segunda-feira, 25 de março de 2024

De 0 a 10 anos

Semana do meu aniversário de 40 anos e claro, lá vou eu para as minhas reflexões básicas. 

Queria ter gravado em vídeo, porque é fato que ninguém lê este blog, mas é o que temos. 

E falar de mim até os 10 anos de idade é super feliz de ser contado. Porque assim, apesar dos pesares, eu consegui vir ao mundo. Sei pouco até o ano da minha adoção, só que eu não fui cuidada como um bebê merece ser cuidado.

Com a adoção, vieram as vacinas, uma boa alimentação e noites de sono reguladas. Porque eu já era uma criança agitada, inquieta, sofria de insônia crônica, era cheia de verme e tristeza. 

Fomos morar em Buenos Aires, em 1988 e foi incrível. Lembro várias coisas legais, e várias coisas tristes, como a morte de minha primeira sobrinha, aos 9 meses. 

Nunca fui de gostar de estudar, mas amava escrever, então que aprender a ler foi algo que me deixou muito animada. Eu dizia que seria jornalista. Apresentava jornais, entrevistava pessoas nas festas e lia revista Manchete, principalmente a parte de fofocas. 

Me tornei tia de 3 pequenas criaturas em 1991 e me dei conta de 2 coisas: as únicas crianças que eu amava eram Guilherme, Vinicius e Anne e que apesar deste amor, eu me senti muito largada de lado, até porque deixei de ser novidade e a única criança da casa. Não tive este sentimento com a Jessica. Acho que porque ela era bebê e eu já uma criança de 4 anos. 

Do nascimento das crianças, até os 10 anos, eu fui uma criança feliz, faladeira, péssima aluna, mas amante de brincar na rua. Me machuquei demais jogando futebol. Era briguenta e curiosa, então sempre me ferrava. Já levava jeito para assuntos domésticos e estava sempre sentada assistindo novela. Mamãe quando queria me punir por algo, era só me colocar de castigo sem assistir novela. Eu preferia apanhar. 

Por falar nisso, apanhei demais gente! Mas eu era terrível. E eu tinha uma tendência de criar histórias. Não tinha muitos amigos, mas os que eu tinha era tão terríveis quanto eu. 

No geral, foram 10 anos muito felizes. E quando eu lembro desta fase, lembro com carinho do dia da minha adoção, meu aniversário de 5 anos e o dia que conheci a Anne. 

E amanhã tem a Karla Karina de 11 aos 20 =) 



sexta-feira, 22 de março de 2024

O que eu aprendi da vida

Prestes a completar meus tão sonhados 40 anos, os dias são de reflexão. 

Claro que isso é algo que farei por pelo menos 40 anos mais, mas neste momento, em que vivi uma boa parte da vida que Deus tem para mim, eu aprendi que:

- Eu sou legal, mas é muito difícil conviver comigo. 

- Eu sou muito legal, mas feia.

- Eu sou muito melhor como amiga do que como namorada, esposa e afins.

- Eu sou preguiçosa, mas tenho muita força de vontade. 

- Eu não gosto de estudar, eu gosto de trabalhar.

- Eu não teria sido uma boa jornalista.

- Eu seria uma mãe horrível.

- Eu sou insistente.

- Eu sou muito bocuda. 

- Eu estou aprendendo a deixar de ser bocuda.

- Eu não gosto quando percebem a minha intensidade. 

- Eu tenho um puta medo de morrer. 

- Eu ter "saído do armário" mudou nada em minha vida, mas foi o certo. 

E a maior conclusão que eu vivencio é que eu não sou metade do que eu queria ter sido. Que eu tenho o que Deus acha que é o melhor para mim, mas não é de longe o que eu planejei. Me arrependo de tantas, mas tantas coisas. Eu vivo de um passado que me martiriza, embora já tenha deixado boa parte das dores para trás. A pandemia me curou de muita coisa, porque foi o período em que fui à psicóloga. 

O plano agora é seguir. Olhar menos para o passado. Ou tê-lo como ferramenta de melhoria. Ser melhor como filha, principalmente. Deixar de ser uma profissional medíocre. Me achar menos especial, alecrim dourado. 

Sair dessa minha bolha de que o mundo é injusto. Não sou especial, não tenho habilidades sobrenaturais ou uma missão de mudar o mundo. 

Só preciso aprender a ser uma mulher adulta de 40 anos. 

Ter fé. Trabalhar muito e ser grata por tudo e por tanto que eu recebi, as vezes sem merecer.

Que venham mais anos. Apesar do medo de morrer, acho que mais 40 é muito. 

Seja o que Deus quiser. 



quarta-feira, 20 de março de 2024

40 chegando

 




Faltando tão pouco para meus 40 anos...
Uma leve reflexão sobre me sentir completamente perdida, cansada, insegura e feliz.
Engraçado essa mistura de sentimentos.
Eu que sonhei tanto com este momento, me sinto na verdade muito para baixo. 
Eu tinha uma expectativa muito alta com a chegada do dia 28 de março de 2024.
Hoje, me sinto com uma enorme vontade de sequer sair do meu canto. 

Mas voltando à mensagem.
Juntando tudo que sinto, este é o meu maior sentimento: quem sou eu para julgar?
A idade vai ensinando que eu sou abaixo de qualquer pessoa, e isso é bom para entender minha pequenez. 
Tenho, de fato, uma jornada intensa de compreender quem sou, para onde vou e qual o meu papel neste mundo diariamente caótico e avassalador. 


terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

5 anos do Bolshoi Cerimonial

Sábado, 24 de fevereiro, o Bolshoi Cerimonial completou 5 anos de existência e comemorar foi preciso. 

Muito feliz em poder me dedicar, de corpo, alma e coração à realizar sonhos de pessoas que nunca vi. As vezes, após o evento, não vejo mais também, mas graças a Deus muito mais pessoas permanecem e isso é algo bom demais de ser vivido.

Agradeço demais a Deus por ter um dom que não seja reclamar ou esperar que as coisas caiam do céu. Ser Cerimonialista é trabalho diário, árduo, principalmente emocionalmente, dedicado e apaixonado. 

Desejo que o Bolshoi Cerimonial siga lutando pelo que acredita de forma honesta e cheio de fé. 

E que as pessoas que comigo trabalham, possam prosperar, não necessariamente com dinheiro, mas muito mais com amor. 

Segue abaixo o texto lido na festa: 

Não vou me prolongar contando a história toda novamente de como cheguei até aqui.

Nem vou citar muitos nomes porque, assim como na live, posso esquecer de mencionar alguém e parecer ingrata.

Nem falar muito para assim como na live nem chorar, nem falar besteira.

 Quero agradecer:

A Deus por me inspirar e me guiar no caminho do bem, mesmo sendo falha.

Meus pais por me ensinarem que é muito bom a gente ser bom.

Meus irmãos por me ensinarem a importância de saber entrar e sair nos lugares.

Cada pessoas que veio aqui hoje, podendo estar fazendo qualquer outra coisa, inclusive nada.

Cada apoio para que esta festa se concretizasse e tivesse uma decoração linda com comida boa e open bar, um bolo lindo, papelaria e foto. E o apoio para que eu pudesse me sentir linda, me deslocar e receber os convidados.

Cada pessoa que me ensinou, me ensina, me guia, me ouve, me aconselha, me incentiva, me critica também, faz parte, me dá oportunidade e mostra o caminho, 10 anos depois de tudo ter começado.

Cada casal, debutante, grávida, mãe e pai, famílias inteiras e amigos que me deram a oportunidade de tornar seus sonhos realidade. Por acreditarem na importância de um Cerimonial e acreditar no potencial do Bolshoi Cerimonial.

Cada pessoa que já trabalhou no Bolshoi Cerimonial.

Cada pessoa que indica o Bolshoi Cerimonial.

Cada parceiro de evento que indica o Bolshoi Cerimonial.

Cada Cerimonial que indica o Bolshoi Cerimonial.

E finalmente: a equipe do Bolshoi Cerimonial, que sim, estes sim, serão mencionados:

 Aline, Cris, Jéssica, Anne, Gabriel, Katia, Kelly, Luzia, Maria, Rafael, Tânia e Tayná.

Sozinha eu não conseguiria. Obrigada por serem Bolshoi Cerimonial!  Espero que continuem inspirados e tão felizes ao ponto de seguirmos firmes, apaixonados e com uma vontade enorme de mudar o mundo fazendo festa.

Que Deus nos abençoe.

Obrigada!

Acabei falando mais algumas coisas e citando 1 nome, mas tentei não demorar muito em delongas. 

Obrigada a cada um que segue comigo. Acredita em mim e nos dá a chance de cuidar e zelar por seus sonhos.

Por mais 5 anos! 

Pelo menos!

terça-feira, 2 de janeiro de 2024

2023/2024

Passada a angústia das festividades de fim de ano, dando start no novo ano, finalmente o texto de retrospectiva/resoluções.

2023 foi um ano relativamente bom e melhor, claro, do que os últimos 2 anos. A pandemia ainda não é um passado distante, mas já é parte do passado. 

Foi um ano de poucos surtos, algumas crises de ansiedade, algumas noites sem dormir e muita preguiça, que é uma característica muito enraizada em meu pequeno corpo.

Trabalhei muito, muitos eventos do Bolshoi, muitos elogios ao nosso trabalho e alguns silêncios pós evento, que já não recebo como ingratidão. 

Aprendi a ouvir um pouco mais, embora tenha falado demais, tretado mediano e criado algumas inimizades. 

Minha paciência encurtou mais alguns centímetros e terminei o ano querendo sumir de uma boa parte das reponsabilidades, pessoas e lugares.

Tive um pequeno susto familiar, com papai doente, mas mamãe esteve firme, então, equilibrou. 

Algumas pessoas vieram, outras foram embora, outras nem tico nem teco, e outras mantiveram a amizade ali na frequência normal, nem muito, nem pouco. 

2023 veio e foi. Sem traumas, sem romance, sem brigas avassaladoras e sem ódio instalado. 

2024 veio. Como ele será? Quem sabe né? Só peço a Deus que seja com saúde. 

E menos preguiça de viver. Afinal, é o ano dos meus 40. 


terça-feira, 7 de novembro de 2023

Depois de 8 anos...

Mudei! 

Há pouco mais de 1 mês, decidi que iria mudar. 

Tentei uma manobra para deixar de pagar aluguel. Não deu certo. Me desesperei! Porque eu queria, à qualquer custo sair do apartamento em que morava há pouco mais de 8 anos. 

Pensei, repensei, fiz cálculos... E Deus me fez falar com uma pessoa que naquele dia estava desocupando uma casinha linda de fundo, com quarto, sala, cozinha, banheiro e uma área de serviço com um tanque grande e espaço até para um churrasquinho! 

E no dia 03/11/2023, me mudei com gato, armário de 60 anos, escrivaninha de mais 60 e muita vontade de ser feliz.

Claro que não cuspo no prato que comi, então que eu sou muito grata pelos anos vividos no apartamento do pai de uma grande amiga. 

Foram anos muito bons, com uma pandemia no meio e muitas crises de depressão e pânico. E teve também as lives, os romances e por fim, a solidão. 

Estou me adaptando. As gatas, em especial a Abigail, estão bem, mas estranhando bastante. Não me lembrava mais como era morar em uma casa, fresquinha, arejada e iluminada. 

E confio que serão anos bons também. Até porque a gente é quem torna o nosso ambiente bom né? Já arrumei tudo do meu jeito. Eliminei, antes de mudar, tudo o que eu não queria mais e o ar está mais leve, mais compacto e ao mesmo tempo, me sinto em uma mansão, tamanho espaço que ganhei. 

Que Deus me abençoe. E elimine as baratas (até fiz uma promessa para cada dia sem uma aparecer). 

Feliz 2024! 



terça-feira, 12 de setembro de 2023

60

E não é que hoje, meus pais celebram 60 anos de casamento? 

E eu estou numa nostalgia, numa emoção, numa choradeira da moléstia! 

Mas estou feliz!  

Feliz porque acompanho o casamento deles desde que me lembro, ou seja, tinha 3 anos. 

Comemoro oficialmente há 20, que foi quando fizemos um bolo surpresa para eles. 

Os 50 anos foram a festa! Não à toa, hoje tenho até uma empresa de casamentos.

Pausa nos comentários aleatórios. 

Vamos aos fatos: 

Parabéns Mainha e Pai! Não é fácil conviver 60 anos quase que diretinho né? Defeitos, frustrações, inseguranças, ciúmes... não há somente romance. Mas também não há só coisa ruim né? 

Tem os filhos. Tem as noras. Tem os netos. E agora um monte de bisnetos. Alguns amigos. Muitos amigos. 

Vocês inspiram. Não só pelo tempão juntos, mas porque durante todo este tempo, você não desistiram. Não jogaram a toalha. E acreditaram. 

Acho que não imaginavam chegar a 60 anos não é? 

Mas chegaram. Graças a Deus. Amém! 

E sigam. Juntos. Olho no futuro. Agradecimento ao passado. 

Coragem. 

Porque o amor, ele só sobrevive se 2 pessoas tiverem coragem. 

Obrigada por terem tido. 

Coragem. 


sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Mais da metade do ano

Mais da metade do ano de 2023 acontecendo. 

À passos lentos, largos e deprimentes. 

Mas também, com sorrisos e força de sempre.

Não consigo definir em planilha, se estou vivendo um bom ano.

Estou.

Vivendo. 

Contas pagas. Planos. Alterados. Esquecidos. Recomeçados.

Em meus sonhos eu fui feliz em 2023.

Até aqui, é só um sonho mesmo. 



sexta-feira, 7 de julho de 2023

8 anos

Seguindo a linha dos últimos textos, o título é um número e uma data. 

No dia 08 de julho de 2015 iniciei minha trajetória no Ministério da Justiça e Segurança Pública, que na época era só Ministério da Justiça. 

Vim para o Departamento de Estrangeiros, hoje, Departamento de Migrações e um ano depois, acabei caindo de paraquedas no Gabinete da SENAJUS, nessa época, ainda SNJ. De paraquedas porque a Secretária saiu para tentar novos ares, e do nada, acharam que eu tinha perfil de Gabinete. 

Não sei dizer muito bem se estar aqui esse tempo todo é sorte ou resultado de muito trabalho. Só sei que me disseram ali pela minha primeira ou segunda semana de trabalho, que eu duraria 1 mês.

Aliás, geralmente me dizem isso, eu não ligo e quando vejo já estou comemorando aniversário no trabalho. 

Tudo bem que eu nunca pensei que fosse durar tanto no mesmo lugar. Estes 8 anos foram muito desafiadores, de muitas lágrimas, dúvidas, erros grandes e erros bobos, daqueles que te fazem questionar se escolheu a profissão correta. 

Como pessoa sincera, transparente e exagerada, costumo dizer que eu nunca saio satisfeita. Na minha cabeça eu nunca dei o meu suficiente, não fiz o meu melhor e envergonho quem me deu a oportunidade. Mas, é só um exagero mesmo. Porque se eu fosse ruim, eu apenas não estaria aqui ainda.

E em mais essa comemoração, silenciosa, novamente, porque eu estou aprendendo (ainda!) a comemorar por mim e dentro de mim, agradeço a Deus por estar conseguindo projetar em meu dia a dia o amor que tenho pelo Secretariado. Amor esse que, como em todo relacionamento, tem seus percalços dolorosos. Mas me sinto honrada. Afinal, além de ter um trabalho para onde ir e uma casa para onde voltar, tenho conseguido manter meu dia a dia tranquilo.

Então que agradeço a quem me deu a oportunidade de mudança e a quem, diariamente, me dá uma oportunidade de, mesmo sendo quem sou, estar feliz, fazendo uma leve diferença na vida de alguém e por não ter perdido o respeito, por mim e pelos meus colegas, quando tudo parecia complexo, principalmente em mudanças tão radicais como a das últimas eleições. 

Se terei mais 8 ano por aqui? Seja o que Deus quiser. Ele sabe da vida de cada um. 



sexta-feira, 2 de junho de 2023

36 anos

Até o ano passado eu costumava celebrar o dia 02 de junho como um aniversário.

Na minha cabeça é, porque hoje, completo 36 anos como Karla Karina e é quando agradeço verdadeiramente, a minha adoção. 

Mas ano passado, depois de uma crítica pública, me prometi não celebrar mais. 

Assim como estou aprendendo a não celebrar mais nada. Este ano, tentei o meu aniversário em março e terminei o dia chorando muito. 

Internamente, seguirei agradecendo a Deus a oportunidade. Sempre terei orgulho de minha história. Sempre irei olhar com olhos de ternura para quem esteve comigo desde que eu era bebê, até os 3 anos. Afinal, nada é por acaso. Desejo que quem esteve ali naquele pré-Karla, que eu não faço ideia quem seja uma grande parte, estejam bem.

À minha antiga família, mesmo não querendo convivência, desejo o melhor. Que Fátima esteja em um lugar bom no céu. 

E quem me conhece desde os 3 anos, obrigada! 

Obrigada a mim por nunca ter me deixado corromper em crise por algo que foi especial e sempre será a grande virada da minha vida.

E, claro, agradeço a Deus pela minha família ter tomado essa decisão há 36 anos. Tudo faz total sentido. 

segunda-feira, 27 de março de 2023

39 anos em 28/03/2023

39 anos!!!!!!!!!!!!  

Estou há dias refletindo sobre isso e cheguei a conclusão nenhuma. 

Mas sinto muito o peso da idade. Apesar de me dizerem que ainda sou nova, penso que não sou mais nova para um monte de coisas e isso é uma angústia sem fim.

Acho que o quê me conforta é que cheguei à essa idade sem ser presa, sem ter usado drogas pesadas, sem ter feito um aborto e sem ter feito esportes radicais. 

Basicamente, cheguei até aqui mudando pouco quem eu sou, me adaptando ao tempo e conquistando poucas coisas também, mas que são super relevantes. 

A ideia é seguir mudando o que for necessário, ajudando ao máximo de pessoas que eu puder, terminar meu curso de inglês, tornar o Bolshoi Cerimonial uma empresa maior e mais bem sucedida, seguir me esquivando de grandes polêmicas e tratando as pessoas com mais carinho e cuidado. 

E principalmente, me amando mais, me menosprezando pouco, lidando com meus defeitos de maneira mais leve e acreditando mais em mim. Ah, e me calando, porque sem dúvida alguma, esse é um defeito que sempre estará no topo dos master erros que cometo diariamente, que é falar mais do que o necessário e acabar ferindo pessoas e criando situações desagradáveis. 

Se quero viver mais 39 anos? Não.

Só quero viver o que merecer. 

terça-feira, 7 de março de 2023

Bem Juntinhos

Ando muito de saco cheio de TV aberta, e por sorte, no momento, consigo pagar um canal onde tem um canal que passa todas as séries que eu amo. 

Este canal anda fora do ar, para meu desespero, e tenho investido, assim, em outros programas. 

Andei maratonando o programa do Poschat (depois falo sobre isso) e acordei na madrugada de ontem e fui assistir ao programa do Rodrigo Hilbert e da sua esposa, Fernanda Lima, intitulado: Bem Juntinhos. 

Já tinha ouvido falar, mas achei uma graça o formato. Ele cozinhando, Fernanda conversando com os convidados. Bem coisa de gente comum sabe? 

E o papo era sobre separação, com a Mônica Martelli e uma outra mulher que não lembro o nome.

5 da manhã e eu refletindo sobre o fato de que não me relaciono oficialmente com ninguém há 2 anos e eu acho isso muito louco porque eu era a pessoa mais namoradeira do mundo, que se apaixonava instantaneamente e já formava família em minha cabeça... tudo isso, na maioria das vezes, com ficante. Rindo de nervoso. 

E meu último término foi bem traumático, porque o maior fator era que ele fazia parte de meu círculo de amigos super presentes, sou madrinha de casamento dele, da filha dele. Ele terminou comigo no dia 24 de dezembro e eu que já não gostava de Natal, passei a não gostar real. Eu até tentava gostar, mas agora zero questão de gostar. 

2 anos depois eu sigo super sozinha. Tá, dei um selinho sábado passado, mas somente. 

E o que eu aprendi? 

Que eu estou bem, que não sinto nada de ruim em estar solteira. Aprendi a me amar e eu achava isso tão clichê, tão fora de mim. Mas estes últimos meses me tornaram além de caseira, muito firme no que quero e no que não quero. E se eu tiver que ficar sozinha por muito mais tempo, sinto que será tão bom quanto já tem sido. 

Não faço ideia se quero me relacionar com alguém. Eu não sei nem paquerar mais. Eu saí 2 vezes: uma em novembro e outra dia 04/03 e a verdade é que nem para os lados eu olho. E eu fico aliviada quando vou para casa, sóbria (só m novembro consegui) e sozinha, sem contato algum no outro dia para me acordar na ressaca. 

Estou bem reflexiva, visto que faltam poucos dias para meu aniversário (21 dias). E estou relativamente feliz. 

Sozinha. 

Mas, se acontecer, só espero que seja bem legal. 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Glória Maria e o seu significado em minha vida

 


Morre a jornalista que foi durante muitos anos, referência para o que sonhei em ser. 

Passei dos 4 aos 20 anos, sonhando com jornal, microfone, redação, ponto, revista Manchete, Caras, Correio Braziliense... eu sonhava em contar histórias, reais e imediatas. 

Adolescente, imaginava que poderia me especializar em entretenimento. Até então, a internet não era esse boom e o jornalismo era muito mais raiz. 

Glória, sempre foi uma jornalista raiz. Do povo. Mesmo viajando mundo afora. Ela trazia, para quem a via na tela, um mundo de possibilidades. 

A identificação, era imediata. Ela fazia matérias sérias, de forma leve e matérias leves, de forma divertida.

Sorriso no rosto. Assistir Glória era um bálsamo. 

Não me tornei a jornalista que tanto quis ser. 

Mas Glória seguirá sendo uma de minhas maiores inspirações, como profissional e mulher preta, mãe solo, forte... Nunca se abalou com o que pensassem dela, porque como ela mesmo já disse: "quando eu morrer, ninguém vai deitar no caixão no meu lugar".