quinta-feira, 9 de abril de 2015

"Domine seu orgulho, sua irritabilidade e sua inveja." (Santo Padre Pio de Pietrelcina)

Recebi essa mensagem hoje e olha, incrível como este Padre tem as manhas de adivinhar o que estou sentindo. Já até chorei. Culpei a gripe, coitada, talvez tenha nada a ver, mas a verdade é que desde o começo da gripe, algo vem mudando calmamente em mim.
Mas de ontem para hoje umas coisas aconteceram que eu acabei me sentindo pessoalmente ofendida. Sim, e por isso as tais lágrimas. E lembrei de um comentário que fiz na terça para uma amiga: "a sensação que eu tenho é que estou sempre andando em círculo" e essa sensação me deixa extremamente angustiada.
E vou falar uma coisa: na teoria tudo é lindo, até mesmo mandar uma pessoa para o quinto dos infernos. Na prática, como fazer isso sem o medo de acabar isolada do mundo?, porque é isso que acontece com pessoas orgulhosas e invejosas e claro, chatas. 
Quanto a controlar a irritabilidade, me parece um pouco mais tranquilo né? Também só parece.
O que me entristece muito é que as pessoas, e calma, não estou julgando de um modo geral, me acham muito retardada mental. Outras, por eu ser bacana (modestamente falando, eu acho), me tratam com uma certa dose de liberdade que eu não sei se dei. Uma outra parte tem opiniões muito interessantes ao meu respeito e me julguem, eu escuto muito essas opiniões, e só percebo depois de um tempo que muitas delas são veladas de uma crítica muito poderosa, que é capaz de me derrubar por dias.
E é assim que me sinto hoje: burra, incompetente, exagerada, inconveniente, e diria sem dó, mau educada. Fora o sentimento interno de inutilidade e de estar indo do nada para lugar nenhum.
Pois é. Aí vem o meu querido Padre Pio e me diz isso. E essa questão toda precisa ser reavaliada imediatamente, porque temos tão pouco tempo para mudar, para recomeçar, para jogar moedas na fonte e rezar pela sorte. Estamos tendo que rezar inclusive para não virar piada, não só nas rodinhas dos amigos, mas no Facebook e afins. Controlar todos esses sentimentos, porque o ser humano tem muito mais do que orgulho, irritabilidade e inveja, é uma luta que ouso afirmar, só acaba com a morte mesmo. 
Aproveito para ressaltar que inveja mesmo é algo que eu não preciso controlar muito não. Já disse e repito que não tenho inveja do ser humano. Tenho inveja do vento, do mar, dos pássaros, das cores. Mas do ser humano de uma forma geral, não. Pode ser rico, alto, magro, usar roupa de grife, viajar para Paris, e ser Concursado Público. Não, eu não invejo isso porque isso e muito mais me será dado se eu quiser ter, merecer e lutar por isso. Não será sentindo inveja que tudo isso se materializará em minha vida.
O orgulho talvez exista em mim porque em um primeiro momento, principalmente ao escutar uma crítica, a reação é negar, elevar a voz, os pensamentos, estufar o peito e contra argumentar. Eu acho até que não faço isso constantemente não. Costumo baixar a cabeça, afinal se eu fosse tão bam bam bam não estaria aqui escrevendo este texto.
E por último ando meio irritada mesmo. Mas aí prefiro não falar nada sobre isso porque com certeza uma das críticas ditas será que me falta macho, sexo, e por aí vai. 
Conclusão: preciso crescer imediatamente. Principalmente expandir o pouco de inteligência que tenho para conseguir me superar. E até escutar algumas coisas que me dizem que seria legal fazer. E é sobre isso que irei conversar com Deus e pedir uma luz, para não continuar me sentindo como hoje me sinto.


terça-feira, 7 de abril de 2015

Esperando o que me é de direito.

Se dê ao respeito, menina. Entende de uma vez por todas que o corpo é instrumento da alma. Entende que se a alma livre fala e o corpo preso se cala, a alma reprimida chora e morre um pouco. Sacia sua alma, menina. Faz as vontades dela. Aguça seus instintos e entende que ela precisa de você. Não mata sua alma de fome. Cuida dela, menina.
Para e pensa: o maquinário que reveste a alma foi minuciosamente projetado por alguém que entende muito mais de felicidade do que toda essa gente sem graça que repete regras anestéticas sobre o comportamento do corpo. Ri dessa gente ignorante, menina. Entende que quem legisla sobre o corpo não entende nada da alma. Tem piedade e diz a eles: vão cuidar das suas almas!
Entende de uma vez por todas que almas não têm sexo. Percebe que se sua alma necessita de entrega, o corpo também precisa se entregar. Não deixa as amarras do “você precisa ser difícil” cercearem a liberdade da sua alma. Sacia a sede dela. Entende que se eles julgam a alma pelo comportamento do corpo, são só um bando de desalmados. Sua alma não precisa de gente assim.
Entende que a liberdade é o bem mais precioso que sua alma possui. Não tira isso dela. Não deixa as armas do “ele não vai te dar valor” ferirem a sua alma. Nota que o valor já pertence à alma. Ninguém tira isso dela. Ela não precisa que ninguém lhe dê.
Respeita a sabedoria da alma, menina. Compreende que não existem regras mais eficazes do que aquelas ditadas pela sinestesia da alma. Só ela entende quem merece sua entrega, só ela percebe quais almas merecem conhecer a sua, só ela é capaz de guiar o seu corpo.
Se dê ao respeito, menina. Respeita as vontades da alma. Entende seu valor e não deixa essa ladainha machista paralisar o seu corpo. O corpo alimenta as vontades da alma. Se ele para, não tenha dúvidas: a alma morre.




O texto acima foi enviado hoje por uma amiga muito especial. É do site /www.entendaoshomens.com.br e caiu como uma luva em um dos momentos mais delicados pelo qual estou passando desde que me separei.
A verdade é que desde então venho vivendo uns relacionamentos muito esquisitos. A maioria deles puro e simplesmente carnais e sem muito a acrescentar à minha já estranha vida amorosa. 
Eu não ando com muita vontade de namorar, mas ultimamente também não ando querendo viver nada muito fugaz. E isso é muito complicado nos dias atuais. Tudo é muito fácil, rápido e sem nexo e eu que já sou muito complicada, complico ainda mais. 
Há uns dois meses comecei a me apaixonar por uma pessoa e que eu acabei pedindo em namoro, por me achar moderna e até especial. Passado o susto, óbvio que levei um fora e optei por aceitar o que me fosse possível ser dado, mesmo que não fosse o tal namoro que eu almejei.
Só que eu resolvi repensar algumas atitudes e cheguei à conclusão de que não quero mais sexo por sexo, como se eu fosse depósito de sentimentos momentâneos. Não sou, nem nunca fui uma pessoa santa, romântica, sonhadora, mas chega uma hora que é preciso optar. 
Optei por esperar. Esperar algo não só especial, mas recíproco. Não acredito nessa de amar por dois, nunca acreditei aliás. Não posso gostar de quem não gosta de mim e não posso ter ao meu lado uma pessoa que gosta de mim, mas não gostar dela. E sei que é provável que eu fique só por um bocado de tempo. Mas acho que preciso esperar algo mais bacana para mim e principalmente, preciso acreditar que tudo isso que sou, irá pertencer digamos, à alguém que me queira como sou, e que de uma forma leve, queira construir um relacionamento interessante comigo. 
Não é fácil. As pessoas não entendem, eu confesso até que não entendo muito essa decisão, mas creio que ela veio de um outro plano. Optar por ter algo diferente, animador, construtivo e especial não é uma tarefa simplificada, mas pela minha sanidade e pelo respeito ao próximo, preciso esperar. 
Não faço aqui alusão à nenhuma religião ou especifico que pronto, agora só viverei algo que me leve ao altar. Muito pelo contrário, não gosto de denominar nada, mas quero, preciso e sei que mereço um relacionamento além do físico, do material e do sexual até. E isso não necessariamente deve ser por obrigação um casamento.
Me julguem, me critiquem, me condenem. Mas não posso amar, nem ser amada pelas beiradas, pelas metades, pela pena, pelo medo. 
Quero e sei que encontrarei exatamente o que ainda não sei o quê é, mas que me é de direito. 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Detalhes: amarelo

Adoro a cor amarela! Sério! Cada dia mais! Não gosto, claro, quando tudo é amarelo em uma casa, fica pesado, pois não é uma cor fácil de combinar. Mas com um pouco de bom senso dá para aproveitar bastante a alegria da cor.

Esse quartinho por exemplo, amei essa composição leve, ainda mais para bebês, que precisam de estimulo. 




Gostei deste quarto, mesmo sabendo que ele é masculino. Mas achei que combina super comigo, até porque sou meio diferenciada e não gosto de cama de casal.



Morri nesta geladeira!! Sério, preciso de uma urgente!



Podemos perceber que esta é uma sala bem de pessoas comuns, e esse detalhe da manta deixou super suave e pode ser uma opção para quem não quer transformar a sala em um vitrine de exposição de obras de arte.



As paredes em amarelo no banheiro super me conquistaram.



Espero que tenham gostado! E amanhã é feriado, divirtam-se e para os Cristãos: boa sexta-feira da paixão!



quarta-feira, 1 de abril de 2015

terça-feira, 31 de março de 2015

Branco




Bedroom



In love. Comfy outdoor chairs. Water resistant fabric and white so they don't fade in the sun.



Beautiful grey and white bedroom on Stylizimo blog #interiors #scandinaviandesign #grey


black kitchen

Looks e seus sapatos - de segunda à domingo


O foco aqui é a composição do sapato com o look de uma forma geral. Porque não dá para se arrumar toda e o sapato ter nada a ver. E isso independe se é uma combinação mais sofisticada ou mais simples. A harmonia tem que reinar!

Dei preferência neste post à sapatos fechados. Todo mundo sabe que não sou muito fã de sandálias e rasteirinhas, principalmente no ambiente de trabalho. Apesar de morarmos em um país muito quente e ao mesmo tempo chuvoso, o que compromete o uso de sapatos, como Secretária Executiva ainda tenho essa tradição de que temos que usar scarpins, quando possível, ou sapatilhas. Mas isso é uma coisa minha, muito pessoal que vez ou outra nem me lembro. 




Haute Couture Fall 2014 - Street Style - Harper's BAZAAR





Eleonora in a Cot dress, Topshop bag, and BIK BOK sunnies #streetstyle






22 Trendy Street Style With Tube Skirts





Classic



Business casual.



simple



segunda-feira, 30 de março de 2015

31 anos - dia 31

E o post dos 31 anos, não teria como ter sido escrito sem toda a emoção vivida ao longo do fim de semana.
Comecei comemorando em um bar que tocava rock na companhia da Amiga K. M, que foi muito fofa me acompanhando na virada da noite, pois encuquei que não queria começar meu dia sozinha em casa. Depois de 3 cervejas e muito Mettalica depois fui para casa muito feliz.
No sábado trabalhei em um evento para noivas e foi muito especial passar um dia leve, descontraído e cheio de sorrisos ao lado da equipe da Eficace Cerimonial. Tive um pequeno stress, uma pequena chateação, mas de uma maneira geral foi maravilhoso. Depois passei na minha mãe, tomamos uma cerveja e eu capotei cedo.
E aí chegou domingo e eu pude finalmente comemorar com os meninos do orfanato. E vou confessar à vocês, que isso eu já deveria ter feito há muito tempo. Não só pela questão da comemoração, mas pelo apoio que recebi, pelo carinho que veio de todos os lados e de lados que eu nunca imaginei. Foi uma tarde muito leve, onde eu pude perceber o quanto sou feliz, o quanto a vida foi justa e perfeita comigo. O sorriso daquela crianças, que nos receberam de forma tão tranquila, me deu mais força em ajudar ao próximo e aprendi que não é preciso muito, o pouco com o coração já é o suficiente. E eu só posso agradecer imensamente quem me ajudou para que o domingo no orfanato fosse muito especial. Muita gente doou: roupa, brinquedo, itens de higiene e limpeza, comida. E para a festinha também: bolo, docinho, gelatina, refrigerante, cachorro-quente, suco, e quase teve pipoca, mas a minha amiga confundiu os dias. Teve balão, lembrancinha, bombom, e eles comeram numa simplicidade. 
O que mais me impressionou nesses dias em preparação ao meu niver é que ajudar ao próximo sempre dá uma certa dor de cabeça. E não estou reclamando. Mas até o momento do evento, pessoas se perderam, ficaram doentes, uma brigou com a outra. Nossa! Mas aprendi em tempos de Igreja, que ajudar ao próximo e servir a Deus nunca acontece de forma leve, tem que ter emoção, meio que faz parte da provação.
Terminei o domingo visitando o Pacotinho de Amor e família Ratattoulie e aí sim, fechei com chave de ouro.
E aí que cheguei aos 31 anos. Cheguei em paz. Cheguei sendo desafiada, sendo questionada, contestada, humilhada (porque um episódio de sábado me fez sentir isso), mas consegui me levantar hoje muito grata por mais um aniversário. Grata por todo amor, por todo esforço que muita gente fez para passar o dia de ontem comigo no orfanato. Meus pais muito especiais, foram lá mesmo cansados e eu errando o caminho, fazendo meu pai gastar gasolina. Agradeço imensamente a cada doação, seja em dinheiro ou físico. À cada pessoa que doou itens para a festinha e claro, que estiveram presentes. Ganhei presentes também, mas o maior deles foi o sorriso de cada um daqueles pequenos, que eu espero em Deus conseguir continuar ajudando, porque eu não posso deixar que esse momento fique só no domingo. Ajudar ao próximo não precisa ser um ato televisionado. Tem que ser um ato diário e de coração.
E espero em Deus que a vida me dê ainda mais motivos para sorrir. Para festejar. Para ajudar e aprender. O caminho para a maturidade é longo, mas me sinto muito privilegiada e sou muito grata pela minha história e agradeço à cada um que me ama, que me quer ao lado dela e sinceramente, agradeço até mesmo quem não gosta de mim. Porque assim, nunca desistirei de ser quem sou. 
Um beijo e até o próximo ano. 



sexta-feira, 27 de março de 2015

31 anos - dia 30

E amanhã é meu aniversário!! ah eu estou nervosa sabe? Sei lá, esse lance de ser adulta me incomoda muito. Queria ser criança de novo. Não criança pequena, mas acho que os meus 11, 12 anos foram bem legais. Sei lá! 
Enfim.
Estava pensando aqui no que eu quero com essa nova era. Sinceramente: não sei. Quero tanta coisa. Sinto que caminhei muito até aqui, mas que não alcancei muitos objetivos. Ao mesmo tempo, sinto que sou vitoriosa, que consegui coisas que não me passaram pela cabeça nem em um milhão de anos. A começar pelo meu próprio nascimento, considerado para quem conhece minha história, um milagre. Eu ter sobrevivido ao estilo de vida de minha mãe biológica, dizem que devo agradecer de joelhos por ter saúde hoje em dia.  E por aí vai. Graças a Deus não tive uma infância pobre, triste, sofredora. Meus maiores traumas foram ter presenciado o falecimento da minha primeira sobrinha, depois o e ter conhecido meu avô, que eu achava que era meu tio e não ter tido tempo de conviver com ele e ele ter morrido sem que eu pudesse cuidar dele e amá-lo como avô. Acho que esses são traumas que me moldaram muito. Não gosto da morte e brigo toda vez que alguém se vai, embora, claro, entenda que essa é a vida, todo fim é o mesmo.
Chego aos 31 anos com uma certa vontade de mais liberdade. Liberdade que já alcancei, mas sendo mulher, sempre fica faltando algo. Quero um amor, mas como diz minha mãe, eu nunca sei o que quero nessa parte né? Mas a verdade é que amor não se cria, se sente, do nada e eu não tenho me conectado com ninguém e estou cansada da vida carnal que ando levando. Não que eu queira um amor para casar, mas tem dias que eu só quero ter com quem conversar. As Meninas não falam, tadinhas, dá um aperto de vez em quando. E sinto falta de um braço forte para trocar lâmpadas, toda vez tenho que chamar o Marido de Aluguel! E ele é bem carinho.
Queria mais respeito profissional. Cansada do descaso da empresa que me contrata. Cansada deles não pagarem meu INSS, FGTS e ainda de quebra terem me colocado em dívida com o Leão. Cansada deles me cobrarem o uso do uniforme mas me pagarem o vale alimentação 11 dias depois do previsto.Cansada da cobrança de passar em um concurso público enquanto exigem que eu seja um super mega Secretária. E principalmente, cansada do desrespeito entre a própria classe, que é desunida, não paga o sindicato e quer tudo na hora. Sempre escuto que quero aparecer, não gente, eu só quero exercer minha profissão em paz, da mesma forma que todos tem esse direito. Eu sei que nenhum trabalho é perfeito, mas olha, eu sei que mereço mais. Principalmente, dignidade para pagar minhas contas e sonhar um pouco mais alto na vida.
E por falar em sonhar, ah como eu tenho sonhos!. Sonho principalmente em viver mais uns 31 anos, ou mais. Quem sabe né? Sonho com a valorização do ser humano, sonho com o respeito ao próximo e até com o fim da fome. Sonho com crianças na escola, com adultos felizes. Peço à Deus que eu não presencie a falta de água, luz e vida.  Que sobrevivamos à escassez de tudo, porque eu sei que a minha geração não se preparou para o fim do mundo. Confio na volta do bem, do muito obrigada e com o dia que ser gay, negro ou albino não sejam motivos de morte. 
Sonho em voltar à Moscou, à Londres, à Buenos Aires. Sonho em conhecer a China, a Mongólia e o Camboja. Sonho em andar nas ruas da minha cidade sem torcer o pé caindo no buraco, sem ser assaltada ou com medo. Sonho com civilidade, com o respeito às classes, com respeito aos mais velhos, aos mais novos, aos menos favorecidos. 
Quero ser cada dia melhor. Melhor aluna, secretária, filha, irmã, tia, sobrinha, madrinha, amiga, cerimonialista, professora e palestrante. Sonho com mais paciência, cordialidade, sinceridade, coragem. Sonho em respirar mais, comer melhor, dormir mais, sorrir mais. Sonho em ser eu, cada vez mais eu, ainda que com meus defeitos. Que eu não desista de meus sonhos, objetivos, metas, planos. E que a cada conquista eu agradeça, suspire de amor, de felicidade e que dentro do bem ou do mal, eu mantenha a humildade.
Até aqui eu não cheguei sozinha. Então meu Deus! Que eu continue com as melhores pessoas ao meu lado. E que se porventura me desejarem o mal, que o Senhor devolva em amor e paz. E que eu não vire jamais as costas, a cara, nem dê tapas na cara. Que eu silencie, não responda, não seja mal criada e que minha fé não se perca, nem nas quedas, nem nas vitórias. E que eu reze. A cada momento. E que independente de qualquer coisa, eu seja a Karla Karina que sempre quis ser. 


quinta-feira, 26 de março de 2015

31 anos - dia 29

Ai gente, está acabando né? Adorei escrever aqui um pouco mais sobre mim. Alguns compartilhei, outros não. Não tenho a pretensão de fazer dos meus textos um filme ou best-seller. Escrevo porque me solto, me permito, me liberto de minhas próprias indecisões. Lavo a alma mesmo.
E daqui a pouco chega o meu dia. Irei trabalhar, ótimo. Adoro quando não tenho tempo para pensar em nada. Trabalhar me dá essa energia. Me enche de paz.
Há uns dias eu tive, infelizmente, que cancelar um de minhas aulas. Optei pela de inglês com as meninas. Decidi continuar com uma amiga minha perto do trabalho e com a de russo. E olha, foi difícil chegar e decidir isso, mas eu precisava. Sou ariana e enjoo muito rápido das coisas, mas se tem algo que não enjoo é trabalhar, mas quando eu percebo o meu desgaste, eu paro. Ainda mais as aulas que são muito mais para mim um hobby. É a maneira que encontrei de continuar falando inglês e a maneira de ajudar também. Mas eu estava cansada, muito cansada. E decidi que irei me dedicar às aulas duas vezes na semana e nos outros dias vou estudar, ler, coçar, rezar, amar, por que não?
Engraçado que quando eu era mais nova, bem mais nova eu era ultra-mega preguiçosa. Era desorganizada, não lia, não pretendia nada além de "quando crescer quero casar e ter filhos". Ter morado em Moscou me deu um senso de trabalho absurdo e eu passei a trilhar lentamente o caminho que hoje persigo. Dou palestras sobre isso. Sobre como ser feliz no trabalho e fora dele, trabalhando. Sobre administrar o tempo, sobre como abrir mão de um coisa pode te ajudar a chegar em alguns outros pontos.
A verdade é que eu amo trabalhar. Não sou fã de acordar cedo, mas ah, prefiro isso a não trabalhar. E optar pelo fim das aulas doeu um pouco, mas eu aprendi com o fim do meu casamento, que infelizmente trabalhar não é tudo. Poderia ser né? Mas não é.
E o meu desafio agora é conciliar mais o meu lado pessoal com o meu espirito guerreiro. Prestar mais atenção ao meu corpo, largar uns vícios irritantes, como por exemplo a preguiça de estudar para concurso. Quero focar mais em melhorar a minha intelectualidade. Ando almejando um relacionamento com um homem mais culto sabe? Cansada de pagodear. 
E assim vou levando essa vida, que entre tapas e beijos, é sonho e é loucura. 
Queria deixar meu registro às meninas do inglês que não foi nada pessoal. Até foi, mas pessoal com a minha alma. Ainda não me adaptei, mas preciso me adaptar à novos ares. Amo vocês e muito obrigada.
E em 2 dias, comemoro meus 31 anos. E que Deus me guie. 

quarta-feira, 25 de março de 2015

31 anos - dia 28

Eu sei que escrevo muitas mensagens fofas, que meus textos tentam passar, e eu sei que passam, uma mensagem bem positiva. E essa sou eu. Mas a verdade é que não sou o tempo toda fofa não sabe? Muita coisa me irrita e as vezes eu solto uma faísca, mas a grande maioria das vezes engulo os sapos bem calada.
Daí o texto de hoje é para isso. Destilar um pouco de raiva, dizer mais ou menos o que não gosto muito, porque a verdade é que não sou perfeita e nunca serei. Eu arroto, peido, xingo, e xingo muito, mantendo sempre uma certa dignidade.
Uma coisa que me irrita muito são as opiniões. Mais ou menos essas:
Ah você precisa ter um carro. Sério? Me dá um. 
Mas você não dirige? Não. Tem que dirigir!. Ok, me dá uma carteira. 
Você mora de aluguel? Mas porque não tenta um financiamento? Não, não quero um financiamento. Aliás acho que você deveria me dar uma casa.
Para que tanta tatuagem? Como diz uma frase no facebook: o tatuador tinha horário e eu o dinheiro. É por isso que tenho tatuagem e farei as minhas 10. Se me der vontade de fazer mais, farei. Já passo um tempão escolhendo locais para que não apareçam no meu trabalho.
Ah você tem que ter filho! Nossa essa me irrita profundamente. Nada contra gente, olha, vocês sabem disso. Mas eu não tenho que ter um filho. Se acontecer, ok. Mas não me obriguem a pensar na possibilidade. Porque eu sou da seguinte teoria: ter filho casada já é uma coisa complicada, imagina solta na pista que nem eu.
Você precisa de um homem! Não gente. Não preciso. Obrigada!
Mas você namora muito! Sim, namoro escondido. hahaha Não por causa dos meus pais, mas é bom não ter que ficar circulando por aí com um namorado. Prefiro vários. Obrigada! (essa é uma das questões que mais pesam, incomodo sendo solteira, incomodo namorando! Gente decidam)
Ah mas você não é concursada? Não. E olhem as minhas rugas de preocupação. Tá, eu me preocupo, mas hoje não me frustro. Não sou tão inteligente quanto o esperado e confesso: sou preguiçosa para estudar. Pronto, desabafei.
Mas por que você não trabalha na Embaixada da Rússia? Então, até parece que eu nunca tentei né? Não consegui e ponto. Não morro porque não sou rica às custas do russo.
Mas você precisa malhar! Preciso, Mas não malho. Próxima.
Você bebe muito! bebo! Bebo todo dia! haha SQN. Gente, trabalho par ser feliz, dá licença. Não sou alcoólatra não viu?
Você xinga muito! Pois é. Preciso mudar. Mas geralmente só faço isso quando me sinto livre. 
Mas você precisa comer carne! Não gosto do gosto. Como quando dá, mas não gosto. Assim como não gosto de jiló, laranja, banana, barra de cereal, caqui e McDonalds! Não me ofereçam. 
Mas você não leu 50 tons de Cinza? Não, não li. Tentei. Parei na página 12. Assim como não assisti ao Senhor dos Anéis, nem Matrix, nem nada do gênero. Poxa, já sou apaixonada por Machado de Assis, não é intelectual o suficiente não?
Para quê tanto sapato e bolsa? Pois é. Sou centopeia. Acho até que tenho menos do que gostaria de ter. Já foi bem pior. Mas ando em uma fase de economizar, de não gastar e contribuir para o equilíbrio do mundo. Vivo me privando com a água, a luz e faço tudo à pé. Não está bom isso não?
E por aí vai. Sei que eu tenho a mania, quando me dão a liberdade, de opinar na vida dos outros. Mas sempre me arrependo. Sempre! Porque depois eu penso que o que eu não quero para mim, não posso querer para os outros né?
Essa é uma meta que espero alcançar nessa nova era aí dos 31 anos. Nem tão novinha, mas nem tão velhinha. Esse equilíbrio preciso restaurar em minha vida, porque eu já fui bem mais equilibrada e costumo dizer, certinha. Eu era toda cheia de não me toque, mas ao me separar comecei a repensar algumas coisas. Nem sempre respondo dessa forma às coisas que sou criticada, mas na grande maioria da vezes o silêncio me faz mal. Mas fui criada para não responder, principalmente aos mais velhos, então, aproveitei o blog para estabelecer de uma vez por todas um respeito pela minha pessoa. Não sou 100%, mas tento que os meus 50% sejam de uma pessoa do bem. Vamos todos morrer mesmo né?






terça-feira, 24 de março de 2015

31 anos - dia 27

Sábado passado o irmão do meu cunhado morreu. E lembrei que eu escrevi um texto falando do medo que eu tenho de perder meus pais para a morte não é? E daí fiquei pensando com este fato, que eu tenho medo também de perder meus irmãos. E senti a dor do meu cunhado vendo aquele que cresceu com ele, com idade muito próxima, perder para várias paradas cardíacas. 
Nunca parei para pensar em como seria se eu perdesse um irmão. Tê-los é algo tão natural que eu não fico pensando, logicamente, em não tê-los. 
Sei que nunca fui a melhor irmã do mundo. Sendo caçula e com diferenças largas de idade, entre 14 e 20 anos de diferença, sei que em muitos momentos eles já quiseram me matar. E não neste sentido literal não, mas sempre fui a irmã mais chata, hahaha. Digo isso sem rancor algum. Imagina. Eu tenho muito amor pelos meus irmãos, muito orgulho de cada um deles. Encho a boca por exemplo, quando conto que tenho dois irmãos aposentados da Polícia Militar. Nunca usei isso para nada pessoal, muito pelo contrário, sempre cuidei da minha vida para que nunca envergonhasse um irmão meu, ligando e pedindo ajuda. E sempre tive muito carinho pelo trabalho deles, não aceito que falem mal da PM, porque sei da honestidade dos meus irmãos.
Tenho um irmão que eu admiro pela facilidade de aprendizado dele. Esperto para caramba! Queria ter o dom artístico que ele tem para desenhar e pintar. Tanto que um de meus maiores sonhos é tatuar nas costas uma de suas pinturas, que pasmem vi quando tinha 5 anos e desde então planejo isso. Ele é de fato uma das criaturas mais incríveis que já conheci na vida.
E tem a minha irmã, que eu tenho uma gratidão sobre humana por tudo que ela fez por mim na vida. Quando eu era pequena e minha sobrinha nasceu, ela sempre me manteve por perto. Quando comprava roupa para a Sobrinha Ratattoulie, sempre comprava algo para mim. Quando moramos fora, ela era nossa ponte com o Brasil, mandava cartinhas, videos, revistas e amor. Ela cuidou de nossa casa por 4 anos, enquanto nos esperava. A admiro, porque como convivi muito mais com ela, a vi superar muitas coisas negativas e hoje é uma avó espetacular. Um ser humano respeitável e caridoso. 
Todos os meus irmãos, cada um à sua maneira, são exemplos para mim. Com um aprendi a amar meus pais acima de tudo. Com outro a não ter preguiça. E por aí vai. Sempre olhei para as coisas positivas deles e tentei imitar. São todos casados, pais de família, com suas esposas e esposo há anos, com filhos muito bem criados, e agora netos também. Sempre me espelhei neles quando mais nova, e muitas vezes chorei quando percebi que eu não sou metade do que eles são. Quando me separei me senti envergonhada em contar para eles, porque imagina, tem irmão meu que fará 30 anos de casamento!. Eu mal aguentei 3. Senti um fracasso enorme, mas graças a Deus, eles me apoiaram e me respeitaram. 
E quando recebi a notícia da morte do irmão do meu cunhado, eu fiz uma prece por cada um dos meus irmãos. Pedi que eles tenham muita saúde, que realizem todos os seus sonhos, que sejam muito felizes ao lado de suas famílias e que eles fiquem comigo por muitos e muitos anos. 
Sempre fui muito grata a Deus pelo dia em que entrei para a família Lopes de Souza. Sempre tive para mim que eu era obrigada a ser como eles. Mas com a maturidade eu percebi que de fato não sou como eles, mas sendo quem sou, sou muito amada e sei que eles entendem isso de ser diferente deles. Somos irmão e não somos obrigados a sermos iguais. Nos complementamos e isso para mim é motivo de alegria diária.
Gostaria muito que cada um deles pudesse ler este texto e sentir este amor e esta gratidão que eu tenho. Sei que não demonstro, porque ando muito fria sabe? Mas quero que eles sintam minhas orações e que ao perceberem que eu cresci e amadureci, possamos nos aproximar mais. 
Amo muito. Amo para sempre. Obrigada meu Deus pelos meus irmãos. Cuida deles tá? Amém!





segunda-feira, 23 de março de 2015

31 anos - dia 26

Em maio completo 6 anos na Assessoria Internacional da ANTAQ. E me lembro exatamente da minha ansiedade no primeiro dia. Não imaginava que ficaria tanto tempo no mesmo lugar. Nesses anos cheguei a fazer algumas entrevistas. Geralmente quando faço uma nem sempre é para sair daqui. Gosto de fazer meu currículo circular, de acompanhar o desenvolvimento do mercado do Secretariado Executivo e principalmente, gosto de me testar. 
Muitas pessoas me dizem que eu tenho potencial para mais. Também acho. Mas sou acomodada e medrosa e eu não trocaria jamais o certo pelo duvidoso. Tenho um medo gigante do desemprego. Sei que aqui é o máximo que irei conseguir, mas gosto do que alcancei nesses últimos anos. Estou me aperfeiçoando para dar o meu melhor aqui dentro. Mas não sou hipócrita ao ponto de recusar algo que me pague mais, mas enquanto isso não acontece, não reclamo.
Tem dias e dias. Em alguns dias me sinto super útil. Em outros não. Estou tentando terminar um MBA pela segunda vez na área. Meu objetivo na verdade é dar aula em faculdade e palestras para os profissionais de Secretariado. Amo a minha profissão e espero de fato me aposentar nela. E isso é de coração.
Tenho muito reconhecimento pelo meu currículo e pela profissional que sou. Acho que sou dedicada, entregue, pontual, disciplinada e tenho uma paixão por cada ação que realizo ao longo do dia. Essa sensação de utilidade me enche de paz.  
Mas também além de me cobrar, sou muito cobrada. A profissão sugere que estejamos sempre impecáveis, sorridentes e desenvolvidas. Não há muito espaço para falhas, pelo dinamismo que é o nosso dia a dia. 
Tem muita gente que me admira e diz isso e muita gente que não e diz isso também. As vezes não na minha cara. Semana passada por exemplo ao transferir uma ligação escutei uma pessoa dizendo que me detestava. Ela devia estar comentando com alguém. Não sei se ela percebeu que eu acabei ouvindo sem querer o comentário. E infelizmente não posso afirmar que não era para mim. Fica a dúvida. 
A verdade é que este episodio na hora me encheu o coração de medo, insegurança e não nego, arrependimento. Fui dormir questionando que tipo de Secretária Executiva eu sou e o que eu quero para o meu futuro. E olha, eu agradeci muito ter ouvido isso, porque no fundo é um impulso para que eu me policie mais, que eu estude mais e que eu acredite mais em mim. Não sou presunçosa achando que as pessoas tem inveja de mim. Isso não entra na minha cabeça. Não há motivo para ter inveja de mim, principalmente porque eu sou ainda muito crua no ramo e sei que tenho que desenvolver ainda mais habilidades e melhorar meu relacionamento com o próximo. E espero que além de eu me manter no emprego, ainda mais agora em tempos de crise, que eu não deixe de querer aprender e ajudar. Não me tornei Secretária por mim. Não acordo cedo para trabalhar querendo fazer tudo errado. Muito pelo contrário, tenho úlcera mental cada vez que sinto que fiz algo errado ou que o que eu fiz não foi válido. 
E assim vou vivendo profissionalmente. Tento aprender ao máximo com os meus superiores. Observo cada documento recebido para sempre fazer o próximo com mais atenção. Leio muito e me anteno às novidades do mercado. Vejo jornal, leio jornal, livro. Dentro da minha área eu me dedico à ser cada vez mais entregue. 
Só tenho a agradecer estes quase 6 anos. Agradeço à cada Gestão vivida aqui dentro, cada mudança de perfil, de atividades. Cada reunião, cada telefonema ou e-mail, seja em inglês ou em espanhol. 
Amo ser Secretária. Amo a ASI e espero que quem comigo trabalha sinta que eu não me sinto melhor que ninguém. Só não aceito ser humilhada, embora sendo de minha característica interna não bater boca. Chega a ser o verdadeiro: falem mal, mas falem de mim.
O mundo dá voltas e temos que sempre nos aprimorar. E não perder tempo metendo pedra no outro.

domingo, 22 de março de 2015

31 anos - dia 25

Faltando bem pouco para terminar a minha saga de 31 textos. Sei que nem todos eles fazem sentido, outros emocionaram, ou emocionarão. A verdade é que estou escrevendo neste momento muito mais por mim. Acho que eu gosto dessa nostalgia e gosto principalmente de agradecer ao dom da minha vida fazendo algo que me completa, que é o ato de escrever sem parar. 
Daí vim aqui meditar sobre os meus medos. E olha, tenho vários. Mesmo com toda fé que eu tenho em Deus, eu tenho um outro medo que me faz conversar com Ele mais intensamente.
Um dos meus maiores medos é perder meus pais. Apesar de sabermos que é algo natural e que uma hora isso acontecerá, não tem jeito: tenho medo. E converso muito com o meu coração para que eu pare com isso. Não posso pensar nesse tipo de assunto. Peço muito que eu tenha equilíbrio para lidar com isso na hora certa. Tenho muita gratidão pelos meus pais e não sei como será o meu mundo sem eles. Agradeço demais por tê-los em minha vida e sinto que graças a Deus e na fé eles viverão muitos e muitos anos.
Outro medo constante é o desemprego. Meu Deus! E não é pela questão do material em si, do dinheiro em si. É muito mais amplo do que isso. Vivemos além de uma crise bizarra, em um mundo que é altamente competitivo, cobra mais do que muitas vezes podemos oferecer e tem sob nós um poder absurdo de destruição. Se você não estuda e acompanha o desenvolvimento do mercado, oh! Fora. E eu tenho medo. Acho que se eu não o tiver, me acomodo. E não gosto. Estou no mesmo local há quase 6 anos e sempre terei esse medo diário. Sei que as vezes é necessário, mas na minha atual situação todos os dias peço a Deus que me guie, para que eu nunca desanime na hora do desespero.
E destaco aqui um livro que estou lendo aos poucos: Como vencer o medo de fracassar, do Hans Morschitzky que tem me ajudado a respirar mais profundamente e a ter a certeza de que o meu maior inimigo é o meu pensamento negativo que me desestimula a querer o melhor e mais. Essa briga da vontade com o medo será eterna, certamente, mas ela não pode ser um bicho papão.
Agora que farei mais um ano de vida e cada vez mais ficando velha, eu aprenda e me acalmar enquanto o mundo gira e me leva ou para frente ou para trás. Antes de tudo: não desistir de na queda, limpar os joelhos, olhar para o céu a agradecer cada libertação.