao formato para o qual foi originalmente concebida. Na maior parte dos depoimentos, Eichenberg optou pelo ping-pong (a alternância entre pergunta e resposta); ainda assim, consegue com sutis intervenções captar, por exemplo, o andamento - ao mesmo tempo melancólico e nostálgico - com que Claude Lévi-Strauss relembra sua vinda ao Brasil, nos anos 1930, numa missão francesa de intelectuais que fundaram a USP e mudaram o panorama intelectual do país. Como num bom romance, a variedade de tipos que emerge do livro é enorme e inclui desde Aimé Jacquet, técnico que levou a França a seu primeiro título mundial, em 1998, e atores altamente intelectualizados como Michel Piccoli e Charlotte Rampling, até diretores teatrais revolucionários (Patrice Chéreau, Peter Brook) e artesãos do cinema (Eric Rohmer, Emir Kusturica, Wim Wenders). Em todos eles, a marca da atualidade, do espírito crítico e da reflexão sobre a história recente, com vaticínios anteriores ao 11 de setembro feitos por pensadores como Paul Virilio ou Tzvetan Todorov e diagnósticos sobre as doenças do presente - como nas meditações de Jean Baudrillard sobre a irrealidade da guerra contra um - terrorismo fantasma a ser eliminado, dentro da estratégia da prevenção - , uma guerra virtual, que 'não começa verdadeiramente, mas também não terminará'.
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