sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Sobrevivemos ao primeiro mês do ano de 2020

Janeiro termina minha gente! Glórias! Sempre o ano começa meio caótico e nós falidos. E para melhorar os ânimos, já tivemos ameaça de guerra, o Brasil se acabando em chuva, estamos com uma doença assustando todo mundo e as pessoas estão inclinadas a cancelar o Carnaval! Pânico! Tomara que isso se resolva logo ou que pelo menos mantenham o feriado intacto. 
Foi um janeiro bom. Demorado, mas produtivo. Estou acertando bastante e me dedicando muito aos meus eventos e agora, como já comentei, me preparando para ser Colunista. Ouçam, Colunista, não Digital Influencer! 
Piadas à parte, dia 25 fui conhecer uma galera massa. Mulheres que estão se juntando para ajudar outras mulheres. O Empodera Donnas é um grupo que tem tudo para alcançar várias mulheres incríveis e olha só, eu estou no meio disso agora e quero aproveitar para alcançar o máximo de corações. 
No primeiro fim de semana do mês fui à Arinos e foram 2 dias tão gostosos. Conheci os pais lindos da minha colega e comi tanto que pensei que nunca perderia os benditos quilos adquiridos nas férias. Rimos, nos conhecemos mais e entendemos que é tão bom ser bom. Já diz Mainha né? 
Tivemos o aniversário da minha irmã, que mesmo tendo sido organizado em meio à tanta crise, deu certo, foi lindo e ela amou a surpresa. E se não tiver, terá que ter amado kkkkk
E dia 26 foi a festinha de 05 anos do Heitor. Tema: Dragon Ball e eu adorei ajudar. Amo meus meninos e é sempre um crescimento pessoal tanto organizar festas quanto ver o Heitor todo feliz. Grata à todos que ajudaram e foram à festa.
E termino o mês com o coração bem leve e com 4 quilos a menos, com mais 2 ou 3 a serem deixados em algum lugar dessa cidade, que chove e faz sol a cada 2 minutos. Ontem, 30/01, postei uma foto escancarando a minha felicidade em ter, apesar de alguns stresses, me libertado de supostos futuros relacionamentos. Acabou que percebi que eu funciono perfeitamente bem sozinha e que enquanto eu não me apaixonar e sentir que o outro está mais apaixonado ainda por mim, sigo sozinha. 
Sonho com um relacionamento bem legal, divertido, que o cara seja caído por mim e faça tudo por mim. Que sinta vontade de estar comigo, tanto quanto eu estar com ele. Que viaje comigo (depois claro que acabar a crise do Coronavírus), que dance, beba, que não economize em se declarar e que até atravesse Brasília para me ver. 
Resumo: até o momento não estou encontrando ninguém e é possível que essa pessoa não exista. Ou esteja sendo preparada para mim. Ou, simplesmente nunca acontecerá e graças a Deus está tudo bem. 
A questão toda eu estendo às amizades. Quero e viverei uma vida mais divertida. Se for para passar raiva, vou dobrar lençol de elástico.

Amanhã começa o melhor mês. Carnaval minha gente!!!!!! e se Deus quiser irei me divertir muito, descansar também e focar nos meus eventos, nos meus noivos amados (ainda não tenho debutantes para amassar) e que a gente tenha saúde no meio desse caos.

Quem vem comigo em mais um mês? 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

A realização de um sonho

Quem me conhece sabe que sempre em minha vida sonhei ser Jornalista. 
Ensaiava lá pelos meus 4 anos, no fim do dia, um Jornal da Manchete; entrevistava as pessoas nas festas (aliás, ali já nascia uma Cerimonialista também, porque as perguntas eram: está gostando da festa? E da comida?). Escrevia histórias antes mesmo de aprender a ler. 
Passei muito tempo sem gostar de ler livros e esse era ainda meu único obstáculo. Até que Deus me levou para a Rússia e lá eu entendi que para ser uma boa jornalista, eu precisava amar a leitura diária. 
E assim, desde os meus 11 anos eu espero pelo dia em que eu irei escrever de verdade, alcançando o maior número de pessoas e ajudando a melhorar a vida delas. Por enquanto, me realizo aqui com o Bolshaia e já já serão 14 anos do blog a quem devo muito do que melhorei como ser humano. 
E hoje, com quase 36 anos, eu recebo a notícia maravilhosa de que colaborarei com o Jornal Capital em Foco, à convite por pura insistência minha, diga-se de passagem, de uma a miga-irmã que há quase 10 anos me acompanha na caminhada. 
O Capital em Foco é guiado por formadores de opinião, que possuem o espírito do coletivo, do social, democrático e verdadeiro. Pessoas normais, do bem, que se engajaram em transparecer o que há de melhor para pessoas que trabalham, estudam, administram, criam e empreendem. E eu sinto há algum tempo que eu precisava  colaborar com mais força nas questões que criassem laços com a comunidade. Com a sociedade. Com as pessoas que lutam por um mundo melhor. 
E eu estou, claro, humildemente, dando o primeiro passo. Discreto, mas com coragem. Confiante de que terei ao meu lado as melhores pessoas, que me ajudarão, me guiarão, me sustentarão na hora das dificuldades. 
Agradeço Ângela, Betânia, Camila, Marcela, Ricardo, Silvana e todos que cultivam esse sonho do Capital em Foco, pela oportunidade. Ainda iremos sentar e conversar, obviamente, mas já me sinto honrada e muito feliz por realizar um de meus grandes sonhos: me comunicar.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Janeiro e seus poucos dias

Não me enfrente, sou um filho de Oxum.
Não pense que sairei derrotada. 
Talvez eu chore. Preciso escorrer o que me aflige. 
Água de rio não para....
É Oxum limpando meu caminho.

Eu não sou só vaidade, sou também a força de uma Yalodê.

E tenha certeza que Oxum arrasta, inunda, e não acolhe quem atinge os seus. 
E eu, sou e sempre serei a água que não para, o amor e morada de Oxum.


Ore Yeye ô minha vida 
(Texto: Rosana Pétala)

Esta semana termina extremamente forte e intensa. Avalanche. Luz.

Um dia bom. Outro não. Um dia bom e "ruim" ao mesmo tempo. Choro em silêncio. Sorrio minha gargalhada sincera.

Percebi que estou cansada de aceitar tudo calada. As pessoas se usam de suas vaidades, de suas honestidades para me desacreditar diante de mim mesma.

Sei que cada um tem um jeito de querer me ajudar, mas deixa eu te falar, tem jeitos que me fazem  achar que eu sou uma pessoa ruim. Mas eu sei que eu não sou.

E eu te respeito pelo que você é, pelo que me diz, mesmo que doa lá no fundo do meu coração.

E doí. Muito. Mas não precisa ficar triste comigo não. Pode seguir sendo quem é. Eu sigo sendo quem sou.

Tivemos alguns dias de intensa alegria pelo aniversário de minha irmã. Mas também de auto conhecimento. Mas ainda mais de conhecimento do outro. A gente se decepciona um pouco. Mas entende que cada um é o quê é e oferece o quê pode. Ajuda como pode.
O que me entristeceu mais foi perceber que as pessoas, não de um modo geral, eu espero, me enxergam como uma pessoa que não sabe nada da vida, que é retardada mental, inútil. Sei que são palavras fortes, mas é isso que percebi e foi muito doido entender que nada do que fiz até então teve respeito. É minha obrigação apenas. Reconhecimento pelos acertos não, mas pelos erros, aí sim, pagarei para sempre.
Mas é isso.
A gente desabafa. Não cito nomes. Rezo por eles no silêncio do meu mundo irregular.
Vai dar tudo certo.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Hoje estou com vontade de...

Acordei com algumas vontades hoje. Talvez seja o calor, e eu amo calor, que me fez acordar de bom humor, grata e feliz.
Nessas horas a vontade de amar, criar um mundo melhor e conquistar o Pico das Neblinas fica intenso. Acordei com vontades impossíveis, como ficar rica. Ou viajar neste momento para o Camboja. Ou pode ser para às Maldivas. Não pera, pode ser Fortaleza mesmo, amo o Nordeste! 
Acordei com vontade de ajudar ao próximo. De dizer não ao que me machuca. Respirar poesia e abraços. 
Mas principalmente, acordei com vontade de ser cortejada. De sentir novamente a pulsação no buraco do estomago quando a gente sente que está se apaixonando. De receber aquela mensagem me idolatrando pelo meu novo corte e pelo meu sorriso e pelas minhas unhas e pela minha coragem de ser quem sou.
Tenho me sentido só em vários aspectos da vida. Caminhar neste mundo homofóbico, racista, gordofóbico e intolerante é realmente uma batalha para ser vivida um dia por vez. E me sinto só muito mais pela falta de encaixe em determinações globalizadas. O famoso tem que. Eu não gosto disso de tem que sabe? ok, até temos que trabalhar, andar de transporte público sucateado, bater o ponto, respeitar o chefe para não perder o emprego, cozinhar para não morrer de fome e por aí vai. Ok, até aí eu super me encaixo.
Mas o tem que ter cabelo comprido e com luzes. Unhas vermelhas. Sem tatuagens (meio tarde depois de 13), sem piercing (estão caindo todos). O tem que ser magra. Concursada. Casada. Com filhos. Morar em Águas Claras em um apartamento sendo pago à perder de vista. Ter um carro. Um cachorro e uma rede de amigos comercial de margarina. Aí eu realmente não consigo me visualizar. 
Mas hoje, e amanhã é bem possível que eu já tenha mudado de ideia, eu queria um dengo. Um amor para postar fotos clichês no insta. Apresentar para as gatas lá de casa, tomar uma cerveja ouvindo modão. Fazer planos para o meu aniversário, Natal e reveião.
Sinto falta do amor em suas características sociais. Mas sinto ainda mais falta do amor verdadeiro, que lá dentro do meu coração de 5 mm, é intenso, gostoso e eterno.

E você? Está com vontade de quê hoje? 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Meu compromisso com 2020 - 5 mini metas importantes (para não esquecer)

Decidi externar alguns sentimentos que entraram em minha mente no último dia do ano enquanto eu pensava no tanto de coisas que eu havia vivido e que agora, precisavam ser deixadas no passado.
Esse trem de mudar o ano, em uma noite, em um passe de mágicas de um milésimo de segundo, parece que muda tudo né? Não. 
Sei que sentimos muito por não podermos apagar as coisas que aconteceram e tanta coisa sai errado, não acontece, acontece da pior maneira, estraga tudo. Lamentavelmente, é assim mesmo.
Tem as coisas legais? Certamente. Certamente pensei nelas. 2019 foi massa em vários aspectos. Me diverti. Tomei alguns leves porres. E foras pesados. Ah pera, estou falando de coisas boas. Não pera! Foi ótimo ter levado esse pé na bunda, dar alguns pés na bunda em um monte de macho escroto e machista, homofóbico e racista. Sim, minha auto estima deu uma melhorada em 35%. Tá massa! 
Acho que o mais legal foi a grande mudança física. Platinei meu cabelo e diante disso algumas pessoas até pararam de falar comigo. Acho justo. Quem quer andar com uma pessoa feia ao lado não é? Mas mesmo tendo vontade de raspar a cabeça e começar tudo novamente, acho que tem o lado positivo que é algumas pessoas já me identificarem de longe e já optarem por falar comigo ou não. E as outras pessoas tiveram que me aturar assim mesmo. 
Conheci o Moro. Ah foi inesquecível. E dei uma engordada. Tá, isso é bom? Tem seu lado bom, diante dos anos que passei meio zumbizando por aí.
Enfim. 
Agora vamos aos fatos: em 2020 a primeira coisa que eu fiz foi efetivamente me isolar. Dizem que o primeiro dia do ano determinará como será o resto dele e se isso for verdade, olha só que maravilha! 
Eu não faço promessa, acho complexo e eu nunca cumpro. Eu me comprometo, e para mim tem aí uma grande diferença. E vou escrever aqui, imprimir e colar na parede do meu quarto. Quando eu perder o rumo (vai acontecer fácil!), leio isso aqui tudo de novo. Só peço a Deus que assim como ano passado, ele me dê sua mãozinha e seu amor incondicional para que eu faça tudo direitinho. 
1) Não quero mais pagar mico. E quando falo isso, digo por exemplo: eu tenho mania de achar que sei dançar. E que por isso devo me jogar na pista de dança como se eu fosse tipo Ana Botafogo. Dia desses até dancei no palco. Senhor!!!!! Sério. Depois pensei: que retardada né? 
2) Aí vou precisar me segurar mais ainda nisso de sair de casa. Escutar minha intuição financeira, sair em raros momentos e em momentos especiais. Guardar dinheiro para viajar ou para terminar aquele cursinho de inglês que quero terminar desde o século passado, ou para comprar livros no lugar de roupas. Sair menos, me traz energia positiva e não me cansa a "beleza". Fora que me poupa da língua felina do povo que me acha velha para curtir a vida à doidado. 
3) Mudando drasticamente meu guarda-roupa e urgente!. Eu já vinha fazendo isso, mas aí dia desses comentaram que eu ando com a bunda de fora. E eu não sou mais mocinha. Aliás, nem mocinha eu era tão cocota. Então a meta é usar mais peças pretas, dar uma drástica diminuída na compra de roupas, continuar levando à sério as roupas claras às sextas. 
4) E aí vem: usar minhas roupas brancas e claras às sextas e levar ainda mais à sério minha fé. Frequentar mais meu cantinho de oração e diálogo, me apresentar mais firme naquilo que acredito. Penso que se eu respeito a religião do outro, por que não vão respeitar a minha? E assim, consequentemente, poderei silenciar mais, gastar menos, falar menos merdas, pagar menos mico. Acaba que tudo está bem interligado.
5) E finalmente: cuidar do meu coração bandido e ordinário. Minha meta era ficar um ano sem pensar em macho alfa, mas infelizmente essa raça é insistente e eu uma boba romântica que não gosta de romance, e por isso acabei quebrando uma ponta da linha e mega me arrependo. Mas Deus é bom o tempo todo e me deu sua mão e seu carinho e eu pude retomar o caminho do bem e pegar a linha azul turquesa novamente. Então recomeçamos o plano, traçamos uma nova rota e se tudo der certo, até o dia 21 de abril as coisas ficarão leves e quem sabe eu não acabe dobrando a meta? Ouvi que sou intensa. Odeio, mas ao mesmo tempo, é isso mesmo. Comigo nisso de relacionamento ou é 8, 80 ou 80 mil. Meio termo só meu sono. 

Aprendi em 2019 que em 2020 eu finalmente serei uma mulher de 36 anos. E a única coisa que peço é saúde para trabalhar tanto que o povo ache que virei bandida e que com esse tanto de feriado eu consiga aproveitar para curtir os poucos amigos que me restaram e me mandaram mensagem de feliz ano novo e que escreveram a mensagem. O copiou colou, não colou. E claro, seguir bombando meu intelecto, minha fé, meu respeito ao próximo, meus cuidados com meus pais. Cuidar de um monte de festas e ver um monte de casal casando!  
Escolho seguir sozinha mais um ano. Escolho me respeitar mais. Me ouvir mais. Rezar mais. Ler mais. Escrever mais aqui e fora daqui. Abrir espaço para novidades. Cuidar do que é verdadeiro, neste caso minha família e uma muda de amigos. Escolho seguir platinada, mesmo não agradando e a cuidar da minha saúde (estou até fazendo alguns exames. Obrigada emprego!)
E será um bom ano. Se Deus quiser!

E você: fez algum compromisso com o novo ano? 





quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Retrospectiva 2019 em 4 atos - Parte 4

Mas hoje é 2 de janeiro de 2020 e você está postando Retrospectiva? 
Pensei nisso enquanto escrevia o texto, mas foi proposital. Esperei fechar o ano de 2019 para colocar aqui o que senti na última noite deste ano que considero bem normal em vários aspectos e ousado em vários outros. A noite de passagem em si foi tranquila, na casa de uma amiga, à quem agradeço demais pela recepção. 
O primeiro dia do ano foi em casa e sozinha. Dizem que este primeiro dia determina muito como será o ano inteiro, o que significa que será em casa e sozinha, o que realmente me agrada muito. 
Ano passado eu aprendi muito mais sobre mim, sobre o outro, sobre pessoas, atitudes. Me reconectei comigo de uma forma mais verdadeira, porque era uma urgência que eu tinha dentro da minha perspectiva de mundo. Eu precisava me amar, minimamente, para não seguir me perdendo, já que desde 2017 a minha vida estava bem sem rumo.
Conheci muitas pessoas legais, mas também deixei de conhecer, escolhi me afastar, não liguei se se afastou, não achei ruim se não gosta ou não gostou de mim. Abri mão de me explicar, silenciei muitas vezes diante do incomodo, da garganta fechada, do grito entalado. 
Rezei muito e pedi muito perdão à Deus a ao Universo por errar, por ser humana. Entendi que sou de boas, não perfeita e isso foi bom para definir o que quero e quem quero ao meu lado. 
Talvez a melhor coisa que aconteceu foi que eu não quis morrer em nenhum dia. Mesmo em vários momentos de desespero, optei por confiar. E deu certo. Acho que isso me ajudou inclusive a não ficar doente, não tive nenhuma gripe séria como em 2018 e consegui dormir mais noites. 
Considero que conhecer o Ministro Moro foi o ápice do meu ano e ter realizado muitos eventos a maior alegria. Sinto que meu objetivo de vida é ver pessoas felizes, seja no meu trabalho diário, criando agenda, reservando hotéis, traduzindo, criando planilhas, organizando reuniões; seja nos eventos, coordenando, recepcionando ou decorando. Muitos sorrisos, muita gente construindo família, celebrando muitos anos de casamento, meninas debutando, empresas confraternizando, crianças celebrando seus primeiros anos, batizando. 
Não tive um 2019 diferente de muita gente por aí. Perdi amigos especiais, Tati, Augusto, que significaram muito em minha vida e que se foram, deixando um vazio enorme, mesmo que não os visse há anos. Não fiquei rica, aliás tive um certo descontrole financeiro, mas graças a Deus nada que me causasse desespero e fome. Mesmo assim, consegui ajudar muitas pessoas, pude estar presente em muitos momentos importantes, pude me conectar mais com algumas outras, pude viver com conforto e saúde. 
Agradeço à Deus por mais um ano. Por ter comemorado 35 anos, por ter meus pais comigo, por ter um emprego, por ter uma família que não é perfeita, mas que segue firme. Agradeço pelos meus amigos, companheiros de batalha no dia a dia, no trabalho e fora. Agradeço por cada dia de trabalho com saúde, mesmo nos erros. Agradeço às minhas várias tentativas de romance que não deram certo. Agradeço pelos livramentos, pelas vezes que não saí de casa, que permaneci fiel ao que estou construindo internamente. Cada dia foi vivido com o coração. Grandes dias, dias médios, dias péssimos, mas vividos com fé, aprendizado e coragem.
Não tenho nenhum pedido específico para 2020. Acho que pensando profundamente, a vida será o que Deus quiser, e só agradeço por estar ainda na vida, no coração de quem merece, caminhando com muita disposição de acertar, com a mente aberta, leve e mãos estendidas à quem precisar de mim.
Obrigada a cada um por me dar um pouco do seu tempo, do seu amor, do seu trabalho, da sua paciência, do seu carinho, da sua bronca, da sua amizade, do seu respeito e da sua fé.  

Feliz novo ano! 


segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Retrospectiva 2019 em 4 atos - Parte 3

Para essa parte eu reservei muitos agradecimentos especiais. 
Vamos lembrar os vários e lindos eventos do Bolshoi Cerimonial. ok, nem tudo é perfeito mesmo né?
Em janeiro tive minha primeira dúvida sobre ser Cerimonialista. Um evento que tinha tudo, tudo mesmo para ser incrível, mas infelizmente, não foi. Chorei tanto neste dia que tive enxaqueca por 5. A nossa sorte: o noivo gostou e ninguém foi para as redes sociais reclamar. Nem seria preciso. Este evento usarei como exemplo para o que nunca deve acontecer e fez cada uma de nós refletir sobre nossas atitudes. De lá para cá as coisas melhoraram muito. 
Em fevereiro, participamos de nosso primeiro evento de noivas e estabelecemos o dia 24/02 como a data do Bolshoi Cerimonial e estou doida para celebrar o primeiro ano.
Mas foi em junho que aconteceu a coisa mais maluca que poderíamos viver: 2 casamentos no mesmo dia, no mesmo horário. A sorte é que um casamento tinha cerimônia e o outro não. Então eu tive que me virar para montar duas equipes phoda, porque o casamento era da Jéssica, que trabalha para mim que vem a ser irmã e cunhada de mais duas integrantes da equipe, ou seja, eu perdi 3 pessoas. Tudo bem que eu tenho uma equipe incrível, e foi emocionante e deu tudo certo. Consegui cuidar de ambos sem surtar, fui para um e o outro e voltei para o primeiro e no outro dia estava decorando outra festa às 08 da manhã.
Eu até tinha vivido algo parecido em 2015 com 2 casamentos no fim de semana, mas no mesmo dia foi algo que nos fortaleceu. E que me fez contar com 2 irmãos que entraram para a equipe, graças à essa loucura.
Fiz a minha primeira celebração de casamento. Nada muito elaborado, porque era um teste para ver se eu me sentia confortável na situação, até porque tenho um leve problema em minha dicção que as vezes me atrapalha. Mas era a Sarah, a quem chamo de meu Toro (não podia falhar). Não falhei e teve muita emoção (e eu amei fazer isso) e já temos isso em nosso leque de serviços (ok gente?)  
Graças a Deus também trabalhei muito para Geysa e Simone e desde outubro venho ajudando quando solicitada, uma casa de festa (Obrigada Marília e Ricardo - Espaço Berdrock).
Foi intenso. O Bolshoi está cada dia mais formalizado. Prancheta personalizada, uniforme com direito à colar azul. Até meu cabelo eu criei uma identidade com ele. Percebemos a importância do padrão. 
No espaço de agradecimento eu agradeço à Nati e o Wesley (e a Tati, quem me indicou); a Cris e seu 50 anos maravilhosos; Judi e Lucidio e suas bodas de Esmeralda; Raícia e Clayton e o Chá de Panela animadaço!; ao Kaleo e família pelo seu primeiro aninho; à Simara e nosso primeiro evento corporativo; à Manu e família pelo seu primeiro aninho; à Adriene e Vinicius e Jessica e Lucas pelo 15 de junho mais feliz de minha vida (e da deles, obviamente); à Talytha pela sua festa encantadora de 26 anos; à Ana Luísa e o Miguel pelo aniversário de super heróis (e à mamãe Aretha, que é companheira de Ministério e loucuras criativas); à Thais e a oportunidade do evento no Coco Bambu; à Elaine e ao Carlos (casal lindão de julho); à Tati e Carlin (e nosso ano inteirinho juntos né amigo?); à Cris da Infotrilhas pela indicação para o RC Open; à Leone e sua incrível festa de 40 no Espaço Bedrock; à Cris e ao Wagner, nosso casal mais de boas de outubro; à Sarah e ao Junior que me permitiram celebrar o amor que acompanho desde o começo e à Maíra e ao Tobias pelo Chá de Fraldas do Elias (nosso casal de 29/12/18).
Em 2019 participei de mais 2 eventos de noivas e da Jornada Brasiliense de Cerimonial, que foi importante para alinhar o nosso conhecimento, com o conhecimento de uma galera que batalha muito para realizar sonhos.
Evoluímos muito, com nosso erros e acertos e já tem 5 eventos para 2020.

Obrigada! à minha equipe maravilhosa, dedicada e entregue, que topa minhas loucuras. Que dirige para mim, que pega coisa, devolve coisa, acompanha prévia, imprime, copia, liga. Participa de todo tipo de evento, topa minhas loucuras com pouco ganho e bora? bora! ... eu não seria nada sem vocês. Meu muito obrigada! 

Obrigada a cada fornecedor que me atende, me manda orçamento, mesmo o cliente nem respondendo se quer ou não, que recebe os meus roteiros e confirma o recebimento. Cada parceiro de dia de evento que chega na hora, que faz a coisa toda acontecer do jeitinho sonhado e coordenado por mim. Vamos juntos mais um ano!

Para este novo ano quero muitos eventos, mil 15 anos, noivos felizes, bodas de diamante, casamento no céu, na terra, na água, no fogo... Queremos celebrar sempre, com dedicação, comprometimento e com todos os sentimentos mais positivos possíveis.

Porque no Bolshoi Cerimonial, seu sonho é grande! 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Retrospectiva 2019 em 4 atos - Parte 2

Hoje farei a retrospectiva no campo social e isso eu incluo minha vida afetiva, familiar, festiva e meu super sucesso no lado amoroso.
Comecei o ano em uma forte e gostosa amizade que virou pó e nem era Carnaval. Levei um susto porque era uma pessoa que me inspirava muito. Passei o ano todo tentando entender o quê tinha feito e ainda bem que entendi. Foi importante estabelecer já de inicio que seria um ano punk.
Tudo ia bem até que na semana do meu aniversário resolvo adicionar uma pessoa X do nada em uma noite de domingo. E já no meu aniversário estava de romance e 4 dias depois o pedido de namoro. 20 dias depois, em um domingo de Páscoa, o fora. O Fora, porque me pegou desprevenida. Eu estava super empolgada, as coisas fluíam, mas eis que mais uma vez me senti um saco de bata podre. O motivo do fim: eu não procurava Deus, meus chacras são desalinhados... Inclusive a amizade que terminou no começo do ano, pasmem, foi pelo mesmo motivo.
Então que cheguei em casa e em uma oração profunda e sincera, pedi a Deus ajuda para seguir sozinha. Decidi ali, naquele domingo, que eu não quero me relacionar tão cedo e nessa, estou há 8 meses sozinha. 
Tive alguns romances breves, e quando digo breves, foi em torno de 1 ou 2 dias. Teve um que durou uma semana, mas acabou se mostrando machista e se tem algo que não quero mais em minha vida são homens deste nível. Aliás, não quero homem nem machista, nem homofóbico, nem preconceituoso, que não dance comigo, que use drogas e que tenha uma ex mulher que não superou o fim do casamento. Me restaram poucas opções no mundo, tudo certo.
2019 foi um ano de poucas baladas, poucas farras, poucos beijos e poucos porres, graças a Deus. Me mantive muito digna, principalmente desde que me comprometi a fechar meu coração. Desta forma estou com poucos novos amigos, mas graças a Deus, com a grande maioria os laços se fortaleceram. Foi importante para mim cada sábado livre, em casa, porque além de economizar, evitei meu desgaste emocional. 
Meu Carnaval foi em Brasília, saí com uma turma animada, foi bem legal. Foi melhor que Salvador, porque não levei chifre, nem fui ameaçada com uma arma. Mas torci o pé, como em 2018, nada que tenha abalado a minha alegria e minha paixão por esta festa que eu amo cada dia mais.
Fui poucas vezes ao Centro e isso me incomodou um pouco. Não que eu tenha deixado de rezar, de conversar com Deus, de atuar com fé naquilo que acredito. Ainda bem que apesar de me dizerem que sou espiritualmente fracassada, não me senti assim. Acho que  a minha religião é o amor, é ajudar ao máximo de pessoas, é cuidar dos meus pais e valorizar às pessoas que me estendem a mão e me ajudam. Então, mesmo não frequentando uma Igreja, eu fui Igreja e meu diálogo com Deus se fortaleceu e ficou mais maduro este ano. 
Ganhei 2 festinhas surpresa pelos meus 35 anos e este ano foi realmente muito significativo. Porque eu havia definido que este aniversário seria o divisor de águas e que eu escolheria quem caminharia comigo. Adorei toda a celebração que envolveu meu aniversário e todos os presentes, todo amor que recebi. Mas defini também que não quero mais nenhum tipo de festa em meus próximo aniversários. 
Fui na Festa de Santo Antônio, participei ativamente das comemorações familiares. Interagi muito socialmente, mas dentro do meu mundo, porque não sei se é a idade, mas eu me tornei uma pessoa mais caseira, mais centrada. 
Viajei para o Rio e para o Guarujá!!! Melhor parte do meu ano inteiro que merece um texto só de histórias, resumidas, claro, porque vivi coisas incríveis em 12 dias de viagem. 
Fui como convidada de uma festa de 15 anos, depois de 4 anos sem ser convidada para uma festa deste nível. 
Me comportei relativamente bem. Fiz algumas besteiras, disse alguns não, fingi demência para várias coisas, fingi miopia para algumas pessoas na rua, pensei coisas terríveis de algumas, falei demais, criei expectativa, quis bater, quis chutar o balde, chutei o balde (mas recolhi em seguida). Ou seja, nem tudo são flores e muitas vezes eu fui, infelizmente, egoísta, preguiçosa, gulosa, preconceituosa e julguei muita gente e muitas atitudes. Não sou perfeita. Me arrependo, mas é um processo de oração e jejum, para que eu me torne m ser humano menos pior que ontem. 
E para terminar, eu posso dizer que superei os embustes do ano passado, e inclusive, os encontrei várias vezes e graças a Deus foi muito de boas. Obviamente que não estou 100%, mas já consigo ver tudo com o ângulo do perdão. 

Acho que é isso. 
2019 foi muito mais legal que 2018. Consegui me equilibrar emocionalmente. Não quis morrer em nenhum dia. Não sofri pelo fora que levei. Me sinto muito mais confiante e sinceramente: preparada para um novo ano com emprego, saúde, com economia e com viagem. 

Agradeço à cada um que me fez feliz neste ano, e cito alguns nomes porque vale: Cris, Cris, Malu, Lu, Anne, Cris de novo, Aline, Sarah, Gabi, Aretha, Adriene, Katia, Paulo, Di, Talyta... e a lista não acaba. Muita gente do bem, que me deu a mão, o coração, me abrigou em amor, conselhos e risadas. 
Agradeço à minha família inteira, de vários modos, pela minha festa surpresa, por cada conselho e por toda convivência em mais um ano.
Cada um me fez melhor.
E espero que sigamos juntos em mais um ano. 





segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Retrospectiva 2019 em 4 atos

Olá amores! 
Quanto tempo não escrevo não é? 
Mas vou compensar com a retrospectiva deste ano um tanto quanto água com açúcar, mas que passou dignamente. Sobrevivi. Sobrevivemos.
Vou dividir em 4 partes: Profissional, Social, Cerimonial e Geral.

Hoje eu começo com a que mais me interessa, que é a Retrospectiva Profissional.

2019 foi de fato um ano diferente. Com a mudança de governo tudo mudou, obviamente. Nova chefia, nova forma de atuar, tudo realmente passou por um extremo processo de alteração. Mudamos de sala de novo. E tudo passou a ser revolucionário. 
Como Secretárias, eu e minhas colegas não tivemos chance de entender muito bem as coisas. Nosso papel foi executar da melhor forma o que nos é imposto e assim fizemos.
Eu passei a me questionar como Secretária. E ao longo do ano vivi muitos dias de angústia, medo, insegurança e muitas lágrimas antes de dormir. Mentira. Em alguns dias era no trabalho mesmo. hahaha!
Passei vários momentos em oração, pedindo a Deus sabedoria, pois pela primeira vez em 14 anos de profissão eu me questionei se havia feito a escolha certa. 
E cometi tantos erros. As vezes erros muito bobos e inocentes. Falta de atenção. Me sentia uma retardada. Acho que só me senti assim de fato em 2005, em meu primeiro estágio. Aliás, como me lembrei daquele chefe viu? Me veio muito à mente as vezes em que ele me disse que eu jamais seria uma boa profissional e que deveria procurar outro tipo de atividade.
Mas foi no meio deste turbilhão de emoções que entendi que eu não quero outra profissão. Mesmo concordando que não estou na minha melhor fase de atuação, eu ainda não me sinto tentada a mudar. Gosto do meu ambiente de trabalho, da equipe, das minhas colegas, da chefia e de tudo que envolve o meu trabalho aqui.
2019 me trouxe mais vontade de trabalhar, de me dedicar, de ser melhor. Não percebi isso em meio à alegrias, foi preciso ouvir muitas coisas negativas para entender que nem sempre será colorido e feliz. Costumo dizer, vivo um casamento com a minha profissão e é claro que as vezes estaremos em crise e elas, como em todo relacionamento, são fortalecedoras, inspiradoras e necessárias. 
Agradeço todos os dias pela oportunidade de ter para onde ir ao acordar. De sentir que faço a mínima diferença. De que nada é tão perdido. Agradeço às minhas colegas, tanto do Gabinete, quanto dos outros gabinetes, as externas, às colegas de profissão em um contexto geral, por me ajudarem a não desistir. 
À Chefia, que vai da Secretária, passando pela Chefe de Gabinete, Diretores, Apoio e demais, meu sincero obrigada por todo ensinamento, paciência na hora do erro grave, as broncas pela falta de mínimo senso, por todo cuidado em meu aniversário e por compartilharem conhecimento.
À Deus, obrigada por me guiar, por me ouvir, por acalmar meu coração. Por ter me proporcionado conhecer o Ministro Moro, que é uma pessoa que admiro muito e que foi sem dúvida um dos momentos mais significativos de minha vida. 
Como eu disse em um vídeo no dia do Profissional de Secretariado: "não saímos de casa para errar". Então, o que queremos, e digo no coletivo porque eu sei que o meu desejo é geral: que não fiquemos desempregadas e que honremos cada dia de trabalho com saúde e garra! 
Para 2020, é exatamente isso que almejo. 


segunda-feira, 18 de novembro de 2019

O Bolshoi Cerimonial em 2019.

Finalmente minhas férias chegaram e eu não poderia estar mais feliz. Cheia de planos, cheia de vontade de descansar, de criar e pasmem, de trabalhar.
Digo isso porque aprendi ao longo desses anos de trabalho que férias não é sinônimo de gastos e preguiça, mas de dedicação e no meu caso, tenho minha empresa em criação diária e por isso mesmo, não me dou o luxo de parar. 
Em meu primeiro dia já fui ao dentista e no segundo, amanhã, irei participar da Jornada Brasiliense de Cerimonial e eu me sinto tão animada, cheia de gás e amor no coração. 
Dia 16 foi meu último evento do ano pelo Bolshoi, o Chá de Fraldas do Elias, filho do meu casal maravilhoso, Maíra e Tobias, do dia 29 de dezembro de 2018. Como foi bom criar a decoração, surpreender em vários detalhes e oferecer uma tarde linda e leve aos convidados.
Esse tipo de evento nos enche de amor e nos dá forças para seguir, porque é assim mesmo, em todo trabalho a gente tem algum desgaste, mas é tão gostoso quando no fim a gente deita e agradece.
Por falar em agradecer, gostaria de agradecer publicamente à Maíra, ao Tobias, aos pais da Maíra, pela confiança depositada no meu trabalho, tanto no casamento, como no chá. Agradeço às minhas Bolshaias, Anne e Cris, por me ajudarem na decoração e no servir aos convidados. Por todo cuidado a cada evento e sonhos que realizamos. E à Cris, que nos emprestou as toalhas e à Veronica por toda arte criada com tanto amor.
2019 foi um ano de muitos eventos, do Bolshoi e das minhas amadas, Simone e Geysa. Aprendi muito, um pouco mais, e errei muito também, infelizmente, mas eu respiro aliviada que mesmo assim sei que conseguimos distribuir muitos sorrisos e amor neste ano infinito.
Para 2020, amor. Muitos casamentos, festas de 15, 50, 100 anos. Muitas bodas, batizados, festas infantis, almoços, eventos corporativos.
Por aqui, seja como Karla Bolshaia, seja como Bolshoi Cerimonial, o que quero é que todos sejam e vivam o amor em sua verdadeira face. 

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Fim de outubro

Graças a Deus outubro finalmente termina. Sei lá, ele foi longo demais! Já já é novembro e com este mês vem meus dias de descanso em férias mais que merecidas. E já estamos naquele clima de retrospectiva, de reflexão e vontade de surtar. 
Diria que até o momento este ano, apesar de ser a quarta temporada de 2016, está razoável. Não foi o ano da minha vida, mesmo completando 35 anos, idade que eu almejei em vários outros anos, mas também não foi a terceira temporada, ano passado, 2018.
Definitivamente 2019 não foi de longe tão doente e chato quanto 2018, mas também é um ano que eu não vou levar tantas lembranças gostosas, nem vou suspirar por ele.
Mas estou com saúde, não tive nenhuma gripe pesada, nem pneumonia, nem nada, oremos! e eu consegui estabilizar o Bolshoi com eventos maravilhosos e o apoio de pessoas ótimas que me deram a mão e o coração. 
No trabalho sem dúvida foi o ano em que eu respirei mil vezes antes de jogar o computador pela janela ou afogar alguém no copo de café de plástico que é para dar mais emoção. Mas também sejamos justos, foi o ano em que me coloquei à prova sobre ser uma verdadeira Secretária Executiva e infelizmente cheguei a conclusão que a caminhada para este nível ainda é longa e solitária. Aprendi e aprendo a cada dia sobre essa arte que é além de tudo um exercício de respeito ao próximo como a ti mesmo. 
Em aspecto pessoal este ano só não foi pior que 2018, mas foi pesado. Levei um fora cabulosão e desde então entrei na paranoia do antes só do que mal acompanhada. Isso é ruim por um lado porque desde então "perdi" 2 chances de relacionamento com pessoas interessantes. Mas ao mesmo tempo eu não perdi foi nada. Porque desde que decidi ficar sozinha, as coisas andam fluindo em um ritmo mais gostoso. Acho que finalmente entendi que essa parada toda de romance e afins é coisa para algum outro momento. Por ora as coisas andam bem melhores que o meu ano passado e eu agradeço demais ter respirado muito este ano e tomado decisões acertadas quanto ao meu coraçãozinho. 
Acredito que faltando bem pouco para terminar o ano, o saldo até o momento é de orgulho. Acho que cumpri relativamente o que me comprometi ano passado, em meados de novembro, quando decidi que ia parar de sofrer pelo que tinha acontecido comigo e perdoaria às pessoas que me fizeram mal. E um ano depois, eu agradeço a Deus por não desistir de mim, minha família por não ter me abandonado, ainda que muitas vezes à distância, porque essa vida é correria mesmo. Agradeço aos muitos amigos, companheiros de trabalho, de eventos, de copo e de reza, por tudo. Cabe um pedido de desculpas, não poderia faltar, à algumas pessoas pelas minhas falhas de presença, atenção e conversas. Mas de verdade, este ano foi um que me colocou para ralar muito e apesar de não ter ficado rica, me sinto satisfeita. 
Mas ainda não é ano novo Karla! Sem problema, todo dia é dia de refletir, rezar e agradecer.
Beijos meu povo lindo! 



quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Setembro Amarelo

Achei que nunca escreveria sobre isso. Mas acredito que neste momento de minha vida é necessário. Acho que pessoas como eu, existem aos montes, e todas precisam de um afago.
Sempre tratei a depressão como algo do outro. Talvez eu sempre convivi com ela, mas nunca me importei e inclusive, critiquei muitas vezes várias pessoas, à quem peço perdão humildemente. 
Sempre pensei que depressão era frescura. Que meu mau humor e minha preguiça eram passageiros. Que em diversos momentos as atribulações iriam passar e que eu sou uma pessoa feliz e contente. 
Escolhi duas profissões onde além de estar impecavelmente arrumada, preciso sorrir o tempo todo e ser cordial o tempo todo. E eu sou assim em 65% dos meus momentos na vida.
Os outros, são: dor, preguiça, cansaço, estafa, mente perdida no tempo, falta de apetite, fadiga, desmotivação e fuga da realidade. Em vários obstáculos parece que não há força para superar e um pingo de água vira uma tempestade.
Aprendi que é uma caminhada solitária e não é frescura. Que muitos amigos e amores sumiram quando eu mais precisei. Normal. Ninguém é obrigado a aceitar. E aprendi mais: ninguém está preparado para lidar com pessoas assim. Uma boa parte ironiza, senta a lenha, diz que é falta de Deus, egoísmo e ingratidão. 
Eu escolhi expor. Escrevo, compartilho, pergunto, converso com Deus, choro mesmo. Quando me bate um pânico saio, ando, choro de novo.  Eu deveria procurar ajuda, mas por hora, não sei bem como, estou me sentindo capaz. Acho que essas minhas conversas com Deus tem me direcionado para algum caminho mais tranquilo.  Mas obviamente não recomendo. Temos que procurar ajuda médica, urgente, eu tenho e vou procurar. A gente não pode passar por esta vida sentindo tanta dor na alma.
Para você caro leitor ou leitora, que está passando por essa dor que parece eterna, me dê a sua mão. À você que tem alguém neste buraco, dê a mão. Não desejo à ninguém. Não espero claro que me passem a mão na cabeça. Não confundam, a gente não quer chamar a atenção aleatoriamente, a gente quer a sua mão. A gente quer respeito. Muito respeito. 
A minha luta segue. Diária. E você que luta diariamente, segure minha mão. Eu não te critico mais. Eu te entendo. E juntos vamos superar. E haverá um dia onde poderemos olhar para trás e realmente entender que somos capazes e que não será necessário mais nos sentirmos um peixe fora d´agua. 
Eu hoje vivo o Setembro Amarelo todos os dias. Um dia de cada vez. Rumo ao sossego do coração e das tormentas da alma.  

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Joguei tudo fora

Fui dormir ontem pensando no quanto me fez mal. No quanto ao terminar comigo, bateu no peito dizendo que era honesto, mesmo eu sabendo que nunca foi, me destruiu um pouco mais. Mais do que já havia me machucado tanto ano passado. Chorei ao constatar, novamente, que tanto você quanto todos os 4 anteriores, não sentiam um pingo de dó. Muito menos amor. 
Nunca foi amor. Nada do que vivi em meus últimos 5 anos. Mas julgo o seu fora em uma mesa de restaurante horroroso, a pior traição.
Então ao realmente me dar conta disso, enquanto desfila com a mulher de sua vida e eu realmente espero que não a machuque como me machucou, pensei: vou jogar tudo que ele me deu no lixo. 
Acordei mais cedo, peguei uma sacola e joguei quase tudo. Ficou o boneco do Minion que terá utilidade, mas que depois disso também será retirado do meu lar. Cartinha, livros, caneco da Arlequina, garrafa de cerveja, o porta tampinha de cerveja, um monte de pedra, um espelho... tudo em uma sacola. Junto joguei o último suspiro de um sentimento que foi muito importante para me tornar a mulher que sou hoje.
Você e seu falso sentimento me deixaram na merda. Mas diante de sua reconstrução de algo que nunca lhe abalou, me permito hoje me sentir zero endividada contigo.
Obrigada!