quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Se eu acreditasse em Papai Noel.
Se eu pudesse vê-lo entrar pela janela.
Se eu acordasse com ele colocando um monte de caixas de presente em minha árvore de natal.
Se eu pudesse tocar em sua barba, abracá-lo, e fazer mais pedidos para o ano que vem.

Escrevi minha cartinha. Fiz pedidos. Coloquei no correio.

Tomara que meu sapatinho na janela fique repleto de amor.
O texto nº 790 caiu bem no dia 24/12.
Último dia para as compras e gastos, para os enfeites. Dia de passar horas ao fogão, assando, cortando, confeitando. É dia de tumulto, stress, e até mesmo brigas em lojas pelo presente que faltava, pela grana que falta, pela viagem que não deu certo.
É um dia tão cheio e tumultuado, que poucas pessoas realmente aproveitam a data de fato.
Eu tento manter a calma. Para mim, um dia natural, estou no trabalho e aqui a correria anda a mesma da semana inteira.
Mas estou contente. Consegui comprar os presentes à tempo, gastei pouco. Comprei exatamente o que queria para mim e para as pessoas especiais. Não que as que nada receberão, não signifiquem algo, apenas a grana é curta, infelizmente.
Mas internamente, sinto que tudo valeu a pena.
2008 acabou.
E espero 2009 com um ar de desconfiança, de medo, mistério, uma certa angústia. Sempre é tempo de recomeçar, renovar, iniciar, reiniciar, pausar, refletir. Queria ser mais feliz no ano que vem. Queria ver mais pessoas se sentindo feliz, amada, rica, saudável, apaixonada. Quero ver mais sorrisos, mais festas, mais conquistas, mais dnheiro no bolso, beijo na boca.
Ah se todos pudessem realmente aproveitar o sentimento natalino. E que pudesse ser simplesmente exatamente àquilo que deseja e realizar tudo o que deseja e nossa, como eu quero ver minha família mais linda!
E os agradecimentos: formatura, emprego novo, superação da anorexia, vários cortes de cabelos, várias cores, novos amigos, fim de paixões inutéis, viagem para Caldas, casa nova. O que não era para ser não foi, e o que aconteceu me fez uma pessoa melhor, ou que tenta melhorar. Agradei à poucos, mas muitos me fizeram felizes. Ganhei vários amigos lindos e carinhosos, perdi várias amizades importantes. Recomecei.
Recomeçarei amanhã e no ano novo e em todos os dias de 2009!
Aos que comigo estão: um beijo bem carinhoso. Aos meus alunos de espanhol; amigas da faculdade, amigos antigos, do trabalho, os que virão. Sintam-se todos beijados.
Aos meus familiares, um muito obrigada, por me deixar seguir.
Ah.............

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Bem como falei ontem, fui ao shopping com a minha amiga, a que vejo quase todos os dias de minha vida (precisamos mesmo de um namorado urgente).
Resolvemos tomar um café no Mac´Donalds. Ela fez o pedido dela e sacou uma nota de 50contos de réis para pagar. A moça, educada como ela era, responde que não tem troco. Minha amiga argumenta, como não ter troco e ela responde que não é problema dela.
Se não é problema dela que é a caixa do estabelecimento, de quem seria a culpa?.
Fiz um pedido tentando diminuir o troco, mas ela continuava insistindo no fato de não ter dinheiro.
Eu com uma dor de cabeça daquelas. O pedido demorou séculos, e eu entalada com o remédio, pois inteligentemente resolvi tomá-lo sem água.
Mas a minha amiga falou uma coisa interessante. A teoria dela é que esse pessoal trabalha por necessidade. Então obviamente, eles trabalham com um humor instável, com incapacidade de tratamento adequado ao cliente. Eu fico muito estressada com esse tipo de gente, que acha que está fazendo favor. E a gente pagando por algo caro.
Mas estresses à parte, foi para variar um momento agradável.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Para variar as minhas tardes, irei ao shopping.
Mas não irei ao shopping perder tempo, irei tomar café.
E não irei acompanhada de um Zé ninguém. Terei a mais bela das companhias.
Beijos!
Aproveitando o dia de pedidos, aceito sugestões imediatas para a virada do ano.
A sugestão do momento é:
A onde poderei encontrar um homem bonito, inteligente, com alguns reais no bolso, que não tenha filhos, nem namorada e afins e que ainda saiba dançar?.
Ah bem, o objetivo é entrar o novo ano com um pouco mais de agitação né?
Passar a virada do ano, pulando, alegre, sendo mais feliz do que já sou.

Sugestões até o dia 29/12, pois precisarei promover um encontro para conhecer um pouquinho a pessoa antes do dia 31.
Preciso de sugestões urgente:

Como fazer a eliminação de uma pessoa que atrasa a folha de ponto e o salário por puro capricho?.
E que te chama de mentirosa, por puro capricho.
E que te desafia, afirmando que está cheio da grana, quando sabemos que não tem a onde cair morto e que o Natal será com latas de sardinha, pois o salário não sairá até o dia 24.??
em em em?
Por favor, aceito as dicas até o dia 24 pela manhã.
Preciso de algo que não deixe pistas. 2009 será mara!.

Obrigada!
Domingão, chuva e mais chuva. Oh saco!
Acordo cedo, preguiça, dor de cabeça, fome e etç.
Lá vou, fazer concurso, oh saco de novo!
Chego lá, mais chuva na cabeça, desorganização, tumulto. Sento, espero e entra uma qualquer na sala e diz:
- Nenhum item de chapelaria pode ser usado no decorrer do concurso.
Aponta para mim e manda eu tirar um tiara. Argumentei, pois não haveria como ter nada interligado ali para passagem de informação.
Bem, ela vira e diz que estou tumultuando o esquema.
Eu, lá sentadinha, na minha, nem falei com ninguém, sou incomodada.
O que eu fiz, ignorei, afinal de contas de que valeria ficar brigando com uma pessoa que eu nem sabia o nome. Até me deu vontade de ir até o fim com a história, mas não iria fazer com que a dor de cabeça aumentasse.
De volta para casa pensei: como existem pessoas capazes de tentar estragar ainda mais uma tarde feia, com nuvens cinzas e enxaqueca infinita.
Ao chegar e deitar em minhas quentes cobertas, tudo que eu queria é que o mundo parasse de conspirar contra a minha felicidade!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Por que insistes em me presentear com beijos imaginários?.
Suas mãos cultivam meus cabelos de sonhos interrompidos por falsas promessas.
Eu não quero mais seu aconchêgo alterado por doses de drogas ministradas enquanto de mim estás longe.
Você vê a neve, mas não acredita nas palavras que te disse anos à fio. Eu te amo, eu te amava, eu te amarei. O verbo se confunde, eu estremeço.
Minhas entranhas suspiram, mas não me alivio nem mesmo com o copo de cerveja preta mexicana.
Converso com alguém, como um pão de queijo, assito à novela. Promessas de uma vida comum.
Eu não quero o comum, quero brilhos, estrelas, tapetes vermelhos. Salto agulha, it´s raining man.
Ora, o carnaval se aproxima, pularei, soltarei fogos, sonharei com máscaras e beijos salpicados de alfazêma.
Por acaso alguém poderia me dar uma carona?. Preciso voar.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Passeio pelas ruas da capital.
Chove, faz frio, estou cansada e com fome.
Tento olhar tudo naturalmente, mas acho tão chato, repetido, sem sentido.
Compro algo, gastar pode reanimar a minha alma com ares de fim de ano estragado.
O corpo pede um chocolate quente, me abstraio com o vento no rosto.
Pessoas, humanas ou não, passam ao meu lado. Não sinto confiança. Solitária.
Chego em casa. A cama me espera, o urso branco que ganhei em algum momento, me faz companhia. Não é suficiente.
Acordo, preguiça total. A rotina, que me prende, que me sufoca. Não recebo nada em troca. Lágrimas, gritos, sofrimentos imaginados a cada porta que se abre lentamente.
Fecho a janela. Leio cartas, postais. A revista de anos atrás. E as fotos de infância, tudo passou e eu nem percebi.
Ando às voltas com um futuro. Ah, aliás prefiro nem pensar no fato de que provavelmente farei aniversário. E que várias tentativas serão frustradas e que vários amores virão. Ou não.
Aqueço o leite, de pijamas ainda, descanso a mente, divagueio em beijos da noite passada, imaginários obviamente. Não tenho me sentido à vontade, correntes nos pés, cinto de castidade, algemas.
Não quero nada.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O tempo não colabora. Me estresso, fico furiosa.
A chuva insistente. Meias e sapatos molhados. O vestido despedaçado.
O guarda-chuva quebra, você não aparece.
O copo de whisky vazio, o cheiro da noite passada, cigarros.
A televisão permanece ligada. A cozinha com seus restos de comida.
Até quando a bagunça interna reinará em nossas almas?
Estarei disposta a cumprir minha parte no acordo?
O dinheiro, a recompensa. Não venho pedir esmola.
Desapareço.
Não me procure em corpos disfarçados em maquigens de miss.
Não estarei dançando na pista de sua boate preferida. E nunca me verás em olhos coloridos pela ressaca de madrugadas infinitas.
Você perdeu a oportunidade. Contenha-se. Contente-se com desabores de amores mal feitos. Pinte a sua vida com as cores desejadas. Mas não guarde o meu quadro preferido em sua casa.
Doe-o, faça caridade as custas do seu próprio veneno, escondido nas entrelinhas das histórias em quadrinho, projetadas no cinema mudo de sua alma. O mundo que contemplas, não divida com ninguém. Crie suas novelas pitorescas, mas jamais me coloque como seu personagem principal.
Chega de monológos.
O teatro abre as suas cortinas. Seja seu espetáculo.
8 meses.
Quase uma gestação.
Você se foi. Sem deixar beijo, obrigado.
Da noite para o dia, a cama vazia e o coração arrebentado.
Sua mão, seu cheiro, o lençol desarrumado.
O conforto de seus braços. Sinto tanta falta.
Para mim, o tempo párou naquela tarde de segunda-feira. Ao ler as linhas da despedida, me desesperei.
Ainda leio cada trecho. Ainda sinto sua presença em minha pele, descamada, seca, sem vida.
Assim me sinto há exatos 8 meses, sem vida, sem esperança de amores brutos e sinceros.
Me desespero em cada segundo. A idade que avança, as rugas aparecem lentamente. Esqueço coisas elementares. Mas não esqueço você e seu sorriso, e sua voz.
E quando penso que de de ti me libertei, fotos e fatos ressurgem na escuridão de meu quarto, de meu travesseiro, de minha alma na lama nua. De ti me lembro diariamente, por ti me apaixono eternamente.
Nem sei se é exatamente amor. Talvez não aceitei o fim. Ou finjo que aceitei para acreditar que almas são piedosas.
Mentira. Não aceito o fim.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O dia que termina.
Sala fria, papéis soltos, desarrumados, me mostram a importância que tenho, ou não.
O telefone que não pára de tocar, documentos que entram e saem, cópias, cafés.
Como algo, a hora não passa. Cansei do computador, o telefone volta a tocar, selos para colar.
O chefe, ou os chefes, pedem, mandam,agradecem?
Dias e rotinas que nem sempre acabam no fim do dia. O telefone continua tocando em minha mente enquanto vejo a TV.
Chuva, chuva e chuva.
Trabalho em dobro, metrô lotado.
Preguiça, carência.
Nostalgias.
A Rússia que não me sai da cabeça, ou é a minha cabeça que não saiu de lá. Ou o coração?
Saudades de outros tempos. Argentina, Londres, Lilia, russo, neve, Big Ben.
Saudades de amigos da infância, Guará, bolinha de gude, pipas, pique e pega.
A vida que passa, que pede, que implica, que define. Sonhos que vem e vão, mudam de direção. Pessoas que aparecem, que mexem, que apaixonam e desapaixonam. Que me amam e desamam. Amizades à força, espontâneas.
O ano que inicia em exatos 16 dias.
Algo mudará.Prefiro me apegar à idéias, a fatos que passaram. Digo não há certos motivos definidos para o futuro.
Leio meu jornal e ascendo um incenso. Toalhas natalinas. O gato que se foi.
A cama vazia, a companhia do silêncio.
Atmosfera macabra, é um sonho apenas. Delírios fabricados.
A insensível arte da solidão procriada, proclamada e adulterada pelo constante medo do abandono.
Sirva-me uma coca-cola por favor!
Não quero morrer de sede!