terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Se tem uma mania que me irrita na outra pessoa é a de dizer que vai fazer algo e não fazer. O lance de não cumprir. O de fazer e acotecer e no final nada acontece de fato.
Tipo:"Ah te ligo em 10 minutos", e passam-se 10 horas e nada. Ou então:"estarei lá". E no final da festa você viu todo mundo menos a pessoa esperada. Fora as pessoas que não cumprem prazos e horários. Estabelecem metas e não as cumprem de maneira alguma.
Eu acostumei conviver com pessoas que me dizem algo e ao final essa pessoa não cumpre, ou nem liga se não apareceu, se não lembrou do combinado. Acostumei, mas me irrto, porque eu me policio muito para não cometer isso. Claro que até faço algumas vezes e me sinto péssima por isso. Porque fico com a sensação de desrespeito à pessoa que de certo modo está lá esperando. Se for caso de doença, eu entenderei. Preguiça, o nível de entendimento cai. Agora se o motivo for puro e simplesmente por descaso, realmente não dá para achar bonitinho e passar a mão na cabeça.
Nem sei exatamente porque estou comentando. Ah sim, lembrei. Uma amiga tem um namorado assim. O cara fala que vai ligar e desaparece dias. Se fosse só com ela, entederíamos, mas ele é assim até no trabalho. Ela, bem, nem se estressa mais. Deixa para lá. Quando ele lembrar liga, aparece, dá notícia.
Será que alguém consegue viver bem assim desorganizado e sem compromisso com a sua vida e com a dos outros?.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Vou esclarecer uma coisa:
1) Não é porque escrevo textos tristes que sou uma pessoa triste.
2) Digo certas coisas a meu respeito e digo com plena certeza.
3) Só porque escrevo sobre o amor não correspondido, ou se digo que quero um amor, não significa que esteja desesperada, quase me matando, cortando os pulsos para ter um namoradinho colado em minha vida.

Estou bem assim como escolhi. Me sinto feliz, me realizando aos poucos e nada do que eu falo é de fato para chamar a atenção ou para pedir piedade de ninguém.
Sou assim, livre, desempedida, recional, prática e mulher. Sou feliz com os poucos amigos que tenho e com os beijos de um sábado à noite. E me sinto ainda mais feliz com as minha caminhadas matinais sobre a minha própria mente.
Escrevo porque amo, não porque tenha um amor, ou sinta falta de um. Sinto falta do carinho, do respeito, de beijos de sobrinhos, de abraço de pai, colo de mãe. Sinto falta do pão de queijo, do arroz doce e da pamonha quentinha, ah e cafezinhos no shopping no fim da tarde. Troco um grande e verdadeiro amor por varias rosquinhas "media luna". E não me arrependo da escolha solitária que fiz. Assim me sinto bem. Cazzo!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A cama continua vazia.
Sonho com cavalos brancos, solitários, choro sem fim.
Acordo desesperada, tudo escuro, vazio.
Ao meu lado uma boneca peruana. No teto cristais. A luz que entra discreta sobre uma fresta da cortina, me diz que há uma vida inteira lá fora me esperando ao amanhecer.
Sexta-feira. O ritmo da música que toca em meu mp3, apenas acalma por exatos 5 minutos. A solidão do dia anterior bate novamente.
Amores do passado que permanecem vivos, amores do futuro que estão no casúlo. E o presente, com suas artimanhas, com seus palhaços, que brincam com a minha inocência perdida em bailes de carnaval.
Sento-me em um bar. Escuto à bossa nova. Em meus dedos o papel e a declaração de amor. O telefone toca, é hora de andar pelas ruas escuras, procurar um corpo que possa satisfazer. A alma.
Nada encontro em beijos noturnos, nem em caricías matinais. Ah se eu pudesse encontrar um balão e nele voar para os mais distantes mundos!. Aqueles que eu fantasiava enquanto menina, na terra do tango.
Espero. Sentindo pontadas em meu peito. Nada existe lá dentro e meu único desejo é que eu não continue sendo a boneca de pano com vestido rosa que ganhei de presente na festinha da igreja. Preciso ser uma boneca real. Agora!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Coisa que me cansa é ligar. O telefone é algo com o qual não me adapto. O toque, o barulho, ou então quando alguém não me atende! Ah isso me irrita.
E fico pensando quantas coisa nos tiram do sério. Quantas coisas eu vejo, escuto, que me deixam muito tonta.
Por sorte eu ainda não dirijo, porque me imagino no trânsito da capital, com as pessoas mais educadas e gentis da face da terra, no caos, no engarrafamento.
Barulho de música do vizinho às 03 da manhã. Criança chorando por um pedaço de bala. Casal brigando no meio da rua. Camelô. E telefone.
Mas eu não sou chata, não fico assim irritadíssima, apenas seriam as primeiras coisas que eu tiraria de minha vida, se fosse possível.
Coisas da sociedade moderna, que nos força a uma vida de globalização. Tudo parace normal. Vivemos, ou apenas passamos?
Acho que preciso fazer yoga, acupuntura, jiu-jitsu...........
Uma linda tarde!
Besos
A tentativa de comprar uma televisão ontem foi totalmente frustrada. Fui lá toda feliz, na epserança de que finalmente teria um item para me ajudar a dormir, e nada.
E aí filosofei sentada na mesa do café no shopping.
Quantas coisas planejamos e no final não dá em nada?. Quantas tentativas e sonhos que são cortados ainda no pesamento, ainda no papel?.
Linhas da história que apagam, somem, viram pó imaginário.
Várias vezes eu fiquei nervosa pensando que algo poderia acontecer e nada.
Porque a vida é assim mesmo e só com a maturidade é que podemos entender que tudo acontece em seu devido tempo.
Claro que me descabelo semore, porque eu sou assim mesmo: agitada, quero tudo para ontem, da maneira que for. Eu sou acelerada, à frente de meu tempo, vou lá e faço. Mas a vida me poda! A vida estabelece regras e meus objetivos acabam desacelerando, acabo tendo que colocar a cabeça para esfriar,se não eu viro uma doidinha.

Eu acabo aprendendo. Acabo evoluindo. Eu acho!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Ontem, depois de meses escondendo de minha mãe, resolvi encarar o medo e mostrar a minha coleção de piercing. hehe. Na verdade, dois, um na orelha e outro no umbigo.
Eu sempre tive vontade, sempre achei lindo, sempre incentivei que as outras pessoas usassem e tive coragem depois de claro muita análise, muita reflexão.
O primeiro no umbigo quase me matou de dor. Mas o da orelha foi bem pior,eu xinguei até a última geração. E para dormir era uma novela mexicana, até porque eu durmo na posição justo do lado da orelha furada.
Mas hoje, a cicatrização aconteceu de forma natural, apesar do medo de inflamação, devido a minha leve anemia. Mas deu tudo certo, curto bastante os meus mimos e me sinto bem ainda mais, por ter contado para a minha mãe.
Porque é muito chato a gente ficar sem contar as coisas que nos fazem felizes para as pessoas que amamos.

Por falar em amor, sinto que os astros me darão de presente um amor para 2009! Hummmmmmmmmmmm

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Domingo no Fantástico passou uam reportagem sobre crianças que tão cedo entram para o mundo do crime e prostituição. Não dá para não ficar chocado e pensativo. Eu chorei.
Chorei por gratidão e por medo. Por não ter graçlas a Deus nunca ter tido vontade e nem a possibilidade de ser uma criminosa drogada prostituta. Medo de perder o que ainda nem construi. Medo de que a vida não seja cuidadosa com meus sobrinhos e filhos de amigos que estão apenas começando nessa loucura da rotina.
Pensei em meu futuro, na vontade ou não de ter uma família minha, filhos, e tudo isso que parece normal, mas que para mim é tão estranho e medonho.
Gostaria de ver toda essa juventude mais livre de seus medos e angústias. Uma juventude mais qualificada a defender sua pátria, sua vida, e seus sonhos. Não dá para sonhar com um mundo perfeito, sem nada de ruim, mas dá para sonhar com uma sociedade mais equilibrada, mais engajada, mais pensativa, mais solidária.
Sinto pelas mães desesperadas, pelos pais que maltratam, que são pedófilos. A mente humana me assuta imensamente e me escondo dentro de meus próprios problemas, que no fim das contas nem chega a ser um problema tão grave. Imaginei a realidade da mãe cujo filho vendeu a torneira em troca de crack. A mãe que por desespero entregou seu filho à justiça, na esperança de uma recuperação por meios mais severos, pois o amor não foi suficiente para curá-lo.
E ao dormir agradeci pela minha mãe. Tão pura, tão meiga, tão tudo para mim. Quem e acolhe até hoje e acredita em mim.
Dormi um pouco tensa. Mas espero. Sempre melhorar, e ver o meu semelhante melhor.
O sol apareceu. Brilhante, reluz a minha esperança em dias melhores.
A gripe manifestada, que assola a minha alma impura. A dor no rosto, resultado de noites em que procurei a tal felicidade, apenas flagelada em minhas internas vontades de ressurgir, do nada.
Venho por meio desta, progredir meus sonhos, meus amores e meus sentimentos sobre a minha pessoa. Imaculada, congratulations girl!, você está vencendo.
Ah se eu fosse você, sim. Assim diz o filme, que me fez rir e pensar no quanto eu preciso ser mais eu.
E quem seria eu de fato?
Um pouco de tudo, um pouco do nada.
A semana intensa. Dias que vão, passam. Mas floreço, e rejuveneço a minha santa insanidade. Na simples naturalidade de agradar o que me resta de vontades internas.
Ah saudades da infância!!!. Do cheiro de bolo da mamãe e de colo da irmã. Do chorinho da sobrinha pedindo a minha atenção. Das tardes de domingo em que a família inteira se reunia, onde toda mistura e maluquice eram ondas de alegria.
Saudades dos tempos em que eu não precisava pensar tanto, criar, inventar. Ah, se tudo pudesse voltar no tempo do futuro. E trazer de volta as melhores sensações já sentidas e vividas.
Amém!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Por acaso o ano de 2008 realmente acabou?.
Sinto que tudo continua exatamente a mesma coisa. Tudo igual ao ano passado.
Doce ilusão essa de que ano novo é vida nova.
Tudo comtinua sombrio, apagado. Procuro o sabor do novo ano, amargo, insano.
A luta, a rotina, as dores e desamores.
A perda, o encontro, o reencontro, a coroa de espinhos.
O chá esfria, como panetones do natal passado. Arrumo a casa, tiro o lixo, jogo fora o velho, tento, reinvento, passo roupas, lavo banheiros.
A alma passada permanece. As dúvidas, a angústia.
Amizades perdidas, falta dinheiro, falta amor, falta tudo.
A guerra do outro lado do mundo, me entristece, me faz chorar. Crianças perdidas, pessoas perdidas, solitárias. Pessoas que me ignoram, que me entristecem, que me machucam. Pessoas que me fazem rir, que me fazem dançar.
Misturas, miscelâncias, marcapasso instalado em meu coração. Sinto falta de ar!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Preparo a roupa branca.
Sapatilha verde.
Champagne.
Fim de ano, novo ano.
Tudo velho, vida nova.
Paz.
Sal grosso e arruda.
Pessoas especiais que não estarão comigo, ou estarão.
A praia imaginária, ondas que vem e vão, uvas, sorte.
Caminho, penso e reflito. A noite mal dormida. A última noite do ano, pernilongos, saudades, solidão.
O que acontecerá amanhã?.
Ressaca, medo, angustia e mais solidão.
eu recrio e reinvento.
Quero uma luz, branca. Neons. Confetes. beijos e abraços.
Caminho, reflito e rodo na pista de dança, fantasiada. Exalo flores do campo. Inspiro o futuro.
Transmito a paz. À você e à mim.
Feliz 2009!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Gostaria de entender, por quê você ainda habita a minha mente.
Ainda sinto seu beijo, suas palavras, sua voz aconchegante, suas mãos protetoras.
Fico deprimente amando um fantasma. Fico obsessiva, vulnerável, amarga.
Sonhos de valsa, por favor adoçem minha vida!
Um copo cheio de vodka. Preciso afogar esse amor que não me deixa seguir consciente em minha linhagem de enfermidades, insanidades e cancêres afugentados em minha sangrenta luta interior.
Ah! se 2009 me desse um novo sentido de amar. Que seja mais carnal, mais livre, que me faça voar sem querer voltar.
Não quero correntes, cartas de amor, nem cartões, nem flores.
Amiga compra cama nova. Pronto meu novo habitat!
Penúltimo dia do ano. Dobraram o trabalho, documentos que precisam chegar até amanhã; demissão, stress, internet que não funciona.
Dizem que sou muito reclamona e briguenta, mas me convenço a cada dia, que eu sou justa em meu modo de trabalhar e por isso acabo falando mais que o necessário.
Essa minha luta pelas causas alheias me faz lembrar a primeira vez que li algo sobre um líder. Li a biográfia de Lênin, o cara russo que revolucionou a história mundial. O admiro e chego a imaginar que eu mudei muito após a leitura sobre sua vida. O que mais gosto é o fato de que ele não foi admitido na faculdade e decidiu estudar Direito sozinho, aparecendo lá apenas para fazer os exames finais.
Desde então me imagino liderando, sendo dona de um jornal, dizendo o que deve ser feito, mas acima de tudo fazendo tudo com cidadania na veia e com justiça social.
Falo isso, por estar triste com o governo de minha cidade. Brasília é linda e eu a amo, mas me dá raiva ver tudo o que rola por aí. Por exemplo: o metrô está em greve. A gente acorda cedo, na correria, se arruma, e talz e dá de cara no portão.
Eu entendo que é direito do cidadão trabalhador fazer isso, mas eu vejo como uma forma de desrespeito com uma população que depende de transporte o dia inteiro. E infelizmente essa atitude não mudará muita coisa, pois é fato que nosso governador está mais peocupado em trazer a Copa para Brasília do que com qualquer outra coisa que possa acontecer.
Eu fico mesmo muito chateada. Porque para que a cidadania aconteça de fato, precisamos de pessoas engajadas e conscientes de suas responsabilidades.
Lenin dizia isso. Ele acreditava na revolução da união. Várias pessoas lutando de forma respeitosa pelo bem comum. Não sou à favor ou contra das atitudes reais dele, mas a idéia me agrada e muito.
E é isso que eu mais desejo no próximo ano: que nós como cidadãos, façamos a nossa parte, de maneira construtiva. Respeitar ao próximo não deveria ser apenas um conceito biblíco. Isso devería fazer parte do DNA. Cuidar de sua cidade, com atitudes simples. Ajudar à pessoa que nós escolhemos como governante a perceber o que realmente precisamos.
Claro que fatalmente isso acontecerá aos poucos, pois é questão de cultura ser quem somos, mas eu acredito no brasileiro de uma forma geral, acredito que podemos oferecer algo mais lindas noites de carnaval.