sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Na base do beijo


Quando eu te pegar você vai ver, você vai ver
Ai de ti, ai de ti.
Vai se amarrar só querer saber de mim
Você vai se dar bem e eu também
Você vai se dar bem e eu também

Comigo é na base do beijo
Comigo é na base do amor
Comigo não tem disse me disse
Não tem chove não molha desse jeito que sou

Quando amo é pra valer
Quando amo é pra valer
Dou carinho me entrego
Faço o amor acontecer
Quando amo é pra valer
Quando amo é pra valer
Dou carinho me entrego
Faço o amor acontecer

Vamos namorar
Beijar na boca
Ei que a semana que está terminando ensolarada, foi intensa e desencorajada por falsas amizades, mas ao mesmo tempo iluminada por carinhos sinceros de almas poderosamente voluntárias em me fazer feliz.
Caminhei entre dedos estalados e unhas encravadas.
Vi filmes e saboreei da profunda ligação de almas catastróficas.
Comi e não comi na mesma proporção.
E dormi menso do que o imaginado.
E perdi uma amizade, uma amiga, ganhei novos ares e novas esperanças.
Minhas angústias ganharam um tamanho proporcional ao meu medo e por pouco não desando minha terapia.
Minha roomate está em Aracajú. As aulas de espanhol estão fluíndo o de russo está em um ritmo racional e sincero.
Hoje tem dançinhas e destilados. Amanhã família e encantos. Domingo, camas floridas e fofinhas.
Porque perder e ganhar é uma questão de novas cobertas.

"Como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada" Freud


Recebi esta mensagem, no fim da tarde de um amigo muito querido. Daí, com o atraso do ônibus, acabei indo para outro lugar. Quando cheguei por lá me encontrei com algumas colegas de trabalho. Elas tomando o bom e velho chopp e eu entornando todas as cocas possíveis, já que a onde estavámos não tinha vodega.
E lá pelas tantas, depois de eu quase me engasgar de tanto rir, uma delas comentou:"você é a pessoa sem beber, mais divertida que eu conheci".
Adorei o elogio. Adorei a mensagem. Adoro meus amigos especiais, amo ser paparicada e paparicar quem gosta.
Claro que em alguns momentos eu me retiro da vida delas, por pura e simplesmente necessidade de renovação. As vezes o destino se encarrega de nos apresentar novas oportunidades.
Ciclos que se renovam, amores que se fortalecem. Sorrisos que se fortificam.
A vida é o mistéio mais gostoso do dia. A chuva que cai e molha rostos perdidos e encontrados em valas coloridas.
Agradeço tanto. Os amigos mais especiais, sempre caem em minhas pequenas mãos. Eu guardo a todos. E cuido para que sintam seguros.

Blues da Piedade- Cazuza e Frejat


Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas

Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm

Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia

Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça

Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem



"Porque para ser poeta, a alma tem que estar bem longe do corpo.
E para ser eterno, basta o sorriso desta mesma alma". Karla

1501

Nem percebi que ontem cheguei no post 1500. Adoro!!!.Parabéns para mim e minha "capacidade" intelectual de escrever.
Muito obrigada aos que leem e aos que acreditam em mim.
Adoro escrever, amo meu blog e faço tudo com muito carinho. E sou metida, quero que leiam e comentem povo!
Um beijo bem carinhoso e que mais posts apareçam........

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Livro que eu recomendo: Entreaspas -diálogos contemporâneos de Fernando Eichenberg




Se a entrevista é o lugar em que escritores e artistas se convertem em personagens, 'Entre aspas - diálogos contemporâneos' pode ser descrito como um grande romance jornalístico. Suas personagens são ficcionistas, compositores, filósofos, diretores de cinema, atores. Seu cenário principal, a cidade de Paris, onde o jornalista gaúcho Fernando Eichenberg mora desde 1997 - e de onde vem escrevendo esses capítulos saborosos, protagonizados por personalidades como Wim Wenders, Julia Kristeva, Fanny Ardant, Antonio Tabucchi e Pierre Boulez. As entrevistas de Eichenberg não obedecem ao 'timing' ou à pauta convencionais do jornalismo cultural. Ou seja, vão muito além do depoimento fugaz, concedido por ocasião de ganchos como o lançamento de um livro ou a estréia de um filme. Seus encontros são precedidos por um longo período de maturação, de leitura e estudo do conjunto da obra do entrevistado - que, por sua vez, nunca é uma figura efêmera da sociedade do espetáculo. Resultam daí longos depoimentos, que têm o peso da permanência, sempre precedidos de um perfil intelectual que vale, por si só, como uma aula de acuidade crítica e sensibilidade. O livro reúne 27 entrevistas, três para cada ano que Eichenberg viveu em Paris - cidade de onde continua enviando suas colaborações para diferentes órgãos de imprensa brasileiros. Não há unidade de tom e forma entre elas, pois cada uma deve transpor para a página o estado de espírito do entrevistado - além, é claro, de se adaptar ao formato para o qual foi originalmente concebida. Na maior parte dos depoimentos, Eichenberg optou pelo ping-pong (a alternância entre pergunta e resposta); ainda assim, consegue com sutis intervenções captar, por exemplo, o andamento - ao mesmo tempo melancólico e nostálgico - com que Claude Lévi-Strauss relembra sua vinda ao Brasil, nos anos 1930, numa missão francesa de intelectuais que fundaram a USP e mudaram o panorama intelectual do país. Como num bom romance, a variedade de tipos que emerge do livro é enorme e inclui desde Aimé Jacquet, técnico que levou a França a seu primeiro título mundial, em 1998, e atores altamente intelectualizados como Michel Piccoli e Charlotte Rampling, até diretores teatrais revolucionários (Patrice Chéreau, Peter Brook) e artesãos do cinema (Eric Rohmer, Emir Kusturica, Wim Wenders). Em todos eles, a marca da atualidade, do espírito crítico e da reflexão sobre a história recente, com vaticínios anteriores ao 11 de setembro feitos por pensadores como Paul Virilio ou Tzvetan Todorov e diagnósticos sobre as doenças do presente - como nas meditações de Jean Baudrillard sobre a irrealidade da guerra contra um - terrorismo fantasma a ser eliminado, dentro da estratégia da prevenção - , uma guerra virtual, que 'não começa verdadeiramente, mas também não terminará'.

Estou lendo um livro maravilhoso de entrevistas. Empréstimo do chefinho, que afirma que eu fico bem enquanto carrego um livro na mão. Adorei o elogio.
Ainda assim, esqueci o dia da bandeira e isso me deixou um pouco angustiada. O que está acontecendo com a minha mente?. Será que ando exagerando no acúmulo de informaçãoes, e elas estão se perdendo em deslizes grotescos?
Espero que não. Espero que seja somente um fase de cansaço mesmo. Que com as férias, eu desejo muito que passe.
Subindo no elevador, uma garota me disse que eu pareço com uma professora dela. Perguentei se eu tinha cara de professora e ela afirmou que sim. Pronto, bastou isso para que eu melhorasse meu humor, um pouco caído diante do meu esquecimento matutino.
Porque eu adoro ser chamada de Secretária e me sinto orgulhosa quando digo que sou professora.
Porque ter escolhas e viver bem com elas, faz parte de um show transcedental!

Esqueci que hoje é o dia da Bandeira. A nossa linda bandeira, a mais colorida, a mais sincera...
Eu amo meu Brasil, mas não tenho em mim nenhum patriotismo exagerado. Para mim, demonstrar amor pelo meu país, vai muito além do simbolismo na utilização da bandeira, ou da farras culturais em torno disso tudo.
Eu amo meu país pelo que ele é, acreditando em sua melhora.
Não sei o que eu faço para isso, mas possuir respeito pelo meu próximo, é a maior demonstração e creio que isso é um dever humano, ultrapassando todos os limites.
E você: é patriota como?

500 dias com ela - nota 7,5.


Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) está em uma reunião com seu chefe, Vance (Clark Gregg), quando ele apresenta sua nova assistente, Summer Finn (Zooey Deschanel). Tom logo fica impressionado com sua beleza, o que faz com que tente, nas duas semanas seguintes, realizar algum tipo de contato. Sua grande chance surge quando seu melhor amigo o convida a ir em um karaokê, onde os colegas de trabalho costumam ir. Lá Tom encontra Summer. Eles também cantam e conversam sobre o amor, dando início a um relacionamento.



Vale pela atuação dos atores, mesmo sendo um tema um pouco batido no cinema.
vale pela trilha sonora impecável.
Fotografia também muito interessante.
Valeu principalmente pela companhia de pessoas especiais.
Mais uma noite que a vida me deu de presente e eu adorei!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009


Hoje tive um mini ataque de fúria insano. Disfarcei, tentei ser educada. Essas coisas de menininha bem criada.
Tem um rapaz que eu tento conhecer um pouco mais à fundo tem uns 2 ou 3 anos.
Tudo começou quando enviei por orkut uma mensagem para algumas pessoas que haviam morado na Rússia. Algumas poucas pessoas responderam, entre elas, este rapaz.
O vi ao longo destes anos 2 vezes, sempre de maneira rápida......Me sinto desconcertada ou até mesmo um pouco triste com a minha falta de capacidade de manter uma amizade com ele. Pelo que sei é um rapaz culto, inteligente e entende da Rússia mais do que eu milhões de vezes.
Mas hoje me bateu umas insinuações internas que me magoaram. Perceber que não possuo características necessárias para manter diálogos, ou mini amizades.
Esse sensação não é só com ele e não é uma observação que esteja me fazendo sofrer, mas é algo que me confunde. Meus questionamentos ressurgem e eu me fecho.
Em meu cásulo perolado.
Em minhas dores ressecadas e esquecidas por um coração triturado por amarguras felinas.
Tive um almoço absurdamente sem sal. Não na comida propriamente dito, mas me faltou sal no rosto, vontade, alegria.
Algo me angustiava e descobri que precisava conversar com a minha amiga que perdeu a mãe para um câncer maldito.
E ouvir sua voz me acalmou em certos aspectos, mas eu que era apenas uma amiga de faculdade, me sinto um pouco tensa com a situação. Afinal, a mãe de minha colega, durante algum tempo de nossas aulas, nos pegava de carro em um determinado ponto e me deixava na porta de casa. Nunca me cobrou nada. Era sempre sorridente, sempre achava engraçado meus comentários ácidos e era atenta aos nossos passos como profissionais, opinando, esclarecendo dúvidas. E o lanche que ela nos ofereu um dia, enquanto nós nos estapeavámos verbalmente na tentativa de elaborar um trabalho!!. Foi um lanche divino.
Não sei como é a dor de quem perde uma mãe. E espero estar preparada, caso chegue em algum momento esta bendita hora.
Aí lembrei que indo para o restaurante, uma garotinha passava com a mãe e dizia:"Preciso de um dia para crescer".
Quem me dera se fosse tão simples assim. Há pessoas que precisam de uma vida inteira e não observam e não crescem.
Tenho certeza que não foi o caso da Mercedoca.
Que Deus a tenha em seu lugar mais florido e brilhante.

inversamente encantado


Ah como eu detesto engarrafamentos!!!.
Durmo, mas assim mesmo eu consigo ficar cansadinha que doí. Doí as pernas e o pescoço, enquanto tento uma posição bacana para meu cochilo.
Hoje, quando tive meu primeiro levantamento de cabeça, olhei atravéz do vidro e me assustei....Quantos carros meu Deus!. Quantas pessoas com o objetivo de chegar em algum lugar e cumprir suas obrigaçãoes globalizadas!. Quantas pessoas angustiadas, doentes, cansadas, tristes, felizes, ricas, pobres,viúvas, solteiras.......
Todos passando por aquele sufoco de dirigir para si e pelos outros. Para não bater, para não piorar o congestionamento.
E o calor, colaborando para que o dia começe em absoluto frenesi.
E o suor que invade a dobrinha do joelho e os pés. Os óculos escuro que cai, a música que eu insisto em ouvir para acalmar os ânimos exaltadamente desvairados e indescentes.
A manhã sempre começa inversamente encantada.

Reflexionando limitações

Fez um calor sem limite esta noite. Dormi mal. Os bendito mosquitos sange-sugas resolveram atacar meu humilde pezinho de pato. A aula, para variar, foi incrível. Meus alunos são minha fonte de vida feliz, gratidão eterna!.
Hoje a faxineira vai lá em casa, tentar salvar a nossa vida entre bagunça e sujeira. Tadinha!. Essa moça, engraçado, tava me lembrando aqui. Eu a conheci enquanto era secretária no Instituto Cervantes e foi aos poucos me conquistando. Humilde e cheia de vida, me apoiou em diversos momentos de minha vida, principalmente quando tive uma tendinite nervosa. Ela se responsabilizou por mim, como uma mãe e é sem dúvida uma das pessoas que eu amo e admiro.
Hoje faz 3 anos que comemoramos os 15 anos de minha princesinha. E daqui a 3 semanas ela completará 18 anos. Reflito em como o tempo passa tão depressa. Relembrando agora, que festa foi aquela meu Deus!. Tudo tão lindo, organizado e feliz. Eu já dava sinais de estar doente, mas para mim, naquela noite nada mais importava, somente a felicidade da pequena. Graças a Deus, ela continua maravilhosa e esperta e acredito que tem um lindo futuro pela frente.
Hoje tem mengão....O dia será lindo!
Um beijo.