quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Bolshaia!



Coloco o link explicativo e a foto do Teatro que inspirou o nome do blog.

Claro que Bolshaia tem a ver comigo, que sou grande em alguns sentido.

Demorei na escolha do nome do blog, mas estava decidido que teria que ser um nome russo. Pensei em várias opções e durante um ano mudei e criei vários nomes e vários blogs. Até que veio o estalo e eu optei por Bolshaia. Que demonstra o quanto esse blog é grande, é importante e o quanto eu amo Moscou.

A primeira vez que fui ao Teatro Bolshoi eu me emocionei. Porque pela primeira vez em minha vida eu pisava em um teatro de verdade e aquilo era maravilhoso. Chorei de emoção e de gratidão aos meus pais e à vida. Pois eu tive uma oportunidade única de morar em um lugar que respira tradição, cultura e muita magia. Para mim esse teatro é a concretização antecipada de vários sonhos. Eu era pequenina diante de uma balé que flutuava em um palco imenso, brilhante, alegre. Chorei vários dias depois, pelo êxtase proporcionado. E achei interessante conhecer várias pessoas russas que nunca haviam entrado no teatro.

E eu tive essa oportunidade linda e até hoje sinto cada momento em que lá estive.

Algumas pessoas me chamam de Kukla. Boneca. Bolshaia Kukla. Grande boneca. Leve, linda e cheia de encantos.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Reencontro

No jogo de sexta eu reencontrei um ex.
Mas não é um ex qualquer não.
É o ex, que depois de me ajudar a mudar de vida, me mandou um e-mail terminando o namoro de 4 meses.
Tudo começou de forma estranhíssima. Eu era a fim de um cara, que tinha um amigo feio, mas que conversava muito bem. Tenho tolerância à feios intelectuais. Em menos de um mês, não sei por cargas dágua estavámos namorando. Ele fez o pedido de forma teoricamente romântica e eu sem entender nada aceitei.
O namoro de dois estudantes fudidos certamente não vingaria e foi exatamente o que aconteceu. Nós nunca tinhámos grana, contavámos moedas e dependiámos de carona para ir à todo e qualquer lugar. Aquilo nos deixava muito chateados.
Eu estava esgotada do emprego de vendedora e ele gentilmente me indicou para a vaga em uma acadêmia, para estagiária. E saí.
A minha mudança de vida nessa época foi radical.
Desde o e-mail que ele me enviou e que me deixou em coma vital por semanas. Eu não admitia que alguém fosse grosso e estúpido e mau educado e ...........
Algum tempo depois ele se desculpou. Disse que estava apaixonadão, mas que não dava para namorar sem poder me dar uma estrutura merecida. Claro que o tempo ajuda a curar feridas e eu hoje entendo exatamente tudo o que aconteceu.
Eu amadureci, mudei de vida, ganhei força para continuar a faculdade e assumi varias coisas em minha vida, como o desejo de ter cabelo curto (ele dizia que isso me deixaria muito linda!). Sair do emprego de vendedora e investir na carreira também foi um passo enorme, que eu dei com um empurrãozinho dele.
Quando o encontrei no jogo, vi exatamente o mesmo rapaz, feinho, e com uma enorme capacidade de usar palavras bonitas para derreter qualquer mulher. Mas eu vacinada não dei trela. Não permaneceria no erro. Nem desejo repetir a dose.
A vida seguiu seu rumo, e o e-mail foi esquecido.
Final de tarde.
Início de mais uma noite.
Fim de um dia, cansativo, deprimente, enjoativo, desestimulante e solitário.
Mas é bem nítido, que ir para casa pioraria minha vontade de desaparecimento eterno.
Andar pela cidade além de perigoso, não é atrativo. Aqui não temos praças, parques lindos, museus interessantes, e tudo é distante, é necessário muitas vezes andar léguas.
O que me resta de fato, é ir ao meu tão sonhado dentista, abrir o bocão e confiar na capacidade intelectual e ouvir que estou com um milhão de cáries e que a escovação não está boa.
Ir para casa e me despir. Deixar para amanhã o que nunca pode ser feito hoje e aguardar que o sono chegue e me faça companhia na noite solitária e quente.
Uma massagem cairia muito bem. E um café?.
_ Toma um sorvete comigo?
_ Ah não sei!
hehehe
Assim de um diálogo simples, uma amiga minha começou um namoro alguns meses depois desse encontro.
Claro que depois de um papinho de leve, ela aceitou o sorvete e meses depois (2), o pedido de namoro via internet.
E é ainda mais claro que eu passo horas rindo dela, por ela namorar um cara que mora em Natal. Não que morar em Natal, seja o problema de fato, mas sim por ele estar tão longe, e detalhe, é alemão, brancão, carecão. Ela afirma que ele tem um sex appel, eu vejo no máximo os olhos azuis bem vibrantes.
De ínicio eu fiquei com medo dessa relação dela. Pois a grande maioria que lê meu blog, sabe que ela namorou 10 anos e que o cara resolveu dar um tempo longo e nunca mais voltou. Aproveitou aliás para fazer um filho, em menos de 2 meses. Por sorte, a minha amiga só se apaixonou, enquanto passava seus 15 dias de férias merecidas em Natal.
E por sorte, vejo que ela está feliz. Que prossiga assim.
A cama é a extensão de minhas maiores dúvidas.
Passo horas nela, pensando no nada e no tudo.
Pensando em amores brutos e em paixões perdidas, em amizades desfeitas e em voltas pelo quarteirão solitária.
Enquanto me deito e não durmo, escrevo livros, contos e crio filmes imaginários e reais com a mesma velocidade com que refaço estrofes de músicas nunca cantadas.
Minha cama é a reconstrução de meu mundo mais particular, da piedade vinda de minha alma e de um futuro que certamente virá ao amanhecer ensolarado, ou dos cafés nunca tomados, ou das lágrimas derramdas enquanto tento adormecer, fíel às origens de meu ser e de meu cansativo dia realizado.
Nenhum Homem pode impedir que o pássaro negro da tristeza voe sobre a sua cabeça. Contudo, pode impedir que nela faça ninho.
(Provérbio Chinês
)
Quando te vi tocando, me apaixonei.
Quando te vi, perto do balcão do bar, não resisti.
Quando me aproximei de teu rosto, já não poderia mais fingir.
E quando finalmente te beijei, eu já sabia que serias meu.
Ou não.

Uma mera opinião!

Eu ouvi algo ontem sobre a morte da garota Eloá. Alguém dizia:" mas como pode uma garota de 12 anos namorar minha gente". Sim, porque segundo afirmam o relacionamento do casal durou 3 anos, até ele terminar e decidir voltar, coisa que ela não quis e que determinou a sua morte.
Eu não me manifestei porque sei que hoje em dia é muito natural jovens começarem a ter uma relação cedo. Anos atrás isso também era comum, minha mãe por exemplo casou-se aos 17 anos e minha avó aos 12. E hoje é natural, porque nós garotas, temos a necessidade de provar maturidade logo, para ganhar espaço entre os colegas de escola, de curso ou da rua.
Não critico, nem discordo, mas eu tenho medo da precocidade com que esse assunto é abordado. A sexualidade é estimulada muito cedo e eu realmente fico com muito receio de ter filhos em um momento em que ter vida sexual e namorar é algo rotineiro e tratada de maneira um pouco irregular, em meu ponto de vista.
Claro que eu aos 12 anos tive minhas paixões. Mas era um coisa boba, eu era grossa ao cubo e tratava os garotos de forma bastante autoritária e até mesmo humilhante. Porque eu me sentia superior e em dados momentos igual à eles, por gostar de jogar bola, correr, de carrinho. Mas esse lance de namorar eu comecei mesmo aos 17 anos de fato e confesso que me sentia totalmente despreparada, confusa e tinha receio de que eu pudesse perder a minha individualidade com isso.
Para mim não existe realmente uma idade certa para ter qualquer tipo de relacionamento amoroso, mas eu sou da teoria de que infância é para ser vivida ao máximo, que toda criança tem que ter odireito de sê-la de forma natural, baseada no amor, carinho e respeito. Tudo ao seu tempo. Sempre!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Meu jogo do Gama

Sexta eu fiz um programa de índio. Fui assitir a um jogo de futebol em um estádio aqui em Brasília. Fui na Tribuna acreditando que lá me encontraria com o Governador de Brasília. Mas não foi o que aconteceu.
Tudo que lá vi foram fanáticos sem dinheiro de um time da Terceira divisão que perdeu de goleada de 3x0 para um time que nem eu me lembro o nome. A confusão foi geral, até bateram no preparador físico. O Presidente do time em questão , o Gama, ouviu de tudo um pouco, e o técnico pelo visto terá que procurar outra vizinhança para treinar. Entendo pouco de futebol, mas percebi que o jogo foi realmente um fracasso absoluto. Alguns afirmam que os jogadores fizeram de próposito por não gostarem do treinador. Os dirigentes estavam se descabelando pelo investimento de mais ou menos 25 mil reais perdidos assim pela falta de comprometimento.
Eu fiquei lá de boas, rindo, andando de uma lado para o outro, tirando fotos, acompanhando a Miss Gama e tirando uma casquinha dos fãs da garota, que pelo que entendi é muito famosa por aquelas bandas.
Acabei conhecendo pessoas muito engraçadas e reencontrando um ex-namorado pilantra de anos atrás. Foi sim, uma noite para a memória. Ri muito!. Isso é o que mais conta.

O meu único show do Supla

Estava fuçando um blog em que a escritora relatava um show onde quem fazia a abertura era o Supla.
E lembro que a minha experiência em um show deste rapaz foi igualmente desastrosa.
Era um Porão do Rock. O meu primeiro e único até agora. Assisti a várias apresentações chatas, como a da Pitty, que não sei se estava drogada, sei que ela xingava mais que cantava. Los Hermanos, com um show tão chato que fui obrigada a dançar forró , para ver se conseguia passar o tempo e o frio. A noite até melhorou com a apresentação do Pato Fú e Barão Vermelho. Agora quando o Supla apareceu, eu não sabia exatamente o que eu sentia, se era dor de barriga, nojo ou desprezo. O cara é muito ruim, acredita piamente que faz alguém se divertir e pior, acredita desde o berço que faz música de fato. Nunca me esqueço dele pulando de um lado para o outro como um louco (ele mesmo claro!), fingindo que cantava e que animava a platéia já cansada, lá pelas 3 da madrugada.
Só não foi mais desastrozo, porque eu havia ganho o ingresso e a noite não foi de toda ruim, pois conheci figuras hilárias (como o gay que queria meu cachecol!) e fui com pessoas lindas (Aninha e companhia). Caso contrário eu teria arremessada uma garrafinha de água na cabeça do pseudo-cantor e artista Supla. Também a filiação não contribui, o sangue que corre naquelas veias ha, não são nada interessantes.

P.S: Peço desculpas aos fãssss do Supla, mas eu precisava concordar com a moça que falou mal dele. Era importante desabafar. Acho que ando meio cansada dos falsos artistas e principalmente dos falsos cantores.

Mais um erro fatal!

Depois de dias de sequestro, a menina Heloá foi assassinada, e sua amiga levou também um tiro. O rapaz claro, sairá impune, alegarão que ele é desequilibrado e que agiu passionalmente. E a polícia, a onde será que errou?. Errou em tudo, desde o começo. Mas eu como uma cidadã qualquer não poderei de fato expressar alguma opinião, por não estar ali naquele momento altamente tenso.
Expresso aqui a minha indignação pelo despreparo da polícia, pela falha que tirou uma vida cheia de prosperidade.
E expresso antecipadamente a minha revolta, pois é certo que esse monstro terá uma vida digna e normal, como quase todos os assassinos e bandidos desta país chamado Brail. A terra da esperança e da riqueza, que a cada dia que passa mais foras dá.
Sinto pela família da vítima, espero que ela seja respeitada de alguma forma.

Alice e seu mundo maravilha!

Acordo cedo, arrumo casa, faço unha, pego sapatos na sapataria, compro coca-cola.
Durmo, saio para comer pizza, durmo.
Acordo, dou aula, caminho horrores, como, como e como. Durmo novamente. Passeio no shopping e como de novo.
Um calor infernal, chove mais ou menos, escuto música para aliviar a tensão, tiro fotos com os amigos, e durmo novamente.
Acordo já cansada e com sono. Preguiça de começar mais uma semana, que por fim começou e já não podemos nos esconder, fugir ou matar.
Por falar em matar, mais uma morte em que a polícia é culpada. Ou o ser humano é culpado pelas próprias decisões, loucuras e afins?.
A vida, ah essa comédia e tragédia simultânea, essa roda, esse circo.
A vida que pede em troca o que é dado, nos presenteia com alegrias e dores em momentos aleatórios.
A minha vida que é interligada à sua. A minha dor que não lhe pertence. A sua dor que nada modifica a minha vida.
Ah se eu pudesse ser Alice e viver em um mundo maravilhoso.
O que poderia ser de fato maravilhoso para mim neste momento?.
O que poderá ser maravilhos para ti neste momento?.
Músicas, festas e bebedeiras?
Trabalho, família e faculdade?.
Amigos, namorados, maridos e filhos?.
Ou simplesmente uma cama, uma coberta, travesseiro e comida?.
Cada um que escolha, oras.
Eu estou por aqui.
Insegura, indecisa, infíel e imprevista.
Eu sou assim, adorável e deliciosa de desvendar, ou de ser deixada de lado.
Acordo, a rotina me espera. Alice não existe.
Amém.