segunda-feira, 17 de junho de 2019

15 de junho de 2019

Eu trabalho com datas, e sou ótima com elas. E com absoluta certeza este dia eu nunca esquecerei. Meu 24 e 25º casamento. E eu apenas choro de alegria e gratidão. 
E já começo logo agradecendo, porque assim eu conto como isso deu certo. 

Jéssica - obrigada pela confiança. Mesmo quando eu criei um problema, assumindo outro evento no dia, confiou em mim quando eu disse que ia conseguir. 

Adriene - Chefe querida que me deu uma missão incrível que foi realizar uma festa de casamento sem cerimônia e confiou em mim, inclusive para me ausentar por mais ou menos 2 horas enquanto ia no Gama casar a Jéssica.

Por casamento:
Jéssica e Lucas 
Equipe: 

Sarah - Falei pra Jéssica que você iria coordenar o casamento dela para mim e ela, ok, se você confia nela, eu confio também. Só posso agradecer infinitamente e nosso amor é de outras vidas e vamos juntas enquanto outras houverem. Todo mundo elogiando, como não amar? 
Aline - Cara, você é àquela que com serenidade mantem tudo em ordem. Um porto seguro no caos. Foi comigo em uma reunião, topou tudo! Você é incrível. E lembra que começamos essa parceria bem do nada né? 
Anne - Você foi cotada desde quando o casamento estava começando a ser planejado. Eu já tinha falado que seria você a Assistente da Jéssica e pasme, ela também. Diria que foi uma imposição dela e não erramos. Você é minha base, eu me sinto segura quando estou contigo, imagina as noivas? 
Cris - me deu uma bronca surreal quando falei que tinha fechado outro casamento no dia do casamento da irmã. Mas quando solucionei a questão, você fez eu me sentir segura para cuidar de ambas festas. E fora que era uma questão de honra casar a Jéssica. Por culpa sua (amém!), ela entrou pro Bolshoi quando eu ainda não sabia nada, e desde então, a Família toda tá comigo (amém de novo!)

Fornecedores incríveis, que super facilitaram o meu trabalho:

Meryo - fotográfo, engraçadíssimo e confiou em mim quando pedi para não comentar da mesa do bolo; Kessia - Gerente do Spazio Grand Jardin, me atendeu prontamente todas as vezes que eu enviava mensagem e quando cheguei ao evento atendeu a minha solicitação de alteração de layout das cadeiras da cerimônia; AW - doces e maquete, muito cordiais; Polian - banda da cerimônia, também muito leve; Eduardo Belmonte - Apenas um Bar, que me foi super cordial entendendo um pedido específico dos noivos.
Minha equipe no dia segurou a onda,  eu sou imensamente grata a cada uma de vocês, por toda paciência, por todo amor depositado para que Jéssica e Lucas tivessem uma festa linda! Amo cada uma e sei que Deus irá abençoar vocês para terem mais saúde ainda para seguirmos nesse caminho lindo que é fazer sonhos se tornarem realidade. 

Adriene e Vinicius
Equipe: 

Gustavo - você não está no agradecimento de fornecedores, mesmo sendo o DJ, porque você é meu amigo fiel e não foi uma indicação. Quando surgiu a necessidade de um DJ eu falei: será o Gustavo. Você deu o preço, o casal pagou, fim. Foi uma decisão minha e você topou e foi lindo trabalharmos juntos mais uma vez. 
Nego Vei - quando eu entrei em desespero por não ter no momento alguém para trabalhar, eu sonhei com você trabalhando. No outro dia você me perguntou como poderia ajudar ao Bolshoi. Pronto. Achamos algo para você e foi uma decisão incrível porque você tornou o ambiente divertido. Eu adoro trabalhar com pessoas divertidas. Foi maravilhoso e agora se deu mal porque sempre que puder e quiser, tá contratado =)
Katia - eu tinha chamado outra pessoa, mas entendi que o casamento da Adriene e do Vinicius pedia alguém mais madura. Não velha, entenda. E você é super tranquila né? Me passou muita confiança, eu pude desempenhar o papel de forma serena. Todos elogiaram como você é cordial e isso em um evento é muito importante. E contigo nem pergunto se quer, já enfio logo no evento.
Dy - Lembra a Aline que comentei acima? Você foi a minha Aline neste evento. Uma serenidade, um carinho. E ainda me segurou no outro dia, me ajudando a decorar o aniversário de uma amiga. 
Vocês foram meu porto seguro em momentos bem tensos no dia, não na festa, porque ali na hora, tudo foi tão mágico né? Vocês estão comigo e eu espero poder sempre contar com vocês! 

Fornecedores incríveis, que super facilitaram o meu trabalho: 

Gustavo, já agradeci; Eduardo Iff - fotografo do meu coração, super gentil e paciente; Thiago - Banda Tio Jack, que ralou comigo ali mandando 1500 mensagens por dia; Gizele - decoradora maravilhosa, também muito alinhada com o desenvolvimento das atividades do Bolshoi e no dia chegamos juntas e ralamos né?, muito!; Renata Diniz, que além de tudo me mandou caixinha de doces e bolo no pote de Red Velvet =) (engordando); Leidy e Natan - Gerentes do Oliver - que devem me achar ansiosa, mas ok, enchi muito o saco. Natan foi gerente no evento e eu achei que a gente ia se odiar, mas sério, pensa num cabra gente boa! Super indico se ele for o Gerente; Romário do Aquecedor e Aninha Flor - a motorista da noiva. 

Fora estes agradecimentos específicos, que espero não ter deixado ninguém de lado, agradeço aos meus pais, por mudarem a data da festa de Santo Antônio para que eu pudesse ter o apoio dos meus irmãos em um dos eventos; Cris - minha motorista, amiga, mãe - sério, ela foi maravilhosa, me acompanhou em reuniões, degustação com a noiva e me salvou, imagina se eu teria grana para pagar uber para ir ao Gama e voltar em seguida para o Oliver? Minhas parceiras de trabalho, Aretha e Gi que me suportaram insuportável ao longo dos preparativos; Malu, que pintou meu cabelo e me deixou linda para os eventos e Ceiça que fez meu macacão deuso, que se eu não engordar, será o uniforme de inverno do Bolshoi.

E em um parágrafo à parte - Leonardo, meu incentivador maior, que criou o que o Bolshoi é: cartão, instagram, facebook e que me apoia, me empurra e confia no meu trabalho. Tanto que vez um vídeo incrível, que eu nem abro e já choro, de tão perfeito. Mais pra frente falo sobre isso (quem não gosta de uma surpresinha né?) 

Por isso que eu digo que este 15 de junho é tão maravilhoso, porque ele é um divisor. Eu consegui. Eu quis fraquejar, mas aí eu chorava deitadinha no meu travesseiro, orava e me acalmava. E eu consegui. Nós conseguimos! 

Este texto gigante era necessário. No meio do caminho, uma pessoa me disse que se se relacionasse comigo, jamais me apoiaria no Cerimonial, porque ele é espirito e eu sou mundo (algo assim). E sabe? Sou. Sou deste mundo, amo fazer casamentos, me orgulho do que estou criando, dos sonhos que realizo, da minha equipe, dos fornecedores parceiros. Eu não faço casamento apenas por conta do dinheiro. Eu faço porque eu FAÇO a diferença e enquanto eu me emocionar, eu realizarei sonhos. 

Obrigada a cada um que torceu e torce por mim. Vamos juntos?  

quinta-feira, 13 de junho de 2019

As vezes é bom passar por pequenos sustos

Ouvi uma coisa que me deu uma porrada mental no estômago e que fez eu engolir toda e qualquer vontade de perder a linha: às vezes parece que você não gosta do seu trabalho. 
Isso me chocou e me fez acordar imediatamente para a vida. 
Primeiro que foi bom finalmente perceber, talvez pelo excesso (graças a Deus!) de trabalho, que ando um tanto quanto mau humorada. Segundo que me fez sentir que apesar de parecer que eu não gosto do meu trabalho (dos meus trabalhos), eu gosto demais, tipo, DEMAIS! 
Ontem mesmo enquanto várias pessoas celebravam o dia dos namorados, eu estava montando o material para os casamentos de sábado. Não tem a mínima chance de eu não gostar do meu trabalho Base e de meus Trabalhos do Coração. Não tem gente.
E este texto é para você que de alguma forma não me aguenta mais com um certo mau humor, e talz. Acho que é o que eu costumo dizer: eu não sou máquina. Ninguém é de ferro. Apesar de toda tentativa de parecer uma, em algum momento a gente dá uma surtada. Tem gente que não deixa isso transparecer, mas tem gente que transparece, um pouco menos ou demais. 
Perdão se fui deselegante, se criei um mini bico de menina mimada, se pareceu que eu era uma adolescente rebelde sem causa. Você realmente tem razão em me dar um esporro, um tapa na cara mental, um chá de realidade, sinceridade e alerta. 
Acho que é sempre bom agradecer, à Deus e às pessoas que Ele coloca em nossa vida para nos ajudar a sermos pessoas melhores do que ontem. E principalmente, quero agradecer, como faço todos os dias ao acordar e ao me deitar, pelo meu emprego, pelos meus jobs de fim de semana, pelos meus noivos incríveis de sábado (15/06), pelo aniversário da linda que eu decorarei no domingo (16/06), minha equipe maravilhosa, que tem segurado essa barra que é gostar de você e tem levado este momento profissional extra junto comigo, com entusiasmo e profissionalismo. 
E amanhã será um novo dia, onde novos desafios estarão à nossa espera e eu só não quero mais transparecer em hipótese alguma que não gosto do meu trabalho. Eu amo meu trabalho, amo ser Secretária, amo o lugar onde estou, as pessoas que estão comigo e só peço a Deus saúde, porque a caminhada é longa e necessária. 

Um beijo. Segunda que vem conto para vocês como foi meu fim de semana mais crazy de todos os tempos. Só digo uma coisa: meu coração está em festa! 

terça-feira, 11 de junho de 2019

Feliz dia dos namorados 2019.

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Eu sei que é um tema mega batido, principalmente aqui no blog, mas não tem jeito, a gente precisa falar sobre isso, porque esses dias comemorativos e românticos geram muitos memes, mas também muita frustração e sensação de inutilidade pública. 
Como todos acompanham a minha humilde vida, eu sou extremamente fracassada no meu setor amoroso. E durante muito tempo eu me senti uma pessoa ruim por isso. Sempre achei que o problema estava em mim, somente em mim. 
Mas aprendi que sinceramente, eu estou bem legal do jeito que eu estou. E tento passar isso para as pessoas, mesmo eu sendo cerimonialista e acreditando no amor, porque é importante que pessoas como eu, que ainda não encontraram sua metade da laranja, se amem e se aceitem e criem suas rotina pautada no tal amor próprio, no respeito por seu corpo e sua alma. A gente não pode mais se relacionar por se sentir sozinho, ou só por sexo, ou só por dinheiro. Isso é nocivo demais.  
Dia desses postei um texto sobre o tipo de relacionamento que não quero mais e no meio da semana recebi um convite para jantar justamente de uma pessoa com algumas características que não se encaixam naquilo que espero em uma relação.  Ah mas por que não dar uma chance? Porque eu preciso seguir com o meu coração em paz. Não sou Deus, nem psicologa, sou péssima conselheira e não estou a fim mais de sair por sair, apenas para preencher certo vazios do coração. 
A gente precisa aceitar isso e deixar que o tempo cuide de selecionar exatamente àquela pessoa ideal, dentro de um certo limite do que é ideal, logicamente. Não percamos tempo, nem saliva, nem carinho com quem nem sente nada por você nem você sente nada por ela. 
E eu desejo de coração, antecipadamente, um feliz dia dos namorados. Que os casais se amem, se beijem, celebrem. Se não der para comemorar, que não exista uma crise mundial por causa disso - alô mulherada, menas tá? E que o clichê: todo dia é dia de comemorar, esteja bem claro na relação de vocês. 
A quem vai passar sozinho: parabéns por superar toda essa chatice. hahah brincadeira. Mas é isso: sejamos felizes com a nossa própria companhia. Vale a pena. 

Beijos! 


segunda-feira, 3 de junho de 2019

Que se dane a sorte de um amor tranquilo.

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Pauta importante e no qual pensei muito estes dias, principalmente depois que me foi comentado que minha última tentativa de relacionamento que durou 15 dias, já está em outro relacionamento. Ainda tive que ouvir uma piada horrível: "o cara nem esperou o corpo esfriar em"?
Machuca né? Mas hoje eu me sinto relativamente tranquila com relação à isso e tenho me mantido em um equilíbrio relacionado ao fato de que não adianta, eu não sou namorável. 
Nem sei se existe esta palavra, mas diante de tudo que vivi em termos coração bandido, de tudo que já ouvi e vivi desde 2016, eu aprendi que algumas pessoas são ótimas nisso. Eu não. E felizmente, porque eu não desejo o mal à ninguém, mais da metade de meus boys ao terminarem comigo se arranjaram na vida, seja namorando ou casando.
Antes isso até me incomodava, eu não entendia onde eu errava tanto. Mas aí eu entendi finalmente, e decidi que eu tenho uma opção diante disso tudo: seguir sozinha. 
E é claro que rola internamente algo do tipo: ah mas fulano é bonzinho, eu bem que poderia dar uma chance pra ele né? Não mais. Não posso mais fazer isso comigo. Não posso mais me relacionar com alguém por carência ou por dinheiro. Se bem que eu nunca consegui me relacionar com ninguém por dinheiro, e até tenho raiva às vezes. Mas é uma questão moral. E eu tenho levado isso muito à sério desde o dia 21 de abril. 
Primeiro não mais me relacionar com ninguém comprometido, mesmo que seja um namoro de 15 dias. Não caio mais no papo de que estou me separando, minha vida sexual é uma bosta, não transo há x anos luz. Foda-se.
Segundo, preciso de estrutura emocional e eu quebrei esse regra duas vezes. Então se eu estiver demente, eu me relaciono com pessoas que usam drogas ou estão se tratando. Em condições normais eu não vou mais aceitar. Foi uma furada que vivi e que hoje eu não tenho estrutura alguma para enfrentar. Foda-se. 
Terceiro, tem que ter o mínimo de afinidade. Eu cansei muito de gente que não dança, por exemplo. Não precisa ser um Carlinhos de Jesus, até porque eu danço de forma bem tranquila, mas é muito chato o cara não dançar. Porque no final terei que ouvir que uso a dança para provocar os homens e sério, não dá. E tem várias outras questões. Já tive gente criticando meu trabalho com casamentos, meu cabelo, meu cheiro. Não ter química é algo que não dá mais e não é só na cama. Se o cara não for admirável e eu não for admirável para a pessoa, foda-se. 
Quarto, não quero mais uma pessoa ansiosa. Porque não tem nada pior do que ouvir que se precipitou e ainda jogar a culpa em mim. Depois ainda dizer que se arrependeu. Por favor, já aviso logo que não sou boneca inflável para teste não. Eu sou uma pessoa imperfeita, que está na vida para ser feliz. Sou intensa e não deixarei de ser e sei lidar com isso, se tu não sabe, por favor, foda-se.  
Tem alguém que se encaixe comigo? Não. E eu não quero mais testar. Ou eu vivo um grande amor, porque de passagem não aceito mais. Me usar, conhecer meu mundo, me falar coisas lindas, planejar, conhecer minha família... e depois usar o argumento de que se arrependeu, que eu sou pesada espiritualmente, que meus chacras são desorganizados, que eu preciso me tratar, que eu sou feia, vulgar e etc e.. aparecer com outra (tenho casos de no outro dia ao suposto fim), pelo amor de Deus, NÃO! Sério. Se existir a mínima chance de que uma outra pessoa seja anos luz melhor do que eu e você esteja dividido, não se divida, fique com a outra pessoa. Para depois não me dizer que ela é melhor do que eu. Não precisa, eu já sei disso, foda-se. 
E eu me comprometo a não me fazer presente em sua vida se eu não sentir nada. A reciprocidade tem que funcionar também quando não se quer nada. 
Não queira estar em minha vida, se eu não quiser estar na sua e não me trate como descarte se não houver o mínimo de interesse em minha pessoa. Eu já sofri o bastante e eu quero a sorte, não de um amor tranquilo, apenas de uma vida tranquila. 

Feliz dia dos namorados para você. 




segunda-feira, 27 de maio de 2019

20 anos sem Moscou.

26 de maio de 1999, quarta-feira, 17h45 - O voo. O fim. A despedida. O até mais. 
Foi um dia diferente. Malas prontas, uma passada na escola pela manhã, para me despedir dos meus amigos, um chora aqui, outro acolá.
Almoçamos. Pela última vez no apartamento para onde havíamos nos mudados em março de 1996. 
Quando me disseram que iria morar na Rússia, que eu nem sabia que era um país, eu chorava. Eu tinha tanto medo. Afinal, meu professor de Estudos Sociais me disse que lá era tão frio que a gente morreria e que eu nunca mais veriamos o sol.
E eu não morri. Ok, era frio, muito frio inclusive, mas eu também vivi meses de muito sol, verões gostosos, onde eu patinava e esperava o anoitecer às 21h30. 
Foram anos de neve, 4 invernos pesados, de aconchego à distância da família, de angústia quando a gente tinha que esperar para conversar com meus irmãos. E quando era dia de mala diplomática que vinham as cartinhas, presentinhos, revistas, fitas cassetes da Banda Eva e Cds do É o Tchan, era uma alegria contagiante. 
Lá mamãe teve a oportunidade de ir à cidade do Papa João Paulo II e vê-lo um tanto quanto longe, mas receber toda a energia que ele emanava por onde passava.  Comemorei 4 aniversários lá, ganhei uma festinha linda nos meus 13 anos, com minha irmã mandando as coisas da decoração pela mala diplomática. Muitas pseudo feijoadas com um feijão nada a ver com o nosso e com farinha de batata, sem couve e com laranja brasileira.
Lá eu fiquei mocinha, dei meu primeiro beijo, me apaixonei pelo Anton e pelo Andrei. Infelizmente lá fumei meu primeiro cigarro e tomei meu primeiro copo de vodka que me deu uma ressaca de 3 dias. 
Em Moscou dei continuidade à ginastica olímpica, mas acabei me apaixonando pelo salto à distância e mesmo com 62 quilos eu era uma atleta empenhada, afinal meu professor na época tinha apenas 82 anos e era vigor puro e me dizia que não era para eu aceitar ser gorda, que eu deveria me cuidar. Deveria mesmo é ter escutado um pouco mais os conselhos dele. Um homem incrível, como várias pessoas que viveram o Comunismo e nos ensinavam tanto.  
Conheci tanta gente massa. O tradutor oficial do Marcos Pontes, nosso astronauta, o Roberto Kuznetsov, foi um deles, e talvez a melhor coisa que me aconteceu na vida. Anos depois, graças ao material usado por ele para aprender russo sozinho, eu me tornei professora particular e graças a ele, ainda lembro um tiquim deste idioma tão complexo. 
Essa semana tatuei a Igreja de São Basílio no ombro direito. No esquerdo já tenho tatuado desde 2013, o Teatro Bolshoi. No coração eu tenho tatuada uma cidade incrível, linda, com uma arquitetura única, com uma história única, com pessoas que fizeram a diferença na minha vida de uma forma que eu só agradeço. 
Moscou foi treva também, mas 20 anos depois, eu só penso em tudo que foi de bom, o tanto que eu em me tornei responsável, pontual, educada, consciente da minha história. 
Eu não fui morar lá à toa. A pessoa que eu sou hoje, deve 95% à tudo que eu vivi com meus pais lá. Seriam necessárias muitas linhas para descrever, e sabe? Acho que um dia ainda farei isso.
Agradeço aos meus pais pela oportunidade. Agradeço a cada amigo que segurou nossa mão em momentos cruciais e de lágrimas. Agradeço aos meus amigos russos, da escola, da igreja, Padre Miguel Angel, Padre João Carlos,  o orfanato onde passei muitos verões ajudando crianças de Chernobyl. Agradeço ao Tio Zelon, Tio Jorge, Tia Ivonete, Janaina, Tia Silvia, Ingrid, caramba, tanta gente que se importou com meus pais, que nos acolheu em suas casas, nos emprestou o telefone, o carro, o tempo. 
O tempo que não volta mais, mas que hoje me impulsiona. Me dá a chance de comemorar essa conquista. Estar viva para contar minha história, que não é de longe especial, mas para mim, sempre será. 
E à você que me escuta também né? As vezes não consigo virar o disco, me perdoem. 

Beijos! 


terça-feira, 21 de maio de 2019

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Divã do Bolshaia: o que te faz perder o tesão em um homem?

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Primeiramente ser casado. Segundamente ser machista. 
Não sou hipócrita, mas minha dose de homens comprometidos já ultrapassou o senso do ridículo e hoje, graças a Deus, dispenso até conversas. Não tenho mais amigos casados, não converso com homens comprometidos que não sejam efetivamente amigos. Claro que acredito muito em amizade entre homens e mulheres e tenho alguns amigos que na caminhada da vida se casaram, conheço suas esposas. Mas se não conheço, não convivo, não conheço a família e vem dar em cima de mim, já leva um coice gigantesco. 
E homem machista. A maioria com quem me relacionei na vida, tirando meu ex-marido, tem suas doses de machismo que eu não tolero. Já tive namorado me criticando por eu trabalhar e por achar que sou algo só, SÓ, porque tenho um diploma e um trabalho. Ah e morar sozinha. Porque você não tem nada, porque você mora de aluguel e quando eu for rico você ainda vai se rastejar aos meus pés. E o famoso: você dançando é vulgar, você dá em cima de todos os caras quando dança. E tantas bizarrices que já tive que ouvir ao longo de muitos anos. 
Me desinteresso por homem que não respeita a minha história. Que não sabe conversar sobre o mínimo e acha que eu esnobo porque eu converso sobre o mínimo. Me desinteresso por homem que maltrata animais e crianças, desrespeita os pais, o trabalho e seu corpo. Eu perco o tesão quando o homem acha que não sou inteligente o suficiente.
Aviso aos navegantes que pretendem pousar em meu mar calmo: antes de você chegar eu já naveguei em muitos mares. Não queira me ensinar a remar.

Boa semana! 

sexta-feira, 17 de maio de 2019

À espera!

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E no fim das contas a gente prefere sempre à doce espera. E a  gente se molda em si mesmo, não para caber em algum mundo que não seja o seu, apenas para que as conexões não transitem em formas opostas. 
Depois de um casamento falido e 4 relacionamentos posteriores traumáticos, a gente aprende que se basta, mas não desiste de confiar no amor, esperar o amor, viver o amor em todas as ações.  E quando for a tal pessoa "certa", se é que isso existe, que eu esteja confortável para seguir na caminhada em paz e harmonia. 
Mas espero que não demore tanto né? 
Bom fim de semana!

quarta-feira, 15 de maio de 2019

O arco iris veio no fim da tempestade

Gostaria hoje, depois de um dia insano, me desculpar. 
Mas o pedido de desculpas não é direcionado, ele é estendido à cada rapaz com quem me relacionei na vida, em termos amorosos.
Entendo como deve ter sido difícil se relacionar comigo. 
Durante um tempo eu era arrogante, metida a inteligente e esperta. Com o tempo, passei a me vitimizar, me amargurar e reclamar.
Oscilei entre a euforia e o desespero, entre sorrisos e lágrimas. As vezes feliz da vida, as vezes inconstante. 
A vida me tornou um ser um tanto quanto sem noção. Muitas perdas, muitos foras, e até hoje, eu não havia percebido quem realmente sou.
Um relacionamento nunca acaba só por causa de um, mas assumir meus defeitos, de verdade, sem me tornar um mar de lágrimas e desprezo próprio, foi duro. E eu só posso lamentar por não ter sido a mulher ideal para vocês. Lamento por cada crise de ciúme, de choro fora de órbita, de lamúrias em meio à flores. A dores onde não deveriam existir, à crises onde deveria haver alegria. 
Lamento ter desrespeitado, ter traído e inventado. Ter forçado. Decepcionado. 
Cada relacionamento me ensinou. Mas acho que hoje, essa data de hoje, me devolveu uma noção de que eu preciso me amar de fato. Ninguém precisa caber no meu mundo tão complexo, na minha caminhada que precisa de muito amor próprio para se desenvolver. 
Sempre quis acertar no amor, encontrar uma pessoa como em contos de fadas falsificados, mas eu precisei perder muito, de mim e do outro, para finalmente me assumir em uma solidão necessária.
Em minhas conversas com Deus, pedi perdão por não ser sua melhor filha. E senti sua mão em meu coração me acalmando, de que eu sou uma boa filha, eu só preciso acreditar em mim, sem esperar que o outro acredite. 
A cada homem, que tenha me feito bem ou mal, meu sincero perdão. A quem magoei com palavras e atitudes, com lágrimas peço perdão. 
Amanhã será um novo dia e me livro hoje do dia 21 de abril que me fez retomar meu medo de morrer sozinha. Hoje, este medo foi embora. Porque quando a gente aprende a ser amiga e a esperar em Deus efetivamente, um arco iris aparece no fim da tempestade.
Algumas pessoas perderam a paciência, entendo. À quem ainda resta um pingo dela, aqui estou, livre de pressão.
Espero em Deus que em algum lugar deste mundo, exista um chinelo velho para meu pé cansado, mas ok, não precisa ser efetivamente velho. Se ele por acaso não existir, está tudo bem. Eu sou feliz exatamente assim.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Dia das mães

Calma gente, dia das mães é domingo né? Não para mim. Para mim, com todo clichê que existe, dia das mães é todo santo dia. E eu como sou esperta, já tratei de dar o presente da minha. Acho que ela adorou.
Todo dia das mães eu me pego pensando: e seu eu fosse mãe?
A realidade é que quem não tem filho tem opinião para tudo né? Cara, eu então! Nossa, eu amo meter o bedelho onde não sou chamada, gosto de dar pitaco e sempre comparo a forma como fui educada com a forma como essa garotada vem sendo criada.  Só que eu sei que não adianta a minha opinião, porque cada mãe é uma e vive a sua maternidade como lhe convêm né?
E eu vou passando pela vida apenas opinando. Porque a verdade é que na minha cabeça e no meu corpo também, a fase de ser mãe passou. Passou no dia que eu ouvi que haveriam uns 5% de chance e eu respondi com toda serenidade ariana: "não vou incomodar Deus por estes 5%, Ele tem muita coisa para fazer".
E é bem isso. Eu encarei de forma muito tranquila e encaro com bastante naturalidade essa minha realidade. 
As vezes, muitas vezes eu diria, eu penso como seria bem legal ser mãe, ter uma criança, educar, passar valores, colocar alegria no mundo! Criança é bem isso né? Poderia adotar também, mas a questão é que eu só quis isso quando casada, e eu tenho absoluta certeza que teríamos sido ótimos pais e eu teria sido uma mãe fantástica do Fernando ou da Fernanda (criativa né?)
E vem aí, em 3 dias, mais um lindo e ensolarado domingo das mães e eu vou comemorar cuidando dos meus pais que eu sei que são como filhos. Eu costumo dizer que Deus não me fez mãe para cuidar de meus pais e eu me sinto muito importante, porque é também uma dádiva poder ajudar seus pais a terem um envelhecimento digno, com respeito por tudo que eles fizeram ao longo da vida.
Sou muito grata por ter a vida que eu tenho. Sem filhos, mas com sobrinhos e sobrinhos-neto lindos, meus irmãos saudáveis, com amigos fieis (ok que tem uma galera que tá precisando apanhar), meu emprego, que eu cuido com muito mimar como se fosse um filho. Tenho sonhos, que são como bebês que eu preciso cuidar também para que cresçam.
Tenho uma vida, abençoada e venho este ano de forma muito sincera, me tornando mais consciente com minhas críticas ao próximo, principalmente se este próximo for mulher.  Tanta mulher que quer ser e não pode, e não falo somente de ser mãe. A mulher ela quer exercer o seu direito de ser mulher, e muita gente tem tirado esse direito básico, apenas porque somos mulheres. 
Neste domingo, desejo que você, mãe ou não, tenha um dia incrível e que toda sua jornada seja de amor, de respeito por si e pelo próximo e que nada te coloque no caminho da auto-destruição. 
Coragem! 

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Divã do Bolshaia: Você ainda acredita no amor?

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Eu discordo um pouco da frase, concordando um pouco também. 
Discordo porque além de já ter vivido algumas relações cheia de amor, eu vejo o amor em quase todos os finais de semana. Convivo com casais durante mais de um ano e percebo o quanto existem pessoas que foram definitivamente feitas uma para a outra. Claro que infelizmente existem também casais que estão juntos, mas que nem eles entendem o porquê. Mas no geral, graças a Deus, consigo ver e sentir o amor em muitas pessoas e isso é algo que me motiva, pessoalmente, e profissionalmente, porque trabalhar com o que a gente acredita é algo que dá até saúde. 
Mas colocando isso em minha vida, eu te digo de verdade, que eu Karla, não acredito mais nisso, pelo menos não na minha caminhada. Não falo isso de forma amargurada, até porque de amargo já bastam os limões e gueiroba. 
Ah mas você desistiu? Me perguntam. Não. Não desisti, mas também não vou mais atrás não. Tá, eu particularmente nunca fui atrás do amor, ele sempre veio até mim e eu recebi. O que veio depois é que dá uma desanimada, mas eu agradeço muito cada experiência de amor.
Acho que minha preguiça maior é a hipocrisia que rola depois que a pessoa resolve sair de sua vida. Para mim, acabou, acabou. Não tem isso de manter contato, de dizer, olha estou aqui para o que precisar. Aprendi que se não fui boa namorada, não serei boa amiga. Até quebrei esta regra umas 2 ou 3 vezes, mas em um contexto bem profundo, se não me quis, apenas preciso seguir. 
E também dá uma desanimada ver tanta mulher sendo morta por seus companheiros que em vários casos juraram amor e cuidado eterno. Eu choro, juro, toda vez que recebo uma notícias dessa. Nenhuma mulher merece ser morta com a desculpa de que foi por amor. Isso nunca foi ou será amor. 

Por isso gente, ao menor sinal de amor retribua. Ao menos sinal de desamor, retribua também.
Amemos apenas quando for um ao outro.
Sempre! 

Beijos!

terça-feira, 7 de maio de 2019

O Bolshaia não vai acabar - decidi há uma hora.

Gostaria de solicitar ajuda para superar um pé na bunda. Obrigada de nada! 
Gente, eu estou velha demais para sofrer por homem né? Vamos combinar. E quando a relação não dura nem um mês? 
Mas tirando a brincadeira toda, com um fundo de verdade, obviamente, porque sou ariana e ariano adora chamar a atenção, venho comunicar que: diga ao povo que fico.
Explico: como eu ando bem puta e chateada com a vida e sendo bombardeada de algumas formas chatas, pela pessoa humilde que eu sou, eu havia me comprometido a não escrever mais no Bolshaia. Cês acreditam nisso?
Pois bem, acabei de repensar, de repostar um texto que eu postei e guardei de novo e em uma oração realizada há pouco mais de 1 hora, decidi que eu vou seguir escrevendo sim. Tudo bem que andei diminuindo um pouco o fluxo nos últimos anos, mas quero retomar minha intensidade de escrever, porque é aqui que posto um pouco do que sou, acho, sinto e não sinto. Aqui sou eu, não sou, falo, repenso, e até grito (quando estou em casa costumo dar uns tapas na minha cara também). 
Meu blog é minha paixão, assim como meu Cerimonial e a Ivete - ok, fora do contexto.
Lembrei de uma amiga minha que me disse que tantas vezes eu a inspirei em algum texto. E quando lembrei disso pensei que nenhuma crítica negativa de tantas que recebo, serão capazes de me retroceder, de me calar, de me ousar sentir medo e insegurança. E aviso que seguirei escrevendo muitas cartas com minha letra ridícula, mas me desculpe quem recebeu alguma carta minha nos últimos anos, de coração. 
Escrever me dá ar, principalmente com a gripe tosca que surgiu sexta passada. Escrever me dá asas, porque energético me dá dor de barriga. Escrever me dá ânimo porque entre pé na bunda e insegurança, eu me seguro no que penso e logo escrevo.
Vou escrever bastante, vou vomitar tudo o que penso e intoxicar pessoas, alarmar almas perdidas, sinalizar caminhos com meu poder florescente. 
E eu espero do fundo do meu coração é vermelho, que um dia eu consiga lançar uma coletânea dos meus melhores mais de 4 mil textos, escritos entre muros, montanhas e corações partidos. 

Então, hoje, 07 de maio de 2019 diga ao povo que o Bolshaia tem mais vida longa do que as 7 vidas de muitos gatos. E que você sempre será bem vindo. Sempre poderá contar comigo.
Mande um e-mail, me chame para um chá. Mentira, me chama para uma cerveja, mas vamos dialogar, vamos aumentar, meus amores, a nossa rede de apoio. Vamos nos dar as mãos. Aqui eu não sou melhor do que você, aqui que eu digo, vida, mundo, essa porquera toda que a gente insiste que é legal. Tá é legal sim, mas pode sempre ser melhor que ontem se a gente parar de dissimular sentimentos positivos.
Vamos jogar corações, conselhos, conversas e risadas. De verdade verdadeira?
Sabe onde me encontrar né? 

Beijos! 


segunda-feira, 29 de abril de 2019

Sobre aceitação

Há muito tempo que eu venho sofrendo, à toa, eu diria, por nunca dar certo nessa questão de relacionamento. E eu passei meus últimos 5 anos, me culpando pelo fim do meu casamento. Porque eu afinal, não gostei muito não de ser casada, sendo bem sincera. 
As coisas pioraram quando descobri que sou uma falsa ariana, e que bem lá no fundo eu quero sim viver um relacionamento bem apaixonado. Mas isso é fruto de anos trabalhando com casamentos. 
No dia 29  de abril de 2019, resolvi colocar um pedra nesse meu modo de ser e voltar à ser a Karla raiz de anos atrás. 
Porque eu cansei. Sinceramente. Eu não entendo o quê os caras querem, além de serem boçais, mau educados e machistas ao extremo. 
Convivi com todo tipo de reação à pessoa que eu sou e a gota d´agua foi quando me deparei com questionamentos filosóficos à minha forma de ver meu lado espiritual. Veja bem, eu demorei anos para me achar nisso e a pessoa simplesmente desdenha do que eu acredito e do que eu vivo.
Eu prometi para mim que eu não derramaria meia lágrima por nenhum homem e eu vou cumprir. Não sou feminista de carteirinha, mas respeito quem luta pelo nosso respeito e se tem algo que eu não vou mais tolerar é isso, desrespeito à quem me tornei e me torno, em uma caminhada muito complexa e de muita oração e silêncio.
Quero que me respeitem por eu gostar de futebol, por eu me matar fumando, por eu gostar de cerveja, por eu não entender de budismo, mas viver a umbanda na minha caridade do dia a dia. Peço respeito por ser empreendedora e por me perder em assuntos um pouco mais complexos. Eu nunca fui lá muito inteligente, mas sempre fui braçal. Amo meu trabalho, coloco isso em primeiro lugar e sabe de uma coisa? Vivo do passado sim. Adoro minha história de vida, adoro contar minha história e principalmente, gosto de comentar sim o que aconteceu comigo em meus últimos 4 relacionamentos ruins, péssimos e doentios, que me tornaram quem eu sou hoje, efetivamente, hoje.
Então se alguém tiver algum interesse em mim, por favor tenha minimamente algo a ver comigo. Se for para ficar desdenhando de quem eu sou, me colocando para baixo, duvidando de meu lado espiritual, me chamando de negativa, feia, puta e sei lá mais o tanto de absurdos que já tive que ouvir, realmente, por favor, pelo amor de Jerry Adriani, não se aproximem de mim. 
Eu não aguento mais esse começo todo fofo de relacionamento, aí a pessoa se dá conta de que eu não me encaixo em nenhum planeta, aí quer o quê? Sinceramente, por amor, eu já tentei me encaixar, acho que relacionamento é isso também né? A gente ir ajustando. Agora eu tento me ajustar e o outro não? Porque não gosta de meus amigos, dos ambientes que frequento ou porque tem vergonha de mim?
Pois vá se lascar que eu tenho meu trabalho e uma empresa para cuidar. Sou mercenária, egoísta e se não for para me acompanhar, nem me adicione na sua vida.
Aqui é assim. Já que os homens podem, por que eu não posso?
Boa semana!