terça-feira, 4 de setembro de 2018

08 de setembro de 2008

Este ano de 2018 eu comemoro além da minha formatura, a minha saída de casa, há também 10 anos. 
Me formei no dia 26 de agosto e no mesmo dia, logo após a comemoração familiar, porque eu não quis fazer festa de formatura, eu comuniquei aos meus pais que havia decidido há mais de uma semana que sairia de casa. 
Na época foi muito tenso tudo né? Saí para dividir um apartamento com uma amiga que tinha um gato que me odiava. E para a família, foi algo diferente do planejado, afinal todo mundo lá em casa saiu de casa para casar e formar família. Mas como eu sempre fui rebelde mesmo, as vezes sem nenhuma causa, a decisão foi pensada, repensada e analisada durante mais de um ano, até ter a oportunidade. 
Eu ganhava pouco, e dividir a vida com alguém que não seja seus pais foi bem intenso para mim, mas sou muito grata à minha amiga Elisabeth pela oportunidade que ela me deu, me acolhendo em sua casa e em seu coração.
Sair de casa foi de fato muito transformador e olhando para trás foi algo que valeu a pena. Muito a pena. A minha vida nestes 10 anos foi vivida de forma muito intensa e eu aprendi pra caramba. 
Imaginem que em 10 anos eu:
- Trabalhei na Embaixada do Peru, ANTAQ e agora estou aqui no Ministério;
- Fiz uma Pós;
- Casei e me divorciei;
- Mudei de casa 4 vezes;
- Morei em Águas Claras - Asa Norte - Águas Claras (atualmente);
- Tive mais de 10 tipos de corte de cabelo e cores então, infinitas. Só loira é a 4ª vez que sou;
- Já tive um Brechó;
- Já dei palestra (saudade);
- Fui pro Rio 3 vezes, Florianópolis, Praia dos Carneiros, São Paulo, Gramado, Porto Alegre e Belém;
- Fui Voluntária na Copa das Confederações e na Copa do Mundo;
- Estudei francês, dei aula de russo, inglês e espanhol;
- Fiz amigos massa, e também já desfiz muitas amizades;
- Já tive depressão tantas vezes que nem conto mais;
- Tive uma crise de ansiedade que me deu um problema no rim bizarro;
- Já namorei, fiquei, fui em festas muito legais, bebi muito e infelizmente já até perdi uma prova de concurso por causa disso;
- Fiz outros concursos, sóbria, amém;
- Realizei meu sonho de aparecer na TV Globo (ainda à disposição) e realizei meu sonho de ir ao Carnaval de Salvador;
- Fui à alguns shows, mas o memorável foi o da Beyonce em SP;
- Já realizei mais de 175 casamentos e eventos perfeitos;
- Fiz 12 tatuagens;
- Tirei minha carteira de habilitação;
Eu ficaria escrevendo horas, uma lista infinita de coisas muito boas que vivi desde que saí de casa. Situações que me fizeram chorar, querer morrer, sumir do mapa, mas que forma importantes também para que eu pudesse caminhar com mais humildade e sabedoria. Acertei, errei muito, tomei decisões esquisitas; já fui chamada de alguns nomes que me fizeram cair em um depressão séria; vivi uma relação abusiva (para mim a pior parte até o momento), mas estou aqui.
As pessoas sempre me perguntam se eu não me arrependo, principalmente quem tem essa vontade de morar sozinho. Sempre me perguntam se eu não pensei em desistir em algum momento e pedir para voltar para casa e eu digo sempre a verdade: eu me arrependo de poucas coisas em minha vida e sair de casa não é uma destas coisas. Foi dolorido no começo, magoei meus pais, meus irmãos, causei desconforto e dúvidas, mas não me arrependo nunca. Inclusive acontece de vez ou outra meus pais comentarem de minha volta, porque eu sei que 10 anos depois eles ainda sentem falta e meu quarto segue lá me esperando. Quando me separei, papai perguntou se eu não queria voltar. Comentei que na época da minha saída ele me disse que era definitivo. A resposta: falei da boca para fora. Na verdade eu estava te desafiando. E você venceu.
E é assim que eu me sinto hoje. Uma vitoriosa em pleno amadurecimento. Aprendi que nunca é tarde para me reinventar e eu farei isso quantas vezes for necessários. Exatamente como no dia 08 de setembro de 2008.
Agradeço a Deus por cada etapa vencida. Agradeço aos meus pais por terem confiado em mim. Minha família por ter me aconselhado, me ouvido e me guiado. Meus amigos e parceiros de vida que estão comigo ainda hoje e à todos que passaram por ela e me deram carinho, amor, conselhos, broncas, brigas e até mesmo ódio. Cada pessoa, cada hora, cada etapa de minha vida eu venci com a ajuda de pessoas enviadas por Deus para me tornar um ser que apesar dos pesares é feliz!
Que Deus abençoe vocês.
E me abençoe para que eu siga dando conta: dando conta de pagar as contas, realizar sonhos, cuidar da saúde, me divertir, ajudar ao próximo, estudar, dar aula, realizar casamentos e trabalhar. E seguir amando, criando, elaborando, lutando e sorrindo. Pelo tempo que for necessário.
Obrigada meu querido Deus por ter me permitido viver estes 10 anos conforme à sua vontade. 


terça-feira, 28 de agosto de 2018


http://www.marcelabrito.com/2018/08/como-nascem-as-estrelas/


Era uma vez uma menina, que aos 5 anos de idade disse que seria Jornalista. Não médica, mas Jornalista. Tagarelava e até tinha seu próprio jornal...
Quase 30 anos depois, estou aqui, colhendo os frutos de uma profissão que me escolheu. Hoje, sendo Secretária Executiva, eu só posso agradecer a Deus por tudo. Nenhum arrependimento e nenhuma mágoa. Por aqui, apesar de qualquer dificuldade, só tenho gratidão por toda caminhada. 
Obrigada Marcela Brito, pela oportunidade de estar no hall de escritores e profissionais do Secretariado em seu blog, em sua vida. Obrigada pelo imenso espaço dado ao que considero minha respiração: o secretariado executivo.
E à você que desde 2005 está em minha vida profissional, meu sincero obrigada por não desistir de mim.
Ao futuro? Coração aberto para aprendizado, amor e resultados positivos.
Um beijo com um carinho imenso por existir!

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

A gente pensa em desistir, mas segue firme...

Hoje eu comecei a semana descansada, mas em 5 minutos já  rola uma vontade de voltar para o útero da mamãe. Sério! quem inventou essa coisa toda de que ser adulto é massa?
A gente só quer não fazer, não decidir, não se responsabilizar, não se entregar, não se apaixonar, não se priorizar... Se esconder. Delegar para uma sósia as funções básicas. Procurar ajuda de um super poder que nunca existirá.
A gente pensa em desistir e não vamos ser hipócritas. Todos nós queremos apenas desistir. Porque dá trabalho demais. Viver.
Estou com essa preguiça há um tempo. Preguiça de discutir. De renovar. De restabelecer conexões. De responder mensagens. Pensamentos. De corresponder: raiva, amor ou inveja. De ligar. De recomeçar. De dar um gelo, um congelador, um iceberg. De reatar sentimentos adormecidos. De olhar para dentro, para fora, para o lado. De comprar, roubar, dar presente e passado. De me atentar aos fatos, aos relógios e aos choros da janela ao lado. De ouvir os vizinhos, os papagaios e o oceano. De pegar pela mão, pelo pé, pelo celular. 
A gente quer desistir porque é muito chato orar, rezar, gritar, colocar uma placa gigante de S.O.S e as pessoas esperarem a mensagem no facebook para entender que você quer desistir porque insistir dá gastrite. Porque eu aprendi ao torcer meu pé em uma noite fria de fevereiro, que é mais fácil desistir do que esperar que o outro seja legal, humano e esperto. 
Porque o outro nunca será metade do que você quer que ele seja. Deseja e luta. Ou você desiste ou irá desistir de si mesmo. Não adianta. A gente pensa em desistir.
Mas segue firme, porque os boletos estão ali na mesa de cabeceira e os problemas na chave do carro. A angústia está presente nos muitos copos de água que bebemos ao longo do dia. O medo está em cada sorriso que damos ou recebemos nas esquinas das ruas lotadas. E a vontade de gritar um palavrão gigante está bem ali na portaria do seu prédio. 
Mas sabe? Não vamos desistir não tá? Eu e você. Mentalmente. Vamos seguir, suspirando profundamente. Contando até 150 mil por segundo. Vamos seguir realizando, executando, elaborando, respondendo, criando, desculpando, rezando, comendo e amando. Vamos seguir firmes nos propósitos, nos consolos, nos conselhos e nas amarguras do sobe e desce do elevador. Jamais vamos desistir de mim, de você, da criança e do cavalo. Do engasgo da dor, e do sorriso que vem, quando nada mais é capaz de te desvencilhar do caminho.
O caminho, que será este. Fim.
Não desista. 
Eu não vou desistir. 

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Quizz

Agosto está tão atípico que merece um registro no blog. Já estamos na metade do mês e tem chovido na cidade, o que sugere que os fins dos tempos se aproximam cautelosamente.
E eu sigo divagando aleatoriamente porque nem só de assunto sério eu vivo, aliás ando com preguiça de temas que provoquem discussão, acho que é mais pela vergonha alheia que andamos vivendo ultimamente.
Mas vamos responder um quizz. Ah gente eu adoro essas baboseiras do Facebook.

A imagem pode conter: texto
1) Olha, do último embuste com quem fiquei 7 meses? Não. Nenhuma. Aliás ele é o único ex que se tornou qualquer coisa para mim.
2) A opção usar drogas é bem pesada, porque bebida e cigarro são drogas também né? Então, sim, eu uso hahah
3) Meu maior medo é de ficar desempregada. Sério, todo dia eu peço a Deus que mantenha onde estou ou no máximo me leve para um lugar melhor, se existir. 
4) Eu adoro um monte de músicas, escolher uma seria desrespeito com tanta que eu escuto. Das músicas atuais eu realmente tenho focado só em dançar, mas das antigas gosto muito de Canta na voz de Zé Geraldo. 
5) Próxima
6) Eu gosto de gente humilde, sem frescura, sem preconceito, sem rabujo. Que senta no chão com a mesma desenvoltura que senta em um restaurante chique, que ri de si e ajuda ao próximo. 
7) Não gosto de pessoas que comem ovo e arrotam caviar. Que acham que diploma define, que carro do ano define e que caráter está no que se tem e não no que se é. 
8) Meu crush no momento é o Gabriel Leone hahaha
9) Me fizeram esta pergunta no Facebook e eu respondi que sim, por quê não? A verdade é que eu estou namorando, graças a Deus, então se for uma saída tipo um encontro, obrigada, eu passo.
10) Alguém me fez esta pergunta e eu respondi que sim, imagina, eu odeio poucas pessoas na vida e até citaria os nomes, mas nenhuma delas frequenta minha vida atualmente. 
11) Se um de meus ex namorados me fizesse esta pergunta, provavelmente ouvia umas verdades. 
12) Uma pessoa me fez esta pergunta e eu respondi algo fofo. Provavelmente eu tenho uma grande parcela de pessoas muito boas que conviveram ou convivem comigo. Graças a Deus apesar de muita gente chata, eu tenho muitos anjos que me ajudam a ser uma pessoa melhor. Se é que é possível, Sacanagem =)

Pronto, mais um quizz que eu respondo aqui no blog, porque sou dessas que gostam de ler tudo que escreve. Sou extremamente narcicista mesmo.

Beijos de luz gente! 

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Registrando aqui, depois do texto que escrevi pela manhã, que há 08 anos o sentimento era o mesmo:

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Negue


Negue seu amor, o seu carinho

Diga que você já me esqueceu

Pise, machucando com jeitinho

Este coração que ainda é seu


Diga que meu pranto é covardia

Mas não se esqueça

Que você foi meu um dia


Diga que já não me quer

Negue que me pertenceu

Que eu mostro a boca molhada

Ainda marcada pelo beijo seu



Composição: Adelino Moreira/Enzo de Almeida Passos

Eu escutava esta música em minha infância, e imaginava desde então, quão difícil seriam os relacionamentos amorosos, quando um dia eu ficasse adulta.
Sempre imaginei que meu coração, raramente ou talvez nunca, pudesse ser preenchido por amores brutos. E claramente, sofria antecipadamente, enquanto olhava o mundo ao meu redor e recriava imagens de um passado ainda tão infantil.
Me tornei adulta e me reinventei, enquanto as idas e vindas aconteciam, e eu apenas precisava viver o dia de cada vez.
Enquanto o verdadeiro calor humano, não aquece meu ser, minha alma se encontra meditando e procurando novos rumos embaçados pelas lágrimas de meu coração extremamente maltratado pelas pedras e espinhos de minhas impuras decisões.

Gratidão e superação

Ontem foi uma noite muito doida!! Sério, das 20 às 22 eu vivi alegria e tristeza; orgulho e vergonha; amor e ódio.
A começar, fechei um contrato muito especial para o fim de ano, com um casal inspiração. Uma brasileira com um alemão, uma sintonia muito deles, muito fofa, muito linda. Saí emocionada ao ver que o amor existe e que o evento deles será voltado principalmente para a leveza. Como dissemos ontem: não é uma festa, é uma celebração do amor. 
Profissionalmente é mais um momento muito importante para mim, que levo o meu hobby de casamentos muito à sério. Lembro de quando fazer o curso, não imaginar que estaria aqui hoje, não só fechando contrato, mas realizando o amor, em sua forma mais sincera. 
Saí da casa deles emocionada mesmo. 
E aí veio a parte onde eu me senti para baixo, pois Deus em sua bondade, me fez encontrar a única pessoa no mundo que eu não gostaria de ter encontrado, embora soubesse da possibilidade, pela proximidade do prédio do casal com o desta pessoa.
E foi uma situação onde eu perdi o senso. Perdi as estribeiras, como dizem por aí. Perdi o respeito por mim. Me perdi. 
Não me arrependo de ter dito o que falei. Era minha chance. Afinal de contas, com todo o meu sangue frio e desprezo pela pessoa, não aceito as coisas como aconteceram, simplesmente porque se me faltam com respeito, principalmente ao meu coração, esta pessoa tem que saber o que fez de errado. 
Foi errado, percebi isso quando o cara me sai rindo. O que eu esperava né? O que ele fez comigo, não o atingiu. E é isso que eu preciso aceitar. É isso que Deus me reservou e eu vou receber e vou superar. Vou superar não pela pessoa, mas pela situação em que eu me coloquei, enquanto tanto ele quanto muitas outras pessoas se divertem com o que eu sinto neste momento. 
Estou comentando isso aqui, como sempre, para exemplificar para qualquer pessoa que esteja passando por alguma dificuldade sentimental, de que a gente precisa ser o mais forte possível. Que ainda que choremos, sintamos o amor de Deus por nós e não desistamos da vida, do sorriso sincero que outra pessoa nos dá, um abraço fraterno, a amizade. 
Bem provável que eu tenha estragado algumas coisas depois de ontem. Mas eu preciso ser forte, como em todas as outras vezes. E a quem me fez mal, sobretudo ontem, envio um abraço de luz. Por aqui não há ódio de verdade não. Tudo vai ficar bem. 
Para mim e para vocês! 

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Mais da metade do ano se foi....

Entramos em agosto, o mês que tem 365 dias e que me traz doces lembranças. Neste mês, há 10 anos, colei grau e há 7 me casava. Apesar de ser divorciada, lembro do dia do meu casamento com muito carinho. 
E não tem jeito, termina um mês e a gente faz uma reflexão do que passou e eu me deparo com o fato de que já estamos quase no fim do ano. E obviamente acontece o questionamento pessoal sobre o quê eu realmente estou fazendo de minha vida neste 2018.
Eu particularmente estou vivendo para pagar boletos. E aguardando ansiosa minhas férias, espero eu em novembro. Mas também não estou me punindo por isso não. Continuo realizando minhas tarefas com amor, trabalhando com dedicação, mas não fiz muitos planos para este ano, então ele tem sido conforme eu esperei: nada novo, nada extraordinário, mas também não tenho do que reclamar. 
Eu sou muito prática, e aprendi que cada dia é um novo dia para fazer o que podemos da melhor maneira. Parei de me cobrar sucesso, riqueza e um grande amor. Isso é consequência de um coração tranquilo, então estou focada nisso: manter minha mente mais leve e minha coragem em dia.
Estou feliz por estar me relacionando com uma pessoa ótima, depois de todo sofrimento causado pelo término devastador do meu pseudo romance. Estou lendo bastante. Acompanhando a felicidade de muitos casais em meus eventos, fechando parcerias. Até o momento 2018 está de boinhas, como eu costumo dizer. Sobrevivi ao inverno. Mudei a cor do cabelo.
Em resumo: estou satisfeita. Estou tranquila. Estou me recuperando da dor, e mesmo que amanhã ela apareça para me perturbar, eu aprendi na marra que nem todo dia é dia de ser feliz e que na tristeza também é possível construir pontes e sonhos. 
Que seu ano de agosto, hahaha, seja de produção, de sorrisos e muitos abraços calorosos em meio à taças de vinho e maratona de netflix. E que nada, nada mesmo rouba sua paz. O que eu desejo para mim, desejo para você.
Bom ano! 

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Quando é preciso acreditar em si

Há um ano eu conheceria uma pessoa que mudaria para sempre a relação que eu tenho comigo mesma. E que me fez entender o que é atravessar uma fase de abusos psicológicos severos, que transformaram meu coração. 
E eu entendi quando tudo chegou ao fim 7 meses depois, que não é preciso levar um tapa para que você se sinta a pior pessoa do universo e que eu deveria imediatamente parar de julgar as mulheres quando elas não conseguem sair de um relacionamento abusivo.
A gente demora a entender que uma palavra, mesmo dita em tom de brincadeira ou enquanto se está bêbado, são palavras que ferem e que te derrubam. Eu me vi até pouco tempo atrás em um buraco. Eu uso esta expressão, porque eu sinto que eu fui ao fundo do poço. 
E a gente demora mais ainda a entender que o erro não é seu por se apaixonar. Por ser intensa, palavra aliás que eu peguei um tremendo ranço. Porque ser intensa e sonhadora foram duas atitudes que não me fizeram perceber que quando ele dizia o quê dizia, ele não estava me elogiando, ele estava cavando minha cova para o gran finale.
Foram 7 meses agradáveis quando estava tudo bem, mas de extrema falta de respeito quando acontecia alguma comparação ou alguma crítica construtiva. 
De fevereiro para cá eu venho tentando resgatar àquela Karla para cima, alto astral, animada, feliz, contagiante. Mas é muito mais fácil e seguro acreditar no que ouvi, porque a gente se fecha e se mantem distante de cair ainda mais no abismo dos sentimentos mundanos, como amor e paixão.
Mas tem sido bom neste momento estar me relacionando com outra pessoa. Aceitei em partes que eu não sou tudo de ruim que ouvi. Estou entendendo através desta pessoa que me esperou por algum tempo, que eu não sou feia, não sou frígida, não sou burra, não sou um bicho de sete cabeças. Estou voltando a ser mais animada, a me soltar mais. Ainda tenho dias muito ruins, onde sonho com alguns episódios de muita humilhação e estresse. Ainda me é vivo na memória cada palavra de extremo mau gosto que me custaram a paz e auto confiança.
E eu só queria dizer à você que está passando por situações de abuso, que por menor que ela seja, ele não vai mudar. Ele vai te trocar por alguém que ele julgue melhor, depois de te destruir a auto estima e isso você não pode deixar. Eu não deveria ter deixado, porque eu me julgava imune. Eu achava que era muito dona de mim que se algo não estivesse bom eu ia lá e terminava. Mas nenhuma mulher, por mais instruída que ela seja, está imune de cair na tentação de se sabotar, de acreditar que o outro é tão especial que nada do que ele diga ou faça é errado. 
Lembre-se: se ele não cuidar de você, te ignorar, tiver vergonha de pegar na sua mão e desligar o celular, já são leves sinais de que você nunca terá chance de ser feliz com ele. E sim, ele usará seu amor e sua dedicação para te fazer parecer louca diante do mundo.
Mas você companheira pode e merece mais. Eu mereço. Merecemos. 


segunda-feira, 9 de julho de 2018

09 de julho - um dia especial

Eu adoro comemorar as minhas conquistas, por menor que sejam. 
E por incrível que possa parecer, hoje estou completando 3 anos no Ministério da Justiça. Por incrível que pareça porque né? Eu vim parar aqui do nada, sem ter ideia do que me esperava e com um medo enorme de não conseguir. Inclusive foi a segunda vez em um trabalho onde eu duvidei de mim e que muita gente duvidou e sinto que até torceu para dar errado. 
Não deu errado e aqui estou. Claro que não foram só flores, como em qualquer coisa da vida. Já chorei muito por atitudes que não deveria ter tomado, por palavras que não deveria ter dito, por sentimentos que nunca deveria sentir. Mas acima de tudo que é negativo, tem os muitos sentimentos positivos e de gratidão pela paciência que muitas pessoas tem comigo, pela ajuda dada em minhas milhares de dúvidas, pelo consolo em meus diversos dilemas ao longo de dias e semanas insanas. 
Poderia citar cada pessoa que me foi e é importante ao longo destes 3 anos, mas acredito que o sentimento de gratidão maior vai à querida Chefe, Duca, que me acalenta as vezes sem dizer uma palavra e que acredita em mim desde então, me dando a oportunidade diária de aprendizado, conhecimento e humildade. 
Aos meus colegas destes 3 anos, meu mais sincero obrigada. Aos que acreditaram em mim desde a entrevista até este momento que escrevo, emocionada, estas singelas palavras que nunca serão o suficiente, meu sincero obrigada. 
Que Deus nos abençoe em tempos de alegria e de tristeza. Que neste momento eu possa me manter serena, vencer todas as adversidades e alcançar o caminho que Deus me permitir viver diariamente. Sou extremamente feliz pelo aprendizado diário e peço muita saúde para cada pessoas que comigo está na jornada e às pessoas que cruzam comigo nos corredores e me servem café, água e sorrisos grátis. 
Vida longa ao meu amor pelo Ministério! Obrigada! Obrigada sempre!

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Nunca deixe de oferecer o seu melhor

Enquanto temos internet, porque anda complexo ultimamente aqui, venho escrever, talvez uma das poucas coisas faça realmente bem.
No desabafo da vida, que anda dia sim dia sim bem esquisita, a gente sorri para não perder àquela curvinha no sorriso que demorou tanto a conquistar ao longo de penosas noites e dias de intensa dedicação ao trabalho e à vida.
E em tempos de Copa, onde existe uma crítica específica ao fato do Neymar ganhar tanto dinheiro e para entendedores amadores, jogar tão pouco, eu me questiono por ganhar tanto dinheiro e jogar tão mal na vida. 
Graças a Deus eu simplesmente tenho uma fé de que a gente nunca dorme e acorda à toa. Mas é complexo quando você mesmo em sonho se questiona. E além de todos os medos normais que surgem, eu estou em sonho me perguntando 3 coisas em específico: que tipo de amiga eu sou (e aqui abro para colega de trabalho)?. Que tipo de Profissional de Secretariado eu sou? E há menos de 1 hora me surgiu a pergunta mais profunda: que tipo de Cerimonialista eu sou?
Eu sei de uma coisa: não é me achando excepcional, mesmo que algumas pessoas me julguem metida, mas eu nunca nesta vida sinto inveja. Nem em termos preconceituosos com a famosa frase: inveja branca. Sei que o meu sol eu preciso conquistar, então o consolo que vem desse fato é o que me faz seguir firme. Reconheço o quanto existem de profissionais muito, mas muito superiores, em termos técnicos e humanos, e sei que cabe a mim construir o meu caminho. 
Então em resumo, apesar de tudo que ouvi, senti e chorei nos últimos meses, eu tenho certeza que é só ter paciência que as coisas acontecem.
Acho que o meu relato é mais amplo, porque eu sei que em tempos de crise profissional, muitas pessoas se questionam exatamente o mesmo e eu te digo que você vai se matar, embora não seja necessário isso, porque as pessoas só reconhecerão o que elas quiserem reconhecer. Mas vamos, eu e você, jamais deixar de fazer as coisas, independente do que seja, inclusive dormir, da melhor maneira que lhe for possível. Faça e não espere nada positivo em troca, não espere mesmo, mas não deixe de agradecer caso aconteça pelo menos um obrigada. 
Amanhã é mais um dia. 
Beijos. 

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Mais um dia dos namorados

Ontem foi aquele dia clássico onde a internet bombou e o comércio, ainda que em crise, arrecadou bastante. Criado pelo pai do Dória, o 12 de junho era, até uns anos atrás, apenas mais uma data comum onde trocava-se um presentinho básico e a vida seguia.
Mas aí né? O face e o insta passaram o dia inteiro sendo bombardeados de mensagens fofas e cheias de promessas e agradecimentos.
E eu curti mais de 200 casais felizes no instagram e confesso que metade deles eu conheço e um pouco menos do que a metade me inspiram. 
Ontem eu estava tristinha. Não efetivamente porque em mais um dia dos namorados eu estou solteira. Mas a verdade é que nem me lembro de comemorar esta data ao namorar. Casada, meu ex me deu um presente e sim, eu tinha esquecido que dia era.
Eu particularmente não gosto de comemorar estas datas que empurram pra gente anualmente e incluo os dias das mães e dos pais. Não por ser insensível, mas porque eu sou dada à afetos espontâneos, principalmente quando por ventura eu namoro.
Inclusive, namorar é algo que já não me cabe querer. Por vários motivos e o maior deles é ter a absoluta certeza de que é possível nesta vida ser feliz sozinho. Tá, já disse acima que não estava muito feliz, mas nunca jamais por conta de ter lido e visto tantas palavras e fotos fofas de casais que acreditam no amor.
Eu perdi esta fé no amor à dois. Talvez por culpa minha, talvez por culpa da minha última tentativa mais que frustrada de me relacionar, onde inclusive, ouvi diversas vezes que não sou nem para namorar, muito menos para casar. Tem como acreditar ouvindo isso de quem você "ama"?
E eu sigo. Enviei mensagem para todos os meus amigos do whatsapp, porque sou dessas, e agradeci a Deus por todos os meus relacionamentos, os bons e os ruins. Acho que a gente vai aprendendo a lidar com a vida sem esperar que o outro se apaixone por você. 
E à você que ler este texto, meus mais sinceros votos de que caso esteja em algum tipo de relacionamento, seja muito feliz e não espere o próximo dia 12 de junho para declarar seu amor. Faça amanhã também. E na próxima segunda, em meio à contas e meias para dobrar. Amar é para poucos, quem tiver seu par verdadeiro, não deixe escapar. Cuide. Deve valer a pena. Eu não sei. 

Beijos de luz e corações!

domingo, 3 de junho de 2018

Para mamãe com carinho

Oi Mamãe! Tudo bem?

Hoje é o nosso 31º dia das mães. 31 anos em que fui escolhida pelo seu coração para ser sua filha. E que sorte danada eu tenho! Que sorte de conviver com você, de aprender com você, de escutar histórias incríveis de sua luta pela sobrevivência como mulher, esposa e mãe.
Aí mamãe, me lembro de nossos anos em Moscou. Sei que eu deveria esquecer isso né? Mas vamos combinar que foram os nossos anos, onde eu praticamente fui filha única, por conta da distância de nossa família. E eu queria te pedir perdão. Já te pedi antes, mas acho que desta vez é um pedido de uma filha mulher, madura, consciente de que não foi fácil ser minha mãe ali naquela época. Sei que não é fácil de jeito nenhum ser minha mãe, mas ali, longe do Brasil, com tantas dificuldades, sinto que eu falhei demais com a Senhora e isso me machuca demais às vezes. Fico as vezes repensando no quanto perdemos tempo com o silêncio, com rebeldia, com medo. Eu particularmente só me dei conta do quanto eu poderia ter sido uma filha melhor um dia desses, quando passei por um dos momentos mais difíceis de minha vida e percebi que a pior coisa que existe é o medo de demonstrar sentimentos.
Mas graças a Deus estamos aqui hoje. Com a família que tanto nos fez falta naquela época, vendo seus netos construindo família, a senhora, apesar de estar um pouco com a saúde fragilizada, segue um touro. Um touro sorridente, gargalhador, de coração sincero e palavras sábias na hora que mais precisamos. 
Ainda falhamos? Sim. Aprendi que antes da senhora ser mãe, a senhora é mulher e é humana, ou seja, não é perfeita. E foi perceber isso que me fez com certeza respeitá-la mais, admirá-la mais. Mães não são perfeitas, tentam, e a senhora tenta todos os dias dar o melhor de si, dentro daquilo que lhe é possível. Porque sejamos sinceros: nem todo dia é dia feliz né? Mas a senhora sempre nos mostrou que é possível tentar o melhor.
Lhe agradeço por todos os ensinamentos, por me mostrar caminhos. Por me deixar escolher e por me dizer a frase: eu te avisei tantas vezes que perdi a conta. Mas mesmo com esta frase, a senhora sempre nos deixou ser livres. E eu me sinto uma filha abençoada e agraciada por receber uma amor puro, sincero e por aprender todos os dias o quanto é bom a gente ser bom.

Obrigada mamãe! A senhora sempre será minha verdadeira mãe. Te amo para sempre! Estaremos juntas e desta vez de forma muito diferente de quando morávamos em Moscou. Tudo aquilo foi nosso aprendizado. E daqui para frente será como tem sido desde que saí de casa: carinho, respeito, admiração e parceria. 

Te amo muito! Feliz dia!

31 anos

Ontem eu completei 31 anos como Karla Karina. Todo ano comemoro internamente. Comemoro o fato de que eu tenho uma família boa, honesta e que me deu educação, estudo, uma criação digna e de muito aprendizado. 
Mas o texto de hoje é para você que não acredita em mim. Para você que um dia me derrubou, me humilhou, me disse coisas tão absurdas. Ao longo da minha vida eu fui derrubada tantas vezes, mas nunca me doeu tanto como no dia 10 de março. Desde então eu venho catando os cacos no meu dia a dia. Ainda choro e não porque dou de fato importância ao fato de você ter me derrubado. Mas porque recuperar a fé em mim depois de todo abuso psicológico que vivi durante 4 meses não tem sido fácil. 
Abrir aqui hoje este meu sofrimento não é porque quero chamar a atenção. Acho que estou apenas querendo registrar para você que me acompanha o quanto é complexo viver um relacionamento onde você acredita que seja especial e que no fundo é mais um momento em que você precisa refletir e acordar. Eu estou tendo esta dificuldade, apesar de todo amor que recebo de minha família e meus amigos.
O texto pode ser idiota para você. Mas me dei conta hoje do quanto viver realmente requer tanta energia né? Não sei. Só precisava desabafar. 
Um dia me criticaram por meio que me lamuriar nas redes sociais pela minha vida afetiva que vamos combinar, é uma merda. Mas eu sou assim e é escrevendo que me sinto bem e peço a Deus que você leitor ou leitora, caso esteja passando por algo parecido, consiga acreditar que vai dar certo.
Tem que dar. 
E talvez com este desabafo, eu consiga acreditar ainda mais nos 31 anos da minha adoção como algo realmente importante. E que nada do que me foi dito entre os meses de novembro e março seja capaz de me derrubar completamente. Vencerei por mim. Pela minha linda história de vida.