sexta-feira, 15 de março de 2019

35 mensagens até o dia 28 de março - parte 1

Vou colocar coisas aqui que estou encontrando no meio de minhas leituras e vou comentando. Será uma forma diferente de me declarar pelos meus 35 anos de vida. 

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Tenho amizades maravilhosas. Algumas demoro a ver, mas quando nos vemos, ah que alegria. Um bom amor, bem, isso já outra conversa né? 

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Minha meta de vida é realmente parar de julgar as pessoas. Infelizmente tenho essa mania. Mas ao mesmo tempo, graças a Deus, tenho conseguido me colocar no lugar do outro. Somos diferentes, cada um vivendo sua história. Não dá para condenar. É como eu costumo dizer, vamos caminhar de mãos dadas. Eu sou eu. Você é você. 

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Já tive muitas conversas dessas ao longo da vida. É realmente uma delícia, parece que o tempo nem passa. O coração fica leve né? Acho que é a grande sacada da vida, ter pessoas especiais para caminhar, para sorrir, para tentar dar uma leveza no caos que é a vida de cada um. Eu espero ter conseguido, em algum momento, passar essa sensação gostosa também. 

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Sou bastante condenada por isso. Mas eu sou assim em meu ambiente pessoal, com meus amigos, com a família. Sou desbocada. E quando bebo então! Já me pediram para parar de frequentar a casa por conta disso, porque traz negatividade. Então, algumas coisas não mudam. Seguiremos o baile, porque eu sei que não é isso que me torna alguém ruim. 

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Falo muito sobre isso no blog né? E vejam só, trabalho com casamentos. E não tenho um grande amor, amor da vida. Já tive - Obrigada Victor! - que foi meu grande amor e me ensinou o quão especial eu sou. Mas estou bem no momento. Esperando ficar rica para amar em Paris! 

sexta-feira, 8 de março de 2019

Feliz dia das mulheres - para nós!

Hoje eu vou celebrar o Dia 08 de Março! Com muito orgulho!
Porque eu me acho uma mulher incrível, que assim como milhares de mulheres no mundo, batalha, estuda, corre atrás, não espera nem por homem, nem por ninguém. Eu acredito no meu potencial, na minha inteligência, que pode não gerar eletricidade ou criar a roda, mas me mantem no mercado de trabalho e em pleno agito social.
Assim como milhares de mulheres, já casei, sou divorciada, não tenho vergonha disso e nem dos meus porres, dos meus foras, dos meus erros, dos meus caminhos que escolhi, inclusive a minha  escolha mais pessoal que é não ter filhos.  
Não acertei em tudo, aliás, acertei pouco ao longo de minha trajetória, mas eu mereço todo respeito do mundo, e dedico este meu pensamento à quem me deu à vida, me educou, me ensinou coisas básicas e coisa grandes. Muito importantes, oras! Entro e saio onde quero, na hora que quero e com quem quero. Sozinha. Acompanhada. Tico tico no fubá. 
Sou uma mulher cercada de mulheres incríveis, que me ajudam nos momentos mais complexos, mesmo elas muitas vezes estando também em momentos tão complexos. Sou uma mulher que apesar de hoje solteira, amou muito, e tem muito amor ainda. Acredito no amor, de todas as formas e cores. Eu acredito no amor ao próximo sem esperar que em dias como hoje, ele me dedique um parabéns.
Eu vivo minha trilha atrás do que é melhor para mim e agradeço demais quem não me atirou pedra ou puxou meu tapete. Agradeço a quem confiou à mim seu ombro, seu coração, sua casa, seu carro e sua comida. Quem esteve comigo nos últimos muitos anos de vida, meu sincero obrigada por fazer parte da mulher foda que me tornei hoje.
Gostaria de agradecer principalmente à você que esteve comigo ano passado, pois me acompanhou em um momento extremamente conturbado. Obrigada por não ter soltado minha mão.
E em tempos tão difíceis que vivemos hoje, queria pedir à você, querida mulher: precisamos urgentemente nos unir, parar de perder tempo criticando cabelo, corpo, roupa, religião, estilo musical, profissão, sexualidade (aliás, principalmente). Precisamos de amor umas pelas outras. Não tem isso de que eu sou melhor do que você não. Precisamos nos respeitar por nossas escolhas. Respeitar a moça que quer casar e ter filhos; a lésbica; a encalhada; a magra; a gorda; a do cabelo rosa; a umbandista; a dona de casa; a workaholic; a depressiva; a que tem estrias; a que tem tatuagem; a que raspa o cabelo; a que tem pelos nas axilas; a que medita ou vai ao baile funk... Chega, não precisamos nos julgar. Somos únicas, somos muitas e chegamos até aqui. Podemos ir mais, sem perder tempo condenando, atirando pedras, ridicularizando, debochando, rindo... 
Precisamos nos dar as mãos. Lembrar que só celebramos quem somos, porque todo tempo, em cada era, mulheres maravilhosas lutaram e lutam bravamente, pelos nossos direitos mais primitivos. Se hoje temos oportunidades, é porque alguém deu a cara, o corpo e alma. Vale mesmo a pena toda essa desunião?
Reflitam!
Feliz dia da mulher, ontem e hoje. E todos os dias. 

sexta-feira, 1 de março de 2019

01 de março de 2019

Ah gente! Não poderia começar meu Carnaval sem um texto em gratidão ao dia de hoje. É uma sexta-feira, véspera de Carnaval, como qualquer outra. Para uns, dia de arrumar as malas, o coração para dias de festa ou sossego. Alguns não se animam, por trabalhar, por n outros motivos, outros estão numa eletricidade, bem típica desses dias de folia.
Eu, além de estar feliz por estarmos finalmente em março e pelo Carnaval (amo demais), hoje tive a imensa honra e alegria profissional de conhecer o Excelentíssimo Senhor Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. 
Independente de sua ideologia política, eu aqui não estou nem um pouco preocupada com ela, digo que foi, pela segunda vez na vida, uma realização muito especial. Em 2007 conheci o Rei Felipe, na época Príncipe, na Inauguração do Instituto Cervantes de Brasília, e eu sempre lembro daquele dia com muita emoção, porque eu estava na faculdade ainda, e àquele momento significou, que eu estava no caminho certo. 
E ei que a vida me traz à este Ministério, um dos mais importantes do Governo Bolsonaro e eu me senti parte de algo grande e tive a certeza, que sim, que a minha caminhada é tão importante como a de todos neste mundo. 
E eu só posso agradecer. Não tem outra palavra que descreva este dia. Tantas coisas aconteceram nos últimos 14 anos de profissão, e são momentos como um aperto de mão de uma pessoa que a gente admira, que compensam uns dias ou outros ruins. 


Aproveito para dizer que se você me acha negativa, pesada, mau humorada, e tantos outros adjetivos sombrios, gostaria de te dizer que sim, eu sou isso. TAMBÉM! E que eu fico extremamente feliz se você não é. Sim, eu realmente acho muito legal pessoas que se esforçam para sempre estar na positividade, na good vibes.
Comentei isso, não direcionando ou sei lá me vitimizando, porque acho que cada um sabe onde aperta seu calo. Mas eu sei que tudo que eu sou hoje, infelizmente não foi alcançado somente na positividade não. Realmente tive, tenho e terei, momentos onde irei duvidar de mim, mas isso não me faz uma mulher negativa. Porque eu acredito em um dia sim ou não. Hoje eu estou bem, no outro vou chorar, vou querer desaparecer. Momentos assim, aprendi, acontecem, e se perdurarem precisam de análise. 
Obrigada a cada um que está comigo, dia sim e dia não, seja em meus dias bons ou em meus dias ruins. Eu sempre que puder estarei aqui para te ajudar também, para rir contigo, para ficar indignada ao seu lado. Para cervejas, macarrão, filme, ou papos sobre a vida inteira. Sempre, apenas, assim, eu Karla. Não sou Gabriela, mas também só estou cansada de me justificar. Se achar que mereço, aqui estou. 
Meu lema hoje é: ninguém solta a mão de ninguém. 
E que venham meus lindos 35 anos. Exatamente assim como sou hoje. 

Beijos de luz! 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Todo Carnaval tem seu fim.

Há um ano, em plena Salvador, eu vi aquela Karla, feliz, sem medo e sem dor, se transformar em um fiapo de mulher, sem esperança em si, perdida, solitária e com o coração em frangalhos.
De 10 a 14 de fevereiro de 2018 eu perdi, me perdi, me vi na avenida, em meio a tanta alegria, triste. Foram dias onde eu fingi felicidade, mas lá no fundo eu já queria desaparecer. Minha intuição não falharia, eu terminaria naquela cidade de tanto axé, na escuridão de uma profunda depressão. 
Quando lembro daqueles dias e tudo que passei, ouvi e senti, penso que poderia ter sido tudo diferente. Se eu tivesse dito não quero mais alguns meses antes, se eu tivesse tido coragem de dizer que eu não queria aquele tipo de relacionamento, talvez eu não tivesse realizado meu sonho de ir à Salvador, mas teria me poupado de um sofrimento que quase que eu trouxe comigo no ano novo. 
Mas eu aceitei aquela relação doente, suja e sem sentido, e já não me questiono o porquê, apenas aceito e bem lá no fundo agradeço. 
Apesar de depois, ainda ter vivido uma relação também ruim, eu aprendi naquele carnaval do ano passado, que algumas coisas não são feitas para o nosso coração.E eu aprendi com todas as lágrimas que derramei a partir da quarta-feira de cinzas, que as escolhas precisam ser baseadas em sentimento próprio, naquele amor próprio que tanto falta ao mundo, aos seres, aos corações.
Eu perdoo, tanto quem destruiu meu coração, tanto quem riu disso, tanto quem desejou que eu seguisse no fundo do poço. Eu desejo à estes dois queridos que me fizeram tanto mal, que eles sejam muito felizes, eu jamais passarei o resto da minha vida com ódio. Atravesso minha escuridão, ainda colhendo cada pedaço largado na caminhada, mas com uma rede de apoio, muita oração, joelho no chão e gratidão.
Eu agradeço por este Carnaval. Lembro com muita emoção quando pisei naquela avenida, quando vi cada trio, lembro cada música, cada momento bom, porque tiveram tantos. Mas acima de tudo agradeço a Deus por me dar todo suporte para não perder aquele fio de esperança. 
E vem um novo Carnaval. Não mais em Salvador, porque eu já não faço questão de pisar lá, e sei que nunca esquecerei o lado A e o lado B do que vivi ali, mas sei que agora, mais fortalecida, seguirei acreditando que nada é por acaso.
Obrigada a cada alma generosa, familiares, amigos, colegas de trabalho, parceiros nos eventos, alunas, vizinhos... cada um que me segurou para que eu pudesse estar aqui hoje melhor do que há um ano. 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Passamos pelo primeiro mês de 2019

Olá coleguinhas! Como estamos? Me contem como foi o seu primeiro mês do ano de 2019? Estão animados? As coisas estão dando certo? 
Por aqui, muito, mas muito trabalho. Graças a Deus. Sim, porque eu tenho certeza que Ele gosta de nos ver uteis e produzindo. A vida é isso não é? Trabalho e realização de tarefas.
Mas o quê mais tem me dado paz ultimamente, é justamente isso. Eu não estou sentindo que estou apenas realizando tarefas. Sentimento este que eu não sentia há um tempo. Ou seja, estou de volta ao meu campo confortável, sendo Secretária e me sentindo novamente feliz por isso. 
Não foi um mês fácil. Aconteceu a tragédia em Brumadinho, onde uma barragem rompeu, destruindo assim mais de 300 sonhos. É algo que machuca até o mais frio dos corações, as cenas são lastimáveis. Particularmente ainda estou chocada e em orações por cada pessoa ali que perdeu sua vida, algum familiar, a construção de toda uma história. Até quando precisaremos passar por isso? Ninguém sabe. 
Pessoalmente, meu janeiro teria tudo para dar certo se no meio do caminho não tivesse existido um casamento. Explico: fizemos um evento, e que no geral foi maravilhoso. Mas sinto que falhamos bastante e apesar de saber que isso é possível, acho que é a primeira vez que cheguei a questionar meu trabalho como Cerimonialista. Mas, pasmem, eu não entrei em crise por causa disso. Tive uma conversa forte com minha equipe, mantive a fé e agradeci a Deus inclusive pelos pequenos erros. Porque se tem algo que estou colocando no meu coração é que eu sou realmente humana, e que eu irei errar, mas acima de tudo irei manter minha humildade. Agradeço demais ao casal pela paciência e carinho e seguimos neste caminho de realizar sonhos com muito amor, dedicação e carinho. Tenho certeza que tudo ficará bem e não serão estes pequenos erros que irão transformar nossa paixão em algo negativo e claro, sei que nosso casal número 22 está muito feliz, e isso que nos fortalece. 
E assim foi nosso mês. Demorou um pouco para acabar, sendo inclusive chamado de agosto. Mas foi com saúde, com luta, com dedicação, com sorriso. 
Coração segue sossegado. Mudanças à vista. Planos à vista. Vida à vista.
Espero que seu janeiro tenha sido bom sabe? Acho que todos merecemos não é mesmo? 
E que fevereiro seja feliz. Março tem Carnaval... ah que alegria!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

O que você diria sobre relacionamento para sua versão de 18 anos?

Faz muito tempo que eu tive 18 anos, aliás, bons tempos!
Nessa idade eu já trabalhava e começava a dar os primeiros passos na minha tão desastrosa vida amorosa. E confesso que se eu pudesse, sinceramente, eu não teria nem tentado ser feliz no amor.
Claro que nem tudo foi drama e eu conheci rapazes muito bacanas, divertidos, sinceros, que me deram carinho, atenção e que estiveram em algum momento importante para mim.
Mas se eu for analisar friamente as minhas relações amorosas e tivesse a chance de recomeçar, eu não teria nem começado.
Se eu soubesse que haveriam lágrimas, noites em claro, traição, medo, insegurança e sim, os términos, eu teria seguido minha vida sem me relacionar com ninguém.
E eu diria isso para mim lá atrás. Não namore. Não case. Não acredite no outro. 
Obviamente essa é uma questão minha, muito pessoal, porque eu trabalho com casamentos e eu acredito no amor, para os outros.
Não estou amargurada, pelo contrário, depois de um 2018 caótico, eu pude finalmente entender que algumas situações precisam ser deixadas de lado. Eu hoje não acredito que vá encontrar uma pessoa. Aquela pessoa. Talvez eu já tenha vivido isso no meu casamento, ou em alguma outra relação, mas a Karla de hoje, com quase 35 anos escolheu ficar sozinha. Escolheu focar no trabalho, nos casamentos, no que importa, que são as relações familiares, as relações de trabalho, os amigos. Acho que cada um precisa entender sua missão e a minha não é de fato ter um relacionamento amoroso e entender que isso é bom também, é algo que me libertou de algumas dores que vinha sentindo na alma.
A tal frase eu não sou para casar me persegue e é com esse foco que eu vou trilhando meu caminho. Acredito que se Deus quiser, sozinha eu não morro, porque nesta vida o que importa, pelo menos para mim, são as amizades construídas e eu sei que eu posso ser uma péssima namorada, mas serei sempre uma boa amiga.

E para você que está completando 18 anos, te digo uma coisa: te prepara!

Beijo de luz  gente! Sorrisos e purpurinas, afinal falta bem pouco para o Carnaval!! 





quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

#10yearschallenge

Está rolando na internet uma nova moda que é postar fotos de 10 anos atrás comparando com quem você se tornou 10 anos depois.
Eu não aderi à modinha, tenho preguiça.  Mas vale uma reflexão e se tem coisa que eu gosto é refletir né?
Vamos lá... Há 10 anos eu tinha 24/25 anos. Estava muito magra, mas já tinha saído de casa. Sim, eu morava com a minha colega Beth. Começava a sentir os sabores e às dores da liberdade. 
Mas a única coisa que tinha acontecido dentro do planejado por mim ao longo da adolescência é que eu tinha conquistado um diploma. Não em jornalismo que era/é meu sonho, mas em algo que já me ajudava no pagamento das contas e nas realizações dos pequenos prazeres da vida.
10 anos depois a história é bem outra. Sou um pouco do que sonhei naquela época, tenho conquistas que me deixam muito animadas, mas em 10 anos eu venho na luta eterna contra a baixo auto-estima e mergulhada no trabalho, não tenho mais tempo, nem saco, nem ânimo para a minha vida social. 
Muitas coisas aconteceram e muita gente acompanha aqui no blog e sabe o tanto de lágrimas choradas, palavras bem e mal ditas, amigos novos e fechamento de milhões de ciclos. Já subi e desci ladeiras, me queimei com minhas palavras, minhas omissões e minhas culpas. Desgastei relações. Ganhei afagos. Solidão. Reconstruí do zero meu caminho pós-divórcio e sigo construindo né?
10 anos me mudaram não somente fisicamente, mas me transformaram profundamente em alguém que eu ainda não sei se gosto. Não me odeio, mas acho que o grande barato é buscar isso nas ações diárias, essa melhora, esse silêncio, essa combinação de fé com trabalho para realizar. Eu me sinto profissionalmente entregue e sempre pronta para merecer mais. Pessoalmente não. Acho que a gente se depara com pessoas, e com essas pessoas a gente vai criando. E se não der certo, rasga, joga logo na lata do lixo e segue. Não que o outro seja descartável, mas se tem algo que eu aprendi, principalmente neste ano de 2016/2018 é que eu só quero ao meu lado quem me quiser ao seu lado. 
E você? Mudou muito nestes últimos 10 anos? Tem estado satisfeito com suas ações, decisões e descartes? 
Me conta aí! 
Beijos de luzes coloridas. 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018: Você é hoje a pessoa que idealizou em 2018?

Respondendo à pergunta: Não. 
Chorei. Gritei. Briguei. Paguei mico. Disse desaforos. Traí. Tive medo quando um homem me olhou com ódio e arma na mão por causa de 30 reais. Tive muito medo de um monte de coisas. Tive uma pneumonia. Uma infecção na garganta que durou 28 dias. Passei vergonha alheia por conta da minha língua grande. Emiti opiniões polêmicas. Brinquei com coisa séria. Não usei as redes sociais de forma respeitosa em vários momentos.  Fui egoísta. Dancei. Fingi que não conhecia. Esqueci tarefas. Rezei pouco. Gastei demais. Economizei de menos. Não estudei. Não refleti o suficiente. Não pedi perdão o suficiente. Não cumpri com algumas coisas que falei que não faria. Fiz coisas que não quis. Me relacionei por carência. Acampei em frente a casa de um boy. Tive crise de ciúmes. Não fiz caridade suficiente.
Mas particularmente não me queixo. 
Apesar de  tudo 2018 foi um ano onde eu me descobri um pouco mais. Claro que fiquei assustada com o que sou capaz quando sou traída, quando sou humilhada, quando sou tratada feito lixo. Sentimentos que infelizmente foram constantes e que sei que serão ainda. 
2018 foi um ano onde realizei pequenos sonhos. Onde me tornei um pouco melhor em vários aspectos, mas que não foi o melhor ano da minha vida. 
Uma pena. 
Mas como ano passado, não vou planejar nada não. Tenho preguiça. Claro, tenho meus objetivos básicos e o principal deles é não ficar desempregada. De resto, dia após dia eu vou criando as oportunidades e trabalhando nelas para não desistir de ser uma pessoa mais equilibrada, constante e vencedora. 
Para o próximo ano por favor, muito trabalho, casamentos, amigos, relações positivas, viagens, um amor para chamar de meu e que não me trate com indiferença e nojo. Que seja um ano de conhecimento e de distribuição de afagos, de abraços, sorrisos e amor. 
Em 2019 quero viajar mais, dançar menos, beber menos, comer menos, ter mais amigos verdadeiros, que não me julguem e nem espalhem por aí que eu sou garota de programa. 
Que no meu trabalho não me falte coragem, dedicação, entrega e acertos. 
Que eu consiga trabalhar em muitos casamentos, 15 anos, bodas, ao lado da Eficace, da Simone Bona, da Unic e do Bolshoi e minha equipe linda, composta por seres humanos do bem.
Que eu faça mais bem do que mal às pessoas. Que eu não as traía, decepcione ou envergonhe. Que elas queiram estar ao meu lado, que elas não tenham vergonha de mim, não me achem vulgar, fedida, alcoólatra e preguiçosa. 
Que neste novo ano eu tenha mais equilíbrio, força de vontade, que eu ajude ao próximo, estude, economize e mantenha a forma. Desejo que meu horário de trabalho não mude e assim eu consiga dar aulas particulares mais dias da semana, de preferência de espanhol. 
E se não for pedir demais, que eu perca o medo de dirigir e provar que não foi à toa ter passado na prova.
E se não for pedir demais parte dois, que eu esteja sempre rodeada da minha família, meus pais, amigos verdadeiros, colegas fieis, pessoas de caráter, que não me pisem a alma, que não me façam sentir vergonha de quem sou, que não me condenem por eu não ser o que eles querem, por não ser perfeita, por não ser rica, nem bonita.  
Para 2019 o melhor para mim. O melhor de mim. Para mim e para você.



segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018 - Reencontro - Encontro

Se tem algo que 2018 trouxe para mim foi alegria em conhecer pessoas e me reencontrar com meu passado.
Explico: em abril de 2018 eu fui para Belém do Pará para um fim de semana. Sábado eu ajudei no casamento de um grande amigo. No domingo conheci minha família biológica, composta por mãe, irmã e dois sobrinhos.
E com certeza esta foi a melhor parte do meu ano, e uma parte importante de minha vida.
Conhecer a Fátima, ouvir a versão dela para minha adoção, ouvir dela que ela não se arrepende e que pelo contrário, tem muito orgulho da decisão que tomou há 33 anos, foi algo que me deu muita força. Quando eu começo a querer fraquejar, lembro de nossa conversa naquele doce domingo, num calor monstro de Belém e um banquete digno de rainha que minha irmã preparou.
A decisão de conhecê-la foi muito natural. Eu vinha adiando isso desde 2013, quando minha irmã, Uisliana, me contatou pelo facebook. Na época eu não achei que seria legal. Estava me separando, minha cabeça estava extremamente confusa e eu não queria de certo modo magoar meus verdadeiros pais. 
Mas quando surgiu o convite para o casamento eu não consegui evitar uma leve alegria na incrível coincidência de local. Aceitei na hora, já com o objetivo de ir atrás de uma parte de minha história.
Hoje, ainda lembro do abraço caloroso que dei em minha irmã, em frente ao hotel e quando ela foi me deixar no aeroporto. Ainda sinto aquela pequenina senhora passando a mão no meu rosto, e de repente qualquer mágoa que pudesse ter existido, sumiu.
Fátima é minha versão envelhecida. Mulher que batalhou, que fez o que quis, empoderada, que não teve medo. Ela deu a cara a tapa, em diversas formas, e apesar de não ter acertado em tudo, é uma das mulheres mais incríveis que pude conhecer. Sinto um imenso orgulho de me parecer um tantão com ela: gestos que eu identifiquei imediatamente ao olhar para ela e que eu agora não me incomodam mais. Ela já não é um fantasma e agora muitas coisas fazem sentido. 
Eu tenho orgulho da minha história. E agora ainda mais, porque foram preenchidas muitas lacunas e abismos foram diminuídos entre um gole e outro de uma das melhores cervejas que bebi na vida. 
A despedida foi em tom de volto logo e eu sei que ano que vem eu irei lá de novo, amassar minha irmã, que é outro ser humano que eu admiro. Sério, Uisliana é guerreira também. 2 filhos, trabalha de sol a sol, cuida da casa, dos meninos, que são lindos, educados e estudiosos. Sem marido, típica história atual: mãe solo, que acorda cedo, quase não dorme para dar o sustento e a dignidade à sua família. E agora cuida de mamãe de forma muito carinhosa.
Só posso agradecer a Deus. E só posso agradecer à minha família que me apoiou fortemente nesta decisão e deixaram com que eu fosse eu mesma. Ninguém me olhou torto. Aliás, todos me olharam como a mulher forte e determinada que eu sou, fruto de muito amor, amor de todo lado. 
À Fátima, Uisliana, Vitor e Vitoria, dedico este texto, esta parte de minha retrospectiva, para registrar que a vida é realmente engraçada, e eu sinto que nada é em vão, tudo tem um propósito. E eu sei que quando aconteceu tudo lá atrás, muito tempos atrás, foi dor, mas olha que coisa, hoje, somos todos felizes e eu ainda mais porque, eu sou escolhida até hoje, por Deus, por vocês, por meus pais, meus irmãos e tanta gente que me acolhe, me dá a mão e o coração para que eu nunca me sinta perdida.
Obrigada 2018 por ter tido algo extremamente bom, gostoso e realizador. Nem tudo foram lágrimas! Amém!  

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

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Esta frase é para você ser humano, que não engorda, nem emagrece demais. Que não tem TPM, nem dor de barriga, nem ressaca. Para você que não fica doente, nem usa o toilet, nem bate o dedinho na ponta do sofá.
Para você que é perfeito. Que não tem dívida, não tem crise em seu relacionamento, nem passa pelo processo de divórcio. 
Para você que não precisa acordar cedo para trabalhar, anotar dívidas em um planilha, nem escolher qual dívida pagar naquele mês.
E para você que não precisa procurar emprego, nem pegar busão lotado na ida e na volta para o trabalho. Que não precisa pegar engarrafamento ou deixar o carro em casa porque não tem dinheiro para gasolina.
E para você que nunca traiu, brigou com um parente por causa de política, nem encheu a cara com vinho canção. 
E você, que transa todos os dias, que não tem estrias, nem cabelo branco nem espinhas.
Para você, que não precisa lutar por um lugar ao sol, não precisa  de respeito por sua opção sexual, cor ou religião, porque você está no padrão social. 
Para você que não tem depressão, crise de pânico, ansiedade, insônia, dor no peito, queda de cabelo.
Para você que sorri o tempo todo, acha que a vida é perfeita, bela e encantadora. 
Este texto é para você que critica quem não é perfeito, nem rico, nem branco, nem hétero, nem católico, nem formado, concursado,  passa por coisas inimagináveis, todos os dias, todos os dias mesmo, para que você encha a boca de verdades e jogue em nossas carinhas.
Um dia alguém me disse que eu tinha inveja dela porque ela namorava e tinha um carro zero. 
Inveja eu tenho. De quem não é criticado por nada. 

Beijos de luz! 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018 - da lama ao brilho

2018 chegando ao seu fim esperado e eu ainda colhendo meus cacos. 
Tive que me levantar muitas vezes este ano. Tive que me reinventar. Me camuflar. Esconder lágrimas. Fingir demência. Socializar enquanto queria mesmo era um mundo paralelo. Silenciar enquanto a alma queimava. Gritar para meu coração que ia passar. Vai passar. 
Aprendi este ano um pouco mais sobre minha capacidade de seguir. Apesar de tudo. Levei muita, mas muita porrada. Fui caluniada. Fui desrespeitada. Fui humilhada. Fui decididamente ao inferno. Fui quem tive que ser.
Entendi que não posso criticar nenhuma mulher que vive um relacionamento abusivo. Entendi que trair machuca. Senti na pele o desprezo que um ser humano é capaz de dar quando tem ódio no coração. Fiz isso algumas vezes, recebi logo o troco. Aqui se faz. Aqui se paga.
Foi um ano onde também sorri demais. Abracei pessoas. Acalentei corações. Puxei cabelos. Os meus. Dei murros em mim para não decepcionar um outro. Dei. Amor. Carinho. Palavras. Sentimentos. 
Nem tudo foi lama. Nem tudo foi queda. Nem tudo foi desistir.
Me levantei um dia após o outro. Me dignei a me amar um pouco. Talvez eu seja capaz de mais um pouco.
Conheci Belém. Conheci um amor guardado para mim há 32 anos. Recomeçamos. Conheci Porto Seguro. Dancei no palco. Fui trocada. Bebi algumas cervejas. Renovei amizades. Descartei legendas que não cabiam em mim, no meu televisor preto e branco. Vi cores em jardins, vi selva em riachos rasos. Muito rasos.
Senti pessoas me amando. Senti pessoas com nojo. Senti inveja de meu passado. E hoje sonho com meu futuro.
2019 vem. Obviamente traz uma esperança de renovação. Recomeço. Reinicio. Meio e fim. 
Seguimos na saga. Sigo na luta. Quero um novo ano diferente? Quero. Mas preciso me apoiar mais. Me confiar mais. Me respeitar mais. Me guardar mais. Não beber, não dançar, não transar, não viver como acham que eu vivo. 
No fundo, eu sou apenas uma garota latino-americana sem dinheiro no banco.
Mas não para sempre. 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

A minha fé é minha

Em uma conversa em um intervalo para um cigarrinho, uma colega que lê meu blog (obrigada!!), comentou que observa que eu sou uma mulher de muita fé.
E eu desabei. Porque eu tinha acabado de ouvir, em uma outra conversa aleatória (dia de conversas reveladoras), que o povo acha que por eu ter uma religião que não seja católica, evangélica ou espirita, eu pratico a magia negra, coloco o nome de uma pessoa na boca do sapo, faço amarração do amor para conquistar seu homem em 3 dias. 
EU CANSEI dessas piadinhas, destes comentários, deste preconceito, destas ironias por eu não me ajoelhar em um genuflexório como você. 
EU TENHO TANTA FÉ quanto você. Eu rezo, oro, converso com Deus, tenho realmente longas conversas com Ele, do mesmo jeito que você. Não ir à Missa, Culto ou seja lá o quê for, não me faz uma pessoa pior do que você, que frequenta estes lugares e me critica.
Já ouvi pessoas me dizendo que a minha vida é uma merda porque eu não sou evangélica. Pode isso gente? 
EU NÃO JULGO a sua religião, EU SOU  CERIMONIALISTA e a peça fundamental desta profissão, assim como várias outras, é o respeito. Eu estou ali para casar pessoas, independente da fé que ela professa ou a opção sexual dela. Se a celebração do casamento for realizada por um Pastor alemão (o cachorro), estaremos lá para espalhar amor. 
EU NÃO COMPACTUO com intolerância religiosa, respeito às crenças que são usadas para o bem, e não para cometer crime, o que explica nestas horas porque eu seria incapaz de fazer magia negra,  e afins, porque além de tudo EU SOU VEGETARIANA (olha a ironia!)
EU ACREDITO EM UM DEUS DE AMOR. Acredito de verdade que Deus está em todos os lugares, e cada um escolhe sua maneira de tê-lo em seu coração. Cada um professa sua fé do seu jeito, desde que não invadindo o espaço do outro, impondo o que você acredita.
Eu não fico falando aos 4 ventos o que eu faço da minha fé. Eu tenho a minha. Em minha casa, no meu lar, com minhas gatas, do meu jeito, com todo amor que eu tenho de mim, por mim.
ME SENTI MUITO TRISTE. Porque o que eu entendi é que as pessoas me acham má. Espero que não sejam todas, claro, que pensem que eu realizo rituais bizarros para me manter magra, linda e rica (porque né? eu não preciso trabalhar, estudar, fazer dieta e cuidar da cabeça não).
Agora que estou mais calma (pasmem, eu pedi a Deus em oração por essa calma para escrever este texto), eu gostaria de te pedir para me respeitar. Respeitar a minha escolha, a escolha do meu irmão de fé, o irmão diferente, o irmão que não é você que perde seu preciso tempo rindo de mim, de nós. Estou aqui em defesa de minha história de vida. Cada um sabe de seu caminho e eu sei o quanto eu tive que me dedicar para ser quem eu sou e assim como você, ainda não estou satisfeita. 
Paremos que está feio. Muito feio. 
Eu te respeito. Me respeite. Falta pouco para o Natal, comece se observando. E se pergunte: o quê você está fazendo com a sua fé? E olhe para seu umbigo. Porque não é efetivamente isso que te torna melhor do que eu. 

Beijos de luz.  Não me interesso por nada do que é do outro. Se este outro for você que me julga, segue mais um beijo de luz em sua alma. Conte comigo. Estamos na vida para nos ajudarmos. 



terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Já se passaram 5 anos.

Era uma quarta-feira. Eu que há muito tempo vinha nervosa e cansada, fui chamada na sala da Chefe para uma conversa. 
"Olha Karla, se você não acabar seu casamento hoje, eu vou acabar ele por você".
Passei aquele dia de trabalho tentando achar uma maneira de acabar logo com àquela segunda tentativa. Não fazia nem um mês que a gente estava tentando de novo.
Fui para casa sem saber o quê fazer. Deitei na minha cama, só a luz do computador dele, enquanto ele saboreava seu doce cigarro. 
Abigail deitou em minha barriga. Ela nunca havia feito isso. E ficamos ali nós duas, um pouco mais de 30 minutos e o que se seguiu depois disso me vem à cabeça em diversos momentos da minha vida.
As palavras ditas, trocadas entre nós foram frias, sem um significado. Era para ser. O fim. Não teve briga, não teve pedido de perdão, ninguém errou. Era o fim declarado em silêncio. 
Até hoje me questiono insanamente se eu poderia ter tentado mais uma vez. E mais uma. Afinal o amor não é isso? Eu o amava, amava sim, embora as pessoas duvidem disso. Duvidei também, claro, afinal, eu havia decidido por fim à algo que era seguro. 
Existiam diversas diferenças irreconciliáveis. Mas 5 anos depois, muitos relacionamentos ruins de verdade, me vejo sozinha, divorciada, com duas gatas, um coração partido e sem esperança.
Já me perguntaram se haveria uma chance. Não há mais nada a ser feito. São anos de um hiato. De uma evolução individual que não supera uma rotina massante. 
Sei apenas que não há mágoa. Esperávamos por isso. A vida seguiu seu ritmo.