terça-feira, 13 de março de 2018

Conselho amoroso

Oi gente!! Estou aqui contando os dias para completar meus 34 anos, com o coração partido em mil pedaços, mas firme e forte como deve ser né?
Você que acompanha a minha vida amorosa sabe que ela nunca foi lá muito normal né? Estou muito acostumada inclusive a levar mais foras do que dar foras. É claro que existe um roteiro muito comum que a gente usa nessas horas, e até as frases são as mesmas. 
Mas eu queria dar um conselho para você, homem ou mulher (sou péssima nisso, mas neste tema eu sou expert): se é para terminar, diga alguma coisa. Por mais clichê que seja, tipo: o problema sou eu não você... ou tem também: senti que você queria algo a mais... ou até mesmo a mais cruel de todas: eu amo outra pessoa.
Mas termine. Independente do tempo que durar a relação. Eu já tive um namoro de 3 dias que o cara veio e terminou comigo. Olhe só, ele nem precisava se dar esse trabalho, mas foi lá e me explicou que eu era louca. hahaha
Mas termine. Será uma conversa cheia de dor e lágrimas. Talvez não também né? Tem gente super madura que leva isso numa boa.
Mas termine. Diga o que sente, o que não sente. Dar um retorno para o outro sabe? Porque não tem nada pior na vida amorosa do que você sentir um vazio pela falta de diálogo, pela falta de uma palavra que te conforte naquele momento complexo.
Termine. Porque o outro merece saber porque não deu certo, porque ela precisa até certo ponto se sentir confiante, para o caso de encontrar outra pessoa, e quem sabe até, não cometer os mesmos erros.
Não desapareça. Não ignore. Não trate o outro como se ele não tivesse valor. Não finja que nunca esteve com ela. Não seja ingrato. Afinal, independente do tempo, este tempo deve ter sido bom em algum momento. Valorize os pontos positivos do outro. Não faça com o outro o que você não gostaria que fizessem com você. 
Este conselho é de uma mulher que já atravessou longos desertos amorosos. De uma mulher que sofre sempre pelo amor não correspondido. E acima de tudo, de uma mulher com experiências muito dolorosas de desprezo, desrespeito e ingratidão. É triste você investir em um relacionamento, mesmo sabendo que o outro nunca vai te assumir, namorar, casar, seja lá que merda toda que poderia ter sido. Mas é ainda mais triste quando todo o investimento é ignorado em um nível absurdo. Doi você receber a notícia: olha estou namorando, mas pera aí: você por acaso teve uma conversa descente comigo? Que tipo de ser humano acha que sou? Você recebeu de mim carinho, dedicação e tempo. Por que não mereço seu mísero tempo para me dizer que não me quer mais? Por que me tratar como se eu tivesse apenas sido louca, chata...? E o que eu fiz de bom? Ou não fiz?
Desejo que neste dia de hoje e em todos os outros, você que leu este texto seja feliz. Se estiver em algum tipo de relacionamento, que seja ainda mais feliz. Mas se um dia achar que não quer mais estar no relacionamento, por pior que seja a pessoa e a relação, seja honesto e dê um fim. Um ponto final. Um fora, seja lá como se diz isso, mas diga algo. Pense que o mundo é cruel demais para a gente tratar o outro como se ele não tivesse sentimento.

Um super beijo! 

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Fevereiro termina...

Domingo, 25 de fevereiro. 2018 começou extremamente agitado, exigente e causador de pequenas dores em minha alma. Dois meses que eu sinto que vivi uma vida inteira.
Fevereiro teve muita farra, teve carnaval, mas teve também uma pequena dose de drama, porque se não não é a minha vida.
Teve reflexão, teve pontapé na bunda, chega pra lá, chacoalhada, cuspe na cara, soco no estômago. Teve respira fundo e não pira, vai passar, é só uma fase.
Mas não passou. Este fevereiro ficará para sempre em minha memória como sendo o mês onde eu fui do céu ao inferno, onde o que parecia ser não era e o que não era, era.
Os planos que não fiz tiveram que ser iniciados e o amor que poderia brotar, ficou lá aos pés de Iemanjá, que em sua sabedoria me disse que vai ficar tudo bem.
E eu acredito que ficará tudo bem. Porque a minha vida, a sua, a nossa é um eterno AA, onde você espera ansiosamente pela moedinha de superação. 
Março virá trazendo o meu aniversário e uma fé inabalável de que eu sou o que sou e posso melhorar.
Você vem comigo?

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Ainda sobre o Carnaval - 10 observações pessoais sobre a folia mais legal do mundo!

Há uma semana eu viva a melhor semana da minha vida. Ainda sinto cada vibração, cada pedaço meu ainda se recompõe das caminhadas, do suor que insiste em cair naquele calor maravilhoso.
Que benção foi ter tido estes dias em minha vida. Ainda agradeço imensamente pela oportunidade. Resolvi fazer algumas observações sobre o que achei desta semana.

1) A cidade é um caos. Mas o metrô de Salvador dá de mil à zero no de Brasília. Me senti mega segura, tem um ar-condicionado potente e segurança circulando dentro do vagão o tempo inteiro. Peguei vazio porque era feriado e o povo vai pro Carnaval mais tarde e ainda era cedo, mas eu adorei. E super barato em relação ao nosso metrô que vai do nada para lugar nenhum. O de Salvador vai até ao Aeroporto.

2) Não comi muito lá, mas fui em dois restaurantes, que obviamente não lembro o nome. Mas no geral gostei do que comi. Se tem uma comida que é a minha cara no carnaval é Yakissoba. Como quase todos os dias no camarote e comi na rua também.

3) Achei a cidade suja e fiquei sabendo que é assim quase sempre. Uma pena que sejamos, sim me incluo nessa, porquinhos. Eu até que tentei não jogar nada na rua, mas como aqui lá não tem lixeira e o povo realmente faz sujeira.

4) Os camarotes no qual fui eu adorei. Tudo muito organizado, limpo, galera que sabe receber e cuidar. Torci meu pé no Camarote da Skol e fui muito bem atendida. No da Band, nem se fala. Galera mesmo trabalhando feito cão durante uma noite exaustiva não tirava o sorriso do rosto. 

5) Se você é uma mulher solteira e está achando que vai se dar bem em Salvador, no Carnaval e beijar na boca, um recado: o número de gays é muito, infinitamente maior do que de héteros. E não estou criticando aqui nada viu? Só uma observação pertinente. Definitivamente em Salvador não dá pata ter um amor de Carnaval. Recebi uma cantada oficial e uma meia boca porque o cara nem sabia onde estava. Então me senti super de boas, sem dramas e me senti muito respeitada.

6) Não achei os homens de Salvador muito bonitos não. Achei os Filhos de Gandhi bonitos. Tinha muito homem relativamente bonito, mas a maioria não era de Salvador não. As mulheres são práticas, acho que pelo calor, pela farra, são muito de boas, nada de maquiagem, elaboração não. A palavra em Salvador é não se estrague na folia, se acabe no conforto! hahah A maioria que usava salto por exemplo ou chegava direto pro Camarote ou pelo valor conseguia uma van pra acesso o mais próximo possível. De resto é tênis, sapatilha e o mais leve possível. 

7) Me diziam que o Aeroporto de Salvador era um caos, pois pasmem, achei ele muito melhor que o nosso. Foi uma surpresa enorme e deu até para comprar minha blusa da Bahia. Tento manter esta tradição em todas as cidades que visito e fui muito, mas muito bem atendida. Não senti este mesmo cuidado em Recife por exemplo.

8) Ganhei de presente na ida algumas horas na Sala Vip do Aeroporto de Brasília e gostei bastante. Se você tiver a oportunidade e nunca se atentou à isso te aconselho a tentar. Dá uma olhada aí no seu cartão de crédito e se der, se joga. Comi horrores e bebi pra caramba. Se tivesse dado tempo eu teria até tirado um cochilo.

9) Enquanto eu aguardava pra entrar na tão avassaladora pipoca do Nana, tomávamos cerveja de uma moça franzina. Perguntei se ela tinha filho e ela me contou que tinha levado a filha pra folia no dia anterior só pro Juizado levar a criança para um abrigo e assim ela poder trabalhar. Ela buscaria a criança na quarta de cinzas. Não me choquei não, achei inclusive muito esperto da parte dela, afinal ela precisava trabalhar não é? 

10) Caminhar em Salvador é para quem pode viu? Se você for e decidir correr na pipoca atrás do trio se prepare para mais ou menos 7 horas sendo amassado, exprimido, pisoteado, acotovelado. A dica é: Comprou Camarote, tente ir cedo, ande na avenida tranquilamente, chegue ao camarote com calma. Porque depois é muito doido. Não é para qualquer um. Eu particularmente andaria, mas como tínhamos camarote, achei por bem muito melhor aproveitar, até porque foi muito, muito caro tudo. Uber lá é uma fortuna. Por isso tente ficar o mais próximo do circuito possível e cuidado com os taxistas que infelizmente são extremamente olho grande. 

Eu adorei Salvador. De verdade. Tive a sorte logicamente de ter ido com pessoas que conheciam e que curtem Carnaval e de ter ficado na casa de um casal top, Felicia e Neto, que inclusive deveriam abrir uma pousada, porque estes sabem receber bem viu?  Quero voltar logo e absorver ainda mais toda a magia da cidade que ferve o ano inteiro. 

Beijos fofos! 




segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Alguém me disse

Alguém me disse uma vez que eu nunca mais encontraria ninguém na vida. Eu imatura questionei se era um homem como meu ex. Esta pessoa me respondeu: não, ninguém. Pessoas como você morrem sozinhas.
Imaginem como vivo minha vida diante desta afirmação tão profunda. Há anos eu tento. Tento ser uma mulher ideal. Sem saber ao certo o quê seria isso de mulher ideal.
E nesta busca eu me atropelo. Me atropelo principalmente por tentar ser algo que caiba no contexto do outro. E eu meio que levo isso para todos os sentimentos da minha vida. 
É fato que desde que me separei eu tive um namoro sério, que dentro do possível foi bom e não foi, e fora isso me relacionei com camaradinhas que queriam apenas uma diversão. E eu sinto que nem para me divertir eu consigo me desvencilhar da bendita frase citada.
E o tempo passa e eu vou me tornando o que eu menos queria: uma pessoa amargurada, inconstante e cheia de medos. E sempre que começo a acreditar que sou capaz, vou lá e estrago tudo.
É uma pena. No fundo eu ainda quero acreditar que sou uma pessoa legal, boa em alguns aspectos. Não sou bonita, tenho lá meus desvios, principalmente porque sou um tipo de pessoa que quando gosta quer abraçar o mundo com as pernas. Mas sou uma pessoa adaptável, que em alguns aspectos pode ser muito ruim, mas em outros pode ser legal. Não sou do tipo que fica escolhendo demais, o que provavelmente me leva na grande maioria das vezes a levar aquele bom e velho pé na bunda com a mesma naturalidade em que eu escova os dentes. 
Hoje eu acordei com uma enorme vontade de nem sair da cama. É duro encarar a realidade de que sim, em mais ou menos um mês eu completo 34 anos e ainda tenho mentalmente 19, onde eu achava que o mundo era belo e tudo podia ser resolvido.
A verdade é que quanto mais o tempo passa, mas eu temo morrer sozinha. 
E espero em Deus forças para reconquistar minha confiança, que eu perdi há anos, mas que por força da necessidade de sobrevivência, eu finjo ter. Mas eu creio. E é essa fé que me diz: vai dar tudo certo. 


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Meu primeiro carnaval de verdade

Quem me conhece e convive comigo sabe que um grande sonho meu era ir para Salvador no Carnaval. E conheci Fabrício, que generoso como é me propôs irmos juntos para lá. E eu fui gente! Fui com o coração em festa, animada, com vontade de ser feliz.
E eu fui. Ivete não estava lá, mas eu sabia que indo sem ela era meio que para testar se eu realmente iria gostar do evento. E eu gostei tanto, mas tanto que eu quero voltar pra lá o mais breve possível. Hoje, mesmo gripada, com as pernas doendo, eu quero voltar e viver tudo àquilo novamente.
A festa é contagiante. As pessoas se reúnem, mesmo no pior de suas vidas, para celebrar. Celebrar o que for preciso, afinal já temos, cada um à sua maneira, momentos muito difíceis.
Particularmente eu consegui esquecer 95% dos meus problemas. Cada trio que passava, cada artista que eu via e que eu só conseguia ver pela TV, me enchia a alma de uma gratidão por estar ali. Deus foi extremamente generoso comigo e eu nunca esquecerei das coisas que vivi, das músicas que vi ali em frente aos meus olhos, cada pulo, cada pisada, cada empurrão... Porque Carnaval é guerra também.
Peguei duas pipocas: a do Nana e a do Olodum, que por coincidência homenageavam Oxum, e sério, é surreal de contagiante. Consegui ver os Filhos de Ghandi e tomei muito banho de alfazema. Ganhei até um colar e sem beijo (você ganha um beijo para ganhar um colar, beijo na boca), mas o meu foi na camaradagem. 
Tem coisa negativa? Tem, claro. Tem muita sujeira, tem gente mal educada, que não respeita, que se mete no que não deve, que cria confusão, tipo um taxista que nos extorquiu 50 reais por vontade de arranjar briga. Mas se tem uma coisa que eu aprendi sobre mim neste carnaval é que eu sou muito sensata e pago para não ter confusão na minha cabeça. Teve dor, meio que torci meu pé justo no primeiro dia e no show da Claudinha. Mas no outro dia eu estava zerada. Pulei 4 dias, em camarote, ok, que é tecnicamente mais confortável, mas foi lindo amanhecer na cidade do melhor carnaval do mundo. 
Teve por do sol, teve amanhecer, teve conversa com Yemanjá, teve piscina, praia e teve companhias muito agradáveis e leves. Nos hospedamos na casa de um casal que eu adorei conhecer, que é muito cordial e que eu desejo toda felicidade do mundo. 
E teve é claro, Fabrício, que foi muito cuidadoso comigo, que conhecedor de Salvador como é me apresentou tudo o que podia. Me ajudou a olhar tudo direitinho os lugares, me ensinou a correr atrás do trio, a pular, a andar olhando pra frente porque se não você se perde no mar de gente surreal. 
Teve Geysa e Will, casal maravilhoso que nos levaram para o Camarote da Band, junto com a Ana e o Thiago. Nos divertimos muito e tirei muitas fotos.
Mas o melhor está aqui, no meu coração, na minha mente. Sempre serei grata à cada um que acompanhou esta fase de preparativos emocionantes, que aguentou todas as vezes que eu só falava disso e agradeço a quem esteve comigo estes dias, mesmo à distância.
A vida é para realizar sonhos. E eu realizei mais um. E eu espero em Deus que eu volte naquela terra do axé, da alfazema, da alegria e da esperança.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Semana 01 de 2018 - Insegurança

E chegamos finalmente em 2018. Meu réveillon foi muito bom. Tive uma crise interna quando cheguei na festa, meio que me achei feia (sim, é possível). Mas era mais um incomodo de sempre achar que está faltando algo. 
E assim a primeira semana do ano me parece ainda isso: está faltando algo e sendo assim, passei uma semana insegura.
Acho natural, normal, ainda mais na minha idade. E estou dia a dia nessa constante luta de me tornar o quê a sociedade exige: auto suficiente e alto astral, segura, independente.
As vezes tenho vontade de gritar que isso é tudo baboseira de livros e da TV. Mas olhe, não é fácil e mais um ano sinto que vou viver na corda bamba. E sabe mais? Acho que é normal e a gente tem que aprender mesmo é viver o que for. Se for pra chorar que a gente chore. Se for para sorrir, sorria. Não há obrigação alguma em ser feliz todo dia, bem como não é possível permitir tristezas diárias. Equilíbrio.
Mas tudo certo. Primeira semana de trabalho super tranquila, já li 2 livros em PDF, eu sou phoda. E agora estou em contagem regressiva e por favor Deus, já conversamos sobre isso, para meu primeiro carnaval na Baêa!! Olhe, tô arretada de ansiedade. 
E que venha. Vem logo aí o que for.

Beijos!  

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

O retorno - Pelo fim de 2017!

A promessa, ops, o compromisso de não escrever no blog seria até o fim do ano. Mas eu não vou aguentar esperar. hahaha Brincadeira. 
A verdade é que eu estou morrendo de saudade de escrever, desabafar e postar para todo mundo ler, criticar, não ler, cagar para a minha opinião e me ignorar. 
Mas tá tudo certo e eu vou escrever muito em 2018, goste você ou não e ainda vou fazer vídeos. Goste você ou não.
E este texto vai para você que me acompanhou em 2017. Seja positivamente, seja negativamente. Te agradeço por cada mensagem visualizada e não respondida. Por ter esquecido meu aniversário. Por ter marcado comigo e desmarcado. Para você que prometeu algo para mim e não cumpriu e para você que tem algo meu e não devolve. E para você que não gosta de mim. E para quem me ama independente de qualquer coisa.
Este texto é para você 2017, que mais uma vez me sacaneou bonito em muitos momentos. Que riu da minha cara enquanto eu me apaixonava. Que me derrubou no chão muitas vezes. Que me humilhou. Que me mostrou o quão frágil, boba e insistente eu sou. Para você que me mostrou também que mesmo na merda, ainda consigo rir, agradecer e pasme, sonhar.
Obrigada 2017 por ter me afastado de algumas pessoas, por ter me livrado de alguns problemas, por ter me dado alguns outros problemas. Por ter zombado de mim quando eu errava a rota da caminhada. Por ter me mostrado o quanto profissionalmente eu ainda tenho uma longa jornada para me estabilizar e o quanto eu ainda preciso de muito arroz com feijão para me sentir empoderada, bonita e inteligente.
Agradeço também pelo meu coração partido muitas vezes ao longo do ano. E não necessariamente na questão homem e mulher. Você partiu meu coração quando não me permitiu ser quem sou, quando me fez sentir uma pessoa abaixo da linha do Equador só porque não tenho carro, não tenho peito e não tenho bunda. E me fez sentir ainda pior quando nem por um milagre eu consegui um grande amor. 
Obrigada também por ter gripado apenas 2 vezes neste ano e foram gripes que eu aguentei firme. Mas foi um ano em que voltei a pesar 40 quilos, cabelo voltou a cair e as unhas estão novamente fracas. E eu te digo uma coisinha: posso até cair, mas a anorexia não vai me consumir não viu? Vade retro!

Enfim 2017. Valeu! por absolutamente tudo. Pelo bem, pelo mal, pela lágrima, pelo sorriso, pelas costelas quebradas em socos virtuais, por cada noite sem dormir pensando e pensando e pensando...

Vem logo 2018! Sem resoluções. Apenas. Viver. 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

10 anos. A pausa.

sexta-feira, 13 de abril de 2007


Novo blog...............aff

Sério..........essas formalidades da informática me irritam. havia criado um blog, mas ele vivia caindo.Agora vou transferiri para esse e escreverei muito também...Muito obrigada aos que costumam dar uma passdinha no meu humilde blog e em especial ao meu namorado e a minha amiga Tânia e ao meu fão anônimo JHSF.obrigada por acreditarem em mim, e por apoiarem meu pequeno sonho de ser escritora. Sei que terei que estudar muito, me aperfeiçoar, mas tenho esperanças de conseguir me sentir feliz com esse meu lado escritora........
Um ótimo fim de semana à todos e feliz sexta-feira 13!!




13 de abril de 2007. Sexta-feira. Era estagiária no STJ. Era feliz. Não muito. Mas era. Já com anorexia, já ansiosa, já me culpando pela existência e já dando os passos certeiros, pelo menos profissionalmente. 
10 anos voaram. E eu senti. Senti cada dor, cada decepção, cada patada, cada crítica. Chorei muito, sorri mais, amei infinito. Criei laços, desfiz nós, me fechei, me abri para o novo, me encurralei, me contradisse, me condenei. Tirei a carteira de motorista. Me formei. Me encantei. 
Casei. Divorciei. Amei muitos caras. Levei muitos foras. Ouvi muita humilhação. Já sofri abuso psicológico. Já quase apanhei. Já fugi de muita enrascada. Me meti em muitos relacionamentos abusivos. Namorei caras nada a ver. Beijei por beijar. Dormi com alguém pela solidão. Quis namorar. Quis ter uma família de novo.
10 anos onde eu fui adulta e criança; criança e adulta. Eu quebrei promessas. Tive brechó. Orkut. Criei conta no twitter. Usei o Tinder. Usei Badoo.
E desde 2007 que eu me entrego aqui neste blog. Dou a cara à tapa. Dou minha opinião. Dou meu depoimento. Abro minhas feridas. Caio no abismo dos meus defeitos. Me desdobro. Me recrio, linha após linha. Recomeço lá do fundo do poço. E desabo ladeira abaixo.
10 anos de muitos textos. Com este 4442.  Muitas fotos de looks. Muitas inspirações. Muitos textos motivacionais. Outros onde eu falo quem sou para quem quiser saber. 
Em 10 anos recebi 3 críticas muito pesadas por escrito. E chorei copiosamente. Não pela crítica, mas porque eu nunca escrevi, nenhum de meus textos, com o intuito de ofender. 
E agora? Agora é dar um tempo. Um tempo generoso. Um tempo onde eu tentarei crescer. Onde eu continuarei minhas linhas, mas sem o tom de agrado pessoal. Irei dar um tempo para me recriar. Me inspirar. E amadurecer. 
Não devo demorar 10 anos para voltar. Mas quero deixar que o tempo me diga para voltar. E seu voltar. Gosto de me desafiar e este será um dos meus maiores desafios: não colocar para fora do peito, sem medo, tudo o que me corta a alma diariamente aqui neste blog, que eu amo. 
Agradeço muito à quem desde o começo leu algum texto meu e me disse algo positivo sobre ele. Inclusive sábado passado eu ouvi isso de um rapaz. Mas eu volto. E espero voltar com menos desgosto interno pelo que sou. E com uma confiança brutal naquilo de bom que eu tenho.
Mais uma vez o meu muito obrigada por me acompanharem até aqui. 
13 de abril de 2017. 10 anos depois. O recomeço. Sempre. 

terça-feira, 11 de abril de 2017

Faltam 2 dias...

E faltando dois dias para a pausa do blog eu estou aqui ansiosa. Ontem eu estava né? Ah eu estou mesmo. Muita coisa acontecendo minha gente, muita coisa e eu não posso contar nem metade delas aqui no blog, porque não precisa.
Mandei àquele texto de ontem para um pessoa. E uma outra pessoa que leu me chamou de maluca. Já ouvi isso duas vezes esta semana e sério, não gostei. 
Não sou maluca. Talvez posso ter momentos em que tomo atitudes estranhas, mas geralmente são atitudes diferentes da que um ou outro tomaria. Mas maluca eu não sou. Posso precisar adquirir um pouco mais de inteligência, mas maluca eu não sou não.
Estou passando por um momento muito difícil. Pessoalmente e profissionalmente. Só eu sei o tanto que eu preciso agir como se nada estivesse acontecendo. Só Deus mesmo para me ajudar, porque nesta de me achar forte fico com vergonha de pedir ajuda. Porque como me disse um outro amigo, tem tanta gente com problema né? Ainda bem que eu guardo os meus e se alguém precisar de algo eu sempre estou por aqui. E reafirmo, não sou maluca não.
Posso não ser o que você, o que fulano ou beltrano desejam ter ao lado para a caminhada da vida. Mas se quiser minha presença em sua vida, independente do que pensa negativo sobre mim, terá. Digo isso em um contexto geral, não apontado dedo, nem citando ninguém. 
Eu só estou nesta vida para ajudar. Não para ouvir que sou maluca só porque uma vez ou outra eu estou um pouco confusa e com medo de que alguma atitude minhas tenha chateado alguém. Porque de todos os medos que mais me incomodam, este é o maior porque sim desde pequena eu não gosto de chatear ninguém. Não mesmo.
Então que diferente do texto de ontem eu não vou pedir desculpas. Só quero pedir para não me chamarem mais de maluca. 
Obrigada. De nada. 

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Faltam 3 dias...

E mais uma semana começa. A última semana antes da pausa do blog. E que já começou chata. Porque além de todas as preocupações que eu tenho na vida, eu acabei magoando uma amiga. E sim, nunca me acostumo com isso. E também nunca aprendo né?
Pois é. Fico aqui matutando como é possível que um ser humano que tem 33 anos seja tão imaturo. Tanto é que ouvi a seguinte frase: vou te dar uns conselhos para a vida.
É, devo estar merecendo. Como respondi. Faço tudo errado. 
Doi admitir isso. Doi ter vergonha de quem sou. Mas como é possível não ter? Sério, é muito natural o tanto de coisas erradas que eu faço. Parece tão simples.
Mas aqui estou eu, mais um dia, fazendo uma reflexão e tomando decisões que me coloquem em uma caixa, que me isolem de me relacionar além do necessário. 
Por isso que darei um tempo no blog, assim como dei um tempo no facebook. E o objetivo agora, como comprometimento com o que eu sei que tenho de bom, vou dar um tempo de vida social. Acho necessário focar em coisas que nem me deixem como eu estou hoje, nem interfira na vida de pessoas normais e maduras que eu espero ainda não percam a paciência comigo. 
Graças a Deus eu mesma percebo meu erro. Antes era necessário que alguém perdesse a paciência comigo. Agora eu mesma perco. E assim vou me afastando, me mantendo mais na minha, mais calada, mais serena eu diria. Porque é mais fácil mesmo não ter muitos contatos, faço menos besteira. 
Gostaria de dizer à minha amiga, se é que ainda é minha amiga né?, que eu me envergonho das minhas atitudes e entendo o quanto ela deve estar com vergonha alheia da pessoa que eu sou. Peço perdão infinitamente e prometo me afastar para não contaminar a vida dela, nem das pessoas que eu conheci por intermédio dela. 
E peço a Deus que acalme meu coração. Eu sei que não sou de tudo ruim não, sinto que é possível uma mudança. Preciso acreditar nisso. Porque eu não aguento mais que as pessoas me achem retardada. Não aguento mais risadas e críticas fofas. Eu sei que preciso evoluir. E tenho fé de que isso acontecerá. 

Desejo à todos uma semana abençoada. Cheia de encantos. Sorrisos e vitórias. 

Beijos e beijos! 

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Sobre o ser mulher e toda dificuldade

Esta semana tem sido muito intensa com relação ao assunto Mulher. José Mayer, um dos galãs mais cobiçados (não sei por quem. Acho ele super normal) foi acusado de assédio sexual por uma Figurinista da Rede Globo e afastado por tempo indeterminado das novelas. Victor Chaves, da dupla Victor & Léo, foi indiciado por bater na esposa grávida, embora ele diga que não quis machucar. O José escreveu uma carta pedindo desculpas e admitindo o erro, mas isso não anda sendo mais o suficiente. 
Estamos muito perdidos. Todos. Passamos a julgar uns aos outros ao menor sinal de diferença. Passamos a usar as redes sociais para destilar os venenos que guardamos por uma vida inteira. E sim, o machismo anda, na minha opinião extremamente forte, tipo um monstro, em pleno século 21. 
Daí eu fiz uma reflexão em minha vida e cheguei a conclusão de que eu fui assediada para caramba ao longo da vida.  Lembro que quando eu tinha uns 16 anos e pesava 62 quilos e amava dançar eu ouvi: nossa você dança bem em? Deve ser um espetáculo na cama... Oi? 16 anos eu era uma adolescente gorda e me detestava, como que eu iria ser boa de cama mesmo? E sempre ouvi elogios velados de assédio, seja pelo meu jeito espontâneo, seja por que eu falo tudo que penso. Não sei, só sei que muitos homens se acham no direito de definir como conduzir as reações sobre mim. E eu hoje cansei disso.
Não sou hipócrita. Já dormi com caras na primeira noite e não peguei o contato. Mas isso não dá o direito do outro me julgar. Até porque me conhecendo fiz poucas vezes. Eu sempre me sentia um lixo no outro dia. Mesmo sabendo que eu sou dona do meu querer então não tinha que me sentir mal. 
Mas a gente se sente né? Porque tudo é errado hoje em dia. Os julgamentos, o desrespeito, eles vem de toda parte. Homens e mulheres ficam ali julgando, condenando, criticando, falando mal... Meu Deus como vivem estes seres humanos? Eles tem paz no coração?
E a situação é bem assim: se você é gorda, falam mal; se você é magra, é doente; se você se cuida muito, é fútil; se não se arruma, desleixada; se você gosta de sair muito, tipo todo fim de semana, é puta; se não sai, encalhada; se namora muito, é puta; se não namora; tem problema; se sai com homens, é puta; se sai com mulheres, sapatão; se tem muitos filhos, não assiste TV; se não tem nenhum, mau amada... As situações são deste nível. Eu que o diga quantas vezes já fui destroçada quando disse que não quero, e não quero mesmo, ter filhos. É uma sucessão de perguntas tão idiotas que eu tenho vontade de montar um livro com elas. Ninguém respeita. Ninguém estende a mão. Nada. 
A questão toda é: as coisas precisam mudar. Da parte das mulheres é importante que a gente se una sabe? Vamos parar de falar mal do cabelo da colega, das roupas dela, do namorado dela, a não ser claro que ele bata nela. Chega de criticar se ela optou por ser mãe no lugar de priorizar a carreira. Para te torrar o saco nas questões sexuais. Deixa ela ser lésbica, bissexual, trans.. sério, deixemos de disputa. Ninguém aqui é melhor do que ninguém não. Todas nós mulheres já passamos por alguma dificuldade por sermos mulheres. Então vamos nos unir cara. Juliana Paes deu uma entrevista em que ela pede respeito também por não ser feminista de carteirinha. Sério, vamos respeitar se a colega não quer deixar os pelos das axilas grandes. Se ela se sente bem com maquiagem, silicone e megahair. E nós que temos este comportamento digamos comum, também devemos respeitar as mulheres que optam por serem feministas. A questão inteira é o equilíbrio. Eu te respeito pelas suas escolhas e você me respeita pela minhas? 
E vocês homens do meu mundo lindo: vamos baixar a bola tá? Não tem isso de forçar sexo, beijo e etc, não é não. Simples. Tá louco para comer a mina e ela não quer, vai para casa, toma um banho gelado e vai ler Playboy. Vamos respeitar aí a moça que resolve beber todas, sair de sainha, usar bikine... Isso não te dá o direito de machucá-la pelo seu prazer. Não. Se ela não quiser, respeite. Se ela não achar graça, respeite. 
E é bem radical assim mesmo. Estou mudando muito. Eu tinha um lance de dizer que antigamente isso não acontecia e vivíamos bem, mesmo com todas as piadas e ironias. Mas eu preciso mudar. Por mim, pelas minhas sobrinhas, pelas filhas de minhas amiga e pelo filhos também, ou a vamos esquecer o tanto que rola de maldade com os negros, índios, macumbeiros, a galera LGBT, a galera que é diferente? 
No fim das contas é o respeito que deve prevalecer. Sendo mulher então, por favor, respeitem. Mulheres se respeitem. Vamos nos unir na luta contra todo tipo de atitude machista. Todo tipo de atitude que vá ferir, humilhar, magoar e destruir a vida de uma mulher, de um ser humano. 

terça-feira, 4 de abril de 2017

O que é uma vida extraordinária para você?

Esta pergunta foi feita no face de uma amiga, que eu não respondi lá porque não posso. 
É uma pergunta um tanto quanto pesada e que responder dá medo. Esse medo se deve muito por conta das críticas que surgem, que nem sempre são positivas. O ser humano não é muito avesso a respeitar a opinião do outro né?
E como o blog tem pouco tempo de vida até o próximo dia 13, achei o tema muito interessante para ficar de lembrança. Espero poder ler em alguns anos e verificar se o que hoje é uma vida extraordinária para mim, ainda será no futuro. 
Minha vida hoje não é de longe o que eu sonhei por um bom tempo. Não sou formada em Jornalismo, nem tenho meu imóvel próprio, mal consigo dirigir uma bicicleta e obviamente em termos amorosos eu sou uma completa fracassada. Quando eu tinha 15 anos eu só pensava nisso. Pensava em como entraria na UNB, encontraria um grande amor, formaria uma família feliz e teria obviamente uma carreira bem estruturada. 
Muitos anos depois nada do que sonhei eu tenho. Tenho uma formação do qual me orgulho, tenho um emprego que eu amo mas que todos os dias me deixa angustiada, estou divorciada e efetivamente solteira. Além é claro de me achar uma pessoa que tem 33 anos, mas imaturidade de sobra, talvez o que realmente me aflige neste momento de minha vida. 
Me julgo uma pessoa humilde, embora não seja bom para mim falar isso porque sim, as pessoas me condenariam à fogueira. Mas sim, eu me sinto humilde porque uma vida extraordinária para mim é àquela onde se tem saúde e coragem para correr atrás das condições necessárias para a construção pessoal de uma vida onde se é possível pagar as contas nos dias certos, com um desconto por pagamento antecipado; onde há um planejamento financeiro que nos permita uma viagem ou duas por ano; coragem para enfrentar os grandes ou médios problemas, porque para mim não existe isso de problema pequeno. Para mim eu me sinto extraordinária quando consigo ajudar alguém, seja financeiramente, seja psicologicamente. Para mim a vida que me enche os olhos é àquela onde eu não tenha inimigos, onde eu possa circular em todos os ambientes da mesma maneira, sem precisar me envergonhar de quem eu sou. E para fechar, a vida extraordinária para mim consiste em ter ao meu lado uma pessoa com o qual, independente de tudo negativo, a gente possa caminhar de forma harmônica e amorosa. 
Nunca tive uma ambição material fora dos meus termos de criação. Nunca tive alma de milionária, embora não seja hipócrita, seria muito bom ser milionária no ponto de vista de não precisar sofrer tanto por causa de dinheiro. Mas minhas ambições efetivas sempre foram ter uma vida sossegada, coerente e entregue ao que é gostoso, divertido e agregador. 
E não, eu não tenho esta vida que eu almejo. A vida extraordinária talvez nunca vá acontecer completamente, até porque nada é 100% em nossas vidas. Sempre haverá um novo querer, um novo sonho, um novo projeto. E nesta caminhada de lutas, quedas, sofrimento e lágrimas o ideal e extraordinário é nunca perder a fé.