quinta-feira, 5 de julho de 2018

Nunca deixe de oferecer o seu melhor

Enquanto temos internet, porque anda complexo ultimamente aqui, venho escrever, talvez uma das poucas coisas faça realmente bem.
No desabafo da vida, que anda dia sim dia sim bem esquisita, a gente sorri para não perder àquela curvinha no sorriso que demorou tanto a conquistar ao longo de penosas noites e dias de intensa dedicação ao trabalho e à vida.
E em tempos de Copa, onde existe uma crítica específica ao fato do Neymar ganhar tanto dinheiro e para entendedores amadores, jogar tão pouco, eu me questiono por ganhar tanto dinheiro e jogar tão mal na vida. 
Graças a Deus eu simplesmente tenho uma fé de que a gente nunca dorme e acorda à toa. Mas é complexo quando você mesmo em sonho se questiona. E além de todos os medos normais que surgem, eu estou em sonho me perguntando 3 coisas em específico: que tipo de amiga eu sou (e aqui abro para colega de trabalho)?. Que tipo de Profissional de Secretariado eu sou? E há menos de 1 hora me surgiu a pergunta mais profunda: que tipo de Cerimonialista eu sou?
Eu sei de uma coisa: não é me achando excepcional, mesmo que algumas pessoas me julguem metida, mas eu nunca nesta vida sinto inveja. Nem em termos preconceituosos com a famosa frase: inveja branca. Sei que o meu sol eu preciso conquistar, então o consolo que vem desse fato é o que me faz seguir firme. Reconheço o quanto existem de profissionais muito, mas muito superiores, em termos técnicos e humanos, e sei que cabe a mim construir o meu caminho. 
Então em resumo, apesar de tudo que ouvi, senti e chorei nos últimos meses, eu tenho certeza que é só ter paciência que as coisas acontecem.
Acho que o meu relato é mais amplo, porque eu sei que em tempos de crise profissional, muitas pessoas se questionam exatamente o mesmo e eu te digo que você vai se matar, embora não seja necessário isso, porque as pessoas só reconhecerão o que elas quiserem reconhecer. Mas vamos, eu e você, jamais deixar de fazer as coisas, independente do que seja, inclusive dormir, da melhor maneira que lhe for possível. Faça e não espere nada positivo em troca, não espere mesmo, mas não deixe de agradecer caso aconteça pelo menos um obrigada. 
Amanhã é mais um dia. 
Beijos. 

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Mais um dia dos namorados

Ontem foi aquele dia clássico onde a internet bombou e o comércio, ainda que em crise, arrecadou bastante. Criado pelo pai do Dória, o 12 de junho era, até uns anos atrás, apenas mais uma data comum onde trocava-se um presentinho básico e a vida seguia.
Mas aí né? O face e o insta passaram o dia inteiro sendo bombardeados de mensagens fofas e cheias de promessas e agradecimentos.
E eu curti mais de 200 casais felizes no instagram e confesso que metade deles eu conheço e um pouco menos do que a metade me inspiram. 
Ontem eu estava tristinha. Não efetivamente porque em mais um dia dos namorados eu estou solteira. Mas a verdade é que nem me lembro de comemorar esta data ao namorar. Casada, meu ex me deu um presente e sim, eu tinha esquecido que dia era.
Eu particularmente não gosto de comemorar estas datas que empurram pra gente anualmente e incluo os dias das mães e dos pais. Não por ser insensível, mas porque eu sou dada à afetos espontâneos, principalmente quando por ventura eu namoro.
Inclusive, namorar é algo que já não me cabe querer. Por vários motivos e o maior deles é ter a absoluta certeza de que é possível nesta vida ser feliz sozinho. Tá, já disse acima que não estava muito feliz, mas nunca jamais por conta de ter lido e visto tantas palavras e fotos fofas de casais que acreditam no amor.
Eu perdi esta fé no amor à dois. Talvez por culpa minha, talvez por culpa da minha última tentativa mais que frustrada de me relacionar, onde inclusive, ouvi diversas vezes que não sou nem para namorar, muito menos para casar. Tem como acreditar ouvindo isso de quem você "ama"?
E eu sigo. Enviei mensagem para todos os meus amigos do whatsapp, porque sou dessas, e agradeci a Deus por todos os meus relacionamentos, os bons e os ruins. Acho que a gente vai aprendendo a lidar com a vida sem esperar que o outro se apaixone por você. 
E à você que ler este texto, meus mais sinceros votos de que caso esteja em algum tipo de relacionamento, seja muito feliz e não espere o próximo dia 12 de junho para declarar seu amor. Faça amanhã também. E na próxima segunda, em meio à contas e meias para dobrar. Amar é para poucos, quem tiver seu par verdadeiro, não deixe escapar. Cuide. Deve valer a pena. Eu não sei. 

Beijos de luz e corações!

domingo, 3 de junho de 2018

Para mamãe com carinho

Oi Mamãe! Tudo bem?

Hoje é o nosso 31º dia das mães. 31 anos em que fui escolhida pelo seu coração para ser sua filha. E que sorte danada eu tenho! Que sorte de conviver com você, de aprender com você, de escutar histórias incríveis de sua luta pela sobrevivência como mulher, esposa e mãe.
Aí mamãe, me lembro de nossos anos em Moscou. Sei que eu deveria esquecer isso né? Mas vamos combinar que foram os nossos anos, onde eu praticamente fui filha única, por conta da distância de nossa família. E eu queria te pedir perdão. Já te pedi antes, mas acho que desta vez é um pedido de uma filha mulher, madura, consciente de que não foi fácil ser minha mãe ali naquela época. Sei que não é fácil de jeito nenhum ser minha mãe, mas ali, longe do Brasil, com tantas dificuldades, sinto que eu falhei demais com a Senhora e isso me machuca demais às vezes. Fico as vezes repensando no quanto perdemos tempo com o silêncio, com rebeldia, com medo. Eu particularmente só me dei conta do quanto eu poderia ter sido uma filha melhor um dia desses, quando passei por um dos momentos mais difíceis de minha vida e percebi que a pior coisa que existe é o medo de demonstrar sentimentos.
Mas graças a Deus estamos aqui hoje. Com a família que tanto nos fez falta naquela época, vendo seus netos construindo família, a senhora, apesar de estar um pouco com a saúde fragilizada, segue um touro. Um touro sorridente, gargalhador, de coração sincero e palavras sábias na hora que mais precisamos. 
Ainda falhamos? Sim. Aprendi que antes da senhora ser mãe, a senhora é mulher e é humana, ou seja, não é perfeita. E foi perceber isso que me fez com certeza respeitá-la mais, admirá-la mais. Mães não são perfeitas, tentam, e a senhora tenta todos os dias dar o melhor de si, dentro daquilo que lhe é possível. Porque sejamos sinceros: nem todo dia é dia feliz né? Mas a senhora sempre nos mostrou que é possível tentar o melhor.
Lhe agradeço por todos os ensinamentos, por me mostrar caminhos. Por me deixar escolher e por me dizer a frase: eu te avisei tantas vezes que perdi a conta. Mas mesmo com esta frase, a senhora sempre nos deixou ser livres. E eu me sinto uma filha abençoada e agraciada por receber uma amor puro, sincero e por aprender todos os dias o quanto é bom a gente ser bom.

Obrigada mamãe! A senhora sempre será minha verdadeira mãe. Te amo para sempre! Estaremos juntas e desta vez de forma muito diferente de quando morávamos em Moscou. Tudo aquilo foi nosso aprendizado. E daqui para frente será como tem sido desde que saí de casa: carinho, respeito, admiração e parceria. 

Te amo muito! Feliz dia!

31 anos

Ontem eu completei 31 anos como Karla Karina. Todo ano comemoro internamente. Comemoro o fato de que eu tenho uma família boa, honesta e que me deu educação, estudo, uma criação digna e de muito aprendizado. 
Mas o texto de hoje é para você que não acredita em mim. Para você que um dia me derrubou, me humilhou, me disse coisas tão absurdas. Ao longo da minha vida eu fui derrubada tantas vezes, mas nunca me doeu tanto como no dia 10 de março. Desde então eu venho catando os cacos no meu dia a dia. Ainda choro e não porque dou de fato importância ao fato de você ter me derrubado. Mas porque recuperar a fé em mim depois de todo abuso psicológico que vivi durante 4 meses não tem sido fácil. 
Abrir aqui hoje este meu sofrimento não é porque quero chamar a atenção. Acho que estou apenas querendo registrar para você que me acompanha o quanto é complexo viver um relacionamento onde você acredita que seja especial e que no fundo é mais um momento em que você precisa refletir e acordar. Eu estou tendo esta dificuldade, apesar de todo amor que recebo de minha família e meus amigos.
O texto pode ser idiota para você. Mas me dei conta hoje do quanto viver realmente requer tanta energia né? Não sei. Só precisava desabafar. 
Um dia me criticaram por meio que me lamuriar nas redes sociais pela minha vida afetiva que vamos combinar, é uma merda. Mas eu sou assim e é escrevendo que me sinto bem e peço a Deus que você leitor ou leitora, caso esteja passando por algo parecido, consiga acreditar que vai dar certo.
Tem que dar. 
E talvez com este desabafo, eu consiga acreditar ainda mais nos 31 anos da minha adoção como algo realmente importante. E que nada do que me foi dito entre os meses de novembro e março seja capaz de me derrubar completamente. Vencerei por mim. Pela minha linda história de vida. 

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Casamento Jeff e Carol - 21/04/2018

Se eu soubesse que 2018 seria tão emocionante e feliz, eu teria reclamado menos do pé na bunda que levei depois do Carnaval. 
Pois é. Assim começo meu texto de agradecimento pelo meu fim de semana. Fim de semana em Belém para dois momentos muito importantes. 
Dia 21 de abril o casamento do meu amigo, Jefferson com a doce Ana Carolina. Que casamento fofo, delicado, especial e de um encanto. Cheguei na madrugada de sábado e do hotel fui para a casa de uma tia do Jeff. Aliás, para que saibam da importância disso pra mim, ele é irmão da Geysa, que vem a ser minha chefe na empresa de eventos Eficace e uma grande parceira de vida. Como ajudei no casamento dela, me senti muito honrada quando me convidaram pro do Jeff e consequentemente ajudei no casamento também. Inclusive fiquei com a Carol no hotel e tive a sorte de vestir seu lindo vestido de noiva. 
Eu adorei tudo sabe? Gosto de casamentos onde todo mundo está comprometido, não só quem ajuda no dia, mas todos. É importante para os noivos que os convidados estejam no evento e não apenas por obrigação, sabe como é isso? Eu de minha parte me joguei mesmo, com direito a coreografia especial para os noivos, claro, se teve dancinha no da Geysa né? O DJ teve o disparate de me desafiar muitas vezes e me disse: por mim tocaria a noite inteira só para te ver dançar. Para tudo né? 
Jefferson e Ana Carolina, como disse em algumas postagens no Instagram, casar, casamento, juntar, amigar, tudo isso é bom demais. A vida à dois é uma delícia, principalmente quando é amor verdadeiro como o caso de vocês. Isso é perceptível, a gente sente o quanto vocês serão felizes. Eu agradeço demais por estar ali naquele momento do sim e de ter passado uma dia com a família de vocês. Adorei cada um que me acolheu como se fosse da família e o que eu posso desejar é poder voltar logo e conhecer um pouco mais da cidade.
À vocês dois, desejo um infinidade de amor, carinho, respeito, fidelidade e lealdade. Que este 21 de abril se repita em seus corações todos os dias, mesmo que em algum momento vocês queiram desistir. Lutem, superem e prosperem.
Eu estou por aqui. Sempre que precisarem.
Geysa, óbvio que não poderia descrever este fim de semana sem lembrar de suas lágrimas em nossa despedida onde me disse que tinha muito orgulho de mim. Obrigada por me dar chances incríveis de felicidade. Obrigada por ter acreditado em mim em vários momentos. E eu não preciso mais ficar falando que estou contigo e não abro. Confesso aqui que quando ouvi certa vez que se você soubesse quem eu sou eu nunca mais trabalharia para você, eu gelei. Não porque eu ache que quem eu sou seja tão ruim, mas imaginar que posso perder sua amizade e a oportunidade de realizar sonhos contigo me enche o coração de pânico. E você é muito importante para mim, o que eu puder fazer para te ver no topo sem  te decepcionar, eu farei.

Agora sobre o dia 22 escreverei em outro post. Aqui fica o registro de como eu amei conhecer Belém, cidade quente de gente quente, acolhedora, sincera e que te abre a casa, o coração e a vida sem esperar nada em troca. Jeff e Carol, aguardamos os filhos em? hahaha Geysa e Will, um beijo sincero.


terça-feira, 17 de abril de 2018

1ª Palestra de 2018.

Ontem 16 de abril foi um dia bem intenso e tenso. Mas aí chegou a noite e eu tive uma mudança de humor e pensamentos. Entrei emburrada e saí com uma vontade de gritar de felicidade. 
Participei da Jornada Acadêmica da UNIP e de presente assisti uma palestra incrível com a Claudia Schaffer, que é nada mais nada menos que Secretária da Presidência e Vice-Presidência da Rede TV (alô Luciana!!).
O tema: Assessoria de uma carreira constante a um sucesso brilhante. 
Mas para mim foi muito mais do que falar sobre a profissão de Secretariado Executivo. As palavras da Claudia me deram uma sacudida na alma. Percebi ali quão perdida eu estava em pensamentos negativos, preguiça, desmotivação e principalmente, me perdi por algo que eu sempre fui contra: coração. Não me alongando neste tema especificamente, mas perdi um bom tempo na tentativa de conquista de uma pessoa que no fim das contas me fez muito mal.
Mas voltando à palestra, simplesmente foi incrível. Eu já fui em palestras sobre este tema muitas vezes, mas tocada no coração eu fui ontem. Eu precisava estar ali. Eu precisava sentir e me entender, me resgatar.
E para fechar com chave de ouro fui reconhecida ao fim da palestra pela Aida Cruz, leitora antiga do blog e que agora me segue no insta. Mas ela me disse isso. Ela veio e me disse que me acompanha, que me segue, que lê o que eu escrevo. Caramba, pense numa pessoa que foi chorando emocionadíssima para a parada. 
E para me tornar uma pessoa mais grata, minha linda amiga Betânia, do Comitê de Secretariado,  me diz hoje pela manhã que eu fui o primeiro blog que ela leu quando chegou em Brasília.
Simples. Eu tenho tudo para dar certo. E Deus me coloca em situações muito pertinentes que me demonstram que eu não posso desistir. E eu não irei.
Agradeço ao Comitê de Secretariado Executivo do DF pela sempre paciente e carinhosa ajuda em alguns momentos mega tensos de minha vida. 
Agradeço à Claudia Schaffer pelas palavras sinceras e dicas que me caíram como uma luva. Espero que mais pessoas tenham sido tocadas pela força de sua história, de suas opiniões e presença na vida. Pessoas como ela com certeza merecem mais e mais bençãos.
E agradeço à você Aida, à você Betânia e à você que me acompanha na vida. Estou de volta, mais firme do que antes. Graças a Deus o que eu passei nos últimos 9 meses não me fará jamais me entregar. 




sexta-feira, 13 de abril de 2018

11 anos do Bolshaia!!!

Hoje, sexta-feira 13, comemoro 11 anos de blog. Meu primeiro texto, inclusive, para quem não sabe, foi escrito em uma Sexta-feira 13. 
Voltando no tempo: Eu tinha 23 anos, namorava o Saulo, fazia 2 estágios, faculdade, vendia roupa aos finais de semana e dava aula de russo. Estava no auge da anorexia, sem cabelo, sem unha e cinza. 
Gosto de olhar para trás. Não para remoer meus sofrimentos e decepções, mas para agradecer. Para me incentivar, me ajustar ao novo, acreditar.
São 11 anos onde realmente muita coisa mudou, não somente fisicamente, mas principalmente por dentro. Há 11 anos eu era muito mais segura de mim, mesmo com todo o balaio de gato no qual eu estava vivendo, confuso e depressivo. Eu tinha uma força inabalável e isso era com certeza o melhor de mim.
11 anos depois, me deparo com uma situação pessoal que me tirou as forças. Que me mostrou o quanto sou imatura, frágil e egoísta, o que sugere que eu preciso de muita porrada ainda para evoluir. Desde meu retorno do Carnaval que eu venho lentamente me recuperando do que eu tenho certeza que foi o meu maior golpe nas costas da vida, mas que naturalmente não me destruiu. Apenas me colocou num novo eixo, com novas observações sobre o que realmente importa. 
E o ano vai passando. Temos mais de 100 dias vividos e mais uns 200 para viver. E eu desejo que a confiança, a coragem, a vontade e a luta sejam base para que cada um de nós superemos seja lá o quê for.
Definindo em uma palavra o que são estes 11 anos do Bolshaia, eu diria exatamente isso: SUPERAÇÃO. Posso não ter superado nada grandioso, como uma doença grave, um acidente, mas eu tenho certeza que as pequenas vitórias também merecem ser valorizadas.

Obrigada a cada um que eventualmente lê um texto meu e até agradeço a quem não lê e ainda me critica. Agradeço a quem lê e acha um monte de baboseira, muro das lamentações... 
Eu escrevo. 
Por mim. 

Beijos de luz!

quinta-feira, 29 de março de 2018

3.4

Cheguei aos 34 anos. Graças a Deus de forma gostosa e cheia de sorrisos e muita cerveja. Ganhei muitos afagos, abraços, presentes e orações. 
Comemorei em 4 etapas e em cada uma delas pessoas muito queridas e até quem eu nunca imaginaria, foram me prestigiar. Pessoas que eu sinto que me amam de graça e não esperam nada em troca. Me senti acolhida, me senti especial.
Agradeço por cada mensagem de todos os tipos. Agradeço quem à distância me mandou felicitações. Agradeço inclusive a quem não me deu parabéns.
E agradeço a Deus por mais um ano de vida. Não tenho nada a pedir. Até tenho, mas sei que somente Ele sabe o quê é melhor para mim. Então eu quero confiar. Eu quero acreditar que efetivamente vai dar tudo certo. Se eu cheguei até aqui, eu posso ir longe. 
E quem quiser me acompanhar nessa loucura que é viver, conte comigo. Na alegria ou não, eu tenho certeza que vale a pena.

Um beijo carinhoso!

domingo, 18 de março de 2018

É preciso estar atento e forte.

Esta semana faleceu um amigo do meu pai. Não só mais um amigo que se foi, mas um amigo que em meus últimos meses em Moscou foi uma companhia constante e gostosa de meus pais. 
Foi uma semana muito pesada né? O mundo segue ruim, a vida anda uma droga. Marielle assassinada. Anderson assassinado. Maria também. E a Joana que espera há dias um atendimento médico. E o João que foi estuprado pelo padrasto. A Alice que levou um murro do namorado. E a outra moça ali da esquina que não chegou ao seu destino porque algum imundo resolveu que era hora de matar. E o Seu Zé que teve seu estabelecimento assaltado só este mês duas vezes. E o Marcos que procura um emprego, mas sabe como é, não tem como, tem que ter experiência. 
Vou fazer aniversário em 10 dias. Hoje se me perguntar meus motivos para comemorar eu diria que apenas o fato de estar viva. Está absolutamente impossível de se ter esperança em um mundo melhor. Simplesmente não dá. Sobrevivemos e isso me incomoda. Vivemos em nossas próprias bolhas. Somos destroçados por palavras, atos e omissões. Parecemos zumbies coloridos, consumindo e jogando fora. Jogando fora o amor, o respeito e perdendo a cada minuto um pouco da dignidade que nos é de direito, na lei humana e na lei divina.
Hoje vivi mais um dia normal, porque é preciso seguir nossas rotinas. As contas não esperam comoção. E é preciso ser firme. Eu fraquejo as vezes, sou egoísta, reconheço. Olho apenas para meu umbigo porque eu tenho uma esperança sincera de que se eu resolver minhas crises poderei ter forças par ajudar ao próximo.
E é isso que desejo à você querido leitor: controle seus nervos e não desista de si e do outro. É preciso estar atento e forte. Antes que você apenas seja parte de alguma estatística medíocre. 

terça-feira, 13 de março de 2018

Conselho amoroso

Oi gente!! Estou aqui contando os dias para completar meus 34 anos, com o coração partido em mil pedaços, mas firme e forte como deve ser né?
Você que acompanha a minha vida amorosa sabe que ela nunca foi lá muito normal né? Estou muito acostumada inclusive a levar mais foras do que dar foras. É claro que existe um roteiro muito comum que a gente usa nessas horas, e até as frases são as mesmas. 
Mas eu queria dar um conselho para você, homem ou mulher (sou péssima nisso, mas neste tema eu sou expert): se é para terminar, diga alguma coisa. Por mais clichê que seja, tipo: o problema sou eu não você... ou tem também: senti que você queria algo a mais... ou até mesmo a mais cruel de todas: eu amo outra pessoa.
Mas termine. Independente do tempo que durar a relação. Eu já tive um namoro de 3 dias que o cara veio e terminou comigo. Olhe só, ele nem precisava se dar esse trabalho, mas foi lá e me explicou que eu era louca. hahaha
Mas termine. Será uma conversa cheia de dor e lágrimas. Talvez não também né? Tem gente super madura que leva isso numa boa.
Mas termine. Diga o que sente, o que não sente. Dar um retorno para o outro sabe? Porque não tem nada pior na vida amorosa do que você sentir um vazio pela falta de diálogo, pela falta de uma palavra que te conforte naquele momento complexo.
Termine. Porque o outro merece saber porque não deu certo, porque ela precisa até certo ponto se sentir confiante, para o caso de encontrar outra pessoa, e quem sabe até, não cometer os mesmos erros.
Não desapareça. Não ignore. Não trate o outro como se ele não tivesse valor. Não finja que nunca esteve com ela. Não seja ingrato. Afinal, independente do tempo, este tempo deve ter sido bom em algum momento. Valorize os pontos positivos do outro. Não faça com o outro o que você não gostaria que fizessem com você. 
Este conselho é de uma mulher que já atravessou longos desertos amorosos. De uma mulher que sofre sempre pelo amor não correspondido. E acima de tudo, de uma mulher com experiências muito dolorosas de desprezo, desrespeito e ingratidão. É triste você investir em um relacionamento, mesmo sabendo que o outro nunca vai te assumir, namorar, casar, seja lá que merda toda que poderia ter sido. Mas é ainda mais triste quando todo o investimento é ignorado em um nível absurdo. Doi você receber a notícia: olha estou namorando, mas pera aí: você por acaso teve uma conversa descente comigo? Que tipo de ser humano acha que sou? Você recebeu de mim carinho, dedicação e tempo. Por que não mereço seu mísero tempo para me dizer que não me quer mais? Por que me tratar como se eu tivesse apenas sido louca, chata...? E o que eu fiz de bom? Ou não fiz?
Desejo que neste dia de hoje e em todos os outros, você que leu este texto seja feliz. Se estiver em algum tipo de relacionamento, que seja ainda mais feliz. Mas se um dia achar que não quer mais estar no relacionamento, por pior que seja a pessoa e a relação, seja honesto e dê um fim. Um ponto final. Um fora, seja lá como se diz isso, mas diga algo. Pense que o mundo é cruel demais para a gente tratar o outro como se ele não tivesse sentimento.

Um super beijo! 

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Fevereiro termina...

Domingo, 25 de fevereiro. 2018 começou extremamente agitado, exigente e causador de pequenas dores em minha alma. Dois meses que eu sinto que vivi uma vida inteira.
Fevereiro teve muita farra, teve carnaval, mas teve também uma pequena dose de drama, porque se não não é a minha vida.
Teve reflexão, teve pontapé na bunda, chega pra lá, chacoalhada, cuspe na cara, soco no estômago. Teve respira fundo e não pira, vai passar, é só uma fase.
Mas não passou. Este fevereiro ficará para sempre em minha memória como sendo o mês onde eu fui do céu ao inferno, onde o que parecia ser não era e o que não era, era.
Os planos que não fiz tiveram que ser iniciados e o amor que poderia brotar, ficou lá aos pés de Iemanjá, que em sua sabedoria me disse que vai ficar tudo bem.
E eu acredito que ficará tudo bem. Porque a minha vida, a sua, a nossa é um eterno AA, onde você espera ansiosamente pela moedinha de superação. 
Março virá trazendo o meu aniversário e uma fé inabalável de que eu sou o que sou e posso melhorar.
Você vem comigo?

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Ainda sobre o Carnaval - 10 observações pessoais sobre a folia mais legal do mundo!

Há uma semana eu viva a melhor semana da minha vida. Ainda sinto cada vibração, cada pedaço meu ainda se recompõe das caminhadas, do suor que insiste em cair naquele calor maravilhoso.
Que benção foi ter tido estes dias em minha vida. Ainda agradeço imensamente pela oportunidade. Resolvi fazer algumas observações sobre o que achei desta semana.

1) A cidade é um caos. Mas o metrô de Salvador dá de mil à zero no de Brasília. Me senti mega segura, tem um ar-condicionado potente e segurança circulando dentro do vagão o tempo inteiro. Peguei vazio porque era feriado e o povo vai pro Carnaval mais tarde e ainda era cedo, mas eu adorei. E super barato em relação ao nosso metrô que vai do nada para lugar nenhum. O de Salvador vai até ao Aeroporto.

2) Não comi muito lá, mas fui em dois restaurantes, que obviamente não lembro o nome. Mas no geral gostei do que comi. Se tem uma comida que é a minha cara no carnaval é Yakissoba. Como quase todos os dias no camarote e comi na rua também.

3) Achei a cidade suja e fiquei sabendo que é assim quase sempre. Uma pena que sejamos, sim me incluo nessa, porquinhos. Eu até que tentei não jogar nada na rua, mas como aqui lá não tem lixeira e o povo realmente faz sujeira.

4) Os camarotes no qual fui eu adorei. Tudo muito organizado, limpo, galera que sabe receber e cuidar. Torci meu pé no Camarote da Skol e fui muito bem atendida. No da Band, nem se fala. Galera mesmo trabalhando feito cão durante uma noite exaustiva não tirava o sorriso do rosto. 

5) Se você é uma mulher solteira e está achando que vai se dar bem em Salvador, no Carnaval e beijar na boca, um recado: o número de gays é muito, infinitamente maior do que de héteros. E não estou criticando aqui nada viu? Só uma observação pertinente. Definitivamente em Salvador não dá pata ter um amor de Carnaval. Recebi uma cantada oficial e uma meia boca porque o cara nem sabia onde estava. Então me senti super de boas, sem dramas e me senti muito respeitada.

6) Não achei os homens de Salvador muito bonitos não. Achei os Filhos de Gandhi bonitos. Tinha muito homem relativamente bonito, mas a maioria não era de Salvador não. As mulheres são práticas, acho que pelo calor, pela farra, são muito de boas, nada de maquiagem, elaboração não. A palavra em Salvador é não se estrague na folia, se acabe no conforto! hahah A maioria que usava salto por exemplo ou chegava direto pro Camarote ou pelo valor conseguia uma van pra acesso o mais próximo possível. De resto é tênis, sapatilha e o mais leve possível. 

7) Me diziam que o Aeroporto de Salvador era um caos, pois pasmem, achei ele muito melhor que o nosso. Foi uma surpresa enorme e deu até para comprar minha blusa da Bahia. Tento manter esta tradição em todas as cidades que visito e fui muito, mas muito bem atendida. Não senti este mesmo cuidado em Recife por exemplo.

8) Ganhei de presente na ida algumas horas na Sala Vip do Aeroporto de Brasília e gostei bastante. Se você tiver a oportunidade e nunca se atentou à isso te aconselho a tentar. Dá uma olhada aí no seu cartão de crédito e se der, se joga. Comi horrores e bebi pra caramba. Se tivesse dado tempo eu teria até tirado um cochilo.

9) Enquanto eu aguardava pra entrar na tão avassaladora pipoca do Nana, tomávamos cerveja de uma moça franzina. Perguntei se ela tinha filho e ela me contou que tinha levado a filha pra folia no dia anterior só pro Juizado levar a criança para um abrigo e assim ela poder trabalhar. Ela buscaria a criança na quarta de cinzas. Não me choquei não, achei inclusive muito esperto da parte dela, afinal ela precisava trabalhar não é? 

10) Caminhar em Salvador é para quem pode viu? Se você for e decidir correr na pipoca atrás do trio se prepare para mais ou menos 7 horas sendo amassado, exprimido, pisoteado, acotovelado. A dica é: Comprou Camarote, tente ir cedo, ande na avenida tranquilamente, chegue ao camarote com calma. Porque depois é muito doido. Não é para qualquer um. Eu particularmente andaria, mas como tínhamos camarote, achei por bem muito melhor aproveitar, até porque foi muito, muito caro tudo. Uber lá é uma fortuna. Por isso tente ficar o mais próximo do circuito possível e cuidado com os taxistas que infelizmente são extremamente olho grande. 

Eu adorei Salvador. De verdade. Tive a sorte logicamente de ter ido com pessoas que conheciam e que curtem Carnaval e de ter ficado na casa de um casal top, Felicia e Neto, que inclusive deveriam abrir uma pousada, porque estes sabem receber bem viu?  Quero voltar logo e absorver ainda mais toda a magia da cidade que ferve o ano inteiro. 

Beijos fofos! 




segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Alguém me disse

Alguém me disse uma vez que eu nunca mais encontraria ninguém na vida. Eu imatura questionei se era um homem como meu ex. Esta pessoa me respondeu: não, ninguém. Pessoas como você morrem sozinhas.
Imaginem como vivo minha vida diante desta afirmação tão profunda. Há anos eu tento. Tento ser uma mulher ideal. Sem saber ao certo o quê seria isso de mulher ideal.
E nesta busca eu me atropelo. Me atropelo principalmente por tentar ser algo que caiba no contexto do outro. E eu meio que levo isso para todos os sentimentos da minha vida. 
É fato que desde que me separei eu tive um namoro sério, que dentro do possível foi bom e não foi, e fora isso me relacionei com camaradinhas que queriam apenas uma diversão. E eu sinto que nem para me divertir eu consigo me desvencilhar da bendita frase citada.
E o tempo passa e eu vou me tornando o que eu menos queria: uma pessoa amargurada, inconstante e cheia de medos. E sempre que começo a acreditar que sou capaz, vou lá e estrago tudo.
É uma pena. No fundo eu ainda quero acreditar que sou uma pessoa legal, boa em alguns aspectos. Não sou bonita, tenho lá meus desvios, principalmente porque sou um tipo de pessoa que quando gosta quer abraçar o mundo com as pernas. Mas sou uma pessoa adaptável, que em alguns aspectos pode ser muito ruim, mas em outros pode ser legal. Não sou do tipo que fica escolhendo demais, o que provavelmente me leva na grande maioria das vezes a levar aquele bom e velho pé na bunda com a mesma naturalidade em que eu escova os dentes. 
Hoje eu acordei com uma enorme vontade de nem sair da cama. É duro encarar a realidade de que sim, em mais ou menos um mês eu completo 34 anos e ainda tenho mentalmente 19, onde eu achava que o mundo era belo e tudo podia ser resolvido.
A verdade é que quanto mais o tempo passa, mas eu temo morrer sozinha. 
E espero em Deus forças para reconquistar minha confiança, que eu perdi há anos, mas que por força da necessidade de sobrevivência, eu finjo ter. Mas eu creio. E é essa fé que me diz: vai dar tudo certo.