segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Não sei se é o calor, talvez seja. O fato é que estou muito cansada, com muita preguiça e com um falta de disposição para quase tudo. Andar está pesado, me sinto enorme, meus pés não caminham, me arrasto.
Neste momento, fico imaginando um lugar daqueles de cartão-postal: uma imensidão de mar azul, verde, praia, branca, areia, uma rede, água de coco, nada para pensar. Nada em absoluto.



Ontem, enquanto entrava muito feliz em um vagão de trem lotado de crianças felizes e saltitantes, me deparei com três turistas, perdidos. Eles receberam um informação errada e por pouco não foram párar no outro lado da cidade. Por coincidência, eles deixaram por uma semana um praia. E reclamavam da falta de brisa.

Nesta cidade concreto, falta a brisa.

E o amor!
Queria ser a mocinha da história.
ah não.
coisa chata!
Acordei com meu humor abalado.
um calor infernal, mosquistos brincando em meu quarto durante toda a noite, um besouro me acordou do sono que não existiu, e ainda por cima para não ser carregada andar abaixo tive que dormir com a luz acessa.
Tive vontade de dar uma bicuda na parede, xingar o maquinista do trem, quebrar meu MP3.
E ainda por cima tenho que ouvir: "nossa tá mau humorada hoje em?". Poxa se não sabe porquê estou mau humorada não comenta nada oras!
hehehehe
Mas tirando stresses a parte, o fim de semana foi perfeito. Ver que Marta Suplicy perdeu limpou minha alma democratica. E olha que eu nem voto por lá. Mas é bom, ver pessoas prepotentes e incapacitadas politicamente, caindo, com um sorriso amarelo!.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Anorexia

Matei uma amiga minha de rir. Ela me pergunta: " como estás?" e eu respondo: "gorda como uma porca".
Adoro algumas expressões desse tipo. Gosto de uma que é : "fulano parece uma porta". Tenho um amigo que chama todo mundo que é feio de "Mucura", e tudo pra ele é "Que cosa no?".
Mas voltando ao assunto do gorda como uma porta, realmente, estou com o paladar um pouco, quer dizer, muito descontrolado. Esse lance de mudar de vida de uma hora para a outra, me fez optar por ganhar uns certos quilinhos que há algum tempo haviam desaparecido. E morro de rir quando dizem, "eita voltou a ter bunda", ou tipo, "finalmente carne".
Quem me viu anoréxica, lembra que eu estava pálida, o magra é natural, mas eu tinha um tom de pele cadavérico, meus olhos eram sempre fundos e eu perdia noites e noites de sono olhando para o nada, para não acordar com fome no outro dia. Nada entrava. Lembro que fui almoçar com meu ex, e eu comi exatamente meia colher de miojo e disse que não queira mais, que estava cheia. E assim eu passava dias à base de água e café.
Na última crise, eu passei 4 dias, sentada no mesmo lugar, olhando para a mesma Globo, e só atendia ao telefone se eu visse que era meu namorado na época. Se não, eu fingia que não sabia quem era, ou que não estava em casa.
No começo do quarto dia, eu decidi que era hora de ir ao banheiro. Quando me vi no espelho, eu me vi morta. E sozinha tomei a decisão de procurar ajuda. Até tentei que o mucura de meu ex-namorado fosse comigo ao médico, mas ele tinha uma "entrevista", e não poderia ma ajudar. Fui sozinha e ao chegar no consultório, eu simplesmente desmaiei. Eu estava com 37 kilos, desidratada e com a bexiga cheia. Tinha a pele fria, mas o corpo ardia com 38 graus de febre e meu coração estava acelerado. Meus cabelos caíam e eu tinha as unhas todas comidas e sangrando. Era uma cena deprimente, eu nunca em minha vida imaginei que passaria por isso.
O que começou com uma dieta básica e a perda de 15 kilos, passou a a ser meu maior pesadelo.
Hoje quase 2 anos depois, eu me olho e agradeço pela vida. Pode parecer doença de fresco, mas não é. A anorexia mata e eu sei que quase me matou. Eu pouco falo sobre isso, por sentir vergonha, por me arrepender, por ser discriminada, porque eu fui discriminada várias vezes, porque o anoréxico ele fica feio, toma banho, mas o cheiro de carne colada ao corpo permanece.
Por isso hoje eu me sinto feliz gorda como uma porca, e como com prazer, sem gula, mas como exatamente para não ter que sofrer o que eu sofri. Eu não desejo nem ao meu inimigo. Não quero ser exemplo para ninguém, mas quem puder evitar esse sofrimento, que o evite. Para poder ter uma vida melhor!.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Pesada, mais realista.....

SOBRE A MORAL:
Um coelhinho felpudo estava fazendo suas necessidades matinais quando olha para o lado, e vê um enorme urso fazendo o mesmo.
O urso se vira para ele e diz:
- Hei, coelhinho, você solta pêlos?
O coelhinho, vaidoso e indignado, respondeu: - De jeito nenhum, venho de uma linhagem muito boa...
Então o urso pegou o coelhinho e limpou o cú com ele.
MORAL DA HISTÓRIA: CUIDADO COM AS RESPOSTAS PRECIPITADAS, PENSE BEM NAS POSSÍVEIS CONSEQÜÊNCIAS ANTES DE RESPONDER!
No dia seguinte, o leão, ao passar pelo urso diz:
- Aí, hein, seu urso! Com toda essa pinta de bravo, fortão, bombado! Te vi ontem, dando o rabo prum coelhinho felpudo. Já contei pra todo mundo!!!
MORAL DA MORAL: VOCÊ PODE ATÉ SACANEAR ALGUÉM, MAS LEMBRE- SE QUE SEMPRE EXISTE ALGUÉM MAIS FILHO DA PUTA QUE VOCÊ!

O problema do Brasil é que, quem elege os governantes não é o pessoal que lê jornal, mas quem limpa o cú com ele!

Bolshaia!



Coloco o link explicativo e a foto do Teatro que inspirou o nome do blog.

Claro que Bolshaia tem a ver comigo, que sou grande em alguns sentido.

Demorei na escolha do nome do blog, mas estava decidido que teria que ser um nome russo. Pensei em várias opções e durante um ano mudei e criei vários nomes e vários blogs. Até que veio o estalo e eu optei por Bolshaia. Que demonstra o quanto esse blog é grande, é importante e o quanto eu amo Moscou.

A primeira vez que fui ao Teatro Bolshoi eu me emocionei. Porque pela primeira vez em minha vida eu pisava em um teatro de verdade e aquilo era maravilhoso. Chorei de emoção e de gratidão aos meus pais e à vida. Pois eu tive uma oportunidade única de morar em um lugar que respira tradição, cultura e muita magia. Para mim esse teatro é a concretização antecipada de vários sonhos. Eu era pequenina diante de uma balé que flutuava em um palco imenso, brilhante, alegre. Chorei vários dias depois, pelo êxtase proporcionado. E achei interessante conhecer várias pessoas russas que nunca haviam entrado no teatro.

E eu tive essa oportunidade linda e até hoje sinto cada momento em que lá estive.

Algumas pessoas me chamam de Kukla. Boneca. Bolshaia Kukla. Grande boneca. Leve, linda e cheia de encantos.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Reencontro

No jogo de sexta eu reencontrei um ex.
Mas não é um ex qualquer não.
É o ex, que depois de me ajudar a mudar de vida, me mandou um e-mail terminando o namoro de 4 meses.
Tudo começou de forma estranhíssima. Eu era a fim de um cara, que tinha um amigo feio, mas que conversava muito bem. Tenho tolerância à feios intelectuais. Em menos de um mês, não sei por cargas dágua estavámos namorando. Ele fez o pedido de forma teoricamente romântica e eu sem entender nada aceitei.
O namoro de dois estudantes fudidos certamente não vingaria e foi exatamente o que aconteceu. Nós nunca tinhámos grana, contavámos moedas e dependiámos de carona para ir à todo e qualquer lugar. Aquilo nos deixava muito chateados.
Eu estava esgotada do emprego de vendedora e ele gentilmente me indicou para a vaga em uma acadêmia, para estagiária. E saí.
A minha mudança de vida nessa época foi radical.
Desde o e-mail que ele me enviou e que me deixou em coma vital por semanas. Eu não admitia que alguém fosse grosso e estúpido e mau educado e ...........
Algum tempo depois ele se desculpou. Disse que estava apaixonadão, mas que não dava para namorar sem poder me dar uma estrutura merecida. Claro que o tempo ajuda a curar feridas e eu hoje entendo exatamente tudo o que aconteceu.
Eu amadureci, mudei de vida, ganhei força para continuar a faculdade e assumi varias coisas em minha vida, como o desejo de ter cabelo curto (ele dizia que isso me deixaria muito linda!). Sair do emprego de vendedora e investir na carreira também foi um passo enorme, que eu dei com um empurrãozinho dele.
Quando o encontrei no jogo, vi exatamente o mesmo rapaz, feinho, e com uma enorme capacidade de usar palavras bonitas para derreter qualquer mulher. Mas eu vacinada não dei trela. Não permaneceria no erro. Nem desejo repetir a dose.
A vida seguiu seu rumo, e o e-mail foi esquecido.
Final de tarde.
Início de mais uma noite.
Fim de um dia, cansativo, deprimente, enjoativo, desestimulante e solitário.
Mas é bem nítido, que ir para casa pioraria minha vontade de desaparecimento eterno.
Andar pela cidade além de perigoso, não é atrativo. Aqui não temos praças, parques lindos, museus interessantes, e tudo é distante, é necessário muitas vezes andar léguas.
O que me resta de fato, é ir ao meu tão sonhado dentista, abrir o bocão e confiar na capacidade intelectual e ouvir que estou com um milhão de cáries e que a escovação não está boa.
Ir para casa e me despir. Deixar para amanhã o que nunca pode ser feito hoje e aguardar que o sono chegue e me faça companhia na noite solitária e quente.
Uma massagem cairia muito bem. E um café?.
_ Toma um sorvete comigo?
_ Ah não sei!
hehehe
Assim de um diálogo simples, uma amiga minha começou um namoro alguns meses depois desse encontro.
Claro que depois de um papinho de leve, ela aceitou o sorvete e meses depois (2), o pedido de namoro via internet.
E é ainda mais claro que eu passo horas rindo dela, por ela namorar um cara que mora em Natal. Não que morar em Natal, seja o problema de fato, mas sim por ele estar tão longe, e detalhe, é alemão, brancão, carecão. Ela afirma que ele tem um sex appel, eu vejo no máximo os olhos azuis bem vibrantes.
De ínicio eu fiquei com medo dessa relação dela. Pois a grande maioria que lê meu blog, sabe que ela namorou 10 anos e que o cara resolveu dar um tempo longo e nunca mais voltou. Aproveitou aliás para fazer um filho, em menos de 2 meses. Por sorte, a minha amiga só se apaixonou, enquanto passava seus 15 dias de férias merecidas em Natal.
E por sorte, vejo que ela está feliz. Que prossiga assim.
A cama é a extensão de minhas maiores dúvidas.
Passo horas nela, pensando no nada e no tudo.
Pensando em amores brutos e em paixões perdidas, em amizades desfeitas e em voltas pelo quarteirão solitária.
Enquanto me deito e não durmo, escrevo livros, contos e crio filmes imaginários e reais com a mesma velocidade com que refaço estrofes de músicas nunca cantadas.
Minha cama é a reconstrução de meu mundo mais particular, da piedade vinda de minha alma e de um futuro que certamente virá ao amanhecer ensolarado, ou dos cafés nunca tomados, ou das lágrimas derramdas enquanto tento adormecer, fíel às origens de meu ser e de meu cansativo dia realizado.
Nenhum Homem pode impedir que o pássaro negro da tristeza voe sobre a sua cabeça. Contudo, pode impedir que nela faça ninho.
(Provérbio Chinês
)
Quando te vi tocando, me apaixonei.
Quando te vi, perto do balcão do bar, não resisti.
Quando me aproximei de teu rosto, já não poderia mais fingir.
E quando finalmente te beijei, eu já sabia que serias meu.
Ou não.

Uma mera opinião!

Eu ouvi algo ontem sobre a morte da garota Eloá. Alguém dizia:" mas como pode uma garota de 12 anos namorar minha gente". Sim, porque segundo afirmam o relacionamento do casal durou 3 anos, até ele terminar e decidir voltar, coisa que ela não quis e que determinou a sua morte.
Eu não me manifestei porque sei que hoje em dia é muito natural jovens começarem a ter uma relação cedo. Anos atrás isso também era comum, minha mãe por exemplo casou-se aos 17 anos e minha avó aos 12. E hoje é natural, porque nós garotas, temos a necessidade de provar maturidade logo, para ganhar espaço entre os colegas de escola, de curso ou da rua.
Não critico, nem discordo, mas eu tenho medo da precocidade com que esse assunto é abordado. A sexualidade é estimulada muito cedo e eu realmente fico com muito receio de ter filhos em um momento em que ter vida sexual e namorar é algo rotineiro e tratada de maneira um pouco irregular, em meu ponto de vista.
Claro que eu aos 12 anos tive minhas paixões. Mas era um coisa boba, eu era grossa ao cubo e tratava os garotos de forma bastante autoritária e até mesmo humilhante. Porque eu me sentia superior e em dados momentos igual à eles, por gostar de jogar bola, correr, de carrinho. Mas esse lance de namorar eu comecei mesmo aos 17 anos de fato e confesso que me sentia totalmente despreparada, confusa e tinha receio de que eu pudesse perder a minha individualidade com isso.
Para mim não existe realmente uma idade certa para ter qualquer tipo de relacionamento amoroso, mas eu sou da teoria de que infância é para ser vivida ao máximo, que toda criança tem que ter odireito de sê-la de forma natural, baseada no amor, carinho e respeito. Tudo ao seu tempo. Sempre!