Um lindo dia queridas e elegantes leitoras!
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Coluna da Cris - Texto de estréia
Segue para uma reflexão sobre como encontrar a tal alma gemea é um processo que requer muito auto conhecimento e muito amor próprio.
No post de estreia vou
contar uma novela mexicana, meio improvável , mas que deu certo. Acredito que
essa história retrata perfeitamente os caminhos que a vida faz: estranhos e sem
placas de sinalização. A vida não te dá fórmulas corretas de “como fazer”,
porque isso não existe. Existe apenas um jeito melhor de se fazer cada coisa,
aquela maneira que te oferece menos riscos. Mas garantias...essas não existem.
Eu sempre detestei ouvir ou ver o ser humano ser colocado em uma forma, como se
a previsibilidade fosse irremediavelmente uma característica nossa, porque não
é.
Na época em que se
conheceram ela contava tinha 19 anos e a falta de ingenuidade e tato típicos da
idade, embora, é claro, se achasse safa, esperta e amadurecida! ele tinha 26,
no auge da beleza, vivendo os seus melhores dias em todos os aspectos, pois não
lhe faltava dinheiro, amigos, festas e mulheres se atirando em seus pés (e
braços!).
E parecia muito
improvável, mas eles começaram a namorar. Ela conheceu o mundo dele, seus
amigos, seus ambientes, suas dificuldades diárias e era um mundo muito novo.
Então ela se apaixonou, e embora soubesse que ele gostava dela, pensava, em seu
íntimo, com a insegurança típica da maioria das mulheres que ainda não se
conhecem bem: “ele é demais para mim...será que ele gosta mesmo de como sou?”
E quanto mais ela se
apaixonava por aquele rapaz seguro, altivo, bonito, desenvolto, mais ela se
tornava ciumenta, dependente, insegura. E isso se tornava um círculo vicioso.
Ela sempre achava que tinha de oferecer mais, e ele, queria cada vez mais
liberdade, viver o momento que a vida oferecia, tentando conciliar tudo aquilo
com aquela moça de quem gostava, sim, porque ele gostava. Mas sabe...ele achava
que faltava paixão, faltava sal naquela menina. E então ele começou a sair
sozinho, a mentir e dar desculpas esfarrapadas para não estar com ela, e assim
conheceu outro alguém que diferente dela, tinha muita malícia, muito gingado,
tinha aquele molejo de garota carioca que sabe o que quer e como fazer para ter
o que quer. E mesmo sem amor, o apelo dessa terceira pessoa foi forte demais, e
ele caiu. E ela engravidou. E eles se casaram...e foram infelizes naquele amor
que não chegou a ser construído. Passou o arrebatamento e veio a realidade...não
dava certo.
Mas e a garota
apaixonada, aquela que ficou para trás? Ela sofreu muito, demais.
Principalmente com o fatídico pensamento “eu sabia. Claro que ele não ia ficar
comigo!”. E ela passou pela fase da dor, depois do desespero, da esperança, do
desengano...depois pelo ódio, pelo desejo de vingança. E aí ela pensou que se
envolvendo com o irmão do ex, estaria vingada. E esteve! Porém...custou muito
caro, foi mais do que ela pensou. Mas ela aprendeu muitas coisas, dentre elas,
que a vida tem um curso que a gente não pode querer controlar. Pessoas não tem
manuais, não são estáticas. Se refazem a cada dia e mesmo que se arrependam,
tem necessidades, paixões, anseios que precisam ser vividos (até que aprendam
que nem todos eles valham a pena...). E com outras lições aprendidas ela seguiu
a vida e aprendeu muito com outras paixões e outras dores.
Mas 9 anos depois de
tudo eles se reencontraram. Conversaram. Disseram das dores, mas do que também
valeu a pena. Ela confessou-se ingênua demais para um homem tão afoito. Ele
confessou-se cruel demais para o coração ingênuo dela. E então eles puderam se
perdoar e compreender que nenhum errara mais ou menos que o outro, mas que
eram, com suas qualidades e defeitos, inesquecíveis um para o outros. E
relevaram os males que fizeram um para outros para ficarem juntos. Assim
puderam compreender que não haveria parceria melhor, amor maior do que o de
duas pessoas que entendem exatamente o que são: seres humanos comuns. E não há
nada mais incrível e espetacular do que isso: seres humanos comuns em suas
vidas comuns, vivendo a sua história tão incomum...quando aprendi isso, vi que
poderia ser feliz com ele de verdade, em uma vida de verdade, com o homem que
não era dos meus sonhos, mas que se tornou tudo que eu sempre precisei. E se eu
tenho medo de sofrer, de me enganar de novo? Com certeza. Mas o aprendizado me
ensinou que contra a vida não há remédio, a não ser viver.
Espero que gostem do texto, da Cris, que é um menina doce, inteligente e legal para caramba.
Se você tiver alguma dúvida ou quiser dividir com ela seus sentimentos e reflexões, é só entrar em contato pelo karla13550@gmail.com
A Coluna da Cris aparecerá por aqui, em principio, uma vez por mês.
Beijos e tenham um lindo dia!
"Meu nome é Cristiane (Cris, por favor!), e ouço os 30 anos batendo à porta!
Bacharel em Direito por formação, começando a segunda faculdade e procurando sempre algo novo para fazer.
A nova paixão é espanhol! Só não deixo de sonhar que um dia meus sonhos se realizarão, todos eles, inclusive aquele de
virar rata de academia e ler um livro por semana. Quanto ao amor...esse já dura três anos, e que eu e meu marido possamos
nos dar ainda muito mais. Será um prazer compartilhar com vocês de amor, paixão, relacionamentos, e sobre as pessoas, porque afinal, não há nada
mais rico do que isso."
Bacharel em Direito por formação, começando a segunda faculdade e procurando sempre algo novo para fazer.
A nova paixão é espanhol! Só não deixo de sonhar que um dia meus sonhos se realizarão, todos eles, inclusive aquele de
virar rata de academia e ler um livro por semana. Quanto ao amor...esse já dura três anos, e que eu e meu marido possamos
nos dar ainda muito mais. Será um prazer compartilhar com vocês de amor, paixão, relacionamentos, e sobre as pessoas, porque afinal, não há nada
mais rico do que isso."
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Será que hoje eu tiro o ferro do dedo?
Talvez hoje seja a despedida do curativo. Estou ansiosa demais. Espero muito poder voltar a usar sapatilhas e principalmente para de sentir uma certa dor. Então, todos mantendo o pensamento positivo para o meu retorno triunfal aos looks normais com sapatos normais.
Daí sabendo que hoje irei visitar o médico do dedim, coloquei uma roupa mais leve. Também porque vamos combinar, faz um calorzão nesta cidade. O tempo nem está ensolarado, mas não sei o que acontece, está um tempo bem estranho.
Ressalto que a calça marrom do look eu mandei fazer com a pequena e querida Dona Helena para usar no próximo sábado. Mas quem disse que segurei a onda até lá? Coloquei logo, não sei o dia de amanhã. E outra, me lembrei que será um churrasco, e por mais que eu seja elegante e que o churrasco seja uma comemoração de bodas de ouro, percebi que tem nada a ver com nada ir em um churrasco familiar com calça social né?
Ventava muito no momento da foto e o mais engraçado foi ver a cara dos homens da obra na cobertura. Eles nada estavam entendendo.
Espero que comentem sobre a calça. Ela foi feita sob o molde de outra calça do mesmo modelo, nude. O tecido eu comprei por pasmem: R$ 5,00. Um super achado. Paguei um pouco caro à costureira, porque na verdade também com outro tecido mega barato eu fiz uma blusa super linda. Devo usá-la na sexta com uma calça jeans, verei se terei coragem.
Meus cabelos brancos cada dia mais intensos!
A maquiagem ficou super leve. Na hora do almoço tive uma reunião com uma consultora da Mary Kay e ela passou um rímel e um batom. Escolhi o rímel e mais algumas cositas para sortear na palestra do dia 28. Um colar super básico. Aliás o look de hoje está leve né?
Risada da alma. Recebi uma ligação tão boa na hora do almoço. Me sinto um pouco mais leve hoje. Acho que é porque finalmente, ou espero em Deus, vou voltar a caminhar sem medo de me machucar. Amanhã quero vir aqui contar novidades. Rezem por mim.
Um super beijo e um ótimo fim de quarta.
Beijos e beijos!
Meus pais e seus 49 anos de casados!
Eu sei que o dia das mães já passou e dia dos pais também, mas meus pais estão aqui completando 49 anos de casados né?. Caramba, ano que vem, a facada dos 50 anos. Filhos, netos e amigos devem comemorar de forma honrosa este momento histórico.
Aí resolvi meio que fazer uma homenagem especial para ambos. Vou falar o que acho de cada um deles. E juro: vou ler para eles. Para mim, elogio tem que ser com dedicatória.
Sua mãe:
Minha mãe é vida. Pura vida sabe?. Risada que você escuta há kilometros de distância e principalmente, ela acredita nas coisas que almeja e faz. Ela vai lá e faz, pronto. Se der certo, ela comemora com a cervejinha dela, se não, ela comemora do mesmo jeito. E elegância total. Quando ela se arruma, pode sair da frente, porque ela vai te massacrar.
Seu pai:
Caramba, papai é vida também. Mas ele é uma vida mais calma, pelo menos hoje. Ele escuta, ou tenta escutar, pois ele não é moderno não. Opina e fala o que sente, ok, depois ele pede perdão, mas é melhor falar do que enfartar (e eu acho isso fascinante nele). Corajoso, largou tudo no Ceará e veio tentar a sorte na Capital e sempre me espelhei nele quando resolvi fazer coisas e não queria olhar para trás, pois papai é futuro.
Lembrança especial de cada um:
Mamãe:
Passei uma semana querendo sair de casa. Uma noite, ela me disse: "posso não ser a melhor mãe, mas vou sentir sua falta. Ou melhor, prefiro que você nem vá embora". Estavámos deitadinhas na cama. Quando ela vinha da fazenda, ficava me esperando chegar da faculdade.
Papai:
Acho que a cena mais forte para mim de papai, foi quando ele um dia teve um certo descontrole, digamos assim, e quebrou uma cadeira. Era o jantar de comemoração da aposentadoria dele. Até hoje, no fundo do meu coração, acho sinceramente, que o terror dele era que naquele momento a vida nova que ele teria que viver, era longe do local que ele mais amava: Itamaraty. Herdei a mesma paixão e sei que um dia ainda trabalharei lá para orgulho geral da nação flamenguista (time aliás que temos em comum, como várias outras coisas).
Seus pais em suas memórias de infância:
Meus pais estão em minha mente exatamente desde o dia em que foram me buscar na casa da mãe crecheira. Mamãe já mostrava sua elegância e finess e papai de Rayban. E tem vários momentos lindos na Argentina: nossas voltas para casa, à pé, depois de noitadas regadas à alegria, carteado e cervejinha (calma, eu não bebia, mas meus pais nunca me proibiram de celebrar a vida) e nossos passeios no parque ou a melhor: nossa viagem em meu niver de 6 anos para Punta del Leste (eu tenho foto com o Topogiggio)
Palavras de seus pais que são a cara deles:
Mamãe em Moscou. Um grande amigo tentando ensinar russo para ela: Kak de lá Toinha? (como vai Toinha?) e ela respondia rindo: Eu cago de Cá Jorge!. Se você estivesse deprê, a fossa acabaria ali mesmo.
Papai tem várias piadas cômicas, que ele repete e nós escutamos sempre e rimos como se fosse a primeira vez. A piada dele do feijão carioquinha é hilária.
Mas sem dúvida alguma, no dia das mães eles me dizendo que pelo tempo que passamos e por tudo que passamos de ruim em Moscou, eu havia me tornado como uma mãe para eles. Nunca esquecerei isso na minha vida inteira. Foi forte e estimulante, pois agora eu realmente quero ser uma puta (ops) mãe, daquelas de filho nenhum botar defeito.
O que mais admiro nos dois:
Admiro a coragem deles de virem tão jovens morar em Brasília, ter 4 filhos, viajar para Guatemala sem nunca ter saído do país, enfrentar 4 anos de terremoto e guerra civil e ao voltar, aceitar enfrentar uma adoção, já com os filhos criados (inclusive um deles de casamento marcado) e enfrentar a Argentina, a Rússia, neve, frio, fome, depressão, doenças e cara...Eles enfrentaram tudo isso e são tão felizes hoje, que juro, vontade de colocar no potinho.
Como foram, são ou serão seus pais para você:
Meus pais sempre serão exemplo. Eles são humanos, dignos, respeitadores e educadores. E acima de tudo: honestos e é isso que vale para mim e que eu quero passar para meus filhos e que eu tenho comigo a cada abrir de olhos.
É isso.
Uma singela homenagem, que marca o inicio dos preparativos oficiais para as bodas de Ouro. Porque o que vale não é só a festa física, é a festa do coração de duas pessoas que se amam e que ainda fazem planos para mais uma vida inteira juntos. Até que a morte os separe! Ou não.
Beijos e beijos!
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Look alegre para uma reunião feliz!
Dia lindo, nem ensolarado, nem deserto do Saara, mas ainda assim quente pacas.
Escolhi um look leve, elegante e básico, tendo em vista que hoje tenho finalmente a reunião para conversar sobre a palestra que darei dia 27 de setembro. Estou ansiosa. Daí nem vou para o francês. Espero não boiar na próxima aula =)
As fotos forma tiradas pela Aluna Boop com sugestão de local da Aluna Betty. O horário de almoço às terças e quintas tem sido muito mais divertidos. Elas aprendem e eu também. O tempo passa rápido e conseguimos mesmo assim, comer, estudar, ir e voltar e conversar e rir. Gente, é uma delícia!
Vamos ao look normal, eu diria, mas nunca é, pois mesmo que eu repita a roupa em algum momento, naquele ocasião meu humor nunca está igual à última vez que eu usei a tal roupa repetida. Nunca.
Eu já havia usado este colete com vestido, mas era o meu vestido de poá, não este. Resolvi usá-lo porque eu queria dar um pouco mais de volume ao look, tendo em vista que algumas pessoas andam me chamando de Noiva Cadáver.
Amo quando o dedo não aparece. Acho que amanhã me livro do curativo. Mantenho vocês informados.
O colar de cobra coral, presente da fofa Mãe Postiça do Marido eu amo, mas pouco uso, talvez porque eles seja muito descontraído. A escolha dele foi justamente para dar uma leveza ao look, complementando a jovialidade do colete branco.
Aff meu piercing tá caótico. Fica rolando uma espinha eterna que fica coladinho o pequeno, daí parece que eu estou com sei lá meleca no nariz. E eu que não me aguento fico futricando a tal bolhinha e pronto. Chega de detalhes. Só sei que ou o piercing ou aguenta ou aguenta, não vou tirá-lo por causa de bonecagem! hahah
Então gente, gostaram do look. Estou verificando se terei coragem de vir com uma blusa mais ousada, leia-se alegre, não pornográfica, na quinta. Preciso aproveitar antes que o uniforme se apodere de minha alma!
Beijos e beijos!
Roupa extravagante neon: quem curte?

Tá aí outra coisa que eu acho lindo nas outras. Acho estiloso e em dados momentos dependendo da maneira e da opção, acho até chique. Mas eu não usaria. Talvez uma peçinha báscia, tipo uma blusinha ou uma bolsinha, mas sapatos, calças e vestidos neons não me atraem mesmo.
E você?
Curte? Me conta aí, como suar cores assim de uma forma menos espalhafatosa ou fantasiosa?
Beijos e beijos!
Casal que admiro pela chiqueza: William Bonner e Fatima Bernardes
Amo este casal! Ele casualmente chique e ela chique por natureza!
Beijos e beijos!
O dourado nada básico da Giovanna Ewbank e Flávia Alessandra
Morri nas duas roupas, embora não curta o modelito da flavinha, por conta desse semi babado da blusa. But, elas arrasaram muito.
Beijos e beijos!
O pretinho da Zooey Deschanel
Básico, clássico e com uma frescurinha boa de se ver.
Beijos e beijos!
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Sábado X Segunda
Temos dois looks muito fofos hoje.
Sábado: niver da Angel
Fazia um mega calor. E era um niver às 16 horas. E há tempos que eu queria usar este macacão que na verdade é da Amiga Juju. Falei logo para ela que eu não sou invejosa e que não quero nada dela, mas ops, o macacão, me fez muito linda neste dia!
A Olivia fazendo manha para que eu e Marido não saissemos de casa, acreditam nisso? Daí ela ficou sasaricando ao meu redor e saiu na foto.
Reparem que depois de mais de um mês, finalmente uma foto sem o curativo. Mas durou pouco. Foi só o tempo de chegar em casa e perceber que o dedo estava infeccionando por causa que minha unha estava enorme. Cortei e deu tudo certo, já estou com o curativo novamente, mas acho que me livro do ferro e do esparadrapo ainda esta semana.
Destaque para a bolsinha que comprei para o niver do Marido no Rio e que não era usada desde então. Nela cabe quase tudo e é super delicada, super combinou com o look.
A missão cabelo comprido foi abortada. Fui pintar as unhas no sábado e com o calor que fazia e a falta de paciência instalada na alma, resolvi tosar de leve. Agora ficar loira é a missão que sim, eu irei cumprir.
Pena que os cabelos cobriram o brinco comprado especialmente para o niver da Angel.
A maquigem era rosinha, para combinar com o tema das Princesas.
Foi um sábado tranquilo e a festinha foi ótima. A Angel estava realmente ainda mais prncesinha!
Segundona:
Quase que eu coloco um colete branco e venho paparicando o Flamengo, mas daí lembrei que ele não anda merecendo né?
O colar foi comprado para o Brechó, daí resolvi usá-lo. Porque ele é lindo demais.
Para fechar com chave de ouro, o corte, lindo, sem escova. Adoro me sentir leve. Por isso, acho que essa idéia de cabelo grande será sempre protelada. Acho que só se eu ficar muito pobre de marré marré.
Desejo uma semana bem legal, animada, realizada, com muito amor!
Beijos e beijos!
P.S: qual é o seu look preferido?
Inspiração do dia : Angelina Jolie
Provando que o conjunto preto nunca sai da moda.
Boa semana!
Beijos e beijos!
Viva a sua dor, ou a sua alegria. Viva o seu momento.

Sempre escuto que é preciso esperar em Deus. E eu espero. Mas sei também, e aprendi com as porradas da vida, que não existe isso de quem espera sempre alcança. Não. Quem espera, fica para trás, adoece, entra em depressão, emagrece, engorda, perde o emprego, o relacionamento amoroso, os filhos, a vida.
Mas uma coisa que eu aprendi muito bem, é viver minha depressão, minha dor. Eu não as diminuo. Eu as vivo. Se eu tiver que chorar, eu choro. Se eu tiver que ficar sem comer, eu fico. Eu me entrego à minha dor, por menor que ela seja, porque ela é minha. Me permito não diminuir meu sofrimento, porque ele é meu. Assim como sair dele, só depende de mim e assim como vivo a minha solidão bem solitariamente, vivo minhas alegrias bem com quem eu amo.
E daí a frase de hoje na verdade é um texto. Texto lindo.
E a mensagem que eu passo é: viva sua vida, como ela é exatamente. Disfarce somente para não perder o emprego. O resto, não espere o travesseiro. Chore. E viva. Seja lá o que estiveres vivendo. Não espere uma doença grave para lidar com suas tristezas. Só você e Deus podem encontrar uma solução. E o seu trabalho e sua dedicação. Porque aprendi que a felicidade é um momento, a tristeza também.
No elevador do filho de Deus
A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
Que eu já tô ficando craque em ressurreição.
Bobeou eu tô morrendo
Na minha extrema pulsão
Na minha extrema-unção
Na minha extrema menção
de acordar viva todo dia
Há dores que sinceramente eu não resolvo
sinceramente sucumbo
Há nós que não dissolvo
e me torno moribundo de doer daquele corte
do haver sangramento e forte
que vem no mesmo malote das coisas queridas
Vem dentro dos amores
dentro das perdas de coisas antes possuídas
dentro das alegrias havidas
Há porradas que não tem saída
há um monte de "não era isso que eu queria"
Outro dia, acabei de morrer
depois de uma crise sobre o existencialismo
3º mundo, ideologia e inflação...
E quando penso que não
me vejo ressurgida no banheiro
feito punheteiro de chuveiro
Sem cor, sem fala
nem informática nem cabala
eu era uma espécie de Lázara
poeta ressucitada
passaporte sem mala
com destino de nada!
A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
ensaiar mil vezes a séria despedida
a morte real do gastamento do corpo
a coisa mal resolvida
daquela morte florida
cheia de pêsames nos ombros dos parentes chorosos
cheio do sorriso culpado dos inimigos invejosos
que já to ficando especialista em renascimento
Hoje, praticamente, eu morro quando quero:
às vezes só porque não foi um bom desfecho
ou porque eu não concordo
Ou uma bela puxada no tapete
ou porque eu mesma me enrolo
Não dá outra: tiro o chinelo...
E dou uma morrida!
Não atendo telefone, campainha...
Fico aí camisolenta em estado de éter
nem zangada, nem histérica, nem puta da vida!
Tô nocauteada, tô morrida!
Morte cotidiana é boa porque além de ser uma pausa
não tem aquela ansiedade para entrar em cena
É uma espécie de venda
uma espécie de encomenda que a gente faz
pra ter depois ter um produto com maior resistência
onde a gente se recolhe (e quem não assume nega)
e fica feito a justiça: cega
Depois acorda bela
corta os cabelos
muda a maquiagem
reinventa modelos
reencontra os amigos que fazem a velha e merecida
pergunta ao teu eu: "Onde cê tava? Tava sumida, morreu?"
E a gente com aquela cara de fantasma moderno,
de expersona falida:
- Não, tava só deprimida.
A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
Que eu já tô ficando craque em ressurreição.
Bobeou eu tô morrendo
Na minha extrema pulsão
Na minha extrema-unção
Na minha extrema menção
de acordar viva todo dia
Há dores que sinceramente eu não resolvo
sinceramente sucumbo
Há nós que não dissolvo
e me torno moribundo de doer daquele corte
do haver sangramento e forte
que vem no mesmo malote das coisas queridas
Vem dentro dos amores
dentro das perdas de coisas antes possuídas
dentro das alegrias havidas
Há porradas que não tem saída
há um monte de "não era isso que eu queria"
Outro dia, acabei de morrer
depois de uma crise sobre o existencialismo
3º mundo, ideologia e inflação...
E quando penso que não
me vejo ressurgida no banheiro
feito punheteiro de chuveiro
Sem cor, sem fala
nem informática nem cabala
eu era uma espécie de Lázara
poeta ressucitada
passaporte sem mala
com destino de nada!
A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
ensaiar mil vezes a séria despedida
a morte real do gastamento do corpo
a coisa mal resolvida
daquela morte florida
cheia de pêsames nos ombros dos parentes chorosos
cheio do sorriso culpado dos inimigos invejosos
que já to ficando especialista em renascimento
Hoje, praticamente, eu morro quando quero:
às vezes só porque não foi um bom desfecho
ou porque eu não concordo
Ou uma bela puxada no tapete
ou porque eu mesma me enrolo
Não dá outra: tiro o chinelo...
E dou uma morrida!
Não atendo telefone, campainha...
Fico aí camisolenta em estado de éter
nem zangada, nem histérica, nem puta da vida!
Tô nocauteada, tô morrida!
Morte cotidiana é boa porque além de ser uma pausa
não tem aquela ansiedade para entrar em cena
É uma espécie de venda
uma espécie de encomenda que a gente faz
pra ter depois ter um produto com maior resistência
onde a gente se recolhe (e quem não assume nega)
e fica feito a justiça: cega
Depois acorda bela
corta os cabelos
muda a maquiagem
reinventa modelos
reencontra os amigos que fazem a velha e merecida
pergunta ao teu eu: "Onde cê tava? Tava sumida, morreu?"
E a gente com aquela cara de fantasma moderno,
de expersona falida:
- Não, tava só deprimida.
Feliz semana! Semana completa, sem feriado, mas que seja completamente recheada de seus momentos.
Beijos e beijos!
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