quarta-feira, 15 de maio de 2019

O arco iris veio no fim da tempestade

Gostaria hoje, depois de um dia insano, me desculpar. 
Mas o pedido de desculpas não é direcionado, ele é estendido à cada rapaz com quem me relacionei na vida, em termos amorosos.
Entendo como deve ter sido difícil se relacionar comigo. 
Durante um tempo eu era arrogante, metida a inteligente e esperta. Com o tempo, passei a me vitimizar, me amargurar e reclamar.
Oscilei entre a euforia e o desespero, entre sorrisos e lágrimas. As vezes feliz da vida, as vezes inconstante. 
A vida me tornou um ser um tanto quanto sem noção. Muitas perdas, muitos foras, e até hoje, eu não havia percebido quem realmente sou.
Um relacionamento nunca acaba só por causa de um, mas assumir meus defeitos, de verdade, sem me tornar um mar de lágrimas e desprezo próprio, foi duro. E eu só posso lamentar por não ter sido a mulher ideal para vocês. Lamento por cada crise de ciúme, de choro fora de órbita, de lamúrias em meio à flores. A dores onde não deveriam existir, à crises onde deveria haver alegria. 
Lamento ter desrespeitado, ter traído e inventado. Ter forçado. Decepcionado. 
Cada relacionamento me ensinou. Mas acho que hoje, essa data de hoje, me devolveu uma noção de que eu preciso me amar de fato. Ninguém precisa caber no meu mundo tão complexo, na minha caminhada que precisa de muito amor próprio para se desenvolver. 
Sempre quis acertar no amor, encontrar uma pessoa como em contos de fadas falsificados, mas eu precisei perder muito, de mim e do outro, para finalmente me assumir em uma solidão necessária.
Em minhas conversas com Deus, pedi perdão por não ser sua melhor filha. E senti sua mão em meu coração me acalmando, de que eu sou uma boa filha, eu só preciso acreditar em mim, sem esperar que o outro acredite. 
A cada homem, que tenha me feito bem ou mal, meu sincero perdão. A quem magoei com palavras e atitudes, com lágrimas peço perdão. 
Amanhã será um novo dia e me livro hoje do dia 21 de abril que me fez retomar meu medo de morrer sozinha. Hoje, este medo foi embora. Porque quando a gente aprende a ser amiga e a esperar em Deus efetivamente, um arco iris aparece no fim da tempestade.
Algumas pessoas perderam a paciência, entendo. À quem ainda resta um pingo dela, aqui estou, livre de pressão.
Espero em Deus que em algum lugar deste mundo, exista um chinelo velho para meu pé cansado, mas ok, não precisa ser efetivamente velho. Se ele por acaso não existir, está tudo bem. Eu sou feliz exatamente assim.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Dia das mães

Calma gente, dia das mães é domingo né? Não para mim. Para mim, com todo clichê que existe, dia das mães é todo santo dia. E eu como sou esperta, já tratei de dar o presente da minha. Acho que ela adorou.
Todo dia das mães eu me pego pensando: e seu eu fosse mãe?
A realidade é que quem não tem filho tem opinião para tudo né? Cara, eu então! Nossa, eu amo meter o bedelho onde não sou chamada, gosto de dar pitaco e sempre comparo a forma como fui educada com a forma como essa garotada vem sendo criada.  Só que eu sei que não adianta a minha opinião, porque cada mãe é uma e vive a sua maternidade como lhe convêm né?
E eu vou passando pela vida apenas opinando. Porque a verdade é que na minha cabeça e no meu corpo também, a fase de ser mãe passou. Passou no dia que eu ouvi que haveriam uns 5% de chance e eu respondi com toda serenidade ariana: "não vou incomodar Deus por estes 5%, Ele tem muita coisa para fazer".
E é bem isso. Eu encarei de forma muito tranquila e encaro com bastante naturalidade essa minha realidade. 
As vezes, muitas vezes eu diria, eu penso como seria bem legal ser mãe, ter uma criança, educar, passar valores, colocar alegria no mundo! Criança é bem isso né? Poderia adotar também, mas a questão é que eu só quis isso quando casada, e eu tenho absoluta certeza que teríamos sido ótimos pais e eu teria sido uma mãe fantástica do Fernando ou da Fernanda (criativa né?)
E vem aí, em 3 dias, mais um lindo e ensolarado domingo das mães e eu vou comemorar cuidando dos meus pais que eu sei que são como filhos. Eu costumo dizer que Deus não me fez mãe para cuidar de meus pais e eu me sinto muito importante, porque é também uma dádiva poder ajudar seus pais a terem um envelhecimento digno, com respeito por tudo que eles fizeram ao longo da vida.
Sou muito grata por ter a vida que eu tenho. Sem filhos, mas com sobrinhos e sobrinhos-neto lindos, meus irmãos saudáveis, com amigos fieis (ok que tem uma galera que tá precisando apanhar), meu emprego, que eu cuido com muito mimar como se fosse um filho. Tenho sonhos, que são como bebês que eu preciso cuidar também para que cresçam.
Tenho uma vida, abençoada e venho este ano de forma muito sincera, me tornando mais consciente com minhas críticas ao próximo, principalmente se este próximo for mulher.  Tanta mulher que quer ser e não pode, e não falo somente de ser mãe. A mulher ela quer exercer o seu direito de ser mulher, e muita gente tem tirado esse direito básico, apenas porque somos mulheres. 
Neste domingo, desejo que você, mãe ou não, tenha um dia incrível e que toda sua jornada seja de amor, de respeito por si e pelo próximo e que nada te coloque no caminho da auto-destruição. 
Coragem! 

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Divã do Bolshaia: Você ainda acredita no amor?

A imagem pode conter: 1 pessoa, texto

Eu discordo um pouco da frase, concordando um pouco também. 
Discordo porque além de já ter vivido algumas relações cheia de amor, eu vejo o amor em quase todos os finais de semana. Convivo com casais durante mais de um ano e percebo o quanto existem pessoas que foram definitivamente feitas uma para a outra. Claro que infelizmente existem também casais que estão juntos, mas que nem eles entendem o porquê. Mas no geral, graças a Deus, consigo ver e sentir o amor em muitas pessoas e isso é algo que me motiva, pessoalmente, e profissionalmente, porque trabalhar com o que a gente acredita é algo que dá até saúde. 
Mas colocando isso em minha vida, eu te digo de verdade, que eu Karla, não acredito mais nisso, pelo menos não na minha caminhada. Não falo isso de forma amargurada, até porque de amargo já bastam os limões e gueiroba. 
Ah mas você desistiu? Me perguntam. Não. Não desisti, mas também não vou mais atrás não. Tá, eu particularmente nunca fui atrás do amor, ele sempre veio até mim e eu recebi. O que veio depois é que dá uma desanimada, mas eu agradeço muito cada experiência de amor.
Acho que minha preguiça maior é a hipocrisia que rola depois que a pessoa resolve sair de sua vida. Para mim, acabou, acabou. Não tem isso de manter contato, de dizer, olha estou aqui para o que precisar. Aprendi que se não fui boa namorada, não serei boa amiga. Até quebrei esta regra umas 2 ou 3 vezes, mas em um contexto bem profundo, se não me quis, apenas preciso seguir. 
E também dá uma desanimada ver tanta mulher sendo morta por seus companheiros que em vários casos juraram amor e cuidado eterno. Eu choro, juro, toda vez que recebo uma notícias dessa. Nenhuma mulher merece ser morta com a desculpa de que foi por amor. Isso nunca foi ou será amor. 

Por isso gente, ao menor sinal de amor retribua. Ao menos sinal de desamor, retribua também.
Amemos apenas quando for um ao outro.
Sempre! 

Beijos!

terça-feira, 7 de maio de 2019

O Bolshaia não vai acabar - decidi há uma hora.

Gostaria de solicitar ajuda para superar um pé na bunda. Obrigada de nada! 
Gente, eu estou velha demais para sofrer por homem né? Vamos combinar. E quando a relação não dura nem um mês? 
Mas tirando a brincadeira toda, com um fundo de verdade, obviamente, porque sou ariana e ariano adora chamar a atenção, venho comunicar que: diga ao povo que fico.
Explico: como eu ando bem puta e chateada com a vida e sendo bombardeada de algumas formas chatas, pela pessoa humilde que eu sou, eu havia me comprometido a não escrever mais no Bolshaia. Cês acreditam nisso?
Pois bem, acabei de repensar, de repostar um texto que eu postei e guardei de novo e em uma oração realizada há pouco mais de 1 hora, decidi que eu vou seguir escrevendo sim. Tudo bem que andei diminuindo um pouco o fluxo nos últimos anos, mas quero retomar minha intensidade de escrever, porque é aqui que posto um pouco do que sou, acho, sinto e não sinto. Aqui sou eu, não sou, falo, repenso, e até grito (quando estou em casa costumo dar uns tapas na minha cara também). 
Meu blog é minha paixão, assim como meu Cerimonial e a Ivete - ok, fora do contexto.
Lembrei de uma amiga minha que me disse que tantas vezes eu a inspirei em algum texto. E quando lembrei disso pensei que nenhuma crítica negativa de tantas que recebo, serão capazes de me retroceder, de me calar, de me ousar sentir medo e insegurança. E aviso que seguirei escrevendo muitas cartas com minha letra ridícula, mas me desculpe quem recebeu alguma carta minha nos últimos anos, de coração. 
Escrever me dá ar, principalmente com a gripe tosca que surgiu sexta passada. Escrever me dá asas, porque energético me dá dor de barriga. Escrever me dá ânimo porque entre pé na bunda e insegurança, eu me seguro no que penso e logo escrevo.
Vou escrever bastante, vou vomitar tudo o que penso e intoxicar pessoas, alarmar almas perdidas, sinalizar caminhos com meu poder florescente. 
E eu espero do fundo do meu coração é vermelho, que um dia eu consiga lançar uma coletânea dos meus melhores mais de 4 mil textos, escritos entre muros, montanhas e corações partidos. 

Então, hoje, 07 de maio de 2019 diga ao povo que o Bolshaia tem mais vida longa do que as 7 vidas de muitos gatos. E que você sempre será bem vindo. Sempre poderá contar comigo.
Mande um e-mail, me chame para um chá. Mentira, me chama para uma cerveja, mas vamos dialogar, vamos aumentar, meus amores, a nossa rede de apoio. Vamos nos dar as mãos. Aqui eu não sou melhor do que você, aqui que eu digo, vida, mundo, essa porquera toda que a gente insiste que é legal. Tá é legal sim, mas pode sempre ser melhor que ontem se a gente parar de dissimular sentimentos positivos.
Vamos jogar corações, conselhos, conversas e risadas. De verdade verdadeira?
Sabe onde me encontrar né? 

Beijos! 


segunda-feira, 29 de abril de 2019

Sobre aceitação

Há muito tempo que eu venho sofrendo, à toa, eu diria, por nunca dar certo nessa questão de relacionamento. E eu passei meus últimos 5 anos, me culpando pelo fim do meu casamento. Porque eu afinal, não gostei muito não de ser casada, sendo bem sincera. 
As coisas pioraram quando descobri que sou uma falsa ariana, e que bem lá no fundo eu quero sim viver um relacionamento bem apaixonado. Mas isso é fruto de anos trabalhando com casamentos. 
No dia 29  de abril de 2019, resolvi colocar um pedra nesse meu modo de ser e voltar à ser a Karla raiz de anos atrás. 
Porque eu cansei. Sinceramente. Eu não entendo o quê os caras querem, além de serem boçais, mau educados e machistas ao extremo. 
Convivi com todo tipo de reação à pessoa que eu sou e a gota d´agua foi quando me deparei com questionamentos filosóficos à minha forma de ver meu lado espiritual. Veja bem, eu demorei anos para me achar nisso e a pessoa simplesmente desdenha do que eu acredito e do que eu vivo.
Eu prometi para mim que eu não derramaria meia lágrima por nenhum homem e eu vou cumprir. Não sou feminista de carteirinha, mas respeito quem luta pelo nosso respeito e se tem algo que eu não vou mais tolerar é isso, desrespeito à quem me tornei e me torno, em uma caminhada muito complexa e de muita oração e silêncio.
Quero que me respeitem por eu gostar de futebol, por eu me matar fumando, por eu gostar de cerveja, por eu não entender de budismo, mas viver a umbanda na minha caridade do dia a dia. Peço respeito por ser empreendedora e por me perder em assuntos um pouco mais complexos. Eu nunca fui lá muito inteligente, mas sempre fui braçal. Amo meu trabalho, coloco isso em primeiro lugar e sabe de uma coisa? Vivo do passado sim. Adoro minha história de vida, adoro contar minha história e principalmente, gosto de comentar sim o que aconteceu comigo em meus últimos 4 relacionamentos ruins, péssimos e doentios, que me tornaram quem eu sou hoje, efetivamente, hoje.
Então se alguém tiver algum interesse em mim, por favor tenha minimamente algo a ver comigo. Se for para ficar desdenhando de quem eu sou, me colocando para baixo, duvidando de meu lado espiritual, me chamando de negativa, feia, puta e sei lá mais o tanto de absurdos que já tive que ouvir, realmente, por favor, pelo amor de Jerry Adriani, não se aproximem de mim. 
Eu não aguento mais esse começo todo fofo de relacionamento, aí a pessoa se dá conta de que eu não me encaixo em nenhum planeta, aí quer o quê? Sinceramente, por amor, eu já tentei me encaixar, acho que relacionamento é isso também né? A gente ir ajustando. Agora eu tento me ajustar e o outro não? Porque não gosta de meus amigos, dos ambientes que frequento ou porque tem vergonha de mim?
Pois vá se lascar que eu tenho meu trabalho e uma empresa para cuidar. Sou mercenária, egoísta e se não for para me acompanhar, nem me adicione na sua vida.
Aqui é assim. Já que os homens podem, por que eu não posso?
Boa semana! 

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Sobre uma oração

Sou uma pessoa que tem longas conversas com Deus. As vezes em voz alta, o que gera com certeza algumas risadas dos vizinhos. Devem pensar que sou maluca. Até tenho as gatas para me salvar, mas o nível de conversa é com certeza um que eu não teria com elas. 
Mas ano passado eu tive uma muito séria e domingo passado outra. Estas são conversas que ficarão marcadas para sempre em meu coração. 
A do ano passado teve a ver com meu lado profissional. E foi imediato. Achei incrível como me ajoelhar e pedir do fundo do meu coração teve um efeito tão rápido na solução daquilo que tanto me angustiava. 
Domingo não foi diferente. Cheguei chorando, abalada, com muito ódio mesmo e eu não gosto de sentir ódio. 
E falei tudo o que achei, que senti, que me deixou triste, magoada. E pedi. Sem medo, eu pedi com tanta vontade, com tantas lágrimas no rosto, com tanta dor no coração, que eu sinto que ele irá me ouvir. 
Acho que estou dividindo isso com vocês, porque um conselho que eu dou pra vocês é que independente da sua religião ou da sua inclinação espiritual, seita, sei lá, o diálogo com Deus sempre será entre vocês. Ele e você, você e Ele. Ninguém tem que te dizer como fazer isso, quando fazer isso e se é orando, se é cantando, se é gritando. Eu não sei como é na sua casa, mas tem que acontecer. 
Só Ele tem esse abraço de Pai suficiente para nos acalmar, quando tudo parece perdido. 
Não se envergonhe, você pode até não vê-lo, mas vai por mim, você irá senti-lo e seu coração irá se acalmar e mesmo que a solução do problema não seja ali agora, em seguida... Mas o consolo do amado Pai vem, no momento certo. 
Achei importante dividir este meu momento íntimo com Deus com vocês porque eu meio que cansei de me acusarem de sem fé, de reclamona, negativa e blá blá blá. Fora que já fui castigada por não ser de uma religião social. E agora recebo indicações de procurar o Budismo. Agradeço de coração pela sugestão. Mas eu vou te dizer uma coisa: pode não parecer, mas eu tenho muita fé. Mas só um detalhe que talvez não pareça isso: eu sou humana e sempre irei errar. Mas saiba que sendo exatamente quem eu sou, sou tão amada quanto qualquer pessoa, porque Deus me aceita como eu sou, assim como ele te aceita como você é. 

Abraços e ótimo fim de semana! 

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Divã do Bolshaia: Eu sou uma trouxa.

A imagem pode conter: texto


Sempre doerá

Semana começando com o problema sou eu e não você. Tem coisa mais chata de ouvir? Tem coisa pior do que dedicação, entrega, vontade, paixão e até amor, tudo isso virar amizade?
Tudo bem que melhor isso do que ódio, mas hoje eu acordei não só com dor de cabeça. Acordei com ódio. Acordei me achando feia. Acordei não querendo sair da cama. 
Vai passar? Sempre passa, mas ao mesmo tempo não. Porque ninguém gosta e desgosta em um estalo de dedos. 
Só posso pedir a Deus que cuide do meu coração, me dê serenidade para aceitar que a vida é isso mesmo. Aceitar que certas coisas não são o caminho correto. 
Aproveito para pedir à você que tiver uma quedinha por mim, por favor, não se aproxime. Não quero mais ter a minha casa bagunçada em vão.

Beijo e ótima semana! 

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Texto do dia 05/07/2017


Fuçando minha caixa de textos não publicados, achei este. E vários outros. Vou postar. Principalmente este, que acho que foi um texto sóbrio, antes de conhecer a pessoa que mudaria meu destino para sempre. 

E julho chegou minha gente!! E chegou congelando os corações. Faz um frio muito intenso, castigante. Doi. Venta muito. Não consigo lidar muito bem com isso não. Mesmo tendo morado na Rússia. Não, isso nunca foi para minha pessoa. E para melhorar ainda mais fiquei uns dias, intercalados, sem água quente porque meu chuveiro resolveu fazer bonecagem. Foram dias bem tensos e de mau humor.
De 20 de maio a 01 de julho eu trabalhei em 7 casamentos e uma festa de 15 anos. Foram 7 sábados e um feriado de muita ralação. Sério. Eu achei que iria enlouquecer. Não sei o porquê de ter feito isso, mas ao mesmo tempo percebi que eu efetivamente gosto disso e apesar do cansaço valeu muito a pena. Teria mais um agora no dia 08/07, mas pedi pinico. Meu corpo tem reclamado e como vou em um casamento (aleluia!!), dia 15, prefiro ter este fim de semana para resolver questões práticas da vida mesmo.
Dia 24/06 casei a Sarah e o Léo. Conheci a Sarah em 2012, ainda casada por conta do Mixka Brechó. Sempre mantivemos contatos bem esporádicos e foi uma surpresa ela ter me chamado para ajudá-la em seu casamento. A única coisa que foi ruim foi o frio, mas no geral foi uma festa animada à base de rock and roll, muita cerveja e aconchego. Foi realmente muito lindo e eu me senti muito grata por mais esta oportunidade. Triste porque em 2017 este foi o único casamento que eu fiz com minha equipe, mas foi especial e eu fiquei muito feliz. Espero que eles tenham gostado e sejam muito felizes para sempre. 
A minha vida de um modo geral está em câmera lenta. Mas está boa. Mudou a empresa aqui no MJ e claro estou rica e com um certo medo, afinal a vida é uma caixa de surpresa. Mas até o momento deu certo a minha contratação e eu só posso agradecer às pessoas que gostam do meu trabalho. Por outro lado rolou uma profunda tristeza pelo corte de pessoas muito especiais para mim, entre elas uma que me ajudou demais quando vim para o ed. sede. Sexta passada foi um dia muito ruim, mesmo eu tendo um chá de lingerie, mesmo me divertindo, minha cabeça não parava de pensar nela. E em tantas pessoas que ficaram desempregadas e que sabe-se lá como ficarão. A minha reza é em agradecimento por mais esta chance e pelas pessoas que saíram, para que elas fiquem bem e consigam uma nova colocação. 
Eu agradeci muito a Deus por esta oportunidade, Vou resolver algumas coisas com este dinheiro recebido, esperar me "estabilizar na nova empresa e se Deus quiser volto para o meu curso de inglês, agora com foco total na obtenção do certificado. Quero poder ter uma certa tranquilidade para que ninguém mais desconfie de mim.
E assim foi meu mês de junho. E eu tenho conseguido sobreviver,  viver e acreditar. E que venha o segundo semestre de 2016, ops, 2017 com muita sabedoria, equilíbrio e força. 
Muito amor e corações aquecidos neste frio. Vem logo primavera, nós merecemos!

terça-feira, 16 de abril de 2019

A vida nos dá sempre uma nova chance

Acordei apaixonada, encantada, saltitante. Me belisco, não somente para ter certeza de que novamente a vida me surpreendeu. Mas para me manter também bem acordada, pés no chão e sóbria.
O amor tem disso, a paixão, os sentimentos de começo. Eles te confundem, eles te dão um novo ar. 
Depois de uma certa idade e de muitos relacionamentos frustrados, a gente aprende a ter respeito por si, pelo coração, pela dor que um dia sentiu por não ser amada. Entendo bem disso.
Mas ao mesmo tempo, coloco isso tudo em uma caixinha e me entrego. Porque amar ainda vale a pena. Ainda mais quando percebe no outro uma vontade de dar certo. E isso não tem preço. 
E eu neste momento, agradeço a Deus, aos anjos, arcanjos, santos do mundo inteiro, por estar inteira, por estar inquieta, dedicada, serena, apaixonada.
Ah como é bom sentir o coração batendo, pulsando, gritando de vontade de mostrar a este ser de luz o quanto ele é especial, divertido, incrível. Devolver em dobro, sem pressão e amarras, o que de bom, em tão pouco tempo ele já realizou nesta minha vida. Por todas as risadas, bobas e reais, por todas as já conversas sérias, por toda espiritualidade envolvida no beijo mais doce, no abraço mais quente, no aconchego de domingos infinitos. 
Você é sublime naquilo que se propõe. É incrivelmente fantástico, entregue ao que a vida a dois nos transforma. 
Você tem me transformado. Tem em ajudado a recuperar, não só o que eu sou e que se foi em algum  paralelo da vida. Me vejo e me enxergo. Me reinvento. Contigo, sem medo, sou eu e o que mais puder ser. Em conjunto. Em plenitude. Em reajuste diário. 

sexta-feira, 12 de abril de 2019

12 anos do Bolshaia

Meu Deus! 12 anos? Na  verdade a data oficial é amanhã, mas provavelmente eu não terei tempo de escrever nada. Então agilizo a questão, até porque todo dia é dia de celebrar as conquistas.
E o Bolshaia é uma conquista para mim, como pessoa e até mesmo como profissional. Imaginem que são muitos textos escritos em diversos momentos de minha vida na faculdade, em meus estágios, nos meus empregos, nas minhas atividades extras como Professora, Cerimonial. O blog acompanhou meu casamento inteiro, meu divórcio e os muitos outros relacionamentos fracassados. 
Aqui eu falo a verdade, eu falo o que sinto, o que penso, com medo mesmo. Escrevo porque me acalma, me relaxa o ego, a alma e o cansaço de pensar tanto sem colocar para fora.
Coloco para fora, vomito, reflito, meus recomeços diários, minhas lágrimas que me dão forças para seguir fazendo algo que sempre amei, escrever.
Tenho memórias de minha infância muito nítidas ainda e me lembro bem que antes de aprender a ler e escrever eu já contava histórias através de meus toscos desenhos.  Quando aprendi a ler e escrever em espanhol, eu contava meu dia a dia e meus sonhos, o que me fez com o tempo escrever em diários. E em 2007 veio o meu blog, de forma super despretensiosa, seguindo o conselho de uma professora da faculdade, a Elenita, que dizia que eu deveria investir e foi o que eu fiz.
Nunca pretendi ganhar dinheiro com isso, nunca quis ser a blogueira famosa. O Bolshaia é e eu não tenho dúvida, mais um blog solto nessa imensidão cibernética. Tenho poucos leitores, mas muitos bem fieis, que vez ou outra comentam diretamente comigo o que pensam. Uma em especial sempre me diz o quanto eu a inspirei em alguns momentos específicos da vida dela logo que ela leu algum texto. Já encontrei até fã em palestra agradecendo por escrever com a alma.
São 12 anos de blog, mas uma vida inteira escrevendo. Escrevo para mim e para você. Tenho uma fé de que o que escrevo ajude alguém, em algum momento. Espero sim que eu tenha inspiração sempre, embora não tenha a intenção de ser um Jorge Amado, mas de maneira simples e direta, meu único foco é ajudar as pessoas a sentirem que a vida vale, vale muito a pena. 

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Divã do Bolshaia: Empatia

A imagem pode conter: texto

Vamos começar a semana refletindo? 
Tivemos um fim de semana assustador com o fuzilamento de uma família no Rio, pelo Exército, por nada mais nada menos que 80 tiros. Isso é o que foi exposto em reportagem e que chamou a atenção da sociedade. 
E conto essa história, porque ela é grande, é algo que comove. Que nos coloca para pensar, até onde chegaremos com essa falta de empatia, falta de respeito e humanidade com o próximo?
Porque não é preciso um grande ato negativo para colocarmos a vida do outro para baixo. São em pequenos gestos de desrespeito, maldade e acidez que provocamos no outro sentimentos pessoais tão negativos, que o outro se torna um nada, para ele mesmo.
Algo que tenho aprendido nos últimos tempos e tem sido compensador, é parar, pensar e só assim agir. Porque eu sou muito impulsiva, e quando vi, já magoei o outro com algum comentário.
E não é fácil. O exercício de enxergar o outro, de pensar que ele pode não receber esta informação de uma forma como acha que ele deveria receber, é algo que precisa ser feito imediatamente, sempre, o tempo todo. 
Segurar a língua com as críticas chamadas de construtivas, que de construtivas nada tem, é um ato de profundo respeito com a história do outro. Entender que ele não é obrigado a ser o que você quer. Ele, o outro, é o quê ele é, e cabe a nós, respeitarmos. 
Manter a cordialidade do bom dia ao boa noite, é algo que precisa ser ensinado em matéria escolar, porque as pessoas perderam a mão, os pés e a cabeça. 
Em tempos modernos, de internet, de mimimi, como costumam chamar os desavisados, é extremamente necessário termos sim, cautela, cuidado, pensamentos positivos e respeito. É não fazer com o outro minimamente o que não quer que seja feito contigo. É se colocar em segundo plano, porque relacionamentos, afetivos ou não, são feitos de duas ou mais pessoas, e não há nada pior neste mundo do que colocar a cabeça no travesseiro e imaginar que alguém neste mundo está passando por algum momento no fundo do poço, porque você resolveu apenas ligar o sincerometro.
Obrigada! De nada! 

terça-feira, 2 de abril de 2019

Minha grande surpresa em meus 35 anos

A imagem pode conter: texto

Sábado, 30 de março de 2019, ganhei uma surpresa de minha família e amigos em comemoração pelos meus 35 anos. Aliás, meu aniversário foi surpresa a semana inteira e foi sem dúvida o meu melhor aniversário.
Claro que sou grata demais por cada ano vivido, mas este foi o mais especial por todo carinho que recebi, todas as felicitações, por tudo de bom que aconteceu. 
As coisas começaram a dar uma guinada já no domingo anterior e foi evoluindo ao longo da semana. No dia 27, jantei em um local mega chique,  The Queens Palace, super recomendo.
No dia 28 saí para almoçar e à tarde ganhei surpresa no trabalho. À noite saí para jantar com meus pais e minha amiga Cris.
Reparei que algumas pessoas não falaram comigo, outras foram frias, outras mais ainda, me ignoraram, mas era todo mundo planejando uma das festas mais lindas que já ganhei na vida. 
Minha última festa de aniversário grande foi aos 18 anos. E sempre lembro com carinho dela porque foi tão gostosa, tão bonitinha sabe? Nada exagerado porque não é o meu estilo. 
Aí que mamãe me chama para jantar no sábado e me manda ir bonita, porque depois podia ser que sairíamos. Eu achei um pouco estranho quando cheguei lá, mas eu estava um pouco chateada porque me atrasei toda por conta do salão. Mas era um plano maléfico de todos, inclusive da Malu, para que eu não desconfiasse. 
Eis que cheguei, mamãe me dá uma cerveja, mas reparo que não havia nada de jantar, mas enfim, descemos para buscar Heitor e Hinata e de repente me mandam olhar o salão de festas e lá estavam todos de minha família, amigos e amigos da família, numa áurea de amor. 
Além de não segurar a emoção, eu simplesmente enchi meu coração de uma gratidão sem tamanho.
E a frase acima tem disso: este ano eu mereci uma festa. As pessoas se sentiram confortáveis em me prestigiar. Porque este ano eu estou muito diferente do ano passado e isso é perceptível. Este ano, algumas peças se encaixaram, algumas saíram do tabuleiro, e estou melhor. Melhorei do peso que carreguei, da tristeza que estava em meu peito, e através das redes sociais, que é minha ferramenta de apresentação ao mundo, as pessoas, minha família, meus amigos, meus clientes, sentem que sim, eu não sou a mesma Karla do ano passado e de outros anos. 
Sei que amanhã eu serei outra. Sou de me adaptar e de viver com intensidade os momentos. Mas tenho feito muita oração para não mais viver o que vivi ano passado e que se por acaso for necessário passar por algo do tipo, que eu seja mais forte que ontem. 

Aproveito para agradecer a cada um que se dedicou por mim em minha linda festa. A minha Mãe, minha Irmã, Minha Sobrinha e Minha Amiga Cris, que tanto se empenharam não só em esconder tudo para que ficasse perfeito, mas que abriram o coração para que eu pudesse ter um novo ano inesquecível. A cada um que foi, não foi, ajudou, colaborou, mandou mensagem, ignorou, ou rezou por mim em silêncio, meu muito e sincero obrigada! 
Até os 36!