quinta-feira, 12 de novembro de 2009

"O amor é o sacramento da vida. Faz nascer virtude onde virtude não havia. Purifica as pessoas de todas as vis contaminações deste mundo. É o fogo que purifica o ouro. É a primavera que, em algum solo hibernal, faz a inocência florescer como uma rosa."
Oscar Wilde

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Amigo italiano duvidando de minha aptidão de ter uma vida celibatária....e sozinha.
hum. Hoje estou em dúvida!
Vontade de dizer: ' amore vamos ver um filme hoje, depois do jogo?" haha
Mas para quem eu direi isso?
Vontade de dizer:'tchau chefe, até segunda, beijo me liga"........

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain


titulo original: (Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain)
lançamento: 2001 (França)
direção: Jean-Pierre Jeunet
atores: Audrey Tautou , Mathieu Kassovitz , Rufus , Yolande Moreau , Artus de Penguern
duração: 120 min gênero: Comédia



Após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Audrey Tautou) muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo ­ e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor.




Vai aí uma dica de um filme despretensioso, mas muito bacana. Narrativa simples e delicada. E com a minha atriz preferida.

O livro,de não-ficção, envolve um relato pessoal das experiências eróticas da autora, desde uma breve introdução acerca de seu defloramento, suas primeiras relações sexuais insatisfatórias, seu casamento fracassado (e traumático) e diversos relacionamentos monogâmicos infrutíferos, até sua grande descoberta sexual com o Homem A, com quem vive uma relação por cerca de três anos. E a tal grande descoberta da narradora nada mais é que o intenso prazer que encontra nas relações anais mantidas com seu amante. Mas fica claro, pela intensidade e pela complexidade que se é dada por Bentley à sua relação com o Homem A, que não se trata apenas da descoberta de um grande prazer, mas um desabrochar espiritual. A ex-bailarina, ex-esposa e ex-boa-moça tem uma formação ateísta que a leva a procurar de diversas maneiras por alguma crença divina.

Além disso, carrega traumas de uma criação paterna rígida e carente de amor, o que, segunda a própria narradora, pode ter sido grande o fator que a levou a desenvolver seu caráter tão oblíquo e tão frágil, e a ser uma pessoa com tantas dificuldades de relacionamentos. E essa mulher de vida sexual tão atribulada acaba encontrando a terapia e a “cura” de seus fantasmas na sua “porta de saída”: numa relação (jamais monogâmica) de prazer transcendente, masoquismo e obediência temperada, Bentley viaja para dentro e fora de si, harmoniza seus yin-yang, tem seu encontro consigo própria e com Deus; a sua luz interior, a revelação de sua espiritualidade, é acesa pelo seu buraco obscuro!

E podemos pensar, sim, que essa paixão não é novidade tão grande, pois o ânus é mote pra lá de cantado e recantado na literatura erótica e/ou pornográfica: o renascentista Pietro Aretino já cantava repetidamente em seus sonetos o seu grande apreço pelo sexo anal (“E Deus perdoe a quem no cu não foda”), e também Sade, na voz do cínico Dolmacé, disserta longa e apaixonadamente sobre sua devoção pelo ânus. Mas fique claro que Aretino e Sade, além de lidarem com uma tradição pornográfica de estereótipos, passam ao leitor uma visão masculina do assunto. De poucas vozes femininas que já vi falando sobre a “paixão obscura” (e como uma revelação de prazer), lembro talvez apenas de Adélia Prado, em seu poema “Objeto de Amor”:

“De tal ordem é e tão precioso/ que vou dizer-lhes
que não posso guardá-lo/ sem a sensação de um roubo:
cu é lindo!/ Fazei o que puderes com esta dádiva.
quanto a mim dou graças/ pelo que agora sei
e, mais que perdôo, eu amo.”

Registre-se, então, que recentes estudos de sexologia já se aprofundam bastante nos assuntos das relações anais (e não mais como perversões, desvios ou tabus), esquadrinhando-se e diferenciando-se, inclusive, os orgasmos anais feminino e masculino. Mas a experiência de vida de Bentley parece adiantar esses estudos em anos (ou ânus...).

Outra característica de não-novidade em A entrega é a da autobiografia erótica/pornográfica, já desenvolvida por Casanova em suas memórias, pelo relato anônimo (e duvidoso) do vitoriano Walter em Minha Vida Secreta, por nomes consagrados da literatura norte-americana como Frank Harris, Henry Miller, Erica Jong e Anais Nin, por escritoras brasileiras de 70/80, como Adelaide Carraro, Cassandra Rios e Márcia Denser, e, recentemente (num claro indício da total libertação sexual e pessoal feminina), por nomes como Melissa Panarello, Ana Ferreira e Sabina Anzuategui. Mas Toni Bentley, em sua incursão, mais uma vez parece ir além de todos esses nomes, seja pela ousadia, seja pela intensidade com que relata sua descoberta e sua paixão.

E em meio a tantas descrições de coitos anais (ela conta um total de 291 do início até um fim de seu caso com o Homem A) e reflexões e apologias ao buraquinho, o livro apresenta ainda um caráter de manual informativo. Bentley, com base em vasta experiência de campo, disserta sobre diversos “tipos” sexuais peculiares (como o Farejador de Vagina, apaixonado pela prática do cunilíngua), sobre práticas e preferências sexuais mais “comuns” como o menáge à trois, o swing, o 69, divagações sobre tamanhos de pênis, etc. Também apresenta dados e estatísticas acerca da sodomia: eu mesmo não fazia idéia, por exemplo, de que até 1962 todos os estados norte-americanos tinham leis severas contra a prática sodomita, e que em treze deles ainda vigoram leis desse caráter, tendo havido, só na Carolina do Sul, entre 1945 e 1974, 146 processos e 125 condenações! A autora ainda fala sobre tipos de lingerie e sobre o KY Gel, deixando inclusive dicas de uso e compra: “Conselho para quem dá o cu: use óculos escuros para comprar KY e não se vire na fila do caixa: estão todos olhando para sua bunda, sem acreditar” (pág. 111).

A Entrega, enfim, como todo grande auto-relato erótico, envolve a história de uma paixão, um grande caso, com seu desenrolar, sua decadência e seu fim (mas que deixando uma clara mensagem de renovação do espírito humano e continuidade da vida). Pode ser visto, afinal, como uma bela e intensa história de amor, escrita com estilo e alma. Um livro para ser lido sem preconceitos e/ou julgamentos morais, mas com a mente e o espírito “escancarados”.

Fonte: http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=1744

Entre um passo e outro de forró, eu refletia nas coisas engraçadas da vida e ao mesmo tempo estranhas ou chatas, ou melancolicas.
Tanta coisa se passava em minha mente, enquanto a banda tocava e embalava meu coração tão perdido e inconstante.
Eu estava linda, é fato. Mas estava com uma sensação cômica e gostosa de ser vivida.
Voltei para casa e tudo que eu queria era não ter que trabalhar hoje. Gostaria de ficar entre lençois e cobertas, tomando um chá com biscoito, vendo desenho animado e navegando no you tube.
A noite foi sim, muito especial, porque eu estava na companhia do meu amigo mais fiel e companheiro que uma pessoa pode ter e isso me faz uma pessoa basicamente felicíssima.
E os encantos da quarta-feira serão encerrados com uma dor, na última sessão com o tatuador, fofo e bacanérrimo.
Que o dia seja assim frufruzento e delicioso!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

SENSACIÓN DE OLOR

FRAGANCIA
de lilas...

Claros atardeceres de mi lejana infancia
que fluyó como el cauce de unas aguas tranquilas.

Y después un pañuelo temblando en la distancia.
Bajo el cielo de seda la estrella que titila.

Nada más. Pies cansados en las largas errancias
y un dolor, un dolor que remuerde y se afila.

...Y a lo lejos campanas, canciones, penas, ansias,
vírgenes que tenían tan dulces las pupilas.

Fragancia

"... eu só escrevo quando eu quero, eu sou uma amadora e faço questão de continuar a ser amadora. Profissional é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro. Agora, eu faço questão de não ser profissional, para manter minha liberdade." (Clarice Lispector)


assim sou eu.
Vamos começar colocando um ponto final,
Vamos nos jogar de onde já caímos,
Vamos mergulhar do alto onde subimos.
Tudo novo de novo.
( Paulinho Moska)
Vi hoje um carro bater bem de leve em uma moto. O rapaz levou um tombo felomenal, perdeu capacete, perdeu a paciência e tumultuou o trânsito. A polícia viu de camarote, por isso apareceu rápido. Pelo que percebi o motociclista sofreu escoreações e arranhões no joelho.........Medo!

Para deixar meu dia ainda mais abrilhantado, estão reformando umas salas aqui na repartição. Caraléo de asinhas de piquê!!, o barulho é tenso e incomoda até o Papa lá no Vaticano.
Já dura 3 dias, porque a palhaçada começou sexta passada.
E meu piercing novo no nariz coçando..........Só para alegrar meus costumeiros humores intensificados.
Enfim, fico lendo meu livro erótico, esperando a hora de purpurinar as garrinhas do pé e da mão.

As percepções da noite não foram as melhores. Pernilongos insistem em tirar meu humilde sono e assim, permaneço na calada da noite entre murmúrios e xingamentos. Ascendo a luz, apago a vida, tento um choro infantil. Me cubro com a coberta lilás, me dá calor e impaciência.
Demoro a querer colocar os pés no chão gelado da brisa da manhã. O banho demorado me faz refletir no que desejo em mais um dia entre batalhas e perdas. Me arrumo com calma, escolho os apetrechos ideais para iluminar esse rosto cansado,esconder as olheiras de mais uma noite perdida e vaga.
Venho cochilando de uma lado ao outro no banco do bus. Meus pensamentos vão longe, muito mais longe do que eu pudera imaginar em algum segundo.
E agora, sentada em minha estação de trabalho, preparo aulas, à espera das ordens dos superiores, vitalidade e esperança de que meu casaquinho verde com meu colar me façam uma garota elegante e feliz.