domingo, 2 de agosto de 2009

Amando eu desabafo

Vivo no escuro. Procuro restos de minha mortalidade, espalhados pela vale de lamas coloridas.
Encontro pelo caminho ossos e teias de aranhas carnívoras.
Não uso roupas, meu corpo é coberto por brilhos que ninguém vê.
Planejo durante o dia, qual será a próxima vítima de minha ira infantilizada. Quem será que perderá sua bela alma, em nome de uma teoria criada por mim, enquanto ainda engatinhava.
Preciso de você, de seus pecados e de sua brilhante mente. Quero me aliviar bebendo de você todas as suas froças, recriando minha pele e mantendo meu coração batendo por maior tempo possível.
Não abro mão de minha felicidade diária, momentânea e instável. E somente você com sua pureza disfarçada, será capaz de tornar minha noites, eternas e magníficamente interessantes.

Triste eu desabafo

Eu não acredito que sentimentos verdadeiros passam. Não quero acreditar que passou, como uma ventania, como chuva de verão.
Testei drogas para dormir, na tentativa de esquecer o sentimento que me sufoca. Ainda acordo durante a madrugada e o silêncio das estrelas me enchem de angústia. Não há ninguém que eu possa gritar da janela para chamar a atenção. Imagimo uma queda lenta, sem dor. Imagino anjos e arcanjos tocando suas músicas celestiais.
Me assuto com meus temores internos. Mergulho numa dor sem causa, ou com causas aparentes. Entre uma risada abafada e outra, escrevo história ilógicas e com personagens empalhados, sem vida.
Não há mais vida, não há cor, ne arcos, nem flores que possam alimentar a alma esquecida entre espinhos e pregos. Olho a parede e não vejo o outro lado, nem consigo imaginar, nem sentir, nem andar por novos caminhos e tropeços.
Infinitas vezes quero dormir. Acima de tudo, dormir.

Nervosa eu desabafo

Eu aprendo diariamente com a vida e nas últimas semanas tenho levado umas na cara que até eu duvido que eu mereça, mas que segundo consta é extremamente necessário.
1) Sou passional - Sim, eu sou. Me entrego de cabeça à tudo que eu faço, quero e desejo. Movimento meio mundo por algo que quero conquistar e sou capaz de repetir inumeras vezes quando gosto de algo, que gosto daquilo. Minha mãe sempre disse que temem minhas novas piaxões, porque quando eu amo, eu amo mesmo e quando também eu desisto eu desito e arranjo um novo caminho.
2) Não tenho objetivos - Sim, eu tenho e tenho um único objetivo básico que é o de ser diplomata. Apenas sou mais devagar em alguns sentidos que várias outras pessoas. Mas eu tenho isso em mente há uns 15 anos e vou conseguir. Só não fico martelando isso, porque caso não aconteça, eu não serei mais um frustrada profissionalmente.
3) Sou preguiçosa - Sim, eu sou preguiçosa e assumo isso sem medo algum. Adoro minha cama e sou capaz de ficar nela um dia inteiro sem fazer absolutamente nada, alternando sono e sono. Tenho preguiça de exercícios físicos e de ir à padaria comprar pão. Isso não significa que em minhas atividades corriqueiras eu não desenvolva tudo à tempo e com a mesma capacidade de um ser humano agitadíssimo.
4) Sou fresca - Não, eu não sou fresca. Sou semi-seletiva. Mas no geral eu topo tudo e acho tudo fofo. Não sou de ficar escolhendo coisas e durmo em qualquer lugar e como quase tudo. Mas não dou birra por conta de algo que eu não consiga e nem fico reclamando de coisinhas.
5) Sou reclamona - Sim eu sou. Reclamo se não me sinto bem com algo, eu falo mesmo. Se não sou tratada como acredito que devo ser, eu vou lá e falo. Já não guardo muito do que eu acreditava que era certo guardar, para evitar tensão.
6) Vou ficar sozinha se eu não mudar - Talvez realmente ficarei sozinha. Eu não sou Gabriela-"eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser semrpe assim"- mas estou em um momento da vida que eu acrescento. Posso até mudar, mas tem que ser sem o medo de ficar sozinha ou não. Mudar para alcançar porcaria, prefiro ficar como está. Mudar por pessoas que não mereçam eu não mudo mesmo. Tenho minhas qualidades e sei que serei capaz de ter várias pessoas comigo sempre, sendo chata, sem objetivo, preguiçosa e fresca, o usei lá o que mais as pessoas pensam ao meu respeito e não me falam.
A vida é assim. Eu escuto, escuto e escuto. Se eu tiver que mudar algo mudo sem problemas, mas não saio por aí comentando que mudei a pedidos de fulano ou beltrano. Sou quem sou e espero da vida apenas a felicidade. Sempre.

Trovoadas na pequena alma

Existe uma diferença enorme entre nós. E isso jamais será superado. Eu sou diversas pessoas e uso máscaras. Adoro brilhos e cores e intensidade. Adoro a música e a poesia. Filmes de romance e luta, pipoca e bebidas destiladas.
Ando no compasso da vida e exigo respeito e admiração. Adoro os flashes, adoro o som da fúria interior. Enfrento uma boa briga por causas nobres, conhecendo ou não a pessoa. Eu grito e lamento as dores alheias e as minhas com mesma intensidade.
Eu sonho com o muito que a vida pode oferecer. Eu quero carros e casas, dinheiros e afagos. Quero festas e solidão, que bolinhas de sabão nas ondas do mar.
Não encontrei a paz tão esperada. Mas já não a espero. Eu vivo e quem quer me acompanhar em minhas mutaçãoes e exigências, será sempre muito bem vindo.
Não olho para o passado com a nostalgia esperada e não espero ser agraciada com valores exepcionais.
Sou confusa, linda e maravilhosa. Sou fogosa e personificada pelas almas de pessoas absolutamente cirativas e magistradas.
O dia me abençõa, eu sigo e vivo.

O mala

O que leva um rapaz tecnicamente bonito, mas reclamão, que você deu um fora há exatos 4 anos, te procurar insistentemente pelo celular?. Pior, eu nunca o atendo, mas ele vive me ligando.
Afff!. Falta-me paciência absoluta. O cara é um mala sem tamanho. Lembro que ele era o mais cobiçado na época. Todas as garotas caíam aos seus pés. Eu caí, mas gente, foi tenso!!!. Não tínhamos assunto algum, era extremamente química física.
Cansei. Não gosto de conversar sozinha.
Assim como ele eu encontrei diversos malas. Ou por ser mau educado, ou por ser fedido, ou por ser calado, ou por não saber conversar nada com nada.
Meu medo sempre foi saber que o cara me considera uma mala. As vezes eu até posso ser, mas percebo isso quando na terceira tentativa de um encontro o cara não atende ao celular.
Quando sei que não sou aceita, eu pulo fora na primeira oportunidade.
Espero que este calega perceba isso, porque já deu. Eu já falei isso, mas ninguém merece!
Vou confessar: eu detesto ficar sozinha, mas como estava precisando dormir até que nã foi tão mal ficar em casa.

sábado, 1 de agosto de 2009

O moreno perfumado

Ele passou por mim com seu perfume e eu olhei.
Virei o pescoço inteiro como em um guro de 360°, porque eu precisava guardar aquele homem em minha memória.
Alto, moreno, olhos verdes. Ele não existia, deveria ser fruto de minha imaginação desgastada pela solidão.
Continuei meu caminho, afinal de contas a vida seguia seu rumo e ele não havia nem notado meu olhar penetrante e entusiasmadíssimo.
O perfume ficou em minhas narinas por dias seguidos. Descobri o aroma e comprei o perfume, que eu jogava pelo quarto todas as noites antes de dormir. Minhas amigas riam de minhas alucinações, até o dia em que por obra do destino ou seja lá o que for, eu reencontrei o moreno maravilhoso no mesmo local.
E desta vez, ele notou minha presença. Eu levei um estabaco bem à sua frente. Não foi proposital e ele com um jeito educado, me agarrou pelo braço, perguntando como me sentia.
Não!! Aquilo não estava acontecendo. Aquele homem me segurando em seus braços fortes e firmes. Era demais para mim, eu não estava reagindo normalmente aquela cena. Não estava acontecendo meu Deus!.
Nunca mais o vi.
Foi a cena mais bizarra que tive em minha vida. Hoje casada, uso o mesmo ritual de jogar o perfume, agora em meu marido, para lembrar daquele homeme que até hoje habita minha mente em horas de total solidão.

Quando a dor da morte vem com força!

Estava lembrando esse lance de perder pessoas e começei a relembrar alguns fatos.
A primeira vez que perdi alguém foi minha sobrinha. Eu tinha 4 anos e me lembro em flashes daquela noite em que minha cas a se encheu de dor e sofrimento. Ela permaneceu pouco tempo com a gente, mas foi o suficiente para instalar em nossos corações aquela dor infinita da saudade. Sempre conto quantos anos ela teria, já que a nossa diferença de idade seria pouca e penso no quanto faríamos um monte de coisas juntas e seria bom.
Depois, em 98 perdi meu avô. Pai de minha mãe biológica, soube do parentesco aos 12, em minha primeira comunhão, antes eu achava que ele era meu tio. Ele era dentista, sem nunca ter feito faculdade. Tinha um montão de filhos (há um cidade, onde uma rua é composta somente por herdeiros). Tive um certo contato com ele e sempre o admirei pela inteigência. Minha mãe que é sua irmã, afirma que muito do que tenho em minha personalidade positiva, eu herdei dele. Mas o dia de sua morte, foi natural. Ele sofria de câncer, então a gente meio que espera. Eu morava fora e não tinha real entendimento do quanto aquilo afetaria a minha vida. Afetou e ainda penso nele com carinho, ainda imagino se quando eu voltei, ele ainda estivesse entre nós como seria tudo. Quantas alegrias, curtiriamos pelos anos em que ficamos afastados.
Perdi também o filho de uma amiga da família, que era adolescente quando moravámos na Argentina e que usava drogas. Como ele adorava meus pais e até mesmo os respeitava de tal meneira que se matinha sóbrio quando estava com a gente, nós recebemos a notícia na Rússia e ficamos muito abalados. Até porque ele estava com 21 anos e isso mexe mesmo com a gente. A idade da morte conta muito, e a dor geralmente é maior.
Em meu aniversário de 18 anos contratei dois DJs para animar a galera. Me apaixonei por um deles que obviamente tinha namorada. Meses depois, liguei em sua casa para contráta-lo novamente para uma festa e recebi a notícia de que ele tinha falecido em uma acidente de carro há 2 meses. Não falei nada por 2 dias. Aquilo me deu uma certo desprezo pela vida de um modo geral.
E também algo que mexeu comigo bastante foi o falecimento da mãe de um ex-namorado, que era praticamente uma mãe para mim também. Ela era minha parceira, confidente, conselheira. Mesmo com o fim do namoro, fazia questão de me manter pertinho dela. No dia de sua morte, ela me avisou. E foi um momento tenso em meu coração. Aquilo era demais. Como eu teria apoio de uma pessoa que eu amava tanto?. Ela é e sempre será tão especial pela vida que me deu e pelos conselhos perfeitos.
Algumas outras pessoas partiram e eu acabo sentindo mesmo, talvez nem precise ter tanto contato ou laço afetivo. Eu tento lidar ocm esse fato de maneira mais natural possível, mas infelizmente o medo que eu tenho de partir deste mundo ainda é apavorante e o de perder meus entes mais queridos também. Mas espero serenidade. Porque a vida, precisa seguir!

O dia que não deveria ter acontecido hoje

Sabe quando o dia já começa confuso?.
O meu começou assim. Eu com uma dor de garganta e dor de cabeça. Cansada e com preguiça, me arrumei lindamente para as aulas. Fiz meu percursso de sempre e ao chegar na casa de meu aluno ele não estava. Tinha ido fazer umas entregas. Me pediu para esperar e esperar o segundo aluno. Só que um não apareceu e ele chegou em casa com uma hora de atraso. Decidi não dar aula, minha cabeça doia e eu desanimei mesmo.
Fui almoçar na casa de uma outra aluna, à espera dos outros componentes. Tinhamos jogo de RPG depois disso. Só que nem a aula nem o jogo. A aula não rolou porque não apareceram as pessoas, tava um calor daqueles. E o jogo, porque uma amiga do mestre morreu em um acidente de carro e eu não iria aparecer por lá nem pagando.
Resalva: a garota que faleceu, era a mesma de um comentário que eu fiz quando vi uma foto dela na escrivaninha de meu aluno. Perguntei quem era, ele me respondeu que era uma amiga de infância, que hoje era um mulherão. Era, pois segundo consta morreu e junto com toda a família, que incluia sua filha.
Quando recebi a notícia, entrei em choque e minha cabeça doeu ainda mais. Meu corpo se desfez em dores e meu peito fechou de tal meneira que eu não conseguia respirar. Bati um papo com minhas alunas e vim embora.
O dia já tinha sido suficientemente chato e de péssima idéia sair de casa hoje.
Gastei horrores de passagem e ainda não pude estar com meu amigo neste momento difícil. A mãe dele me mataria.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

A semana que se foi deixando boas lembranças e mais gastrite!

Sexta feira e eu em casa. A vontade de sair foi calada pelo cansaço de uma semana intensa. A gastrite me fez passar metade dos dias colocando comidas gostosas para fora. O trabalho então, me consumiu, me estressou, ao mesmo tempo em que me trazia momentos bem gratificantes.
A aula de segunda foi um retorno trinufal, ao posto de professora que eu desempenho da melhor maneira que consigo e de maneira muito feliz. Rever meus alunos (agora 2), foi uma noite incrível.
Terça a festa na Embaixada do Peru me alegrou e matou a saudade que tenho de alguns tempos maravilhosos.
Quarta, rever mamãe e seu largo e feliz sorriso, rever meus sobrinhos e irmão foi muito fofo e alegre.
Quinta, foi dia de organizar material para as aulas de sábado (russo pela manhã e espanhol pela tarde), e noite de colocar a casa em ordem, já que ela estava precisando de muita água e sabão.
Hoje, me sento aqui em frente ao computador, escutando Shakira, montando coreográfias e agradeçendo pela aula de dança do ventre, que me trouxe muito gás para os próximos dias.
Nada de novo, a não ser alguns pentelhos do sexo masculino, me estressando para obviamente ter uma noite comigo e me deixar na mesma noite, coisa que no atual momento está fora de qualquer plano de vida amorosa.
Ouvi de tudo, guardei conselhos, fiquei chateada com algumas coisas, li muito Harry Potter e observei muitas outras coisas. Calei, silenciei e abstraí mais do que o de costume. Fiz planos de uma nova menina e desejo que todos sejam felizes, com ou sem gripe A.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Poxa, amanhã é sexta e além de minha super aula de dança do ventre, não me resta nada além de tomar destilados sozinha.
Se alguém tiver alguma idéia, meu celular tá com bateria fortalecida.

Uniforme- repartição-homem feio

Tem uma calega de trabalho que diz que me acha muito estilosa.
Sim, eu também, mas quando coloco meu uniforme eu me acho uma tarântula. O uniforme é terninho preto com uma blusa de aeromoça da Gol. As cores:branco, azul e laranja com o nome da empresa. Gente, é absolutamente inviável conquistar alguém com aquela roupa. O sapato então é um detalhe à parte. Minha mãe nunca usaria um sapato daqueles, porque ela é minha mãe e ela é chique.
Então, não faço a mínima questão de economizar roupa. Só coloco a devida fantasia quando chego lá. Prefiro acordar mais cedo e sair fazendo minhas combinações e charmes. Meu chefe me obriga a suar o uniforme, diz que é padrão e que devo seguir. Ele me assegura que fico bem usando a roupa de aeromoça.
Hoje tentei usar um tamanco, para me sentir mais alta. Mas ele reclamou e acabei tendo que por meu sapatinho da vovó.
Sim, seguir normas custa caro para meu psicológico.
E para quem me pergunta quantos eu já peguei na repartição digo com o coração em alegria, que não existe a palavra "homem bonito' por lá. Oh povo feio!. Se depender de mim, lá eu fico virgem.

A Festa na Embaixada.

Terça rolou a festa pelo 188º aniversário da Independência do Peru. Fui convidada é claro e fui.
De ínicio fui muito bem recepcionada pelo Embaixador e por todos com quem trabalhei.
Tava lotada de diplomatas e militares, e os diplomatas em sua grande maioria gays, ou seja, a chance de arranjar um namorado era nula.
Tudo bem, me acabei tomando Pisco, a cachaça peruana que eu simplesmente adoro. Perdi a conta de quantos tomei. Comi algumas iguarias, mas a contra gosto, porque mesmo tendo trabalhado lá por um tempo, eu não me adaptei com a culinária peruana.
Foi muito bom, me diverti com meus antigos companheiros e recebi altos elogios. Disseram que faço falta pela minha capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo com um sorriso nos lábios e sempre atenta ao pessoal que ia visitar a Embaixada.
De minha parte também bateu uma saudade básica. Aprendi muita coisa e principalmente a respeitar a cultura alheia.
Foi uma noite ímpar, onde me diverti e matei a saudade.