segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Preciso de sugestões urgente:

Como fazer a eliminação de uma pessoa que atrasa a folha de ponto e o salário por puro capricho?.
E que te chama de mentirosa, por puro capricho.
E que te desafia, afirmando que está cheio da grana, quando sabemos que não tem a onde cair morto e que o Natal será com latas de sardinha, pois o salário não sairá até o dia 24.??
em em em?
Por favor, aceito as dicas até o dia 24 pela manhã.
Preciso de algo que não deixe pistas. 2009 será mara!.

Obrigada!
Domingão, chuva e mais chuva. Oh saco!
Acordo cedo, preguiça, dor de cabeça, fome e etç.
Lá vou, fazer concurso, oh saco de novo!
Chego lá, mais chuva na cabeça, desorganização, tumulto. Sento, espero e entra uma qualquer na sala e diz:
- Nenhum item de chapelaria pode ser usado no decorrer do concurso.
Aponta para mim e manda eu tirar um tiara. Argumentei, pois não haveria como ter nada interligado ali para passagem de informação.
Bem, ela vira e diz que estou tumultuando o esquema.
Eu, lá sentadinha, na minha, nem falei com ninguém, sou incomodada.
O que eu fiz, ignorei, afinal de contas de que valeria ficar brigando com uma pessoa que eu nem sabia o nome. Até me deu vontade de ir até o fim com a história, mas não iria fazer com que a dor de cabeça aumentasse.
De volta para casa pensei: como existem pessoas capazes de tentar estragar ainda mais uma tarde feia, com nuvens cinzas e enxaqueca infinita.
Ao chegar e deitar em minhas quentes cobertas, tudo que eu queria é que o mundo parasse de conspirar contra a minha felicidade!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Por que insistes em me presentear com beijos imaginários?.
Suas mãos cultivam meus cabelos de sonhos interrompidos por falsas promessas.
Eu não quero mais seu aconchêgo alterado por doses de drogas ministradas enquanto de mim estás longe.
Você vê a neve, mas não acredita nas palavras que te disse anos à fio. Eu te amo, eu te amava, eu te amarei. O verbo se confunde, eu estremeço.
Minhas entranhas suspiram, mas não me alivio nem mesmo com o copo de cerveja preta mexicana.
Converso com alguém, como um pão de queijo, assito à novela. Promessas de uma vida comum.
Eu não quero o comum, quero brilhos, estrelas, tapetes vermelhos. Salto agulha, it´s raining man.
Ora, o carnaval se aproxima, pularei, soltarei fogos, sonharei com máscaras e beijos salpicados de alfazêma.
Por acaso alguém poderia me dar uma carona?. Preciso voar.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Passeio pelas ruas da capital.
Chove, faz frio, estou cansada e com fome.
Tento olhar tudo naturalmente, mas acho tão chato, repetido, sem sentido.
Compro algo, gastar pode reanimar a minha alma com ares de fim de ano estragado.
O corpo pede um chocolate quente, me abstraio com o vento no rosto.
Pessoas, humanas ou não, passam ao meu lado. Não sinto confiança. Solitária.
Chego em casa. A cama me espera, o urso branco que ganhei em algum momento, me faz companhia. Não é suficiente.
Acordo, preguiça total. A rotina, que me prende, que me sufoca. Não recebo nada em troca. Lágrimas, gritos, sofrimentos imaginados a cada porta que se abre lentamente.
Fecho a janela. Leio cartas, postais. A revista de anos atrás. E as fotos de infância, tudo passou e eu nem percebi.
Ando às voltas com um futuro. Ah, aliás prefiro nem pensar no fato de que provavelmente farei aniversário. E que várias tentativas serão frustradas e que vários amores virão. Ou não.
Aqueço o leite, de pijamas ainda, descanso a mente, divagueio em beijos da noite passada, imaginários obviamente. Não tenho me sentido à vontade, correntes nos pés, cinto de castidade, algemas.
Não quero nada.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O tempo não colabora. Me estresso, fico furiosa.
A chuva insistente. Meias e sapatos molhados. O vestido despedaçado.
O guarda-chuva quebra, você não aparece.
O copo de whisky vazio, o cheiro da noite passada, cigarros.
A televisão permanece ligada. A cozinha com seus restos de comida.
Até quando a bagunça interna reinará em nossas almas?
Estarei disposta a cumprir minha parte no acordo?
O dinheiro, a recompensa. Não venho pedir esmola.
Desapareço.
Não me procure em corpos disfarçados em maquigens de miss.
Não estarei dançando na pista de sua boate preferida. E nunca me verás em olhos coloridos pela ressaca de madrugadas infinitas.
Você perdeu a oportunidade. Contenha-se. Contente-se com desabores de amores mal feitos. Pinte a sua vida com as cores desejadas. Mas não guarde o meu quadro preferido em sua casa.
Doe-o, faça caridade as custas do seu próprio veneno, escondido nas entrelinhas das histórias em quadrinho, projetadas no cinema mudo de sua alma. O mundo que contemplas, não divida com ninguém. Crie suas novelas pitorescas, mas jamais me coloque como seu personagem principal.
Chega de monológos.
O teatro abre as suas cortinas. Seja seu espetáculo.
8 meses.
Quase uma gestação.
Você se foi. Sem deixar beijo, obrigado.
Da noite para o dia, a cama vazia e o coração arrebentado.
Sua mão, seu cheiro, o lençol desarrumado.
O conforto de seus braços. Sinto tanta falta.
Para mim, o tempo párou naquela tarde de segunda-feira. Ao ler as linhas da despedida, me desesperei.
Ainda leio cada trecho. Ainda sinto sua presença em minha pele, descamada, seca, sem vida.
Assim me sinto há exatos 8 meses, sem vida, sem esperança de amores brutos e sinceros.
Me desespero em cada segundo. A idade que avança, as rugas aparecem lentamente. Esqueço coisas elementares. Mas não esqueço você e seu sorriso, e sua voz.
E quando penso que de de ti me libertei, fotos e fatos ressurgem na escuridão de meu quarto, de meu travesseiro, de minha alma na lama nua. De ti me lembro diariamente, por ti me apaixono eternamente.
Nem sei se é exatamente amor. Talvez não aceitei o fim. Ou finjo que aceitei para acreditar que almas são piedosas.
Mentira. Não aceito o fim.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O dia que termina.
Sala fria, papéis soltos, desarrumados, me mostram a importância que tenho, ou não.
O telefone que não pára de tocar, documentos que entram e saem, cópias, cafés.
Como algo, a hora não passa. Cansei do computador, o telefone volta a tocar, selos para colar.
O chefe, ou os chefes, pedem, mandam,agradecem?
Dias e rotinas que nem sempre acabam no fim do dia. O telefone continua tocando em minha mente enquanto vejo a TV.
Chuva, chuva e chuva.
Trabalho em dobro, metrô lotado.
Preguiça, carência.
Nostalgias.
A Rússia que não me sai da cabeça, ou é a minha cabeça que não saiu de lá. Ou o coração?
Saudades de outros tempos. Argentina, Londres, Lilia, russo, neve, Big Ben.
Saudades de amigos da infância, Guará, bolinha de gude, pipas, pique e pega.
A vida que passa, que pede, que implica, que define. Sonhos que vem e vão, mudam de direção. Pessoas que aparecem, que mexem, que apaixonam e desapaixonam. Que me amam e desamam. Amizades à força, espontâneas.
O ano que inicia em exatos 16 dias.
Algo mudará.Prefiro me apegar à idéias, a fatos que passaram. Digo não há certos motivos definidos para o futuro.
Leio meu jornal e ascendo um incenso. Toalhas natalinas. O gato que se foi.
A cama vazia, a companhia do silêncio.
Atmosfera macabra, é um sonho apenas. Delírios fabricados.
A insensível arte da solidão procriada, proclamada e adulterada pelo constante medo do abandono.
Sirva-me uma coca-cola por favor!
Não quero morrer de sede!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Minha amiga está precisando de emprego e bem se alguém puder ajudar com alguma dica, ela estuda direito, está no terceiro semestre e tem 19 anos.

Aqui no trabalho acabou a luz por 30 minutos. Se fosse um serviço descente teriam nos mandado para casa. Mas em nosso caso esperamos firmes e felizes, com uma puta vontade de trabalhar.

Daqui a pouco vai rolar um mini-confraternização com meus lindos alunos e ah fico triste por um motivos simples: ficar longe deles doi. Acostumei cara, e é algo sem noção. Para não perder o ritmo, ajudarei a filha de uma colega nas férias com aulas de inglês, ela está pendurada em 4 matérias. Esse lance de dar aula vicia, já me alertavam meus amigos.

O mesmo não aconteceu com a profissão de vendedora. Me disseram que em vendas, ou você ama ou você odeia. Depois de 4 anos longe da loja, eu não sinto falta alguma. Horas sem comer. De 10 da manhã as 22h00. Almoçando em pé, demorando a ir ao banheiro, gerente apurrinhando, metas e metas. Em época de natal saía as 23 e 30 e chegava em casa ,meia-noite. Morta. Para tirar férias, foi um parto. Eles sabiam que eu voltaria lerda e não mais uma super vendedora. Comecei a faculdade, o que me fez desanimar ainda mais.
Não me arrependo da troca do emprego fixo pelo estágio. Se eu não tivesse recebido essa oportunidade, provavelmente estaria lá vendendo, sofrendo e sendo humilhada para dar grana ao dono do estabelecimento. Foi sim uma enorme fonte de conhecimento e crescimento. Mas hoje apesar de tudo que passei para me formar, foi a melhor coisa de minha vida.
E posso mais. Pouco a pouco.

Firme em 2009!

Nem vou bater a minha meta de 1000 textos em 2008. Que pena!
Mas eu acho que melhorei em relação à 2007, escrevi mais poéticamente, crônicas mais bem elaboradas. Escrevi muita bobagem também, faz parte. Critiquei várias pessoas, escrevi sobre o fim de vários namoros, elogiei também, escrevi sobre perdas e sobre as maravilhosas aulas de espanhol.
Posso melhorar. Disso eu tenho certeza. Assim como em tudo. Mas me sinto menos estressada com as críticas e com as piadinhas em relação ao blog. Hoje eu apago menos textos. Deixo mais as coisas como estão. Porque eu sei que as pessoas que lêem meu blog são pessoas que acreditam em mim. Tem aquelas que dizem que eu escrevo muito errado, mas tenho tentado evoluir meu português.
Então ano que vem espero melhorar, amo escrever. E escrevo por mim, como forma de desabafo, descanso. Quero dividir minha vida!. Quero aprender com o próximo. O blog me fez perceber que eu preciso urgente de um computador para escrever meu livro, ou meus livros.
Obrigada Lu (mora em Barcelona), por ler meu blog como forma de manter atualizada as informações sobre a terrinha.
Obrigada Erika e Naty por deixarem recadinhos lindos.
Obrigada Sabrininha por afirmar que preciso melhorar 1001% meu português.

E obrigada a cada leitor que porventura entrou. Pode até não ter gostado do que leu. Não tem problema. A Bolshaia continua firme. E o blog também!
Beijo grande!
Eita o Natal está chegando e eu já torrei todas as minhas granas comprando coisas básicas, como uma blusa que eu fiz questão de queimar, sapato que aperta o pé e comida. Comprei alguns presentinhos e fiquei lisa. Mas é natal né?. Fazer o quê?. A gente quer aparecer, mostrar que o ano foi produtivo, que o 13º foi muito importante e que 2009 pode entrar falido, mas com pose.
Cansei já desse ano. Mas não me sinto tão animada para o próximo. Estou feliz por um bocado de acontecimentos, mas me sinto tão cansada, que nem ligo para a virada do ano e suas consequências. Em todo caso, passarei o reveillon de branco, colocarei um aplique de estrela na blusa queimada, usarei meu sapato novo que aperta meu calcanhar, mas entrarei com segurança em mim.
As árvores de natal brilham, guirlandas, bolinhas coloridas.

O ano termina com fato muito interessantes. Mas ando de saco cheio com esse show da Madonna. Brasileiro tem mania de idolatrar. E aí para todos os lugares que você olha, tudo que você lê ou assite na TV é relacionado ao ídolo do momento, que nesse caso é a poderosa e saradona cinquentona Madonna. Ok, eu gosto dela, mas poxa não corrompam nosso cérebro com fãs que ficam semanas na porta do estádio, que tatuam a pele, que sei lá, imitam um ser tão absolutamente normal. Por sorte, ela não vive aqui. ELa irá embora logo depois aos shows.

E a morte do ex-marido da Suzana Vieira, é outro assunto que já deu. O cara morreu de overdose de cocaína. Ela continuará na vida mansa, a namoradinha dele já colou em um outro bombadinho genérico. E aí a televisão fica endeusando um ex-PM, que obviamente aproveitou tudo o que pode da carência e tapadice da velhota para alcançar uma certa fama. Pena ele não ter usado a cabeça de verdade e ter aproveitado essa chance para se fazer na vida. Teria juntado altas granas, para fazer nada, só posando de marido. Olha que vida bacana. Preferiu se acomodar em um apart-hotel com uma garotinha e usar tanta cocaína que putz, morreu. E agora o melhor de tudo é descobrir qual PM forneceu a cocaína para ele. Enfim, agora é esperar para ver quem será a nova paixonite de Suzaninha. Como diz uma colega blogueira: ô saco viu?.
Povo sem futuro!
Alguém viu na TV o sapato que quase acertou o pobre Bush. Que pena ele nessas hora ser esperto. Se tivesse acertado, pa! delícia ver a cena.
Ah e o Ronaldo no Corínthias. Pelo amor de Deus!. Eu esperava mais. Ah mas se tratando de futebol.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Um frio bate em minha pele.
Escuto sua voz.
Meu quarto escuro reflete uma alma sedenta.
Reflexões que assolam.
Me desespero.
Quero.
A vida.
O beijo.
Sento no beco escuro de pensamento descordenados.
O suor do pesadelo da noite passada ainda molha meu corpo internamente. Pois ainda tenho medo, de que o pesadelo do desamor apareça novamente.
Perco-me em meus próprio labirintos. Inconstante, perfeccionista, mas não perfeita.
Distribuidora de sorrisos, sem motivos afins.
Contadora de histórias. Sandálias na mão, champagne na taça, música anos 80 ao fundo, beijo sem sentido.
Semana que gira, gira, enlouquece. Que dia será hoje meu Deus?!!
Estarás preparando o terreno da minha felicidade e de meu triunfo celestial?
Estarão todos rindo de minha insanidade e lealdade disfarçada, por uma vida que me critica e me faz uma mistura inconciente.
Inconsequências não me assustam, mas tenho medo do não beijo por completo, do amor por compaixão. Do desespero da falta de um café no fim da tarde.
E o seu corpo?, finalmente estará presente quando a chuva resolver cair de verdade. Quando eu precisar de um abraço de urso no fim do dia, e de massagens com óleos, de risadas na madrugada, leituras comuns, bagunça pela casa.
Venha pá! Faça o que puder. Mas não me deixa enlouquecer em textos desafinados. Ou em músicas sem letra. Ou em desespero.
Enquanto dançava,
Imaginava, a onde poderás estar agora.
Pensarás em mim?.
Sentirás meu cheiro de lavanda infantil?
Comerás a minha fruta preferida, apenas para sentir meu gosto?.
E os abraços? Eles estarão envolvendo seu corpo?
Você se sente beijado por mim?.
Penso em você todos os dias de minha vida.
Penso no que poderia ter sido, no que poderá ser.
Estás tão próximo, mas não consigo te sentir.
Estarás longe?
E eu iludida?.
Estarei obcecada?.
Não.
O fato é simples.
Desconxões de uma alma com um corpo e com uma mente cheios de energia. Acúmulo de vontades, sonhos, desejos, intensos.
Intensidade. Essa é a minha palavra.
Intensidade.
Desejo.